Diário

Astrologia, leis da Física e karma

Se eu acreditasse em horóscopo diria que o que estou vivendo só pode ter um nome: inferno astral. Mas, vejam bem, não acredito então preciso buscar outra desculpa pras coisas que tem acontecido na minha vida.

Novembro começou com o meu notebook (que estava de mal a pior há tempos, diga-se de passagem) pifando de vez. Simplesmente deixou de acender a tela. Foi triste? Foi, mas eu já meio que esperava por isso. Ele tinha uns 4 anos de idade já e o cooler não funcionava há tempos. Enrolei um monte pra consertar e a coisa só foi piorando… Será que foi culpa da proximidade do meu aniversário? Não, amiguinhos, culpa da minha procrastinação.

Em uma manhã da semana passada me servi do delicioso café da melhor estagiária do mundo e fui apreciá-lo na minha mesa. Eis que sabe-se lá como, antes mesmo de eu provar, virei a caneca toda em mim e na minha mesa. Me lavei de café da cintura até a canela, inclusive tive que voltar correndo pra casa trocar de roupa porque a situação estava feia. Se eu acho que foi culpa da minha lua em Virgem e ascendente em Libra? Não, eu apenas sou o desastre em pessoa. Lívia Paranóia meets Desastre Bonilha Bonassi, prazer. Mas vamos ver pelo lado bom: meu gaveteiro cheira a café porque mesmo uma semana depois ainda descubro manchas que não vi das outras vezes que limpei =B (menos mal que não coloco açúcar no café, então não melecou tanto)

Já que toquei no assunto apesar de preferir não falar sobre trabalho no blog, digamos que basicamente estamos passando por períodos extremamente difíceis na empresa e no mês passado uma pessoa muito querida da equipe (que muito mais do que um líder era pra gente um paizão mesmo) foi demitida. Então demos aquela brochada, né? A motivação vai lá embaixo e rola até certa revolta, confesso.
Enfim, tudo isso contribui para eu estar bastante distraída e desanimada, e eu creio que foi a causa do ponto mais impactante dos últimos dias: sofri meu primeiro acidente de carro.
Não foi “nada demais”, foi uma batida (não me machuquei, mas estou dolorida nas costas por causa do impacto… o carro tá todo ferrado, acionei o seguro) e a culpa foi totalmente minha (tentei pegar uma saída da rodovia em velocidade maior do que deveria, derrapei em óleo e água, não consegui frear e acertei uma placa), mas esse era o susto que faltava pra eu desabar, né?

Chorei, chorei com gosto. E depois de chorar, parei e refleti. Me peguei pensando no que estou fazendo da minha vida de uma forma tão profunda como há tempos eu não fazia (acho que desde a época em que tinha que decidir qual faculdade prestar – aliás, me lembrem de contar sobre isso). E aí me tranquilizei. Não sei nem como explicar, mas apesar da boa grana que vou gastar no carro, não estou preocupada. Nem brava comigo mesma por não ter feito diferente e evitado o acidente. Aconteceu. Não dá pra mudar. E estou bem com isso.

Não estou dizendo que a batida do meu carro foi meu turnaround, mas ela com certeza me fez conversar muito com as pessoas que amo e, dessa forma, me fez ver as coisas de forma diferente. E eu acredito, de verdade, que a partir do momento que a gente começa a se dar oportunidade pra enxergar diferente, nós damos oportunidade também pra coisas boas acontecerem. É como a Luh falou: ela não acredita em astrologia, coisa e tal, mas ela nota que todo ano no mês do aniversário dela acontecem coisas ruins. Ela mesma disse que talvez já tenha isso tão certo na vida dela que ela procura por isso, entende? Se funciona assim para coisas ruins, talvez funcione para coisas positivas, eu gosto de acreditar nisso 🙂

No final das contas o que importa de verdade é que todas as merdas que aconteceram (não foram só essas que relatei, acreditem) me ajudaram a me achar de novo. Independentemente do décimo terceiro que vai pagar a franquia do seguro e da calça novinha manchada de café. Hoje consigo enxergar que tudo tem uma razão pra ser. Não digo isso no nível karmico da coisa, mas num nível ação/reação e causa/efeito, manja? Terceira Lei de Newton, coisa e tal.

Não é que Niltão tá certo, gente?

Enfim… o que quero dizer é que astrologia não é a minha praia, mas eu acredito piamente que as coisas (boas ou ruins) tem um motivo pra acontecer. Cabe a cada um avaliar e tirar o melhor proveito da situação, certo?

bitches, I’m back!
Um beijo!

P.S.: Pollyanna much meu post? heh

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19 Comments

  • Reply Patthy 11 de novembro de 2015 at 08:25

    Como diz a sabedoria popular “até mesmo um pé na bunda te empurra pra frente”.
    PS: Tenho certeza que a culpa é das estrelas e Marte em conjunção com Plutão. =B

  • Reply Lu Cruz 11 de novembro de 2015 at 09:38

    Um tanto quanto Pollyana, sim! Hahaha Mas não faltaram verdades! Eu gosto de pensar que frente a acontecimentos ruins a gente tem sempre duas opções: a primeira é sentar e chorar e a segunda é se animar e procurar resolver os problemas. Qual é a mais útil? E ponto final, paro com o chororô! E acho incrível o que você fez: tomar responsabilidade pelas coisas ruins que acontecem, mas não de uma maneira em que você se culpa, mas sim aceitando a lição para não fazer de novo. Tenho certeza de que vai ser mais cuidadosa com o café na próxima vez (ou talvez não, eu derrubo tudo e nunca aprendo). Enfim, fico feliz que o acidente não tenha causado nada de grave, isso é o mais importante. Meu comentário está virando um post, pronto parei! Beijos!
    Blog Vintee5 | Canal Vintee5

    • Reply Lívia 13 de novembro de 2015 at 19:52

      Gosto muito do seu pensamento das duas opções, Lu! Obrigada pelo carinho… aliás, adoro comentários-post heh

  • Reply KARINE 11 de novembro de 2015 at 12:39

    Me vi na história do notebook (ce sabe, to enrolando há eras pra trocar o meu) e na do café. É pelo menos uma vez que derrubo tudo em mim mesma, ou na mesa, e não adianta culpar os astros (pq faço isso desde SEMPRE, a culpa é minha e da minha falta de coordenação, HAHAHAHA). O foda mesmo é que essas coisas parecem acontecer sempre uma atrás da outra, né? TIpo, aquele periodozinho que tudo que podia dar errado (mas não dava até ali) acontece. Eai, só com uma cabeça ~boa pra assimilar que a vida é assim mesmo,e que 90% dos problemas da nossa vida são causados (e podem ser resolvidos) por nós mesmos. Eu ainda preciso virar essa chave na minha cabeça, porque as vezes eu só vou acumulando tudo, ao invés de “superar”. Enfim, adorei o post, e que bom que tá de volta =D

    • Reply Lívia 13 de novembro de 2015 at 20:03

      acho que é mal de gente alta, né? a maioria das pessoas altas que eu conheço são desastradas na essência heh

  • Reply Luh 11 de novembro de 2015 at 18:30

    Ói eu aí no meio hahahaha
    Desde que li seu tweet sobre como você tava mais animada eu fiquei bem feliz por você! Mas sabe que a batida pode ter sido, sim, um turnaround pra você? Meio que naquela linha de “daqui pra baixo o caminho parece muito sinuoso e obscuro, se eu descer vai ser difícil subir de volta depois”, então você preferiu encarar as coisas de outra forma e tentar ir

    • Reply Luh 11 de novembro de 2015 at 18:39

      Ótimo, o iPad enviou o comentário sem que eu terminasse, adoro essas coisas!
      Enfim… *tentar arriscar a subida apesar da neblina. Mais uma das minhas analogias malucas hahahahaha
      Anyway /eu, não sou nenhuma guru de palestra de auto-ajuda, mas acho que você tá caminhando na direção certa e eu adoraria ir pelo mesmo caminho. Ando numa bad sem fim já tem um bom tempo, preciso dar um jeito de me forçar a sair dela.
      De resto, como disse a Patthy aqui em cima, não esqueça que Saturno está na casa de Capricórnio e isso é importantíssimo pra definir se você deve ou não sair de casa amanhã.

    • Reply Lívia 13 de novembro de 2015 at 20:03

      não tinha pensado por esse lado quanto à batida, Luh! Faz todo sentido 🙂

  • Reply Rebeca Stiago 11 de novembro de 2015 at 21:26

    Oiii! Eu tambem nao sou dessas de astrologia (nem acompanho e nao entendo nada). Mas eu super te entendo que as vezes as coisas erradas vao se acumulando e a gente desaba! Entao eu faria como voce, ia desmoronar e depois refletir e seguir em frente. Mas acho legal voce trazer esse tema pro blog.. Repensar que todos passamos por apurrinhacoes! Espero que uma nova vibe se aproxime de ti. Beeeeijos

  • Reply Bela 11 de novembro de 2015 at 23:08

    Meuô, lê só a lei do caos pra você ver como faz mais sentido do que astrologia, karma e lei da física! O negócio é KAOOOS!!!

    • Reply Lívia 13 de novembro de 2015 at 20:10

      Pronto, me deixou curiosíssima, vou lá procurar pra ler!

  • Reply Thay 12 de novembro de 2015 at 19:18

    Pior que com meu notebook foi a mesma coisa, só que ano passado. Já havia trocado o HD dele uma vez, a bateria só funcionava se ligada na tomada, e eu procrastinando pra trocar. Aí que lá no final do meu mestrado o bichinho resolveu dar piripaque eu simplesmente tive que trocar, né, não podia nem pensar em arriscar perder a dissertação por preguiça! Mas que bom que trocou o seu, e que tá novinho e funcionando agora, haha. E sobre o acidente: SOS, ainda bem que está tudo ok com você! Essas situações são bem assustadoras, já sofri um acidente de carro e fiquei meio aérea por dias (inclusive: bateram no carro do meu pai no dia e hora em que ele me levava pra fazer vestibular, haha! Imagina o jeito que eu fiz aquela prova, sen or. Incrivelmente, eu passei. HUE). Beijo, fica bem! ♥

    • Reply Lívia 13 de novembro de 2015 at 20:15

      Nossa, não consigo nem imaginar o teu nervoso durante o vestibular rs obrigada, Thay <3

  • Reply Leticia 12 de novembro de 2015 at 20:04

    Gosto de post Pollyanna e também procuro coisas boas no meio do caos. Acho que dá uma calma qdo esses períodos conturbados passam e isso abre um pouco nossa mente.
    Sobre seu “inferno astral” (entre aspas porque não consigo acreditar em signos e derivados): bater o carro é tão ruim né? Caramba, na hora rola um susto horrível, e depois aquele deprê que parece pesar mil quilos nos ombros, aaai, pior situação.
    Bjs

  • Reply Bessie B. 12 de novembro de 2015 at 23:04

    Também não acredito em astrologia e muito menos inferno astral, mas em má sorte sim! E volta e meia a gente sempre tem uma maré de azar, né? Acho que tudo isso que tu passou me abalaria profundamente também. Se tem algo que não compro mais é notebook, a vida util é muito pequena, pelo menos comigo. Perder gente querida no trabalho é pior ainda, as vezes a gente perde até a vontade de trabalhar. O acidente de carro nem se fala, morro de medo! Mas vai passar, espero que logo. Beijo<3

    • Reply Lívia 13 de novembro de 2015 at 20:16

      E como perde a vontade, viu, Bessie? mas a gente supera! Obg <3

  • Reply Adriel Christian 16 de novembro de 2015 at 10:17

    e eu pensando que minha vida estava lascada…

    que bom que tudo tá bem agora pra ti (espero!). mas, ó, sempre no mês do nosso aniversário as coisas ficam mais complicadas mesmo. não sei se seria o inferno astral (eu acredito até demais, porque comigo sempre tem treta), mas, geralmente isso acontece pra gente abrir os olhos pra determinadas coisas, como você mesmo disse.

    a gente sempre pensa que algumas coisas não vão acontecer com a gente (como o acidente com o carro), porém, tenho certeza que agora você vai pensar dez mil vezes antes de fazer alguma manobra do tipo. no fim, as coisas ruins nos ensinam demais.

    espero de verdade que tudo esteja bem aí e muitas portas se abram pra vc, afinal, depois disso tudo vc merece. 😀

    Bjs!

    • Reply Lívia 16 de novembro de 2015 at 10:36

      Certeza, Adriel! Serviu pra me fazer pensar muito antes de fazer as coisas. Agora tá tudo em paz, ainda bem!

  • Reply Bia 23 de novembro de 2015 at 14:55

    Olha, somos irmãs do azar então hahaha brincadeira! Mas tbm não estou tendo semanas muito fáceis viu… Mas tbm estou tocando o foda-se né, pq é oq eu falo, se problema tem solução então pra que estressar? Tbm acredito que pensamos tanto nisso que meio que fica certo na nossa cabeça.

    Bjão

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