Viagem

Londres – Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington)

Antes de viajar, eu nem imaginava que existiam parques reais em Londres e muito menos o que era isso. Mas fui apresentadas a eles pelo namorado, da forma mais incrível possível.
Esses parques são aqueles que eram inicialmente propriedade dos monarcas ingleses. Serviam para recreação da família real e seu acesso era proibido. Aos poucos a entrada passou a ser liberada para o público (ainda bem!) e é uma delícia se perder dentro deles.
Tive a oportunidade de conhecer o Regent’s Park, o Hyde Park e os Kensington Gardens (esses últimos ficam lado a lado). Ok, passamos pelo St. James também quando estávamos na The Mall, mas não chegamos a entrar.

Depois de tomar um café da manhã bem reforçado no nosso segundo dia em Londres, saímos do hostel em direção ao Regent’s Park. Chegando lá, fiquei surpresa (novamente) pela limpeza do lugar: não se vê um papelzinho de bala no chão sequer. Taí mais um exemplo ótimo pra seguirmos 🙂

Em uma ponte, no Regent's Park

Em uma ponte, no Regent’s Park. Acho essa foto tão poética <3

Não sei se foi a época do ano (visitamos o Regent’s em 19 de maio) mas o parque estava beeem vazio e uma grande pena: as flores ainda não tinham aberto (no parque tem-se mais de 30 mil rosas – todas com nomes lindos e curiosos). De qualquer forma, Londres nos presenteou com uma manhã de sol linda (apesar do frio) e o passeio foi incrível! Vimos patos e esquilos andando tranquilamente entre nós, uma graça.
Esse parque era originalmente um lugar utilizado para a caça pelo Príncipe Regente (daí o nome) e foi remodelado pelo John Nash (criador também de parte do desenho do Palácio de Buckingham e muuuuitas outras construções do século 19). Foi aberto ao público pela primeira vez em 1853.

Algumas das muitas rosas desse parque real

Algumas das muitas rosas desse parque real (fonte)

Uma curiosidade  é que quando Harry fala pela primeira vez com uma serpente em Harry Potter e a Pedra Filosofal, ele está no London Zoo do Regent’s Park (um agradecimento ao excelente Mapa de Londres pela dica).

Vale a pena dedicar algumas horinhas pra se perder por lá ou até mesmo se estender no chão e deixar a vida passar… ai, que sonho!

Ao longo do Regent's, tem muitos banquinhos assim pra dar uma relaxada...

Ao longo do Regent’s, tem muitos banquinhos assim pra dar uma relaxada…

Já o Hyde Park, nossa escolha para a manhã seguinte, foi o lugar onde mais senti frio na minha vida inteira (mínimas de 4 e máximas de 14°C). Estava uma chuvinha fraca e nem a jaqueta de couro com a blusa de lã por baixo deram conta. O mais surpreendente era que enquanto eu me tremia toda, londrinos de bermuda e regata passavam na pista de corrida do parque. Sensação térmica é relativa, não é mesmo? heh
O local onde onde se encontra o parque era propriedade dos monges da Abadia de Westminster. O rei Henrique VIII acabou adquirindo a área para caça em 1536 e somente 100 anos depois, o público teve seu acesso liberado.
O nome vem de “hide”, uma unidade de medida com o tamanho aproximado do parque (142 hectares). Já foi palco de inúmeros protestos (inclusive tem a esquina do Orador, um local onde qualquer cidadão pode protestar por qualquer motivos desde que não haja ofensas públicas) e apresentações: fico imaginando o show do Queen em 1976, que coisa maravilhosa que deve ter sido!

Cadeiras pra tomar sol no Hyde Park

Cadeiras pra tomar sol no Hyde Park (fonte). Lembram que falei delas no post sobre o Jardim das Tulherias em Paris?

Lá aconteceram duas das coisas mais inusitadas da nossa viagem (momento “senta que lá vem história”):

  1. Estávamos morrendo de fome e com grana curta (como a maioria dos mochileiros wannabe) e vimos um grupo de adolescentes com uma bandeja com comida. Até que nos aproximamos e eles nos abordaram dizendo que eram estudantes holandeses (!) em uma excursão (!!) e estavam fazendo uma pesquisa de mercado (!!!). Expliquei que éramos brasileiros e meu inglês era péssimo, mas eles pediram que participássemos mesmo assim. Nos deram umas balinhas para experimentarmos e depois preenchemos um formulário dizendo o que achamos. Ótimo né? Uma sustância que nos fez aguentar caminhar mais um pouco.
    Em outro ponto do parque, veio outro grupo nos pedindo para experimentarmos um bolo típico holandês. Explicamos o mesmo mas provamos também, né? (e tava muito bom, btw) Enfim… andamos mais um pouco e, de novo! rs
    Só sei que provamos 3 ou 4 pratos e deu pra encostar o estômago até chegarmos na Tower of London e comermos dignamente (assunto do próximo post).
    Tá, por que achei inusitado? Seguinte:
    a) quando eu ia pra excursões da escola, no máximo íamos até o Bosque dos Jequitibás em Campinas, quem dirá ir pra outro país =B
    b) se fosse aqui no Brasil, eu jamais aceitaria doces de estranhos. Vai que é um “boa noite Cinderela”enrustido??? 😛
  2. Próximo ao rio Serpentine, um casal de idosos se aproximou de uma placa com um mapa que estávamos olhando. O senhor estava querendo informações mas, pelo que notamos, a esposa não falava inglês e ele não emitia som algum com a voz. De qualquer forma, por meio de sinais e gestos conseguimos entender qual informação eles queriam e, o mais incrível: demos a informação e eles entenderam, tudo sem palavras. No final foram embora nitidamente agradecidos. Mensagem entendida, comunicação feita = missiom accumplished.
A ponte que liga o Hyde Park ao Kensinsgton Gardens

A ponte que liga o Hyde Park ao Kensinsgton Gardens

Cruzando a ponte do rio Serpentine, chegamos ao Kensington Gardens, outro parque real lindo de Londres. Não exploramos tanto assim, mas notei que é uma área com mais moradores e menos turistas (apesar de estar cara a cara com o Albert Memorial e a Royal Albert Hall). Esse, inclusive, era o parque preferido da Princesa Diana <3
E muito bonito fazer a travessia pela ponte do rio Serpentine, muito recomendo!

Os dois bestas morrendo de frio mas vibrando de alegria por estar num lugar lindo assim

Os dois bestas morrendo de frio mas vibrando de alegria por estar num lugar lindo assim <3

Nesse momento o frio já tinha passado e eu já estava começando a ficar muito triste porque no dia seguinte iríamos embora de Londres 🙁 mas calma lá: ainda tenho pelo menos mais três posts sobre a cidade pra mostrar aqui 🙂

Fico pensando onde aqui no Brasil temos parques bonitos e bem cuidados assim. Aqui em Jundiaí, como eu já comentei, temos o Parque da Cidade que é bem bacana, limpo e organizado (mas, obviamente, nem se compara aos de Londres). E na sua cidade? Me contem!

Um beijo.

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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5 Comments

  • Reply Patthy 27 de novembro de 2015 at 09:49

    Ao ler “(…) eu nem imaginava que existiam parques reais em Londres” não posso evitar a pergunta: uai GG, você achava que os parques de lá eram imaginários? HAHAHAHAHAHA
    (tá, parei)
    Acho essa sua foto na ponte muito bonita. Me lembra uma pintura do Monet. Aliás, já fiz um desenho inspirado nessa pintura, se um dia achar – e lembrar – te mostro. Pontezinhas curvas são um charme, né?
    Achei muito curioso o momento lanchinho-experimental. XD Mas viu, acho que nesse caso o destino da excursão ser outro país é um detalhe, na Europa é tudo tão perto que deve ser o equivalente a uma excursão daqui pra Sampa, do ponto de vista “simbólico”, porque deve ser algo bastante corriqueiro (e não pelo lado geográfico, acho que a distância deve ser como daqui a Brasília e né, tem um mar no meio do caminho rs).
    Agora exemplos de parques bem cuidados no Brasil… Aqui em Ribs os que ficam em áreas mais ~abastadas~ são até ajeitadinhos mas, tomando o exemplo do parque onde eu estava fazendo caminhada, falta viabilizar o uso deles a noite – que é quando muita gente tem tempo de ir ao parque durante a semana. Ibirapuera é um parque muito amor, mas a carinha dele é bem diferente dos que o que você mostrou (digo, por foto né, não tenho moral de avaliar nada porque não conheço). Aliás, não sei se dá pra achar nenhum igual IGUAL MESMO, afinal são países/culturas/climas diferentes. Em Curitiba pode ser que tenha algo mais próximo, a cidade é bem servida de parques e a variedade deve ser maior (esse é um dos motivos para eu querer conhecer a cidade).

  • Reply Isabele de Paula 29 de novembro de 2015 at 09:10

    Que lindeza! Acho que meus comentários sobre Londres estão bastante repetitivos. rsrsrsrsr
    Mas não tem como ser diferente. rs
    Aqui no Rio nós temos o Parque Nacional da Tijuca, o Jardim Botânico e o Parque Laje. Mas obviamente nem se comparam…

    Beijos.

  • Reply Tatiana 30 de novembro de 2015 at 13:41

    Posso dizer que estou completamente apaixonada por essa ponte no Regent’s Park? Não sei o que está acontecendo comigo ultimamente, mas estou amando parques em geral, e esse é completamente maravilhoso. Pensou ter a oportunidade de ir pra algum lugar desse toda semana relaxar? Melhor coisa do mundo. hahaha Beijo, Lí!

  • Reply O melhor de Novembro 2 de dezembro de 2015 at 07:01

    […] « Londres – Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) […]

  • Reply KARINE 8 de dezembro de 2015 at 19:26

    E aquela ponte linda ali? ❤
    Amei e achei demais a história da comunicação por mímicas, esses dias um amigo meu tava com dúvidas sobre ir pra argentina ou não pq n sabia espanhol e eu fiquei assim:??? Só respondi um: só vai e acabou, hahaha ainda mais sendo espanhol, da pra levar de boa (agora na Alemanha ou Rússia já ficaria meio assim, pq né? haahha mas ainda assim n deixaria de ir).

    Btw, parques lindos.
    Aqui eu gosto bastante do parque do carmo, ele tem uns cantinhos perdidos bem lindos (ainda mais pra fotografar) mas poderia ser muito mais bem cuidado (como tudo por aqui).

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