Diário, Literatura

Vamos falar da Bienal do Livro de São Paulo?

E aconteceu entre nas últimas semanas  a 24ª edição Bienal do Livro de São Paulo. Trata-se de um evento organizado pela Câmara Brasileira do Livros desde 1970 que reúne um mundo de editoras e autores independentes expondo seus trabalhos para um público geralmente gigantesco (para esse ano espera-se de cerca de 700 mil visitantes). É uma delícia para quem é amante da leitura, como eu.
De minha parte, eu já havia ido em duas outras edições (2010 e 2014) mas a deste ano teve todo um gostinho especial para mim porque agora estou cada vez mais inserida nesse mundo, querendo conhecer cada dia mais um pouco do mundo da literatura (POR FAVOR, EDITORAS, ME CONTRATEM!).
Apesar do perrengue de 2014 (estava lotado demais, calor demais e desorganizado demais), já tinha combinado há muito tempo de que iria junto com a Kátia, então a grande surpresa foi ter a minha cunhada, a Camila, conosco, primeira vez dela em uma Bienal.
Fomos no sábado, dia 27, e foi maravilhoso! Como nos programamos com antecedência, deu para aproveitar bem as atrações do dia. (acabamos indo também no último dia da Bienal, ms conto mais sobre essa ~tragédia~no final do post)

Marcadores de página que ganhei na Bienal

O maravilhoso saldo de marcadores de livros, cartões e folders da Bienal. Adoro!

Chegamos no Anhembi por volta das 10h, horário de abertura do pavilhão. Dessa vez, optei por ir de carro, já que estávamos em três, o custo compensava e, convenhamos: é mais confortável. Não tive problema nenhum para estacionar (na sombra, inclusive). Como nossos ingressos já estavam comprados, fomos direto para a bilheteria e foi bem tranquilo, nem fila pegamos. (só para comparar, em 2014 enfrentamos muito sol e muita desorganização na bilheteria, então aprendemos nossa lição e pesamos que a taxa de conveniência valia e pena para evitar tudo isso, mas pelo que pude perceber, muita coisa melhorou desde então, viu? A bilheteria dessa vez estava dentro do pavilhão e ninguém ficou torrando no sol)

Os estandes estavam lindos. Gostei especialmente do estande da Novo Século (a música estava sensacional, inclusive) e do Grupo Autêntica. Já Camila ficou encantada com o da Madras. Não conseguimos entrar na Rocco (cheeeio!) e o da Intrínseca estava uma graça também.
Não faço questão de ir em estandes das livrarias/lojas grandes (Saraiva, Americanas, Submarino e até mesmo a Leitura) porque, né, isso eu posso fazer em outros momentos ou até mesmo online. Particularmente gosto mais daquelas que não tenho acesso tão fácil, entende?

Depois de passear por cada um dos corredores do pavilhão do Anhembi e almoçar um crepe de banana com canela delicioso (e inflacionado), rumei para o Edições SESC, local em que às 16h teria o Laboratório Booktuber com a Tatiana Feltrin. Como só seriam distribuídas 60 senhas e eu queria muito participar, fiquei cerca de 1h30 sentadinha na fila (I regret nothing! Foi um alívio poder descansar depois de andar MUITO), só esperando.
Eu não era de acompanhar nenhum canal no Youtube – até conhecer o TLT, da Tati. As críticas dela são incrivelmente bem embasadas, ela fala com propriedade dos livros que leu, sem se tornar arrogante por conta do conhecimento que tem.

Se você quiser conhecer o canal da Tati, gosto muito do vídeo sobre 50 Tons de Cinza e um do VEDA sobre o mercado editorial.

O interessante foi ver que eu era mais velha do que pelo menos 2/3 do público que estava na fila =B De qualquer forma, foi muito bom o bate-papo, que foi intermediado pelo Wellington Andrade, crítico literário da revista Cult.

Tati Feltrin na Bienal

Laboratório booktubers com a Tatiana Feltrin no espaço do SESC. Uma delícia!

A interação com o público foi muito bacana. Um dos temas abordados foi o preconceito literário e a invasão de livros de youtubers (minha opinião: tudo que incentiva alguém a iniciar-se na leitura é super válido, eu já li muito romance de banca de revista), além da canseira que dá nos leitores quando muitas obras com um mesmo assunto são lançadas (exemplo: vampiros na última década e distopias mais recentemente).
Foi muito válido e pude perceber que até mesmo as meninas que foram comigo e não faziam ideia de quem era a Tati saíram de lá com vontade de conhecer o canal.

Depois desse encontro delicioso, parti para o momento que talvez mais tenha me marcado: sessão de autógrafos do Pedro Bandeira.
O estande da Editora Moderna era bem ao lado de onde estávamos e vimos que a fila estava relativamente pequena. Eu já tinha levado na minha bolsa o livro “Minha Primeira Paixão”, o qual começou a ser escrito pela Elenice Machado, que faleceu durante o desenvolvimento a obra, tendo sido o Pedro Bandeira o incumbido para finalizar (lindamente) a história.
Talvez você, leitor mais novo, não tenha vivido as histórias dele como eu vivi, com “O Primeiro Amor de Laurinha” e “Minha Primeira Paixão”, ou como a Kátia viveu com “A Droga da Obediência” e “A Droga do Amor”. Mas é um autor que influenciou muito quem nasceu nos anos 80 e 90, tenho certeza de que muita gente pegou gosto pela leitura através das obras dele.

Esperamos por cerca de meia hora e a emoção foi crescendo. Quando estava quase na nossa vez, umas moças que estavam na nossa frente se emocionaram muito e foi difícil demais segurar as lágrimas.
Inclusive depois veio uma mulher com dificuldades de locomoção, o que fez o “vô” Pedro (no auge dos seus quase 80 anos), sair da mesinha para dar um abraço nela, o que a fez chorar demais. E foi aí que aconteceu uma das coisas mais bonitas: o autor responsável por muita gente ser iniciada na leitura tirou um lenço do bolso e enxugou as lágrimas dela… foi a coisa mais linda do mundo! <3

Sessão de autógrafos do pedro Bandeira no estande da Editora Moderna

Eu toda emocionada, autógrafo lindo do Pedro Bandeira e as duas versões do mesmo livro (a mais nova é da Kátia)

Não imaginava, de verdade, o que ele significava para mim até está lá, boba, recebendo um abraço delicioso dele (como vocês podem ver nas fotos). Foi a realização de um sonho que eu nem sabia que tinha! Saí de lá com vontade de reler tudo que li quando era criança e que me fez ter gosto pelos livros.
Essa é uma das delícias da Bienal, despertar o saudosismo e o entusiasmo pela leitura.

Participei de um sorteio delicinha organizado pela Novo Século (que está com um selo geek novo maravilhoso, o Geektopia) e não é que ganhei um par de ingressos para o último fim de semana? Claro que lá fui eu com a Kátia de novo! Mas se no primeiro sábado conseguimos tranquilamente pelos corredores da Bienal, não foi o que ocorreu no domingo (dia 04/09).

Aliás, obrigada, Catiane, sua linda <3 Primeiro a leitura exclusiva pré-lançamento de Carry On e agora ingresso na faixa para um evento maravilhoso, sei nem como agradecer, de verdade!

Estávamos querendo ir principalmente para comprar um livro de um escritor “quase” novato que nos conquistou pela sinopse: “O Deserto dos Meus Olhos”, do Leon Idris. Uma amiga dele nos abordou no sábado e deu super certo o merchã dela. Aliás, este foi o único livro que comprei no evento :)

O Deserto dos Meus Olhos, de Leon Idris. A história parece ser ótima! Quando terminar, volto aqui para recomendar.

O Deserto dos Meus Olhos, de Leon Idris. A história parece ser ótima! Quando terminar, volto aqui para recomendar.

A grande questão é que mal dava pra andar naquele lugar. Estava um inferno. Ficamos por volta de 2h por lá porque não tinha condição de “curtir” (além de eu estar SUPER cansada do show maravilhoso do Scorpions no dia anterior – sim, contarei em detalhes!) e na hora de ir embora houve um desrespeito tão grande da organização que manchou um pouco a experiência incrível que eu havia tido no sábado anterior.

Havia uma fila gigante – mas organizada – para pegar o transfer gratuito para os terminais rodoviários. Estávamos lá, de boa, quando um funcionário nos mandou mudar a fila para outro lugar. Ok, obedecemos. Minutos depois, vem outro funcionário berrando que estávamos errados e perguntando quem tinha nos mandado ficar ali. Foi aí que um começou a discutir com o outro e um deles começou a discutir com o pessoal da fila. Fomos tratados igual animais, sem respeito algum. E foi totalmente desnecessário, pois não havia confusão alguma – fora a que eles mesmos fizeram. Decepcionante (mas vou tentar enxergar como um ponto isolado para uma experiência tão boa).

#somostodasrainhas

#somostodasrainhas
Com a habitual companheira de idas a São Paulo <3

Enfim, apesar dos percalços, estar em um lugar desses é incrível. É gente demais, sim, mas é gente demais que ama as mesmas coisas que você, entende? Ver aquela multidão de molecada enlouquecida por livros me dá uma esperança tão gostosa e só consigo dizer o quanto vale a pena tudo isso.

Espero ter te convencido a ir a uma Bienal do Livro! Quem sabe não nos vemos na de 2018, quando eu estiver trabalhando em alguma editora, não? *-*

Um beijo!

TAG & Meme

TAG: Como você era nos tempos de escola

Sempre lembro com muito carinho do meu tempo de colegial (e é nesse momento que você percebe que a blogueira aqui nasceu nos anos 80 heh) e desde que vi essa tag no canal da Marina fiquei com vontade de fazer, mas fiquei enrolando. Só que foi só eu ver a GG postando que não teve jeito, tô aqui imitando XD

1. Quem era você na escola, como você era? E como era sua escola?
Eu era CDF (porque nem existia a palavra ~nerd~ naquela época). Apesar de ser alta, sentava na frente porque não enxergava quase nada (oi, isso não mudou muito). Era bastante estudiosa e desesperada para acabar logo as minhas atividades porque daí poderia conversar.
Estudei até o final da sexta série em uma escola pública do meu bairro, numa sala com mais de 40 alunos, trocentas turmas, uma loucura. Da sétima em diante, estudei em um colégio particular, turma de no máximo 20 alunos e só umas 15 salas, muita diferença pra minha cabecinha heh

Em uma excursão com a turma da terceira série

Em uma excursão para o Bosque dos Jequitibás com a turma da terceira série, eu tinha uns 9 ou 10 anos. Me reconhecem? sou a com a blusa cinza na cintura heh

2. Qual era a sua tribo?
Não tinha muito dessas coisas não, viu? Eu não era da turma dos descolados, nem dos populares, nem nada.

3. No recreio, onde era mais fácil te encontrar?
Sentada em um cantinho, cantando músicas do Legião Urbana com as amigas (gente, fiz muito disso na oitava série! eita fase depressiva). Já na época das provas, eu provavelmente estava na mesa, cercada de colegas querendo tirar dúvidas antes da prova.
Dificilmente você me veria na cantina já que nunca comprava lanche por lá, sempre levava de casa.

4. Já namorou ou ficou com alguém da escola? Foi dentro ou fora da escola?
Nunquinha, juro. Bem que eu queria mas, né, sempre fui rejeitada :(
Lembro inclusive de uma vez, quando eu tinha uns quinze anos, que escrevi uma carta para uma cara de quem eu gostava (baseada em uma matéria da Capricho de como escrever uma carta e parecer legal, vejam só) e ele mostrou pra todo mundo da sala. No final do dia, veio a irmã dele me dizer que nunca ia permitir que eu ficasse com ele porque eu não usava rímel nem tirava a sobrancelha. Oi??? (no fim, não fiquei mesmo)

5. Já fez alguma coisa escondida ou contra as regras? Já cabulou aula?
Sou muito caxias, gente. Só fui matar aula lá pelo terceiro ano (na faculdade era quase todo dia). Nunca colei, já que eu era aquele tipo de CDF que só confiava em si mesmo. Odiava passar cola porque não sabia ser discreta, então eu deixava claro pros coleguinhas que não ia esconder a prova deles nem dificultar que eles olhassem, mas também não ia ficar falando as respostas e precisava que eles me desse pelo menos uns 20 minutos pra eu resolver a prova antes de me torrarem o saco. Desculpa, eu era assim.

6. Se lembra de alguma modinha que você seguiu?
Sandálias de plástico com meias coloridas. Adorava! (essa foto de 2006 de um fotolog alheio pode te mostrar do que se tratava) Eu não tinha grana pra comprar a Melissa aranha (que era a “original”), então sempre tinha as genéricas (da Sandy, da Wanessa Camargo, etc) transparentes e variava a meia (geralmente listrada) que usava em baixo. A variação acontecia quando ao invés da sandália eu usava o tênis (também de plástico). Isso foi na época da sétima série, em 2001 acho.

7. Qual foi o melhor e o pior dia? 
*momento “senta que lá vem a história”*
Lembro de um dia que foi bastante agridoce e me marcou bastante. Eu estava na oitava série, adorava Blink 182, Capital Inicial e aulas de Espanhol. Era final do ano, um clima meio de despedida porque muitos não estariam mais ali no ano seguinte, a sala estava a maior bagunça. Em meio ao caos, meu melhor amigo (que também não estaria mais comigo no colegial) chegou e disse que estava apaixonado por mim, assim, do nada. Foi uma surpresa gigante (e boa!), nunca ninguém tinha me falado aquilo na vida, me marcou muito a honestidade do momento, foi muito bacana. Mas eu não soube lidar. Falei para ele que também gostava muito dele, mas como amigo. Ele chorou, eu chorei e a coisa toda estremeceu, eu simplesmente não sabia como agir com ele.
Engraçado que todos os professores sabiam da paixão e torciam muito pelo casal (que existia só na cabeça deles, né?). Imagino que ele deva ter contado sobre a declaração fail então todos eles vinham falar comigo para eu dar uma chance e isso foi totalmente desnecessário, MUITO CHATO MESMO. Ok que eu fui insensível mas nenhum dos adultos da situação lidou com aquilo de uma forma a não interferir na nossa vida. Lembro que aquela semana foi péssima, cheia de pressão, um dos piores momentos que vivi por lá…
Acabou que ele foi morar com o pai em outro estado mas voltou dali um ano. Retomamos a amizade e nos falamos até hoje, inclusive, mas nunca mais tocamos nesse assunto.
Até hoje penso se tudo aquilo existiu mesmo porque quando falo com as minhas amigas que estudavam comigo, nenhuma delas lembra disso LOL 😛

Lembranças do colegial

Lembranças do colegial. Adoro essa minha foto da carteirinha do segundo ano. À esquerda, os programas das apresentações de final de ano. No fundo, no centro, minha turma do Ensino Médio.

8. Se envolveu em algum tipo de briga ou movimento/protesto?
Briga sempre que tinha campeonato de handball porque, né, espírito esportivo: não trabalhamos. Geralmente minhas encrencas eram com uma menina em específico e não gosto nem de lembrar. Nunca chegamos à violência de fato porque sempre fui grandona e eu abusava disso pra que ela tivesse medo…

9. Sua escola tinha alguma lenda, tipo loira do banheiro? Você tinha algum medo na escola?
Olha, não que eu me lembre. O medo que eu tinha era o de fracassar, sabe? (ainda tenho) De ter gasto todo o meu potencial na escola e ser um Zé Ninguém no futuro. Olha, o que posso dizer é que hoje sou realmente um Zé Ninguém mas isso não me incomoda mais.

10. Sofreu ou causou bullying em alguém?
Uma vez uma menina me chamou de gorda na quinta série e eu falei pra ela que se eu quisesse eu emagrecia, pior o cabelo dela que nem com amaciante dava jeito (em minha defesa: ela me xingou primeiro). Mas fora isso, no colégio novo me chamavam de Royal, por conta da minha boca grande. Hoje eu gosto demais de ter bocona mas naquela época era uma ofensa tremenda pra mim.

11. Como era a sua performance em apresentações da escola? Curtia?
Eu não gostava de dançar (sempre tive vergonha por ser gorda) mas adorava quando envolvia outras coisas. Na minha escola, todo final de ano fazíamos uma apresentação no Teatro Polytheama daqui de Jundiaí (que é maravilhoso). Lembro muito bem do primeiro colegial, que foi quando recitei um texto de Chaplin, que faz parte do discurso final de O Grande Ditador, o qual eu lembro até hoje:

“Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!”

(agora que já escrevi tudo isso lembrei que talvez a pergunta se refira às apresentações de trabalho mas, enfim, minha resposta com essa citação foi melhor, vai? heh)

12. Do que você mais lembra desse tempo? Quais as coisas que mais te trazem lembranças?
Lembro dos dramas, de como tudo que acontecia era o fim do mundo. Vendo o lado não tão legal de tudo, lembro de não me sentir pertencendo a lugar nenhum. Eu nunca era convidada para as festas, nunca ninguém queria ficar comigo e eu s’era chamada para os grupos de trabalho por conta das minhas boas notas. Engraçado que ainda hoje quando encontro com algumas pessoas daquela época, eu ainda me sinto assim. A diferença é que hoje essa exclusão social é uma escolha, passei a apreciar o fato de ser hipster diferente e apreciar minha própria companhia.
Mas também lembro das amizades, algumas que estão comigo até hoje <3

13. Teve algum professor(a) ou funcionário que te marcou?
A professora Valéria, de Biologia, me marcou demais assim que cheguei no colégio novo. Acho que foi a professora com quem mais aprendi na vida. Lembro até hoje da grande maioria das aulas, sei as musiquinhas de citologia até hoje e só tirava 10 nas provas. Por um triz que eu não fui pra biológicas, viu?
A minha professora de Português do ginásio, a Vânia, também me marcou muito, me incentivou demais na leitura e tem influência grande no que sou hoje.

14. Se você pudesse voltar no tempo, o que diria pra você mesma naquela época?
Não tenha medo de ser quem você é, Lívia (e não namore durante o Ensino Médio, pelamordedeus, justo quando você era uma graça de xovenzinha). Aproveite as excursões, gincanas e viagens. Curta muito porque esse tempo não volta mais (como qualquer outro). E principalmente: não se envergonhe de estudar tanto, isso vai fazer a diferença. E vá atrás dos seus sonhos, menina! Mesmo que isso só aconteça dez anos depois de ter saído do colégio.
(aliás, bateu uma vontadezinha de escrever de novo uma carta pro meu eu de 10 anos atrás, já que aqui no BeLivs só tem a carta para o meu eu do futuro)

Tinha tudo para ser um post bobinho, mas lembrar daquele tempo mexe muito comigo e não consigo não ser emotiva…

Queria muito ler as respostas da Ana Carô, Poly, Luly e Renatinha, que tem todas mais ou menos a mesma idade que eu e devem ter vivido coisas parecidas.

Um beijo!

Diário, Etecétera, Literatura

O melhor de Junho e Julho

Eu JURO que eu não queria fazer esse tipo de post a cada dois meses mas o BeLivs teve tão poucas atualizações que não vi motivos para fazer numa frequência maior (ao menos for now).

Meu final de semana passado foi bastante complicado. Tudo começou na sexta enquanto me revezava assistindo a abertura das Olimpíadas e o primeiro episódio de Stranger Things. Senti uma dor terrível que depois identifiquei como cólica intestinal… foda. Passei a noite sofrendo e meu sábado foi ~de rei~, se é que me entendem . Só sei que agora não vai dar pra fugir: preciso marcar um gastro…

Mas, enfim, passou. E aconteceram tantas coisas gostosas nesses últimos meses que não sei nem por onde começar…

Por exemplo: a Ju casou <3 Minha amiga mais antiga, ruiva & linda casou! A festa foi maravilhosa, comida deliciosa (sdds risotto de funghi) e caipirinha de morango com pimenta incrível. A cerimônia foi emocionante e foi tudo feito com muito carinho. Valeu demais a pena todos os perrengues que eles passaram. No final estava tudo com a carinha deles mesmo.

Tive a oportunidade de ir ao cinema assistir um filme nacional que estreou há pouco tempo, Entre Idas e Vindas. Não esperava muito mas gostei demais do filme (sei que a crítica não tem sido lá muito boa). Conta a história de quatro amigas que vão fazer uma viagem de despedida de solteiro com um ônibus/trailler/whatever e acabam dando uma caroninha para um pai solteiro com seu filho. Ao longo do percurso vamos descobrindo mais da vida deles e vendo a realidade por trás dos relacionamentos. Taí, #fikdik. E por último uma grande realização: EU VOU VER WHITESNAKE DE PERTOOOO! E vai ser no Citibank Hall, bem onde eu queria que fosse *-* Foi complicadinho comprar ingresso porque estava programado para as vendas abrirem às 10h mas não abriam e fui ficando nervosa. Nossa ideia era comprar plateia mas esgotou e vamos acabar indo de pista. Tô nem aí, só sei que vou ouvir a voz do David fucking awesome Coverdale de perto (e não tô nem ligando pra vocês que acham ele overrated, etc, etc, etc). Minha história com a banda começou quando a ~juventude~ ainda consumia CDs e meu pai comprou o Lovy Metal 2 pra mim, uma coletânea da Som Livre lançada em 2002. Uma das músicas integrantes era “Is This Love” e desde então já comecei a ficar curiosa pela banda. Dali a algum tempo, eu veria a Lois Lane em Smallville presenteado o Clark com uma mixtape da banda e iria correndo ouvir mais músicas. Aí foi só amor <3¹ E agora vou pra um show deles <3² Nem acredito <3²

Por aqui

Por aí

  • Como é que eu vou dizer que acabou?, do So Contagious – a Anna é uma das blogueiras que conheço há mais tempo e uma das que mais vi crescer então devo assumir que me emocionei com esse texto sobre o fim. Muito.
  • Margem de erro, da Revista Pólen – porque muitos de nós fomos crianças prodígio. (inclusive eu mesma postei sobre meu medo de não ser perfeita lááá no começo do ano)
  • 7 motivos pra acordar 5 da manhã, do Tudo Pela Arte – ADORO acordar por volta das 5h. Inclusive os dias em que passo muito das 6h são praticamente dias perdidos pra mim.
  • O que diabos aconteceu com a geração Y?, do Ícaro de Carvalho – recebi esse link da Kátia pelo whatsapp e me fez pensar muito, viu? Como ele mesmo disse: “um texto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho”.
  • Aquele do casamento, do E Agora, Isadora? – porque eu AMO relatos de casamentos e o da Isadora é tão vida real, tão gente como a gente… amei!

Leituras do mês

Nossa, foram dois meses que renderam, viu?

  1. “Fangirl”, Rainbow Rowell ★★★☆☆ (junho) – meu terceiro livro da Rainbow Rowell, querida. Gostei da história, mas ainda fica atrás dos demais dela que já li. Gosto de como a Cath é nerd, gente como a gente. E o Levi… ah, o Levi <3 Inclusive uma das cenas quentes mais sexy-sem-ser-vulgar que já li em YAs na vida. Recomendo!
  2. “Carry On”, Rainbow Rowell ★★★★✫ (junho) – não vou ser repetitiva, leiam o post com a resenha mas, ó, Simon & Baz sitting in the tree, k-i-s-s-i-n-g, muito amor!
  3. “A Caderneta Vermelha”, Antoine Laurain ★★★★★ ♥ (junho) – um belo dia eu estava navegando por um site com epubs e achei a capa desse tão gracinha! Estava esperando tão pouco dele mas me apaixonei! Ainda pretendo fazer um post sobre ele, mas me levou para um lugar tão gostoso na minha memória… Enquanto eu não escrevo, por favor, leiam esse post do Moldando Afeto sobre o livro que vocês vão entender. É uma história para aquecer os corações, sabe?
  4. “Tá Todo Mundo Mal”,  Jout Jout ★★✫☆☆ (junho) – tava indo bem, sabe? Inclusive gostei bastante do texto “A crise do sexo da vida real”, mas quando terminei pare e pensei: tá. e aí? é só isso? Meu pensamento de certa forma é bastante parecido com o da Tati Feltrin, não deixem de assistir o vídeo da minha booktuber favorita sobre livros de youtubers.
  5. “O Caderninho de Desafios de Dash & Lily”, David Levithan e Rachel Cohn ★★✫☆☆ (julho) – ai, tinha tanto potencial mas foi tão chatinho. Óbvio, cansativo e monótono. A capa é maravilhosa mas só.
  6. “A Garota do Calendário – Janeiro”, Audrey Carlan ★★✫☆☆ (julho) – assim que eu acabar de ler o segundo livro, eu vou fazer um post sobre mas, nhé, não sou o público alvo do livro e isso já diz muito… De qualquer forma, é divertidinho, sim.

 

 

Clube de Leitura #RainbowRowell. Keep calm and #CarryOn #livrariamartinsfontes #sampa #livro #book #YA #novoseculo Uma foto publicada por Lívia Bonilha Bonassi (@livsbb) em

Por enquanto foram 17 livros em 2016. Jurava que tinha sido bem mais?!

Aliáááás, vocês irão na Bienal? Pretendo ir no dia 28, se forem também, me avisem, ok? 😉

Um beijo!

P.S.: desisto de deixar as fotos do Instagram centralizadas, beijos.