Sempre lembro com muito carinho do meu tempo de colegial (e é nesse momento que você percebe que a blogueira aqui nasceu nos anos 80 heh) e desde que vi essa tag no canal da Marina fiquei com vontade de fazer, mas fiquei enrolando. Só que foi só eu ver a GG postando que não teve jeito, tô aqui imitando XD

1. Quem era você na escola, como você era? E como era sua escola?
Eu era CDF (porque nem existia a palavra ~nerd~ naquela época). Apesar de ser alta, sentava na frente porque não enxergava quase nada (oi, isso não mudou muito). Era bastante estudiosa e desesperada para acabar logo as minhas atividades porque daí poderia conversar.
Estudei até o final da sexta série em uma escola pública do meu bairro, numa sala com mais de 40 alunos, trocentas turmas, uma loucura. Da sétima em diante, estudei em um colégio particular, turma de no máximo 20 alunos e só umas 15 salas, muita diferença pra minha cabecinha heh

Em uma excursão com a turma da terceira série

Em uma excursão para o Bosque dos Jequitibás com a turma da terceira série, eu tinha uns 9 ou 10 anos. Me reconhecem? sou a com a blusa cinza na cintura heh

2. Qual era a sua tribo?
Não tinha muito dessas coisas não, viu? Eu não era da turma dos descolados, nem dos populares, nem nada.

3. No recreio, onde era mais fácil te encontrar?
Sentada em um cantinho, cantando músicas do Legião Urbana com as amigas (gente, fiz muito disso na oitava série! eita fase depressiva). Já na época das provas, eu provavelmente estava na mesa, cercada de colegas querendo tirar dúvidas antes da prova.
Dificilmente você me veria na cantina já que nunca comprava lanche por lá, sempre levava de casa.

4. Já namorou ou ficou com alguém da escola? Foi dentro ou fora da escola?
Nunquinha, juro. Bem que eu queria mas, né, sempre fui rejeitada :(
Lembro inclusive de uma vez, quando eu tinha uns quinze anos, que escrevi uma carta para uma cara de quem eu gostava (baseada em uma matéria da Capricho de como escrever uma carta e parecer legal, vejam só) e ele mostrou pra todo mundo da sala. No final do dia, veio a irmã dele me dizer que nunca ia permitir que eu ficasse com ele porque eu não usava rímel nem tirava a sobrancelha. Oi??? (no fim, não fiquei mesmo)

5. Já fez alguma coisa escondida ou contra as regras? Já cabulou aula?
Sou muito caxias, gente. Só fui matar aula lá pelo terceiro ano (na faculdade era quase todo dia). Nunca colei, já que eu era aquele tipo de CDF que só confiava em si mesmo. Odiava passar cola porque não sabia ser discreta, então eu deixava claro pros coleguinhas que não ia esconder a prova deles nem dificultar que eles olhassem, mas também não ia ficar falando as respostas e precisava que eles me desse pelo menos uns 20 minutos pra eu resolver a prova antes de me torrarem o saco. Desculpa, eu era assim.

6. Se lembra de alguma modinha que você seguiu?
Sandálias de plástico com meias coloridas. Adorava! (essa foto de 2006 de um fotolog alheio pode te mostrar do que se tratava) Eu não tinha grana pra comprar a Melissa aranha (que era a “original”), então sempre tinha as genéricas (da Sandy, da Wanessa Camargo, etc) transparentes e variava a meia (geralmente listrada) que usava em baixo. A variação acontecia quando ao invés da sandália eu usava o tênis (também de plástico). Isso foi na época da sétima série, em 2001 acho.

7. Qual foi o melhor e o pior dia? 
*momento “senta que lá vem a história”*
Lembro de um dia que foi bastante agridoce e me marcou bastante. Eu estava na oitava série, adorava Blink 182, Capital Inicial e aulas de Espanhol. Era final do ano, um clima meio de despedida porque muitos não estariam mais ali no ano seguinte, a sala estava a maior bagunça. Em meio ao caos, meu melhor amigo (que também não estaria mais comigo no colegial) chegou e disse que estava apaixonado por mim, assim, do nada. Foi uma surpresa gigante (e boa!), nunca ninguém tinha me falado aquilo na vida, me marcou muito a honestidade do momento, foi muito bacana. Mas eu não soube lidar. Falei para ele que também gostava muito dele, mas como amigo. Ele chorou, eu chorei e a coisa toda estremeceu, eu simplesmente não sabia como agir com ele.
Engraçado que todos os professores sabiam da paixão e torciam muito pelo casal (que existia só na cabeça deles, né?). Imagino que ele deva ter contado sobre a declaração fail então todos eles vinham falar comigo para eu dar uma chance e isso foi totalmente desnecessário, MUITO CHATO MESMO. Ok que eu fui insensível mas nenhum dos adultos da situação lidou com aquilo de uma forma a não interferir na nossa vida. Lembro que aquela semana foi péssima, cheia de pressão, um dos piores momentos que vivi por lá…
Acabou que ele foi morar com o pai em outro estado mas voltou dali um ano. Retomamos a amizade e nos falamos até hoje, inclusive, mas nunca mais tocamos nesse assunto.
Até hoje penso se tudo aquilo existiu mesmo porque quando falo com as minhas amigas que estudavam comigo, nenhuma delas lembra disso LOL 😛

Lembranças do colegial

Lembranças do colegial. Adoro essa minha foto da carteirinha do segundo ano. À esquerda, os programas das apresentações de final de ano. No fundo, no centro, minha turma do Ensino Médio.

8. Se envolveu em algum tipo de briga ou movimento/protesto?
Briga sempre que tinha campeonato de handball porque, né, espírito esportivo: não trabalhamos. Geralmente minhas encrencas eram com uma menina em específico e não gosto nem de lembrar. Nunca chegamos à violência de fato porque sempre fui grandona e eu abusava disso pra que ela tivesse medo…

9. Sua escola tinha alguma lenda, tipo loira do banheiro? Você tinha algum medo na escola?
Olha, não que eu me lembre. O medo que eu tinha era o de fracassar, sabe? (ainda tenho) De ter gasto todo o meu potencial na escola e ser um Zé Ninguém no futuro. Olha, o que posso dizer é que hoje sou realmente um Zé Ninguém mas isso não me incomoda mais.

10. Sofreu ou causou bullying em alguém?
Uma vez uma menina me chamou de gorda na quinta série e eu falei pra ela que se eu quisesse eu emagrecia, pior o cabelo dela que nem com amaciante dava jeito (em minha defesa: ela me xingou primeiro). Mas fora isso, no colégio novo me chamavam de Royal, por conta da minha boca grande. Hoje eu gosto demais de ter bocona mas naquela época era uma ofensa tremenda pra mim.

11. Como era a sua performance em apresentações da escola? Curtia?
Eu não gostava de dançar (sempre tive vergonha por ser gorda) mas adorava quando envolvia outras coisas. Na minha escola, todo final de ano fazíamos uma apresentação no Teatro Polytheama daqui de Jundiaí (que é maravilhoso). Lembro muito bem do primeiro colegial, que foi quando recitei um texto de Chaplin, que faz parte do discurso final de O Grande Ditador, o qual eu lembro até hoje:

“Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!”

(agora que já escrevi tudo isso lembrei que talvez a pergunta se refira às apresentações de trabalho mas, enfim, minha resposta com essa citação foi melhor, vai? heh)

12. Do que você mais lembra desse tempo? Quais as coisas que mais te trazem lembranças?
Lembro dos dramas, de como tudo que acontecia era o fim do mundo. Vendo o lado não tão legal de tudo, lembro de não me sentir pertencendo a lugar nenhum. Eu nunca era convidada para as festas, nunca ninguém queria ficar comigo e eu s’era chamada para os grupos de trabalho por conta das minhas boas notas. Engraçado que ainda hoje quando encontro com algumas pessoas daquela época, eu ainda me sinto assim. A diferença é que hoje essa exclusão social é uma escolha, passei a apreciar o fato de ser hipster diferente e apreciar minha própria companhia.
Mas também lembro das amizades, algumas que estão comigo até hoje <3

13. Teve algum professor(a) ou funcionário que te marcou?
A professora Valéria, de Biologia, me marcou demais assim que cheguei no colégio novo. Acho que foi a professora com quem mais aprendi na vida. Lembro até hoje da grande maioria das aulas, sei as musiquinhas de citologia até hoje e só tirava 10 nas provas. Por um triz que eu não fui pra biológicas, viu?
A minha professora de Português do ginásio, a Vânia, também me marcou muito, me incentivou demais na leitura e tem influência grande no que sou hoje.

14. Se você pudesse voltar no tempo, o que diria pra você mesma naquela época?
Não tenha medo de ser quem você é, Lívia (e não namore durante o Ensino Médio, pelamordedeus, justo quando você era uma graça de xovenzinha). Aproveite as excursões, gincanas e viagens. Curta muito porque esse tempo não volta mais (como qualquer outro). E principalmente: não se envergonhe de estudar tanto, isso vai fazer a diferença. E vá atrás dos seus sonhos, menina! Mesmo que isso só aconteça dez anos depois de ter saído do colégio.
(aliás, bateu uma vontadezinha de escrever de novo uma carta pro meu eu de 10 anos atrás, já que aqui no BeLivs só tem a carta para o meu eu do futuro)

Tinha tudo para ser um post bobinho, mas lembrar daquele tempo mexe muito comigo e não consigo não ser emotiva…

Queria muito ler as respostas da Ana Carô, Poly, Luly e Renatinha, que tem todas mais ou menos a mesma idade que eu e devem ter vivido coisas parecidas.

Um beijo!

Eu JURO que eu não queria fazer esse tipo de post a cada dois meses mas o BeLivs teve tão poucas atualizações que não vi motivos para fazer numa frequência maior (ao menos for now).

Meu final de semana passado foi bastante complicado. Tudo começou na sexta enquanto me revezava assistindo a abertura das Olimpíadas e o primeiro episódio de Stranger Things. Senti uma dor terrível que depois identifiquei como cólica intestinal… foda. Passei a noite sofrendo e meu sábado foi ~de rei~, se é que me entendem . Só sei que agora não vai dar pra fugir: preciso marcar um gastro…

Mas, enfim, passou. E aconteceram tantas coisas gostosas nesses últimos meses que não sei nem por onde começar…

Por exemplo: a Ju casou <3 Minha amiga mais antiga, ruiva & linda casou! A festa foi maravilhosa, comida deliciosa (sdds risotto de funghi) e caipirinha de morango com pimenta incrível. A cerimônia foi emocionante e foi tudo feito com muito carinho. Valeu demais a pena todos os perrengues que eles passaram. No final estava tudo com a carinha deles mesmo.

Tive a oportunidade de ir ao cinema assistir um filme nacional que estreou há pouco tempo, Entre Idas e Vindas. Não esperava muito mas gostei demais do filme (sei que a crítica não tem sido lá muito boa). Conta a história de quatro amigas que vão fazer uma viagem de despedida de solteiro com um ônibus/trailler/whatever e acabam dando uma caroninha para um pai solteiro com seu filho. Ao longo do percurso vamos descobrindo mais da vida deles e vendo a realidade por trás dos relacionamentos. Taí, #fikdik. E por último uma grande realização: EU VOU VER WHITESNAKE DE PERTOOOO! E vai ser no Citibank Hall, bem onde eu queria que fosse *-* Foi complicadinho comprar ingresso porque estava programado para as vendas abrirem às 10h mas não abriam e fui ficando nervosa. Nossa ideia era comprar plateia mas esgotou e vamos acabar indo de pista. Tô nem aí, só sei que vou ouvir a voz do David fucking awesome Coverdale de perto (e não tô nem ligando pra vocês que acham ele overrated, etc, etc, etc). Minha história com a banda começou quando a ~juventude~ ainda consumia CDs e meu pai comprou o Lovy Metal 2 pra mim, uma coletânea da Som Livre lançada em 2002. Uma das músicas integrantes era “Is This Love” e desde então já comecei a ficar curiosa pela banda. Dali a algum tempo, eu veria a Lois Lane em Smallville presenteado o Clark com uma mixtape da banda e iria correndo ouvir mais músicas. Aí foi só amor <3¹ E agora vou pra um show deles <3² Nem acredito <3²

Por aqui

Por aí

  • Como é que eu vou dizer que acabou?, do So Contagious – a Anna é uma das blogueiras que conheço há mais tempo e uma das que mais vi crescer então devo assumir que me emocionei com esse texto sobre o fim. Muito.
  • Margem de erro, da Revista Pólen – porque muitos de nós fomos crianças prodígio. (inclusive eu mesma postei sobre meu medo de não ser perfeita lááá no começo do ano)
  • 7 motivos pra acordar 5 da manhã, do Tudo Pela Arte – ADORO acordar por volta das 5h. Inclusive os dias em que passo muito das 6h são praticamente dias perdidos pra mim.
  • O que diabos aconteceu com a geração Y?, do Ícaro de Carvalho – recebi esse link da Kátia pelo whatsapp e me fez pensar muito, viu? Como ele mesmo disse: “um texto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho”.
  • Aquele do casamento, do E Agora, Isadora? – porque eu AMO relatos de casamentos e o da Isadora é tão vida real, tão gente como a gente… amei!

Leituras do mês

Nossa, foram dois meses que renderam, viu?

  1. “Fangirl”, Rainbow Rowell ★★★☆☆ (junho) – meu terceiro livro da Rainbow Rowell, querida. Gostei da história, mas ainda fica atrás dos demais dela que já li. Gosto de como a Cath é nerd, gente como a gente. E o Levi… ah, o Levi <3 Inclusive uma das cenas quentes mais sexy-sem-ser-vulgar que já li em YAs na vida. Recomendo!
  2. “Carry On”, Rainbow Rowell ★★★★✫ (junho) – não vou ser repetitiva, leiam o post com a resenha mas, ó, Simon & Baz sitting in the tree, k-i-s-s-i-n-g, muito amor!
  3. “A Caderneta Vermelha”, Antoine Laurain ★★★★★ ♥ (junho) – um belo dia eu estava navegando por um site com epubs e achei a capa desse tão gracinha! Estava esperando tão pouco dele mas me apaixonei! Ainda pretendo fazer um post sobre ele, mas me levou para um lugar tão gostoso na minha memória… Enquanto eu não escrevo, por favor, leiam esse post do Moldando Afeto sobre o livro que vocês vão entender. É uma história para aquecer os corações, sabe?
  4. “Tá Todo Mundo Mal”,  Jout Jout ★★✫☆☆ (junho) – tava indo bem, sabe? Inclusive gostei bastante do texto “A crise do sexo da vida real”, mas quando terminei pare e pensei: tá. e aí? é só isso? Meu pensamento de certa forma é bastante parecido com o da Tati Feltrin, não deixem de assistir o vídeo da minha booktuber favorita sobre livros de youtubers.
  5. “O Caderninho de Desafios de Dash & Lily”, David Levithan e Rachel Cohn ★★✫☆☆ (julho) – ai, tinha tanto potencial mas foi tão chatinho. Óbvio, cansativo e monótono. A capa é maravilhosa mas só.
  6. “A Garota do Calendário – Janeiro”, Audrey Carlan ★★✫☆☆ (julho) – assim que eu acabar de ler o segundo livro, eu vou fazer um post sobre mas, nhé, não sou o público alvo do livro e isso já diz muito… De qualquer forma, é divertidinho, sim.

 

 

Clube de Leitura #RainbowRowell. Keep calm and #CarryOn #livrariamartinsfontes #sampa #livro #book #YA #novoseculo Uma foto publicada por Lívia Bonilha Bonassi (@livsbb) em

Por enquanto foram 17 livros em 2016. Jurava que tinha sido bem mais?!

Aliáááás, vocês irão na Bienal? Pretendo ir no dia 28, se forem também, me avisem, ok? 😉

Um beijo!

P.S.: desisto de deixar as fotos do Instagram centralizadas, beijos.

Todos os tutores conscientes sabem (ou deveriam saber) que castrar é um ato de amor (e responsabilidade), não é mesmo? Mas não é porque é algo lindo e maravilhoso que não dê certo ~trabalho~ castrar um animal de estimação. Não entenda mal: defendo com todas as minhas forças a esterilização (como a castração também é conhecida), porque só assim conseguiremos eventualmente diminuir a quantidade de animais abandonados nas ruas (e por consequência, até os maus tratos) além de reduzir a incidência e algumas doenças felinas. No caso das minhas gatas, ajudou também a acalmá-las e as fez ficar mais carinhosas, uma delícia.

Pirâmide de reprodução de um casal de gatos. Uma ninhada em cada 6 meses e uma média de 2,8 crias por ninhada, metade das quais fêmeas .(Miacis)

Pirâmide de reprodução de um casal de gatos. Uma ninhada em cada 6 meses e uma média de 2,8 crias por ninhada, metade das quais fêmeas. (fonte)

Como já contei para vocês, sou gateira há muitos anos e já tive muitos gatos, sendo que a maioria deles era macho. Talvez você não saiba, mas a castração de machos tende a ser muito mais simples do que a de fêmeas: neles é tudo ali, externo mesmo, já nas gatas é uma cirurgia interna no abdômen da bichinha, entende? Então minha experiência no geral era ir buscar o gatinho no veterinário, rir um pouquinho com ele cambaleando em casa e no dia seguinte já vê-lo bem, correndo dum lado pro outro. Bem diferente das meninas. Digo isso porque deu trabalho castrar a Nina e a Mel mas valeu a pena! Escrevo esse post porque passei diversos perrengues e super acho que tenho que compartilhar, principalmente com as mamães e papais de primeira viagem, borá lá?

Já castradas, com 10 meses de idade. Minhas lindas!

Já castradas, com 10 meses de idade. Minhas lindas!

Primeiramente preciso contar que optei por castrar as duas gatas em dias separados. Primeiro porque a Nina já tinha tomado praticamente todas as doses das vacinas quando pegamos a Mel (e é necessário estar com as vacinas em dia para castrar) e segundo porque achamos que seria melhor uma por vez para nos dedicarmos mais. E posso dizer? Melhor decisão ever, má nunca que eu iria dar conta de cuidar das duas ao mesmo tempo…

A Nina foi castrada no meio de abril, estava com aproximadamente 6 meses. Fiquei bastante ansiosa no dia e quando o veterinário me ligou o alívio foi imenso! Porém quando fui na clínica e a peguei na gaiolinha em que estava, entrei em desespero pois ela parecia não me reconhecer e estava MUITO brava.
Segui as recomendações e deixei ela fechada no meu quarto, no escuro, com água, comida e bandeja sanitária.

Ela veio de roupinha cirúrgica, o que foi um alívio porque limitava os movimentos e fez ela ficar quietinha. Logo no primeiro dia já bebeu água, comeu e usou o sanitário. Passou a primeira noite no colchão que fica no chão, do lado da minha cama e não deu trabalho (inclusive conseguimos dar xarope na seringa pra ela).
Minha primeira preocupação foi não deixar a Mel chegar perto mas eu mal sabia que minha frajolinha não iria chegar perto de jeito nenhum da minha jaguatirica nos 10 dias seguintes e ainda iria “assoprar”  cada vez que a Nina chegasse perto. (depois esclareci com o vet e isso acontece por causa dos cheiros diferentes que a gata volta -consultório, curativo, remédios, etc – é normal)

Nina após castração com roupa cirúrgica

Nina sendo linda no modelito branco com florais em tons arroxeados :P

No dia seguinte à castração, voltamos ao veterinário, ele olhou a incisão, trocou o curativo e deu a primeira injeção de antibiótico (foram 3 no total, em dias alternados). Não tive que trocar o curativo em casa, nem aplicar nenhum remédio na incisão. Só tive que dar dipirona 2 vezes por dia por 3 dias. Com a Mel foi o mesmo procedimento.

Já no terceiro dia, como estava muito calor, minha mãe teve a brilhante ideia de tirar a roupinha, já que ela nem estava ligando para os pontos, assim ela se refrescaria. PÉSSIMA IDEIA! Era tudo fingimento! Nina, sua falsa!!! Foi só tirar a roupa que ela começou a coçar e arrancou os esparadrapos. Limpamos o corte com soro e gaze, secamos bem e colocamos mais esparadrapo. Foi muito difícil colocar a roupinha de volta e eu desejei muito que o tempo passasse rápido para livrá-la desse incômodo. Acabamos enchendo uma bacia de água, onde ela molhava as patas e se refrescava. Informação importante: minhas gatas adoram água (pois é).

Tentando arrancar a roupa

Tira isso de mim senão eu tiro!!!

Ela já estava correndo e brincando no final de semana e aí foi mais segurar a ansiedade até o dia de tirar os pontos e a bendita da roupa (que já estava toda rasgada de tanto que ela mordia e arranhava pra tentar tirar). Quando isso aconteceu, foi uma delícia vê-la se lambendo toda e correndo de um lado pro outro, livre. Pronto, menos uma! Não demorou nem um dia para a Mel voltar a gostar da Nina, ficaram amiguinhas de novo.

Por ser a mais ativa, podia jurar que ela seria a que mais daria trabalho no período pós-cirúrgico. Ledo engano.

A Melzinha foi castrada no primeiro dia de junho, com aproximadamente 8 meses, e foi uma das piores noites da minha vida… (mas calma, tá tudo bem com ela!)
Fui buscá-la bem tranquila e ela estava super ativa dentro da caixinha. Chegamos em casa e ela foi desesperada comer e beber água. A Mel bebe muita água, muita mesmo. Como ela estava bem, a deixamos solta pela casa. Engraçado que a Nina não estranho, nem ficou “assoprando” pra ela.

Agora já não me lembro mais como foi mas quando menos percebemos, a Mel não só já tinha subido na cama e na mesa como tinha subido as escadas da minha casa. Quando fui atrás dela, a vi sem a roupinha e se lambendo loucamente. Não sei como ela fez, mas ela conseguiu sair de uma roupa cirúrgica da qual até David Copperfield teria dificuldade de se desvencilhar. E fez isso pelo menos TRÊS vezes. E nós íamos lá e colocávamos de novo, com muita dificuldade, com direito a unhadas tão profundas em mim que demoraram semanas para cicatrizar.

Mel após castração com roupa cirúrgica

Quem vê a Mel quietinha assim não imagina o furacão que ela parecia tentando arrancar essa roupa maledeta…

Só sei que fui ficando tão nervosa que cheguei a desmaiar, dá pra acreditar? Liguei para o veterinário que me recomendou comprar um cone (também conhecido por colar elizabetano) para colocar nela, mas só conseguiria fazer isso no dia seguinte. Naquela noite, minha mãe dormiu no quarto comigo, não só pela gata, mas por mim, já que eu estava com o coração bastante baqueado (literalmente falando, estou acompanhando com cardiologista e tudo mais). Quer dizer, “dormiu”, né? E eu também não dormi quase nada, olhando de pouco em pouco se minha demoniazinha tinha tirado a roupinha de novo. Mas não tirou (glória a Deus!).

No dia seguinte, já com o cone, veio o problema: ela não conseguia comer, muito menos beber água. Demos comida molhada (sachê) de colheradas na boca dela mas ficamos com muito medo dela ficar desidratada, então no terceiro dia fizemos o teste e tiramos o cone dela. Aparentemente ela aprendeu a lição e não tirou mais a roupa cirúrgica pelos dias seguintes.

Mel de colar elizabetano

Mel chateada com o cone da vergonha :P

O que me assustou com a Nina foi o quanto ela estava amuadinha, malzinha mesmo por conta da anestesia. Já o que me assustou com a Mel foi o quanto ela estava ativa, parecia que nem tinha passado por uma cirurgia dessas (o que é muito complicado porque significa que ela não vai repousar). Inclusive o doutor pediu para aguentarmos e pediu mais três dias além do esperado para tirar os pontos.
Quase chorei de emoção quando tiramos a veste cirúrgica e os pontos e vi que apesar de eu não ter conseguido controlá-la, a cicatrização ocorreu muito bem e eu não teria que passar por isso de novo!

FAQ sobre minha experiência com castração

Quanto custa castrar uma gata?
Gastamos em torno de 250 reais com cada castração. Nesse valor entrou a cirurgia em si (R$200) + injeções de antibiótico (R$24) + analgésico (R$8, dipirona xarope, usei pras duas e sobrou) + roupinha cirúrgica (R$15) + cone da vergonha (R$10). Isso sem contar os gastos com combustível, ração e cerveja pra acalmar os nervos XD

Quanto tempo demora para tirar os pontos da cirurgia de castração?
A Nina fez a cirurgia em uma quarta-feira e tirou os pontos em um sábado, 10 dias depois. Já a Mel também fez a cirurgia em uma quarta mas só tirou os pontos 13 dias depois. Ou seja: varia. Dependendo do veterinário e dos pontos usados, eles nem são tirados, sendo absorvidos pelo corpo da gata ou caindo por si só.

Preciso passar algum remédio na incisão?
Eu não passei, o veterinário não receitou nada. Em pouco mais de uma semana após a retirada dos pontos eu nem via mais a cicatriz…

Preciso trocar os curativos?
Eu não precisei porque elas retornaram no vet 3 vezes depois da cirurgia pra tomar o antibiótico e ele mesmo trocava.

Depois de castrados os gatos ficam mais preguiçosos?
Olha, a principal mudança de comportamento que senti nas meninas após a castração é a carência. Passaram a querer mais carinho e ficar ainda mais junto conosco mas continuam brincando e correndo boa parte do dia.

Ainda assim, repito: vale a pena. É uma vez só que você passa por isso com cada gato e é uma demonstração gigante do carinho que você sente por eles. Eu achei que elas ficariam chateadas comigo por uns dias, mas não ficaram, não.

Nina e Mel juntas na cama

E as duas voltaram a ser unha e carne, como tem que ser!

E obrigada a todos que desejaram melhoras pras minhas bichinhas no twitter conforme eu ia contando dos perrengues que passei <3

Não tenho conhecimento algum de veterinária, então tudo o que eu descrevi por aqui foi da experiência que eu tive, ok? Eu aconselho fortemente você consultar um veterinário de confiança e esclarecer todas as suas dúvidas com ele. Só ele vai saber te orientar quanto ao que vai ser melhor para o seu bichinho.

A Taty, por exemplo, teve uma experiência totalmente diferente da minha com a Alice. Foi super tranquilo! E nesse post o Douglas mostra uma experiência mais parecida com a minha. Mas realmente varia de animal para animal.

Vocês já passaram por uma experiência dessa? A castração de cachorrinhos é parecida, Thay e Patthy? (que passaram por isso recentemente, com a Lexa e a Jade respectivamente)

Ah! Se tiverem alguma pergunta, vou ter prazer em responder!

Um beijo!