Gatices

Como foi a experiência de castrar duas gatas filhotes

Todos os tutores conscientes sabem (ou deveriam saber) que castrar é um ato de amor (e responsabilidade), não é mesmo? Mas não é porque é algo lindo e maravilhoso que não dê certo ~trabalho~ castrar um animal de estimação. Não entenda mal: defendo com todas as minhas forças a esterilização (como a castração também é conhecida), porque só assim conseguiremos eventualmente diminuir a quantidade de animais abandonados nas ruas (e por consequência, até os maus tratos) além de reduzir a incidência e algumas doenças felinas. No caso das minhas gatas, ajudou também a acalmá-las e as fez ficar mais carinhosas, uma delícia.

Pirâmide de reprodução de um casal de gatos. Uma ninhada em cada 6 meses e uma média de 2,8 crias por ninhada, metade das quais fêmeas .(Miacis)

Pirâmide de reprodução de um casal de gatos. Uma ninhada em cada 6 meses e uma média de 2,8 crias por ninhada, metade das quais fêmeas. (fonte)

Como já contei para vocês, sou gateira há muitos anos e já tive muitos gatos, sendo que a maioria deles era macho. Talvez você não saiba, mas a castração de machos tende a ser muito mais simples do que a de fêmeas: neles é tudo ali, externo mesmo, já nas gatas é uma cirurgia interna no abdômen da bichinha, entende? Então minha experiência no geral era ir buscar o gatinho no veterinário, rir um pouquinho com ele cambaleando em casa e no dia seguinte já vê-lo bem, correndo dum lado pro outro. Bem diferente das meninas. Digo isso porque deu trabalho castrar a Nina e a Mel mas valeu a pena! Escrevo esse post porque passei diversos perrengues e super acho que tenho que compartilhar, principalmente com as mamães e papais de primeira viagem, borá lá?

Já castradas, com 10 meses de idade. Minhas lindas!

Já castradas, com 10 meses de idade. Minhas lindas!

Primeiramente preciso contar que optei por castrar as duas gatas em dias separados. Primeiro porque a Nina já tinha tomado praticamente todas as doses das vacinas quando pegamos a Mel (e é necessário estar com as vacinas em dia para castrar) e segundo porque achamos que seria melhor uma por vez para nos dedicarmos mais. E posso dizer? Melhor decisão ever, má nunca que eu iria dar conta de cuidar das duas ao mesmo tempo…

A Nina foi castrada no meio de abril, estava com aproximadamente 6 meses. Fiquei bastante ansiosa no dia e quando o veterinário me ligou o alívio foi imenso! Porém quando fui na clínica e a peguei na gaiolinha em que estava, entrei em desespero pois ela parecia não me reconhecer e estava MUITO brava.
Segui as recomendações e deixei ela fechada no meu quarto, no escuro, com água, comida e bandeja sanitária.

Ela veio de roupinha cirúrgica, o que foi um alívio porque limitava os movimentos e fez ela ficar quietinha. Logo no primeiro dia já bebeu água, comeu e usou o sanitário. Passou a primeira noite no colchão que fica no chão, do lado da minha cama e não deu trabalho (inclusive conseguimos dar xarope na seringa pra ela).
Minha primeira preocupação foi não deixar a Mel chegar perto mas eu mal sabia que minha frajolinha não iria chegar perto de jeito nenhum da minha jaguatirica nos 10 dias seguintes e ainda iria “assoprar”  cada vez que a Nina chegasse perto. (depois esclareci com o vet e isso acontece por causa dos cheiros diferentes que a gata volta -consultório, curativo, remédios, etc – é normal)

Nina após castração com roupa cirúrgica

Nina sendo linda no modelito branco com florais em tons arroxeados 😛

No dia seguinte à castração, voltamos ao veterinário, ele olhou a incisão, trocou o curativo e deu a primeira injeção de antibiótico (foram 3 no total, em dias alternados). Não tive que trocar o curativo em casa, nem aplicar nenhum remédio na incisão. Só tive que dar dipirona 2 vezes por dia por 3 dias. Com a Mel foi o mesmo procedimento.

Já no terceiro dia, como estava muito calor, minha mãe teve a brilhante ideia de tirar a roupinha, já que ela nem estava ligando para os pontos, assim ela se refrescaria. PÉSSIMA IDEIA! Era tudo fingimento! Nina, sua falsa!!! Foi só tirar a roupa que ela começou a coçar e arrancou os esparadrapos. Limpamos o corte com soro e gaze, secamos bem e colocamos mais esparadrapo. Foi muito difícil colocar a roupinha de volta e eu desejei muito que o tempo passasse rápido para livrá-la desse incômodo. Acabamos enchendo uma bacia de água, onde ela molhava as patas e se refrescava. Informação importante: minhas gatas adoram água (pois é).

Tentando arrancar a roupa

Tira isso de mim senão eu tiro!!!

Ela já estava correndo e brincando no final de semana e aí foi mais segurar a ansiedade até o dia de tirar os pontos e a bendita da roupa (que já estava toda rasgada de tanto que ela mordia e arranhava pra tentar tirar). Quando isso aconteceu, foi uma delícia vê-la se lambendo toda e correndo de um lado pro outro, livre. Pronto, menos uma! Não demorou nem um dia para a Mel voltar a gostar da Nina, ficaram amiguinhas de novo.

Por ser a mais ativa, podia jurar que ela seria a que mais daria trabalho no período pós-cirúrgico. Ledo engano.

A Melzinha foi castrada no primeiro dia de junho, com aproximadamente 8 meses, e foi uma das piores noites da minha vida… (mas calma, tá tudo bem com ela!)
Fui buscá-la bem tranquila e ela estava super ativa dentro da caixinha. Chegamos em casa e ela foi desesperada comer e beber água. A Mel bebe muita água, muita mesmo. Como ela estava bem, a deixamos solta pela casa. Engraçado que a Nina não estranho, nem ficou “assoprando” pra ela.

Agora já não me lembro mais como foi mas quando menos percebemos, a Mel não só já tinha subido na cama e na mesa como tinha subido as escadas da minha casa. Quando fui atrás dela, a vi sem a roupinha e se lambendo loucamente. Não sei como ela fez, mas ela conseguiu sair de uma roupa cirúrgica da qual até David Copperfield teria dificuldade de se desvencilhar. E fez isso pelo menos TRÊS vezes. E nós íamos lá e colocávamos de novo, com muita dificuldade, com direito a unhadas tão profundas em mim que demoraram semanas para cicatrizar.

Mel após castração com roupa cirúrgica

Quem vê a Mel quietinha assim não imagina o furacão que ela parecia tentando arrancar essa roupa maledeta…

Só sei que fui ficando tão nervosa que cheguei a desmaiar, dá pra acreditar? Liguei para o veterinário que me recomendou comprar um cone (também conhecido por colar elizabetano) para colocar nela, mas só conseguiria fazer isso no dia seguinte. Naquela noite, minha mãe dormiu no quarto comigo, não só pela gata, mas por mim, já que eu estava com o coração bastante baqueado (literalmente falando, estou acompanhando com cardiologista e tudo mais). Quer dizer, “dormiu”, né? E eu também não dormi quase nada, olhando de pouco em pouco se minha demoniazinha tinha tirado a roupinha de novo. Mas não tirou (glória a Deus!).

No dia seguinte, já com o cone, veio o problema: ela não conseguia comer, muito menos beber água. Demos comida molhada (sachê) de colheradas na boca dela mas ficamos com muito medo dela ficar desidratada, então no terceiro dia fizemos o teste e tiramos o cone dela. Aparentemente ela aprendeu a lição e não tirou mais a roupa cirúrgica pelos dias seguintes.

Mel de colar elizabetano

Mel chateada com o cone da vergonha 😛

O que me assustou com a Nina foi o quanto ela estava amuadinha, malzinha mesmo por conta da anestesia. Já o que me assustou com a Mel foi o quanto ela estava ativa, parecia que nem tinha passado por uma cirurgia dessas (o que é muito complicado porque significa que ela não vai repousar). Inclusive o doutor pediu para aguentarmos e pediu mais três dias além do esperado para tirar os pontos.
Quase chorei de emoção quando tiramos a veste cirúrgica e os pontos e vi que apesar de eu não ter conseguido controlá-la, a cicatrização ocorreu muito bem e eu não teria que passar por isso de novo!

FAQ sobre minha experiência com castração

Quanto custa castrar uma gata?
Gastamos em torno de 250 reais com cada castração. Nesse valor entrou a cirurgia em si (R$200) + injeções de antibiótico (R$24) + analgésico (R$8, dipirona xarope, usei pras duas e sobrou) + roupinha cirúrgica (R$15) + cone da vergonha (R$10). Isso sem contar os gastos com combustível, ração e cerveja pra acalmar os nervos XD

Quanto tempo demora para tirar os pontos da cirurgia de castração?
A Nina fez a cirurgia em uma quarta-feira e tirou os pontos em um sábado, 10 dias depois. Já a Mel também fez a cirurgia em uma quarta mas só tirou os pontos 13 dias depois. Ou seja: varia. Dependendo do veterinário e dos pontos usados, eles nem são tirados, sendo absorvidos pelo corpo da gata ou caindo por si só.

Preciso passar algum remédio na incisão?
Eu não passei, o veterinário não receitou nada. Em pouco mais de uma semana após a retirada dos pontos eu nem via mais a cicatriz…

Preciso trocar os curativos?
Eu não precisei porque elas retornaram no vet 3 vezes depois da cirurgia pra tomar o antibiótico e ele mesmo trocava.

Depois de castrados os gatos ficam mais preguiçosos?
Olha, a principal mudança de comportamento que senti nas meninas após a castração é a carência. Passaram a querer mais carinho e ficar ainda mais junto conosco mas continuam brincando e correndo boa parte do dia.

Ainda assim, repito: vale a pena. É uma vez só que você passa por isso com cada gato e é uma demonstração gigante do carinho que você sente por eles. Eu achei que elas ficariam chateadas comigo por uns dias, mas não ficaram, não.

Nina e Mel juntas na cama

E as duas voltaram a ser unha e carne, como tem que ser!

E obrigada a todos que desejaram melhoras pras minhas bichinhas no twitter conforme eu ia contando dos perrengues que passei <3

Não tenho conhecimento algum de veterinária, então tudo o que eu descrevi por aqui foi da experiência que eu tive, ok? Eu aconselho fortemente você consultar um veterinário de confiança e esclarecer todas as suas dúvidas com ele. Só ele vai saber te orientar quanto ao que vai ser melhor para o seu bichinho.

A Taty, por exemplo, teve uma experiência totalmente diferente da minha com a Alice. Foi super tranquilo! E nesse post o Douglas mostra uma experiência mais parecida com a minha. Mas realmente varia de animal para animal.

Vocês já passaram por uma experiência dessa? A castração de cachorrinhos é parecida, Thay e Patthy? (que passaram por isso recentemente, com a Lexa e a Jade respectivamente)

Ah! Se tiverem alguma pergunta, vou ter prazer em responder!

Um beijo!

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19 Comments

  • Reply Tatiana 8 de agosto de 2016 at 11:04

    A minha experiência com a Alice foi mais tranquila na parte de recuperação em si, mas em compensação pra ela tomar os remédios.. Foi uma briga! Vi que no caso da Mel e da Nina o vet deu injeção de antibiótico, e pra Alice foi comprimido mesmo, e ela é super chata pra tomar remédio. Como desde bebê ela tomou muitos (lembra da saga da diarreia que demorou meses pra ser curada?), isso traumatizou muito ela e ela é desconfiada demais pra comer qualquer coisa. Inicialmente tentei misturar com sachê, mas ela conseguia detectar o cheiro do remédio e nem encostava nele. ¬¬ Depois eu tentei fazer ela engolir, ela me mordia de arrancar sangue, fingia que engolia o remédio pra depois jogar pra fora assim que eu me distraísse.. Perdi uns dois comprimidos nisso e só depois aprendi que o jeito era enfiar na garganta dela e segurar a boca dela fechada por uns segundos até ela realmente engolir. O lado bom foi que na parte de lamber o corte não tive que me preocupar. Pra você ter noção, o curativo saiu no segundo dia e ela não mexeu em nada. Cicatrizou bonitinho e depois de uns dez dias eu levei ela pra tirar os pontos. Percebi agora pelo post também a diferença no preço. Enquanto você pagou R$500 pra castrar as duas, eu paguei em torno de uns R$600 pra castrar só a Alice. Incrível como muda de uma cidade pra outra, né?
    Enfim, adorei o post e acho super útil compartilhar esse tipo de experiência. Beijo, Lí!

    • Reply Lívia 8 de agosto de 2016 at 11:15

      Obrigada por compartilhar sua experiência, fiote!
      Então, eu acho que o preço é influenciado também pela raça. As minhas são vira-latas, a sua é persa. Deve representar algo, sim.
      Sobre os remédios, eu que pedi pro veterinário para ele aplicar em forma de injeção. Claro que teve o transtorno de ter que levá-las na clínica, mas pelo menos consegui relaxar quanto a isso…
      Beijo!
      P.S.: volte, tá? Entrei no Enfim Veremos ontem e deu saudade <3

  • Reply Adriel Christian 8 de agosto de 2016 at 11:37

    oi, oi.

    que post mais utilidade pública! adorei! <3 eu tenho um gatinío de 9 meses que é mó brabo com a gente. não sei se é pq pegamos ele já com 3 meses… ele só é amorzinho com a gente quando quer carinho, comida ou deitar na cama. fora isso, é sempre mordeno e sendo agressivo. não sei se isso é normal pq não tenho muito costume com gatos. =/

    depois q vc disse q a castração pode deixar eles mais carinhoso, to pensando em castrar o meu, até mesmo pq ele não entrar no cio e ficar na rua. 🙂

    adorei o post! <3
    bjs!
    Não me venha com desculpas

  • Reply Patthy 8 de agosto de 2016 at 14:29

    Jadezinha foi uma bênção: quase não tentou lamber o lugar da cirurgia. ENo dia em que ela fez eu cheguei em casa e ela veio correndo me ver, achei até que ela não tivesse feito cirurgia. Mas ela se jogou no chão de barriga pra cima e vi lá os dois pontinhos. Tirando o primeiro dia em que ela parecia estar meio zonza, ela passou muito bem, tirou os pontos sexta e tá uma belezinha.
    Mas me peguei pensando: será que as diferenças é de gato pra cão ou depende do vet? Porque veja só: a Jajá não teve curativo (a Duda sim, mas vamos combinar que ela teve metade da barriga retirada), o remédio no pós operatório era tomado em casa mesmo mas tinha que passar remédio. São curiosidades que gosto de observar.
    Mas uma coisa é igual: a carência aumentou, ela sempre foi chorona agora fica num chororô pedindo pra gente passar a mão na cabeça dela o tempo todo. (Não acho de todo ruim, é gostoso ficar fazendo carinho nos ~bissinho~.)
    Tem gente que diz que não castra porque tem dó. Mas gente, é feito com anestesia, só a recuperação é chata nesse ponto de cuidar pra criatura não lamber. Dó eu tenho do bichinho querendo cruzar preso em casa. Dó eu tenho dos filhotes que nascem dessas “one night stand” e são abandonadas por aí. Dó eu tenho das fêmeas que desenvolvem tumores porque não foram castradas.

  • Reply KARINE 9 de agosto de 2016 at 00:49

    elas estão tão crescidas e lindas, AI <333333333333
    e que trabalho essa melzinha, que danada! HAHAHAHA aqui em casa primeiro castramos a summer, que chegou primeiro. usamos o cone, ela chegou dopada, mas no dia seguinte tava pulando IGUAL UMA LOKA pela casa. ficava louca atrás dela e ela não parava quieta… chegou até a formar uma bolinha no corte, sabe? pensei que fosse queloide e quase morri, mas por sorte deu tudo certo. já o charlie, coitado… primeiro que foi um caos pra summer gostar dele, aí quando ela tava acostumada com o irmão (depois de meses!), levamos ele pra castrar. ele ficou todo carente com o cone, não conseguia comer direito, a summer só rejeitava ele por causa do cheiro diferente e ainda batia nele as vezes… acho que ele é traumatizado até hoje por isso, de tão carente que é HAHAHA mas enfim, no final vale muito a pena castrar! eles ficam mais calmos, o risco de fugirem de casa é bem menor e etc <3

  • Reply Thay 9 de agosto de 2016 at 11:55

    Que amor suas duas pitiquinhas! Dá um aperto no coração vê-las desse jeito, mas tudo para um bem maior! Nunca tive gatinhas, por um período fui cuidadora de um gatinho preto, então não passei pelo mesmo sufoco que você. A cirurgia da Lexa em si foi super tranquila e no primeiro dia em casa ficou dormindo o tempo inteiro, acredito que por efeito da anestesia. O período de pós operatório foi um pouco mais difícil pois Lexa, com 4 meses na época, era uma espoleta e não parava quieta, queria correr, pular em cima das camas e dos sofás, descer as escadas correndo, enfim, tudo o que ela não podia fazer de maneira alguma para não correr o risco de abrir os pontos e ter que passar por nova cirurgia. E ela tentava sempre cutucar os pontinhos, então comprei uma roupinha de pós operatório que era mais justinha e não deixava espaço para ela fuçar, haha. De resto não foi muito difícil lidar com ela: eu mesma conseguia dar os remédios e minha mãe me ajudava com a troca dos curativos e higienização dos pontinhos. O difícil mesmo era fazê-la ficar quieta e sem se agitar, então comprei petiscos e escondi em brinquedos para que ela pudesse se distrair no meu quarto mesmo, sem correr. Ah, e achei um amor você se lembrando da Lexa no post, óin. Você é muito querida, Livs. <3

  • Reply Bia 18 de agosto de 2016 at 13:01

    Sempre achei um PESADELOOOOO castrar minhas gatas!! Tenho 3, e sempre que vinha uma nova era aquela ansiedade, pois sabia que teria que castrar! A última que peguei foi tenso! Ela saía da roupa, eu tive que costumar a gata toda na roupa! hahaha e ela ficava pulando igual uma maluca, nem parecia que tinha sido castrada! O bom é que qdo tira os pontos parece que nada aconteceu, graças a Deus!!

    Hj em dia estão as 3 ótimas e foi a melhor coisa que fiz, pois como vc disse, é para o bem delas!

    bjus

  • Reply Lívia 17 de fevereiro de 2017 at 23:43

    Xará, estou traumatizada depois de colocar a roupa cirúrgica na Ísis. Ela foi castrada ontem, tem 5 meses e meio. 🙁 Voltou pra casa molinha, cambaleando. Meu coração ficou muito apertado… ontem mesmo, de noite, ela já estava melhor, mais alerta. Andando normal, etc. Mas começou a querer arrancar os pontos. Fiquei desesperada, liguei pro meu chefe, disse que não poderia ir trabalhar hoje porque tinha que ficar de olho nela. A noite foi longa… a veterinária não falou de cone, de roupa, nada. A única receita foi passar rifocina uma vez por dia. Hoje cedo liguei pra ela e ela recomendou a bendita/maldita roupinha. É super eficiente em deixar a gatinha quieta e longe dos pontos, mas em compensação o trabalho que dá pra colocar… nunca tinha visto a Ísis com tanta raiva. E tive que fazer sozinha… foi um escândalo, ela gritando loucamente, esperneando, mordendo e eu chorando de pena. Me traumatizou e tenho medo de ela ficar traumatizada também e nunca mais gostar de mim. :~

    PS: ela é minha primeira experiência com gatos e tem sido perfeito. Ela me tirou de uma depressão pesada. Tenho um macho também, mesma idade, castrado no mesmo dia, mas ele tá normalzão. Problema nenhum.

    • Reply Lívia 17 de fevereiro de 2017 at 23:47

      Ah, antes de decidir castrar, fiquei num dilema enorme. Achava que era intervenção demais na vida dela, que eu não poderia ser tão atrevida/metida. Submetê-la a uma cirurgia “desnecessária”, impedir ela de ter filhos, seguir seu caminho natural. Não sei se dá pra entender, mas eu me sentia uma vilã – mesmo todos me falando que seria bom pra saúde dela. Afinal, tem gatas não castradas que ficam super saudáveis, certo? Mas enfim, segui o conselho de todo mundo que conheço… logo depois me arrependi. 🙁 Tá sendo muito ruim, só espero que passe logo… quero ela de volta como era antes. Mas mesmo tendo sentido essa sensação de arrependimento eu sei que foi o certo… no fundo é para o bem dela. Ou pelo menos fico tentando me convencer disso o tempo inteiro.

      • Reply Livs 18 de fevereiro de 2017 at 08:35

        O que tenho a te dizer é: tenha paciência. MUITA paciência.
        A dor de saber que fomos nós que impusemos esse “sofrimento” a um bichinho é terrível mesmo. A gente se arrepende. A gente chora. A gente acha que nunca vai passar. Mas vai, você vai ver!
        Sobre ela não estar gostando de você, pensa que ela está com raiva da roupinha. Quando você tirar, tudo vai ficar bem!
        Devo te parabenizar (e muito) por estar passando por isso sozinha. Aqui em casa tive muito o apoio da minha mãe e mesmo assim foi difícil demais.. vc é uma guerreira! rs
        Daqui a quantos dias você vai tirar os pontos? Se você achar que ela está boazinha, tenta tirar a roupinha. Mas eu particularmente esperaria uns 3 dias pelo menos, até a incisão estar mais cicatrizada (o que deve correr rápido, já que vc está passando o spray que ajuda muito). Só que aí vc corre o risco dela morder e tentar arrancar os pontos…
        Se quiser compartilhar experiências ou até desabafar, saiba que estou aqui, tá? <3
        Não tem muito o que falar, só saiba que vai passar esse sentimento de impotência. Fazer isso por ela (e pelo seu gatinho tbm) é só um sinal do amor que vc tem por eles...
        Um beijo e obrigada pelo comentário!
        P.S.: meus gatos sempre foram terapêuticos pra minha mãe, que tbm sofreu de depressão.

  • Reply Lívia 18 de fevereiro de 2017 at 11:21

    Muito obrigada pela resposta. 🙂 Só desabafar já ajudou muito, e ler tua resposta mais ainda. Eles vão tirar os pontos daqui a 8 dias. Que chegue logo!

    Ah, suas filhotas são liiiindas! A Ísis é bem parecida com a Nina. rs

    Beijo!

  • Reply Beatriz 14 de março de 2017 at 21:20

    Nossa parece que não estou sozinha. Castrei minha gatinha na sexta feira. Eu e minha mãe fomos buscá la no final do dia então a veterinária nos deu 3 opções, ela ir pra casa sem a roupinha e só ficarmos atentas pra ela não lamber, ou a roupinha ou o tal colar. Bom, na hora não tivemos dúvidas e pedimos a roupa, a Maya é uma tigrezinha, rs, braba, assustada…fica uma fera quando precisamos dar remédio, aplicar algo, cortar unhas então rsrs, . Chegamos em casa e ela saiu da caixinha e foi tentar andar, bom começou o desespero dela e o nosso, começou a esbarrar em tudo, queria tirar a roupa…então conseguiu comer, comeu muito…logo usou o banheiro, já quis e subiu na cama, no sofá…e o nível do nosso desespero aumentando…passou a noite com minha mãe e e e o que aconteceu? A tigrezinha tirou a roupa, bom vamos colocar, e foi puro stress, sem sucesso. Como era a primeira opção da veterinária resolvemos deixar sem e só aplicávamos 3 vezes por dia o antibiótico spray no local. Cuidado constante logo que ela dava umas lambidas…. hoje já se passaram 4 dias da cirurgia e Maya já pulando e querendo brincar com seus ratinhos e querendo lamber os pontos…nem parece que passou por cirurgia. Nós aqui torcendo pro tempo voar e que ela fique bem e se recupere com sucesso. Tenho fé que passará tudo bem até a retirada dos pontos na segunda que vem. Apesar do sofrimento dela, nosso, tenho certeza que é para o bem dela. Amo demais!!
    Bjos

  • Reply Lidia Machado 28 de junho de 2017 at 21:10

    Lamento ter lido esse post somente agora. No dia que castrei minha gatinha Eloah ela também ficou super ativa, arrancou a roupinha, subiu escada, pulou na cama. Achei que os pontos iam estourar e ela fosse ficar naquela loucura pra sempre, mas como ela é uma gata preta da sorte, a recuperação correu bem e hoje quase já não vejo a marquinha da cirurgia. Sinto ela mais preguiçosa agora mas ainda sim, sei que foi o melhor!

    • Reply Livs 30 de junho de 2017 at 17:53

      E como está a Eloah? Aposto que bem mais disposta ainda! Eu amo gatos pretos de uma forma que nem sei dizer <3

      • Reply Lidia Machado 12 de julho de 2017 at 18:03

        Ela é minha primeira experiência com gatos. Sempre quis ter, mas ngm em casa gostava até que um dia ela apareceu na garagem magrela, cheia de pulgas, verme, toda arrepiada! Nem sei como convenci minha mãe de ficar com ela. Resolvemos adotar e apesar da falta de experiência, hoje ela é o xodo de todo mundo em casa. Sobre ser preta, nem comento pois sempre que pensava na minha vontade de ter um gato, só me vinha preto na cabeca! Ela veio como um presente que tanto pedi!

  • Reply Amanda 30 de junho de 2017 at 03:11

    Tô com uma gatinha que foi castrada há 4 dias. Nossa senhora, parece que tô cuidando de um recém nascido rsrs Me deu mt trabalho nos dois primeiros dias, mas agora tá melhorando. Ela era da rua, acabou se chegando aqui em casa e eu quis cuidar. Minha mãe não é fã de gatos, mas acabou se acostumando e até gostando da bichinha:)
    Ela desenvolver hiperplasia mamária que é um aumento exagerado das mamas, a vet recomendou castrar e junto da castração aproveitou para retirada desses nódulos.
    Ela chegou anestesiada e mt mole aqui em casa, passou o dia todo deitada e só abria os olhos… bebeu água através da seringa e não comeu no primeiro dia. No segundo andou cambaleando e queria se esconder a todo custo e eu me preocupava pq ela caia e mesmo eu a pegando ela saia de novo da caixinha dela.. deu muito trabalho a madruga tooooda! Passou o tempo todo escondida. Os remédios são um problema pra dar kkkk alguns eu quebro em algumas partes e boto na comida (não é recomendável quebrar mas eu não tinha mais alternativa) antibiótico, antiinflamatorio e dipirona pra dor.
    Ela está mais calma e usando uma roupinha que eu mesmo improvisei pq Tava com dó de botar o cone. Isso evita que ela fique lambendo demais os pontos ou queira tirar. Sem falar que ela tá bem mais quieta com essa roupa… mas não vejo a hr de retirar! Ela parece tristinha pq não quer usar kkkk

    • Reply Livs 30 de junho de 2017 at 17:52

      Dá muito trabalho, né? Mas quando a gente pensa que é pro bem deles, tudo vale a pena 🙂
      A Mel não toma remédio de jeito algum, aí acabo preferindo pedir pro veterinário dar injeção, fazer o que =/

  • Reply Nathália Kétlen 15 de setembro de 2017 at 15:17

    Boa tarde,
    Muito obrigada por todas as dicas e por compartilhar sua história com a gente.
    Vou castrar minha gata e o meu cachorro na próxima terça-feira,estou bem tensa pois tenho medo deles passarem mal e a recuperação ser complicada.
    Gostei das suas dicas e agora já estou ciente com a situação toda…

    • Reply Livs 20 de setembro de 2017 at 13:02

      Vai dar tudo certo, Nathália! Se lembrar, me atualize depois como foi 🙂 Quando a situação tiver passado, você vai se sentir aliviada!

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