Viagem

Londres – Hospedagem – Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage

*glória a Deus, Paris acabou, bora falar de London, baby*

Se na capital francesa sofremos um monte pra achar uma hospedagem digna e bem localizada por um preço acessível, Londres foi uma benção nesse quesito. Meu namorado já tinha estado lá em 2014 e se hospedou no que diz ter sido o melhor hostel do seu mochilão (ele foi pra Lisboa, Madri, Londres e Paris) e hoje eu super acredito viu? Aliás, na capital britânica não tive que preocupar com praticamente nada porque o combinado era que o Dan me guiaria por lá e me proporcionaria os melhores dias do nosso mochilão… dito e feito!

Confesso que eu estava muito receosa de ficar em um albergue. Aqui no Brasil a gente tem uma ideia super errada quanto aos albergues, acha que é tudo bagunça. Essa foi minha única experiência, mas me surpreendi positivamente, começando pelo visual quando chegamos lá… gente, a arquitetura do Palmers Lodge Swiss Cottage é linda! Inclusive é considerado um prédio histórico e preservado de Londres. Por dentro a gente vê muita coisa em madeira. Tudo tem um quê vintage mas nada é velho, entendem?

O hostel Palmers Lodge Swiss Cottage. Não é uma coisa linda?

O hostel Palmers Lodge Swiss Cottage. Não é uma coisa linda?

Fizemos a reserva do hostel via Booking, em janeiro de 2015. Foram 4 diárias de 2 camas de solteiro em um quarto coletivo misto com 28 camas por 160 libras (ou seja: 20 libras por dia e por pessoa). Chegando lá, a atendente porto-riquenha super simpática disse que havíamos recebido um upgrade pro quarto com 12 camas e chuveiro privativo, muito amor <3

Esse é o hall do hostel

Esse é o hall do hostel. Tudo lindo de madeira <3

O que me surpreendeu ao me hospedar num hostel?

  • Sim, é seguro ficar em um albergue. Apesar de dividir o quarto com outras 10 pessoas além do meu namorado, me senti confiante o suficiente pra deixar minha mala do lado de fora do locker (trancada, ok, mas ainda assim). Você só consegue acessar o quarto com um cartão-chave.
  • Todo mundo respeitando o espaço do outro. Não tinham roupas jogadas por todos os cantos do quarto, cada um respeitava bem o espaço próximo à sua cama.
  • Havia respeito pelo sono alheio. Ninguém fazia barulho ou acendia a luz quando chegava de madrugada da balada ou saía de madrugada pra ir embora.
  • Os chuveiros eram bem limpos e não eram disputadíssimos (tinham 2 cabines com chuveiro no nosso quarto e uma pia grande), toda vez que fui tomar banho, estava desocupado. Foi chato ter que usar o banheiro fora do quarto? Foi um pouco, mas nada alarmante, valeu as libras economizadas.
  • As pessoas não se importam tanto com privacidade como eu imaginava. Eu estava preocupada com meu shorts curtos enquanto que uma moça andava no quarto de calcinha e só uma toalha enrolada nos peitos. E, sendo bastante ingênua talvez, não notei um “nooossa, quero chamar atenção” mas sim um “oi, pras bandas de cá é normal, tá?”.
  • Tinha gente de várias idades. Eu achei que só encontraria a ~juventude~ se hospedando por lá, mas vi várias pessoas na casa dos 40 anos e um grupo de brasileiros cuja faixa etária devia ser entre 55 e 60 anos se hospedando por lá também.

Não sei se todos os hostels são assim, isso é o que posso falar do Palmers Lodge Swiss Cottage, ok?

O que tem de bom no Palmers Lodge?

Sobre os quartos, fiquei na parte de cima de um beliche e o Daniel na debaixo. Um diferencial é que todas as camas tem uma cortininha marrom horrível mas que te dá mais privacidade (eu até me trocava na cama). Isso além de ter uma tomada e uma luminária pra cada um. Em cada cama tinha um edredom muito gostosinho e bem limpinho, não fiquei com nojo nenhum de usar (sim, sou fresca). O quarto era aquecido, mas sempre tinha um filho da puta que abria a janela e todo o calorzinho ia embora 🙁 (não que tenhamos pego dias tão frios assim em Londres, e média de temperatura por lá era de uns 10 graus Celsius. Ok, é bem frio pra nós brasileiros)

Os beliches são assim. E essa plaquinha era um charme no hall.

Os beliches são assim (reparem que tem luminária. O locker são as gavetas abaixo da cama). E essa plaquinha era um charme no hall.

Pra mim o ponto mais alto foi o café da manhã. Ele é cobrado à parte (4,50 libras por dia na época em que fui) e mesmo na cotação atual acredito que ainda valha à pena. Tinha croissant doce e salgado (quentinhos!), muffins (macios e deliciosos), frutas (maçã verde e banana), vários pães, frios (presunto e queijo), ovos cozidos, Nutella, manteiga e margarina, geléia de uns 5 tipos (a de raspberry era a melhor!), além de uma máquina de café liberada (café com leite, capuccino, chocolate quente), vários tipos de chá, leite quente e frio e cereais. Uuuufa!
Demorávamos pelo menos meia hora pra tomar café toda manhã porque viajante pé rapado é foda, né? Quer encher o bucho pra não ter que almoçar heh sempre levávamos uma fruta conosco e nunca ninguém reclamou de fazermos isso (mas também não perguntamos se era permitido =B #verdades). E era uma delícia tomar café da manhã assistindo a previsão do tempo britânica, ai, que sotaque delicioso o deles <3

Meu café da manhã no albergue

Meu café da manhã no albergue. Imaginem que eu repetia isso mais uma vez, no mínimo. Delícia!

Outro fato importantíssimo foi a ótima localização. O hostel fica a uns 5 minutos da estação Swiss Cottage, pertinho da Finchley Road onde pegamos o EasyBus pro aeroporto de Luton na hora de ir embora. Nessa avenida tinham muuuitas opções de alimentação (Subway, KFC, Mc Donald’s, restaurantes indianos diversos), uma Superdrugstore e o maravilhoso do Marks & Spencer, que foi nosso salvador. Esse mercado e a micro-cozinha do hostel nos ajudaram a termos jantares dignos durante nossa estadia em Londres.
Quando voltávamos de pernear, passávamos no mercado comprar pratos congelados e usávamos o micro-ondas do hostel pra esquentar. Apesar de bem pequenininha, a cozinha era bem digna. Além do micro, vários utensílios de cozinha disponíveis e uma geladeirona. A única regra era a obrigatoriedade de lavar sua louça após usar (o que é óbvio, né, gente?) Nós dois fazíamos a festa! Geralmente comprávamos um purê de batatas delicioso, um prato de macarrão com queijo, uma pink lemonade e iogurte de sobremesa. Acabava saindo muito barato (com menos de 10 libras nós dois comíamos muito bem) e era reconfortante comer algo quentinho depois de passar o dia todo no frio de Londres. O melhor de tudo é que o gosto não era de comida congelada e vimos muitos londrinos fazendo o mesmo que a gente, me senti “de casa” 😛

As áreas comuns era bem bacanas, um clima muito gostoso. Sempre esquentávamos a comida e íamos pro deck comer ouvindo a música da vez.

Não é uma graça a área externa do restaurante?

Não é uma graça a área externa do restaurante? Mesmo que não consumíssemos nada no restaurante, poderíamos usar as mesas e os utensílios pra comer o que preparávamos na cozinha.

E por último mas não menos importante, o wi-fi era digníssimo. Funcionava bem nos quartos, na cozinha, no lobby, no restaurante… deu pra atualizar a família tranquilamente 🙂

Posso dizer que valeu muito a pena me hospedar em um hostel e digo mais: quando eu voltar pra Londres, o Palmers Lodge será minha escolha novamente, sem dúvida alguma.

Que bela surpresa pra quem tinha um preconceito bobo, não é mesmo? Mas e aí: vocês já se hospedaram em algum hostel? Imaginavam que seria diferente? Eu agora sempre procuro por essa opção quando pesquiso hospedagem pra alguma viagem.

E assim começamos nosso tour por Londres… No próximo post vocês vão saber da minha emoção ao conhecer o Big fucking Ben AHAHAH

P.S.: o Daniel me ~mandou~ falar que quando escrevo “fucking-alguma-coisa” não é no sentido ruim, tá? É no sentido, sei lá, “fucking awesome”, coisas nesse naipe 😛
P.S.²: algumas das fotos são do site do hostel e do TripAdvisor.

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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10 Comments

  • Reply Chell 16 de outubro de 2015 at 08:25

    Eu não queria dividir lugar quando a gente foi. Ia ser dia inteiro camelando pelas ruas e de noite a gente precisava de um sono digno, então queriamos hostel com quarto só nosso, o que acontece é que ficou mais caro que o hotel auhauahauha ai acabamos em um ibis minúuuusculo, só pra cair e dormir =D

    Conheço gente que ficou em hostel e não deixavam dormir, faziam bagunça… aí acaba com a viagem isso rss por precaução, preferimos assim e não ficou caro =D

    • Reply Lívia 23 de outubro de 2015 at 12:03

      aí não dá, né? o que eu mais queria ao chegar no hostel era dormir e descansar heh

  • Reply Patthy 16 de outubro de 2015 at 10:29

    Que plaquinha mais amorrrrr. ♥
    Reparei que um dos preconceitos é com a palavra albergue. Aqui no Brasil começaram a chamar de hostel também e pronto, todo mundo achou cool. XD Daqui a pouco estaremos comprando “beds” achando que dormiremos melhor. rs
    Mas agora lembrei da conversa do beliche de casal. hahaha

    • Reply Lívia 23 de outubro de 2015 at 12:02

      Quando contei pra mamy onde ficaria em Londres, tomei o cuidado de me referir sempre somente como “hostel” ao invés de albergue heh
      Eu ia citar aqui o quarto com 9 camas de casal mas achei que não caberia bem pro meu ~público~ heh

  • Reply Jessica 16 de outubro de 2015 at 17:09

    Tava vendo a foto do café da manhã e a minha mãe passou e perguntou “nossa, que café chique! é de restaurante?” Daí eu falei que era de um albergue de Londres, e ela morreu de rir comparando com os albergues daqui… hahahaha
    Esse hostel é um encanto!! o hall, a entrada… é uma atração turística a parte, né?
    Obrigada pela super dica, Livs!! 🙂
    Londres <3

    • Reply Lívia 23 de outubro de 2015 at 12:00

      Pra você ver… fica a dica pra quando você for pra lá, Jessica!

  • Reply Isabele 16 de outubro de 2015 at 17:23

    Nhaaaai… não vejo a hora de conhecer London. É um dos destinos mais desejados da Europa. Além de Portugal e todo o leste europeu.
    A única experiência que tive com hostel também foi muito positiva. Foi em Cuzco, eu e minhas amigas conseguimos um quarto exclusivo pra nós 4. Foi mais caro mas valeu a pena.

    • Reply Lívia 23 de outubro de 2015 at 12:00

      Ah, às vezes vale a pena mesmo! Em Roma ficamos em uns quartos que pareciam traillers privativos bem legais tbm!

  • Reply Maíra 16 de outubro de 2015 at 17:29

    nossa total Lih, ai menina essa pousada vai ter post sobre ela já já, porque olha, que vontade ahahaha

    Ai menina, você me faz ter muita vontade de viajar pra esses lugares, só pela fachada desse hostel eu já to dentro ahahaha londres realmente é um lugar que tenho vontade, esse lugar tá maravilhoso, meu deus, sério, fiquei com muita vontade de pular pra esse lugar e ficar eternamente ahaha eu também tenho esse pensamento de albergue, mas olhando essas fotos realmente muda tudo ahaha

    ansiosa pra saber o restante dos posts 😀
    beijos :*

  • Reply KARINE 18 de outubro de 2015 at 18:37

    Gente, que lugar LINDO! ficaria enlouquecida admirando essa fachada (e fotografando), hahaha. Adorei o post!

    No Atacama tb fiquei em hostel (que era bem mais simples que o seu) mas não tive NENHUM problema! Ficamos em um quarto com 6 camas e era incrível a rotatividade dele. Quando chegamos tinham brasileiras, no dia seguinte apareceram uns Alemãs, no dia seguinte uns Franceses, depois outros Alemãs, depois mais brasileiras e assim foi, hahaha. A única coisa chata é que rolava sim um barulhinho na hora do pessoal sair pela manhã, mas depois voltávamos a dormir de boa. E certamente nos nossos dias de acordar cedo tb causamos um pouquinho, né?

    Já as malas todo mundo colocava em cima das camas mesmo – quando eu cheguei fiquei meio assim de não colocar no locker, mas no segundo dia já estava me sentindo bem segura e tb aderi a isso, haha (é claro que as coisas de valor sempre andavam comigo).

    E meu, isso da menina andando de toalha no hostel: um francês tb ficou de cueca na minha frente pra se trocar e eu fiquei meio (????) hahahah mas depois me toquei que pra eles isso é realmente normal.

    Outra sorte que demos foi com os funcionários do hotel: uns fofos! Mesmo sem estadia paga, depois que voltamos da Bolívia fomos pra lá e liberaram as áreas sociais, tomadas e o banho/chuveiro pra gente usar até o horário do transfer nos pegar, e antes de ir tb deixamos algumas coisas que não precisaríamos nos lockers que estavam disponíveis lá. Muito amor <3

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