Gatices

Sobre as coisas inesperadas (e maravilhosas) que acontecem em nossa vida

Esse poderia ser um post de final de ano bem clichê, analisando tudo que aconteceu em 2015 e como vou lidar com isso tudo em 2016. Mas eu achei pertinente contar aqui pra vocês a última surpresinha que tive e que aquece meu coração só de lembrar…

Sempre fui gateira. Tanto tendo gatos em casa quanto mexendo com os gatos na rua (sempre rio quando alguém me diz que não vou conseguir me aproximar de determinado gato que é muito arisco porque SEMPRE consigo, com jeitinho). Em casa, pelas minhas contas, já tive 15 gatos: Chiquinha (uma gata preta safada que tive quando criança), Florzinha e seus 5 filhotinhos (siamesa, toda linda), Rajada e Malhada (meus amores! Foram elas que me despertaram para o amor felino), Baixinho e Junior (abandonados lá em casa, criados juntos com as outras duas), Junior (outro siamês adotado), Fred (meu laranjinha que viveu por 3 meses somente, nasceu com uma doença), Mingau (ai, o Mings! Era um Lorde e extremamente inteligente) e, por fim, Toddy e Café (não tenho nem palavras para dizer o que esses dois foram pra mim). Isso sem contar os gatos da vizinhança que nos visitavam com frequência: a gata muda, a Menina, o Raja, o Lost, o Frajola, a Paçoca… Todos tiveram seu fim, das mais diferentes formas (algumas que até hoje não sei quais foram), porém o envenenamento do Café me destruiu, me fez fechar meu coração pra um novo bichinho de estimação.
Já faz seis meses que tudo aconteceu e ainda não achava que fosse conseguir me entregar novamente. Mas é como o Daniel disse: se até depois de todas as merdas que vivenciei em relacionamentos passados eu consegui deixá-lo entrar na minha vida, eu tiraria de letra ter um novo gatinho 😛

Sexta-feira ele me ligou dizendo que estava chegando e que estava me trazendo um presente especial de Natal. Não sei explicar, mas naquele momento eu tinha certeza de que seria um gatinho… fiquei tão nervosa, tão ansiosa (até compartilhei isso no Twitter) que me atacou a gastrite (não consegui comer nada).
Quando ele chegou com aquela coisa pequenininha e peluda no colo eu chorei feito um bebê. Lembrei de todo o sofrimento que tinha passado mas também vieram as boas memórias… não teve como não me render!

...porque eu sou muito grande, sabe?

…porque eu sou muito grande, sabe? (e estou sem foco porque não paro quieta)

Foi aí que o Daniel me contou toda a história. Tinha sido abandonado na casa de um amigo dele, que trabalha em um pet. Ele não pode ficar com o gato porque os cachorros estavam invocados. O gatinho foi levado pra outra casa, onde só tinham outros felinos, que também não o receberam bem. Depois de buscar de todas as formas possíveis um lugarzinho pra ele ficar antes de poder me trazer, o Dan deixou-o por três dias na casa de uma moça e depois levou pra casa dele mesmo, também em Limeira. Vejam bem que foram 4 casas em questão de pouco mais de uma semana, que dó!

E foi assim que me tornei mãe de gato de novo.

Ela adora o sofá! Acho que é porque foi o primeiro lugar da casa em que ela dormiu junto comigo...

Ela adora o sofá! Acho que é porque foi o primeiro lugar da casa em que ela dormiu junto comigo…

No sábado levamos o então gato no veterinário e descobrimos que na realidade ele é ela!!! Adorei porque a última vez que tive uma fêmea foi há uns 15 anos, no mínimo. Estou dando vermífugo, pingando um remédio no ouvidinho dela e muuuito amor, que é o que ela mais precisa <3 Em janeiro ela tomará a primeira dose da vacina e provavelmente em março será feita a castração.
Tivemos dificuldades em decidir um nome (eu queria Katniss, mas mamy e papy não manjam dos paranauês de Jogos Vorazes), mas acabou ficando Nina, que é meigo como ela e é um apelidinho pra “pequenina” (porque, meu, ela parece um ratinho de tão pequetitica).

Mesmo tendo bastante experiência com felinos, cada gato é diferente do outro. O que mais está me surpreendendo com a Nina é o quanto ela é carente e o quanto gosta de colo, bem diferente dos outros gatos que tive. Estou naquela fase de pesquisar bastante informações, descobrir as coisas das quais ela gosta e curtir muito essa fase brincalhona da bichinha (sem me arrepender nem um minutinho de tê-la aceito na minha vida).

Que folga, hein, fía?

Que folga, hein, fía?

Não tem jeito: bichinhos dão um novo ânimo pra nossa vida, não é mesmo?

Um beijo!

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24 Comments

  • Reply Karine 22 de dezembro de 2015 at 11:47

    Ai que amor, e que sorte a Nina ter acabado na sua casa <3
    Quando adotei o Charlie (q tb é assim rajadinho) ele chegou com 45 dias, parecia um ratinho. Tb era SUPER carente e viva pedindo colo e atenção. Hoje em dia ele não e'tanto, mas ele é SUPER mais carinhoso que a Summer (de ir me acordar pela manhã ~mais cedo do que o necessário muitas vezes~ me amassando e ronronando, hahaha). As vezes é difícil superar quando a gente sofre pela maldade dos outros, mas nesse caso virar uma gateira novamente foi a melhor decisão.

    E minha mãe tinha um gato laranjinha chamado Fred tb, acredita?! Isso antes de eu nascer, hahaha.

    Beijos.

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:08

      Acho um barato como eles parecem um rato quando novinhos rs
      E sorte minha também por ela ter vindo, principalmente!

  • Reply Mariana 22 de dezembro de 2015 at 18:47

    Ai meu deus, MEU CORAÇÃO! Que coisa linda e malhada! É só um guspinho de gato <3

    Mas como eu falei lá no tuinto, Golden e Magnus. Eu sempre ouvi coisas muito boas sobre a Golden, e as gatas pentelhas aqui de casa gostam muito. A Magnus pe um pouquinho mais barata, mas elas AMARAM, tipo parecia que eu tinha colocado crack na ração. Se não me engano, as duas tem as respectivas versões para filhote!

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:09

      Eu ri do guspinho de gato =P
      Estou dando no momento uma ração Sabor & Vida, mas assim que acabar, vou trocar pela Golden ou pela Magnus, já li maravilhas sobre e confio na palavras das minhas gateiras favoritas <3

  • Reply Adriel Christian 22 de dezembro de 2015 at 18:58

    Oi, oi!

    AI, MEU DEUS! Que coisa mais fofa é a Nina! <3 Se eu pudesse, eu faria daqui de casa um zoológico só pra ter todo tipo de animal. Se bem que aqui nós já temos a Ryca (cachorra) o Júnior/Tel (jabuti). Coincidentemente ou não, em janeiro iremos adotar um gatinho. Eu ainda não sei se é mulher ou homens (nunca chamo de macho ou fêmea, and i don't know why). <3

    Essa fase inicial é tão boa, né? Os bichinhos são tão amorosos e ao mesmo tempo carentes… Curte bem essa fase! 🙂

    bjs!

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:14

      Siiiiim *-* to tentando aproveitar ao máximo essa fase inicial!

  • Reply kátita 23 de dezembro de 2015 at 00:27

    Hey…não vejo a hora de conhecer a Nina!!!! Bjo

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:11

      Já conheceeeeeeu! rs

  • Reply Renata 23 de dezembro de 2015 at 22:36

    ai que amor <3
    eu também fui gateira por um tempo, mas como tive que mudar pra um apartamento ficou inviável continuar com o gato que eu tinha. Eu lembro de ter chorado feito um bebê quando levaram ele embora (ele foi pra casa de uma prima da minha mãe). Quando eu tenho a chance de brincar com um eu me jogo mesmo. Quando fui pra SLZ tinha um gato no hostel que eu fiquei (e durante nossa estadia, o dono adotou outra, que virou nosso xodó).
    A primeira foto da Nina tá tipo "pfv, me ame, só peço isso. Veja como sou fofa"
    Boa sorte com ela e conte tudo sobre ela no tt, aqui!]
    ;*

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:19

      Em Roma tbm tinha um gato onde fiquei hospedada, dava carinho pra ele a torto e direito <3

  • Reply Rebeca Stiago 24 de dezembro de 2015 at 01:36

    Oinnn! Que presente de Natal heim?? Muita sorte vc ter cruzado o caminho dela e vice versa. Aproveita bastante! Beeeeijos

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:29

      Tô aproveitando, obrigada!!!

  • Reply Thay 24 de dezembro de 2015 at 15:44

    AIN que coisinha mais linda! Fiquei toda encantada, Nina é uma fofurinha. E achei engraçado você contando que descobriu ao levar no veterinário que o gatinho na verdade era gatinha porque comigo aconteceu parecido, só que ao contrário. Eu jurava que era gatinha, Brigitte, e no final das contas era gatinho, e virou Paulinho. AH, que saudades ter um peludinho por perto. Nina passou por várias casas mas acertou ao parar na sua. <333

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:28

      De Brigitte a Paulinho, que mudança, hein? rs

  • Reply Luly 25 de dezembro de 2015 at 08:19

    Antes de comentar a parte legal, um momento de ódio: o que passa na cabeça das pessoas que envenenam animais assim, de graça? Ai que ódio!
    Enfim… Que presente de natal mais fofolindo da vida, né!!!!! Imagino o quão apaixonada você está, que bom que abriu seu coração pra Nina! Eu sou “cachorrista”, mas acho filhote de gato a categoria de filhote mais fofa da vida, é igualzinho um adulto, só que mini-mini e arrepiadinho, ooooin *-*
    Feliz natal, Livia!!!!

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:27

      Filhotinho arrepiadinho é o que há <3
      O que sempre passa pela minha mente é que quem envenena um gato ou mata um cachorro, poderia muito bem fazer o mesmo com um ser humano, sabe? É assassino do mesmo jeito...

  • Reply Marina Menezes 27 de dezembro de 2015 at 19:06

    Que coisinha linda! Fico feliz que tenha aceitado um novo gatinho, mesmo depois de tudo o que aconteceu… Gatinha né rs

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:27

      Sim, gatinha agora que descobrimos! heh

  • Reply Leticia 27 de dezembro de 2015 at 20:57

    Morrendo de amor aqui, que gatinha mais linda! Faz um cafuné nela por mim <3

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:27

      *fazendo cafuné na Nina e dedicando pra Leticia* heh

  • Reply Tamara Melo 4 de janeiro de 2016 at 15:44

    Meu Deus, que coisinha mais fofa e pequenininha <3
    Esses bichinhos enchem nossa vida de energia, né? São muito abençoados.
    Uns anos atrás nós perdemos o nosso, o Johnny. Minha mãe falou que jamais pegaria outro cachorrinho, mas foi passar em um petshop e ver a Belinha que o plano foi por terra. Ela pressentiu que o tratamento dela lá não tava sendo muito bom, ai resolveu adotar. Ela virou nosso amorzinho <3

    Bjo

    • Reply Lívia 5 de janeiro de 2016 at 13:28

      A gente sempre fala que não vai pegar mais bichos depois de algumas decepções mas não tem como resistir…

  • Reply Bia 10 de janeiro de 2016 at 18:16

    Ai que coisinha mais fofaaaaa!!!! Fala se tem como resisti a essas carinhas lindas vai!!! Comigo foi a mesma coisa quando a Margot chegou, aqueles olhões super fofos me conquistaram NA HORA!!!
    Por mais que a gente fale que não vai mais pegar bicho, nosso coração se derrete ao ver uma coisinha pequena dessas!!

    Parabéns pelo novo bichinho! Que te traga muitas alegrias!!

    bjão!

  • Reply Ana 15 de janeiro de 2016 at 14:31

    Coisa foooooofa a Nina!
    Eu adoro gatos, tive um que também foi envenenado quando eu era pequena. 🙁
    Só não tenho hoje porque depois de adulta fiquei alérgica e o Henrique é mega alérgico também.

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