Viagem

Paris – transporte público e escolha de hospedagem

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Quando planejamos a viagem, Paris era minha exigência, pois o Daniel já tinha visitado a Cidade Luz em 2014 e não tinha tido a melhor das experiências (juro que depois eu explico direitinho, mas basicamente leiam esse post sobre segurança em Paris). Acho que o monumento que eu mais queria conhecer nessa viagem era a Torre Eiffel *-* um monte de ferro velho gritando modernidade no meio de uma cidade tão cheia de antiguidades, que antítese linda!

Pra começar a minha jornada pela Europa (que exagero! só visitei 3 lugares), vamos falar sobre o transporte e sobre minha hospedagem, ok? E me aguenta que o post vai ser looooongo…

Transporte público em Paris

Paris é muito bem servida de transporte público, totalmente desnecessário pegar táxi ou alugar um carro (seria stress na certa). Para o metrô, transporte que mais usei, existem vários tipos de bilhetes com vários preços diferentes e o post que me ajudou MUITO a decidir quais bilhetes eu sairiam mais em conta, foi este do Viaje na Viagem (os valores estão desatualizados, porém com a explicação dada no blog, é só entrar no site oficial do transporte de Paris e calcular).
Para 5 dias dias na cidade, compramos 20 tickets t+ (sobraram alguns) e 2 Mobilis (pro dia que fomos pra Versalhes e pra Sacre Couer), além de 2 OrlyVals pra ir do aeroporto até a cidade (chegamos na França pelo aeroporto de Orly).

Não tivemos dificuldade alguma em usar o transporte público em Paris. Usamos monotrilho, metrô e trem, além do bondinho de Montmarte. O que ajudou foi que pegamos um mapa do metrô no hotel e eu tinha o Daniel do meu lado porque sou péééééssima com direções, coisa e tal. Obrigada, Dan =*
Os trens do metrô (foi o que mais usamos) em geral eram bem cuidados e fiquei surpresa com o quanto as pessoas lêem por lá (dica: muito) e o quanto usam o celular (dica: pouco, muito menos que a gente).

Farei um post só sobre os aeroportos pelos quais passei (Portela em Lisboa, Orly em Paris, Luton em Londres e Fiumicino em Roma) e outros sobre os vôos e as companhias aéreas que utilizei (TAP e Monarch), além do trem da Eurostar entre Paris e Londres (esse já saiu!).


Escolha da hospedagem

Durante as pesquisas pré-viagem, acabamos decidindo não investir pesado em hospedagem porque ficaríamos bem pouco no hotel, priorizaríamos outras coisas (passeios, por exemplo). Porém, ainda assim, a hospedagem mais difícil de decidir foi em Paris. Os preços são exorbitantes pro meu bolso (mesmo fora da temporada) e os custos mais baixos ficam distantes das principais atrações.
Depois de muito usar o Google e o Booking, encontramos várias opções e, com as mais baratas em mão, fui analisar as avaliações do TripAdvisor e até pedi conselho ao pessoal do Conexão Paris.
Acabamos optando pelo Hotel Jarry Confort, de apenas uma estrela, no 10eme (se quiser saber mais sobre os arrondissements de Paris, leia esse post do Expresso Paris). Fiz a reserva pelo próprio site do hotel (saía mais barato por lá do que por sites de reservas).
Aí você, coleguinha leitor, vem e me pergunta: “mas Lívia, por que você não ficou em um hostel?” Gente, hostel realmente pode ser uma alternativa incrível (falei mais sobre isso nos posts sobre o Palmers Lodge em Londres) se você viaja sozinho. No nosso caso a opção mais em conta ainda era o hotel. Pra vocês terem uma ideia, na época (reservamos em janeiro de 2015), pagamos 236 euros por 4 diárias para um casal. Ou seja: menos de 30 euros por pessoa por diária. De boa, não encontrei nenhum albergue agradável por esse preço, não!

Custo benefício do Hotel Jarry

Se eu recomendaria o hotel pra alguém? Hum, talvez sim, mas com ressalvas. Vamos por tópicos…

  • Localização e transporte – usamos metrô every fucking day todos os dias. Não lembro exatamente, mas creio que em uns 15 minutos chegávamos onde queríamos. A estação de metrô mais próxima era a Chateau dÉau (na Boulevard de Strasbourg), porém achei ela meio insegura (nas poucas vezes que usamos essa estação, sempre tinha alguém se aproveitando que eu estava passando a catraca pra passar junto comigo sem pagar – e nem a pau que eu ia criar encrenca, certo? – e muitos ambulantes). Logo de cara descobrimos que na outra rua paralela, a Boulevard Saint-Denis, havia um moooonte de mercados bacanas (Monoprix, Franprix e Carrefour, que nos salvaram) e ela culminava em um arco bem bonito (que hoje descobri que se chama Porte Saint-Denis) com várias opções de alimentação além de uma estação que foi a que mais usamos, a Saint-Denis. Resumindo: preferimos andar quase 10 minutos ao invés de somente 5 pra utilizar uma estação mais tranquila e menos “ameaçadora” (desculpa, sou moça do interior, me deixem).
  • Conforto e limpeza – aí que a coisa pega… eu já tinha lido que o hotel tinha uma escada em caracol mínima, que era super apertado e que os quartos cheiravam a cigarro então não tive grandes surpresas. Sobre as escadas, o que fiz foi pedir para o gerente do hotel (super simpático!) nos colocar em um andar baixo (ficamos no primeiro ou no segundo, sinceramente não lembro) e tínhamos pouca bagagem, então não atrapalhou, não. Quanto ao tamanho do quarto, péssimo! Mal dava pra passar entre a cama e a parede mas, repito, pra gente foi o suficiente. Sobre a limpeza, todos os dias tinha uma pessoa limpando o quarto porém não sentimos firmeza na roupa de cama (frescura, eu sei) então estendemos as toalhas do hotel pra não dormimos direto na roupa de cama deles (é que eu tinha lido uma reclamação sobre percevejos no colchão e me borrei de medo, confesso). Porém, o chuveiro era bem bom e quentinho (apesar de ter que segurar a ducha na mão, consegui lavar o cabelo até) e o vaso sanitário, apesar de a descarga ser de cordinha (!) era super satisfatório, não tenho do que reclamar.
  • Atendimento – não tenho do que reclamar. Falava em um inglês sofrível com o atendente do balcão e ele sempre se esforçou pra atender. Ao longo dos dias, já arriscava bonjours, bonsouirs e coisas do tipo XD Chegamos ao hotel um pouco antes do check-in, ficamos no saguão esperando, mas assim que o quarto foi liberado já subimos.
  • Internet – bem ruinzinha nos quartos mas funcionava muito bem no saguão. De qualquer forma, foi o suficiente pra mandar um “oi” pro Brasil e postar fotos no Instagram.

(imagens do TripAdvisor e Booking)

Se vocês tiverem alguma dúvida ou quiserem saber mais sobre algum ponto em específico, me avisem ^^ e me digam também o que estão achando dos posts, tá? Procurarei fazê-los em ordem cronológica dos acontecimentos.

O próximo post será sobre meu primeiro passeio em Paris: Catedral de Notre Dame, sua linda *-*

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17 Comments

  • Reply Tatiana Nais 30 de julho de 2015 at 17:35

    Só consegui pensar no tanto que vocês tiveram que se planejar pra viajar (tanto aqui no Brasil quanto nos dias que vocês estiveram fora). É tão mais complicado que eu imaginava. hahaha Já vi que quando der pra eu viajar vou ter que começar a planejar com muita antecedência pra dar tudo certo e eu não morrer de ansiedade. :p

  • Reply Mellanye Cortopassi 30 de julho de 2015 at 18:08

    Gentem, eu odiei Paris, acredita?
    Fui duas vezes e nenhuma delas consegui me afeiçoar a cidade 🙁 acho muito cheia, muito bagunça, muita gente, tem muitas pessoas querendo roubar sua vida só com o olhar hahaha
    Mas uma coisa é fato, a parte do rio e da torre são bem bonitas… É uma pena que eu não tenha vontade de voltar haha Só tenho vontade de ir ao Cimetière du Père Lachaise (gotica) e nas Catacumbas, pq esse é o tipo de turismo estranho que eu mais gosto 😛

    beijinhos!

  • Reply Livs 30 de julho de 2015 at 18:17

    Não quero estragar os próximos posts, mas tbm não gostei de Paris, não rs senti MUITO isso das pessoas quererem roubar minha vida com o olhar heh
    Da outra vez meu namorado foi ao cemitério e curtiu muito!

  • Reply Livs 30 de julho de 2015 at 18:25

    Dá muito trabalho MESMO. Nos planejamos com praticamente 6 meses e acho que é um tempo bom, viu?
    E, dica: nunca tudo vai dar certo, mas dá pra curtir MUITO mesmo assim ^^

  • Reply Camila 31 de julho de 2015 at 01:32

    Adorei seu blog, Livia! Li mais alguns posts além desse e o post sobre as passagens me ajudou bastante – também tô aloka das passagens pra comprar a minha pra NY, hahaha. Muito legal, adicionei no feed do Bloglovin'!

    Neijo!

  • Reply Mariana Morett 31 de julho de 2015 at 02:44

    Planejar viagem já é difícil, ainda pra fora do país e vários lugares como vocês fizeram, deve ser o dobro de trabalho. Mas o importante é que apesar dos contratempos que sempre acontecem, vocês conseguiram aproveitar e se divertir bastante.

  • Reply Livs 31 de julho de 2015 at 10:20

    Oi, Camila! que bom que gostou 🙂
    pior que agora com dólar em alta as promoções ficam amis escassas ainda, né? Mas você vai ver só… com muita pesquisa vc vai conseguir 😉

  • Reply Livs 31 de julho de 2015 at 10:20

    acho que teria sido mais trabalho ainda se a gente se preocupasse que tudo saísse ~perfeito~ mas não tínhamos essa nóia. E a diversão realmente foi incrível!

  • Reply Luly 1 de agosto de 2015 at 03:44

    Aguardando loucamente o post sobre Notre Dame porque é meu lugar-sonho-de-consumo-da-vida-e-dos-desejos desde que eu era criança, hahahaha!!!
    Essa questão da hospedagem realmente é complicada porque numa viagem assim em que você vai ficar passeando o tempo todo não vale a pena pagar fortunas e mais fortunas por um quarto, mas também é preciso ter o mínimo para descansar e principalmente usar o banheiro. Ue bom que o lugar não deixou a desejar nisso, né!

  • Reply Larica 1 de agosto de 2015 at 17:30

    Ai gente, eu fiquei com #meda de Paris depois que vocês disseram essas coisas nos comentários hahaha Eu não tenho vontade de conhecer, mas se algum dia alguém disser "quer ir?" OPA PAGANDO QUE MAL TEM, certo?
    Eu tenho uma dúvida: então hostels em geral não são legais para casal ou só em Paris mesmo? É que, né, eu tenho um namorado e a gente queria só ficar em hostel de nós irmos para Londres.

    Adorei esse post e vou sempre acompanhar essa categoria sua de viagens pela Europa que você fez! 😉

  • Reply Lívia 1 de agosto de 2015 at 19:57

    Que bom que gostou! E que bom que vai pra Londreeeeesss <3 se tornou meu lugar favorito do mundo inteiro!
    A questão dos hostels é que nao achei nenhum num preço acessivel em Paris, que desse menos do que esses 30 euros por dia que pagamos nesse hotel. Os que encontrávamos com referencias minimamente bacanas acabavam saindo mais do que isso… Porem em Londres ficamos em um hostel maravilhoso. Falarei dele mais pra frente, mas chama Palmers Lodge Swiss Cottage. Fiquei num quarto com 12 camas mas foi incrível mesmo assim! Alias, a experiência de ficar em um hostel eh maravilhosa, mesmo pra mim que sou cagona e tenho problemas em socializar heh
    Sobre a segurança em Paris, eu andava preocupada com minha bolsa como andaria na 25 de março ou no calçadão da Praia Grande. Muita gente estranha e muitos golpistas… Mas sobrevivi! Rs

  • Reply L&iacute;via 1 de agosto de 2015 at 19:59

    Tendo chuveiro e cama minimamente confortavel ja eh suficiente mesmo heh

  • Reply Leticia 3 de agosto de 2015 at 02:04

    Ahhh, conhecer a Europa, eu quero! Pretendo fazer um mega mochilão pra lá mas né, antes disso preciso juntar uma boa grana. Mas é um bom negócio mesmo escolher hotéis mais em conta e gastar com coisas mais importantes, tipo passeios e tal.
    Aquela história que ignoraram turistas que não falam a língua local é meio lenda, então? morro de medo de um dia ir pra frança e ngm falar comigo porque de francês não manjo naaada. haha

  • Reply K A H 4 de agosto de 2015 at 15:46

    Quando viaja em casal esse lance de hospedagem é mais complicado, né?
    Já li sobre os hotéis e hostels de Paris, que são mais carinhos mesmo, ainda mais os mais bem localizados. Que bom que apesar dos pesares esse ainda compensou – ainda mais se for pensar que no final passa-se mais tempo andando e turistando, pagar caro por uma hospedagem sempre dói no coração, HAHA. Quero ver os posts sobre os lugares <3

  • Reply L&iacute;via 4 de agosto de 2015 at 22:59

    Nós juntamos dinheiro por 6 meses, cortando alguns gatos supérfluos e tals.

    Eu não me senti ignorada por nenhum francês, viu? rs mas eu procurava chegar falando em francês: " bom dia, desculpe, mas não falo francês… podemos por favor falar em inglês?". Sentia que só de eu me esforçar de pronunciar algo na língua deles, eles já me acolhiam melhor heh

  • Reply L&iacute;via 4 de agosto de 2015 at 23:00

    E como dói! imagina só ficar num all-inclusive e não usar nada? ah, não rola, né? rs

  • Reply Chell 10 de agosto de 2015 at 12:12

    Como meu irmão mora em Paris eu e o noivo conseguimos um Navigo e usamos uma semana sem parar por apenas 20 eurittos! =D foi amor =D

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