Diário, Literatura

Felicidade, sustenidos e bemóis – “Todo o tempo do mundo”

Fui ontem buscar minhas lentes de contato novas. Sai do consultório zonza de tanto que eu estava enxergando. Eu sempre me emociono quando eu volto a ver as cores do mundo, tudo é alegria, tudo é festa, tudo é cor. Isso basta para me deixar feliz.

“o melhor lugar do mundo é aquele em que você está neste momento. O importante é o aqui e o agora.” (Rico, página 90)

O cheiro de café recém-passado e do bolinho-de-chuva da vó. Ouvir sua música preferida no rádio. Um carimbo novo no passaporte. Receber a Eucaristia todos os domingos. Escrever um livro, ter um filho, plantar uma árvore. “Felicidade é estar vivo.” É estar com quem eu amo, vivendo plenamente o hoje. O que é felicidade genuína pra você?

livro Todo o Tempo do Mundo, Maurício Gomyde, Editora Astral Cultural

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Literatura

O que eu li em 2017

Ou também: que tal se a gente priorizar o que realmente quer ler?

O hábito da leitura hoje em dia é cool. Existe até uma competição velada para ver que lê mais livros e quem os lê mais rápido. (tem youtuber por aí que lê mais de uma centena de livros por ano, acredite) Quando eu era mais nova, não era bem assim. Levar um livro na bolsa era mostrar ainda mais o quanto eu era antissocial, o quanto eu preferia aquele mundo fantástico ao mundo real, em que eu era a ce-de-éfe da qual todos tiravam sarro porque só tirava notas boas. Que bom que isso mudou!

Posso dizer que cresci cercada de livros e isso influenciou muito na leitora que sou hoje. Eu lia o que estava disponível na prateleira, fossem revistas em quadrinhos, a coleção Vaga-lume ou clássicos da Literatura. Tudo despretensiosamente. Mas em algum momento da minha adolescência eu parei de ler. Não lembro bem quando foi e nem por quê, mas fiquei um período longe das minhas histórias. Li algumas coisas para o vestibular (Vestido de Noiva, por exemplo, QUE LIVRO!) mas só. Minha retomada se deu durante a febre vampiresca na Literatura, eu já estava na faculdade e devorei cada um dos livros de dona Stephenie Meyer, Bella, Edward e companhia.

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Diário

Ano sabático que chama?

É muito tarde pra chegar aqui e fazer um retrospecto do ano que passou? (a Kah já provou que não, mas o post não está mais no ar) Como eu não sou a maior seguidora de regras desse mundo, a resposta não me importa tanto, devo dizer.

Eu sei que com a quantidade de blogs (incríveis!) que se tem por aí hoje, o meu não tem um conteúdo lá tão relevante (além e ser raramente atualizado). Eu nunca vou aprender a tirar fotos incríveis e nem vou conseguir escrever pensando em SEO, além de não ter intenção alguma de falar sobre política e afins, mas tenho assuntos demais na minha cabeça pra conseguir deixar de lado, assim, sem mais nem menos. Então cá estamos!

2017 foi um ano incrível para mim. Se eu fosse escolher uma palavra para defini-lo, escolheria sem dúvidas “autoconhecimento”. Porque no final foi isso que ele me trouxe.

Chegando em Limeira

Foi um ano difícil.
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Diário

Life doesn’t make narrative sense (ou: De repente 30)

Hoje encerro mais um ciclo, me torno uma balzaquiana de marca maior. A tia do rolê que já habita em mim há anos pode correr livre por aí porque agora oficialmente fechei minha terceira década de vida: trintei.

De Repente 30 - thirty and flirty and thriving

30, a idade do sucesso (na versão dublada MARAVILHOSA)

No fundo, são só dois dígitos que mudam na minha vida. As roupas que uso são as mesmas (ou no mesmo estilo) das que eu usava há 10 anos atrás. Meu gosto musical é bem menos pop e muito mais rock-folk-mamãe-quero-ser-hippie, mas a essência ainda está aqui. Meu jeito de falar, os seriados que eu vejo, nada teve grande evolução nessa última década. Eu continuo sendo a “menina Lívia” que quando tinha dezoito parecia ter quinze, quando tinha vinte e cinco, parecia ter dezoito e agora que tem trinta não parece ter mais do que vinte-e-poucos. Isso é bom, eu acho.

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Diário, Música

Quem não desiste, tudo consegue

Ou (spoiler alert)Como foi conversar pessoalmente com meu crush famoso da adolescência.

Talvez você nunca tenha comprado uma revista por uma reportagem com seu cantor favorito e nem tenha gasto toda a tinta colorida de impressora do seu pai imprimindo fotos de seus ídolos. Talvez você nunca tenha tido sequer uma pasta com recortes e lembranças daquele artista em especial. Mas mais do que isso: talvez você nunca tenha sido fã de alguém. I feel sorry for you.

(e talvez por isso ache o post extremamente chato, etc e tal. beijos de luz)
(vai ser longo, sim. e se reclamar, posto outra vez)

Início dos anos 2000, internet discada, Yahoo! Grupos e o auge das boy bands. Eu estava prestes a completar 13 anos, idade em que eu oficialmente deixaria de ser criança e me tornaria pré-adolescente (na minha cabeça era assim que funcionava), quando vi o Gugu anunciar na TV a mais nova boy band brasileira, Twister. Eu pirei na hora! A música que tocaram (playback, claro) falava sobre um amor que dava 40 graus de febre e queimava pra valer (pra valeeeer), com uma dança sensacional de brinde (só que não, vergonha alheia detected). Engraçado que os vocais deles eram subestimados e os caras realmente eram bons!

Clipe de "40 Graus", Twister, 2000

“Meu amor, esse amor dá 40 graus de febre. Queima pra valer, queima pra valeeeer. É assim como o sol derretendo toda neve dentro de você, dentro de você.” (rimas ricas: não trabalhamos)

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