Viagem

Paris – Museu do Louvre

Dando continuidade aos meus relatos sobre Paris, bora ler sobre o único museu que visitei na Cidade Luz? O fato é que eu não quis entupir minha viagem de museus e passeios históricos mas, ó, o Louvre é o Louvre!

Antes de embarcarmos para a Europa, pesquisei muito sobre comprar ingressos online para as atrações mais concorridas (e fiz isso para o Palácio de Versalhes e o Museu do Vaticano). Acabou que não descobri nenhuma forma de comprar entrada pro Louvre que não precisasse que eu retirasse o bilhete em algum ponto de venda antes, então acabamos optando por comprar na hora.
Nossa data escolhida foi 15 de maio, uma sexta-feira. Já sabíamos que estaria bem cheio, então, para não enfrentar muitas filas, descemos do metrô na estação Palais Royal/Musee du Louvre (linhas 1 ou 7) e não na Louvre/Rivoli, comumente utilizada (foi assim que o Daniel fez em 2014, então o mérito é todo dele). Mesmo tendo chego lá tarde (mais de 9h da manhã), achamos bem fácil a tabacaria no Carrousel du Louvre (que é tipo uma galeria no subsolo) onde não esperamos nem 10 minutos na fila e saímos com nosso ingresso nas mãos. Neste post do Conexão Paris existem bastante detalhes sobre este centro comercial.
Confesso que ficamos confusos pois tinha uma fila gigantesca perto de nós, mas logo fomos para a área em que está a pirâmide invertida (linda! *suspira*) e fomos praticamente direto para a entrada, coisa mágica.

O Museu do Louvre (ou Musee du Louvre, em francês) foi inaugurado lááááá em 1793 sob o nome de Museu Central das Artes e é simplesmente o museu mais visitado do mundo. O local onde ele está inicialmente era uma fortaleza, para defender a cidade parisiense dos vikings (adoro pesquisar pra trazer a informação pra vocês e descobrir esse tipo de cois! heh). Existe toda uma controvérsia no que diz respeito à pirâmide de vidro (inclusive quem leu ou assistiu O Código da Vinci vai se lembrar de comentários sobre isso, logo no comecinho) mas, ó, eu achei maravilhosa!

Ah! um detalhe importante é que o museu tem porta-volumes gratuito logo na entrada mas não é permitido deixar somente casacos lá, tive que ficar o passeio todo com a minha jaqueta amarrada na cintura. Ainda assim, não aconselho ir sem blusa porque lá dentro é quente mas lá fora… Santo Cristo! (pelo menos no dia da minha visita estava muito frio na primavera parisiense)

O Louvre é extremamente lotado (e nem fomos durante a alta temporada, hein?). Não sei, mas tenho a impressão de que no fim da tarde talvez fique mais vazio (lembram que comentei que passei por lá na mesma tarde em que fui à Catedral de Notre Dame? Então, estava bem tranquilo lá na frente). Tem avisos de pick pockets (batedores de carteira) em vários pontos do museu mas não vi acontecer nada. Liberaram que eu entrasse com uma garrafa de água e eu tinha alimentos na mochila (que não comi lá dentro porque, oi, tenho noção), foi bem tranquilo. Tem áreas mais vazias, mas prepare-se porque próximo às atrações principais o vuco-vuco é dos grandes.

O fato é que o museu é gigantesco, então, como podem imaginar, é quase impossível conhecer tudo em uma única visita. Nós não nos planejamos muito, queríamos explorar (mas tínhamos plena noção de que não daria pra ver tudo). Devo relembrá-los que não entendo quase nada de Arte, tá? Mas eu prefiro muito mais esculturas do que objetos ou pinturas, então focamos mais nossa visita nisso.
Dito isso, minha obra preferida com certeza foi a Vitória da Samotrácia (também conhecida como Nice de Samotrácia). Era parte de uma fonte com a forma de proa de uma embarcação, feita provavelmente durante o período helenístico (por volta do ano 200 aC). O mais interessante da obra é que ninguém sabe quem a fez… adoro esse ar de mistério! Heh
A escultura ocupa um espaço de destaque em uma escadaria. É incrível chegar perto e ver as vestes esculpidas com uma leveza tamanha que parece de tecido mesmo e não de pedra. Próximo à obra tem uma plaquinha (aliás, uma das poucas em inglês – fica aqui minha reclamação, poxa!) explicando que existe um ângulo correto para você observar a Nice de frente, deslocado levemente para a esquerda (quase isso que tô mostrando na foto).

Outro objeto (oi? posso chamar assim?) que achei incrível estar perto foi o Código de Hamurabi. Se você fez algo na área do Direito com certeza saberá do que estou falando! É um conjunto de leis escritas que acredita-se ter sido feito pelo rei Hamurábi, da Mesopotâmia por volta de 1700 aC!!! Um dos pontos principais escritos é a lei de talião (olho por olho, dente por dente), mas também são abordados falso testemunho, roubo, estupro, direito de família… Fiquei emocionada em estar perto de algo tão importante assim pra humanidade e tive que mandar uma foto para o meu pai, que é advogado. Aliás, ao passo em que fiquei feliz de praticamente só eu e o Daniel estarmos próximos da bendita da pedra, fiquei decepcionada porque a importância desse fragmento pra nossa História foi ignorada pela maioria dos visitantes enquanto estávamos lá.

Ah, sim. Das mais famosinhas, tem a Vênus de Milo e, claro, a Monalisa. E, sim, é fato: o quadro mais famoso de Leonardo da Vinci realmente é pequenininho mas é fato que onde quer que você esteja na sala (extremamente lotada) a Gioconda estará olhando pra você.

Além das obras incríveis e do contato que você acaba tendo com o passado, gostei muito de poder simplesmente ficar sentada em um banquinho em frente à uma obra bonita só observando as pessoas passarem e imaginando sua nacionalidade. Vi pouquíssimos latinos, alguns brasileiros e muuuuitos chineses. Aliás, para saber como encontrar a Monalisa não é nem necessário seguir as placas, basta acompanhar os chineses e o murmurinho (sério: conforme nos aproximávamos da Vênus de Milo parecia que íamos encontrar um enxame de abelhas, sem brincadeira). Aliás, o Daniel costumava brincar que devia ter algum campeonato na China de quem tem mais selfie com obras de arte e monumentos XD


Acabamos deixando de ver a área com obras americanas porque os pés não aguentavam mais e estávamos morrendo de fome. Foi aí que tive que me render e comer em um Mc Donald’s lá por perto. Aliás, obrigada brasileira gentil que cedeu lugar pra nos sentarmos assim que acabou de comer <3 Eu não gosto de Mc, mas o bom é que SEMPRE tem banheiro “usável” neles, seja em meio ao vuco-vuco da 25 de Março em São Paulo ou perto da London Eye.
Outro detalhe: não pagamos por áudio-guia em nenhum dos lugares que visitamos. Eu honestamente não senti falta alguma pra falar a verdade 🙂 Aqui tem o mapa com as informações que fica disponível (gratuitamente) por lá. Sim, em português!

Funcionamento: abre diariamente, com exceção das terças, das 09h às 18h (quartas e sextas até às 21h45)
Entrada: 15 euros (mas vale cada centavo)
Localização: Musée du Louvre, 75058 Paris, França
http://www.louvre.fr/en/homepage

E depois de dar uma passeada nos arredores, formos para o meu lugar preferido de Paris e tema do próximo post: ah, o Jardim das Tulherias <3

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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12 Comments

  • Reply Tatiana Nais 11 de setembro de 2015 at 11:37

    Adorei o post! Acho legal que você se compromete e pesquisa tudo pra contar, sabe? Eu não sabia de várias curiosidades que você colocou no post. Beijo, Lí. 🙂

  • Reply Ana Carolina 11 de setembro de 2015 at 14:18

    Também foi o único museu que visitei em Paris! E voltaria, porque claro que vimos só 1/3 dele (a gente se concentrou na sessão egípcia).
    Fui um pouco antes da alta temporada, não lembro o dia da semana nem o horário, mas a gente não pegou nem 5 minutos de fila, uma maravilha. Só que a sala da Monalisa também estava bem lotada. Hahaha.

  • Reply Mariana Morett 11 de setembro de 2015 at 17:15

    Como a Taty mesmo disse, o mais legal desses diários de viagem é o seu empenho em pesquisar bastante para trazer o máximo de informação pra nós leitores sobre o ponto turístico mencionado no post.
    Agora, sobre o Louvre… ai, que sonho deve ser tudo isso! Um dia eu chego lá!

  • Reply jcarolinelira 11 de setembro de 2015 at 14:41

    Ahh, a Pirâmide <3 que linda!!
    Adorei a dica que vc deu do metrô! O que eu gosto dos seus posts é isso, vc sempre pesquisa bem e coloca seu pitaco pessoal sobre as melhores maneiras de viajar! 🙂
    Amei o post inteiro! <3
    Muitos <3 pro Louvre!!
    http://deepluv.com

  • Reply Mel 11 de setembro de 2015 at 18:39

    Quando a minha mãe voltou de viagem, ela disse que a única coisa que ela viu em Paris e que realmente valeu a pena a viagem foi o museu do louvre, rs. Que curioso saber que lá havia bastante chineses 🙂

  • Reply Simone Paulino 12 de setembro de 2015 at 00:41

    Este museu é um dos meus sonhos! 🙂

  • Reply Carolina Hermanas 12 de setembro de 2015 at 18:20

    Que museu lindo e olha que não curto muito museus HSUAHUS <3

    Suas fotos ficaram lindas e nos deram vontade de visitá-lo. ehehehe

    beeijão ^^

  • Reply Camila Mumic 13 de setembro de 2015 at 00:18

    Ai, gente, que museu mais maravilhoso. Morro de vontade de conhecer. E o Código de Hamurabi? Nem sabia que estava no Louvre. Deve ser sensacional esse lugar!

    Um beijo,
    http://acartavioleta.com.br

  • Reply patthyamaral 13 de setembro de 2015 at 15:21

    True fact: quando e era mais ~xóvem~ eu achava que o museu era a pirâmide. Depois que fui saber que tinha todo um museu lá atrás. =B
    (Aliás, você falou da fortaleza para defender a cidade dos vikings, me fez pensar em como a invasão de Paris que mostraram na última temporada de Vikings realmente deixou o franceses num cagaço danado. heh Não é pra menos.)
    E sobre "se você fez algo na área do Direito com certeza saberá do que estou falando" eu também parei para pensar e me liguei que o pessoal do Direito aprende a respeito do Código de Hamurabi. Sacumé, eu aprendi na aula de História da Arte. XD
    Você falou em preferir esculturas… Não posso dizer que as prefiro, mas pra as esculturas clássicas, renascentistas e neoclássicas são imbatíveis. (Na pintura acho que escolheria as obras barrocas.) Essa coisa da mármore esculpido ter a fluidez do tecido? Impressionante. As figuras humanas com anatomia perfeita? Bom, a vontade de dar um tapinha na bunda da estátua da última foto é grande. HAHAHAHA

  • Reply Chell 13 de setembro de 2015 at 18:49

    Quando fui li que em um dia da semana ele fica aberto até tarde, e fomos exatamente nesse dia, então chegamos as 17h e ficamos até umas 20h, acho que é isso. Tinha bem pouca gente e nenhuma fila pra comprar ingresso =D

    Essa estátua da proa é linda demais! E a roupa molhada no corpo da estátua? ´maravilhoso.

  • Reply Ana Paula L 14 de setembro de 2015 at 22:05

    Adorei o post e achei as dicas pra como chegar lá e o horário ótimas. Sensacional mesmo esse museu, acho que eu iria querer voltar umas três vezes e tentar ver tudo haha.
    Bjs

    Meu Mundinho de Sofia

  • Reply K A H 24 de setembro de 2015 at 10:18

    Embora eu conheça as obras mais famosas, eu tb não entendo NADA de arte. Basicamente vou em museus pra olhar a arquitetura, huahuahuahu (fazer o que?!). Adorei o post e ri com a parte do “deve ter campeonato na China de quem tem mais selfie com obras de arte e monumentos ” HAHAHAHAH. E sobre essa pirâmide do Louvre, já lembro de ter visto que ela foi projetada por um arquiteto com descendência Chinesa e foi o maior bafafá por falarem que era futurista demais pro museu e mimimi – mas pra mim ela é o “charme” do museu, hahaha.

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