Literatura, Viagem

O lado não tão romântico de viajar sozinha

Quando mais nova, eu nem imaginava o mundão que existia fora do quintal da minha casa. Passar 9 horas dentro de um avião para conhecer o Velho Mundo? Nem em sonhos. Botar minhas coisinhas dentro de uma mini-mala e viajar sozinha pra outro país? Qué isso, tá doido? Mas não tem como negar que sou da tal geração Y, que aprendeu com a globalização a ignorar a barreira da distância e da língua e que com a internet como arma poderosa entendeu que viajar não precisa ser sinônimo de ficar em um hotel 5 estrelas da Champs Elysèes ou contratar uma excursão da terceira  idade para ~conhecer~6 países em 10 dias. Por esse motivo que, no final das contas, nosso sonho de independência tem tido muito mais a ver com botar uma mochila nas costas e conhecer o mundo do que se comprar uma casa, se estabelecer  profissionalmente e ter uma poupança rechonchuda para curtir na aposentadoria. E eu não sou tão diferente assim desse clichê: viajar é uma delícia. Mas como já disse em outras oportunidades, voltar para casa é uma delícia também. (acho que esse devia ser o slogan dos meus posts sobre viagem, viu?)

Tudo isso para explicar o motivo desse post: amo viajar, mas sou realista. Não acho que vale a pena se endividar pra ver de perto o Big Ben ou apertar a mão do Mickey e nem acho que mochilar é uma competição para ver quem consegue ser mais desapegado e ficar mais tempo longe de casa sem se importar. Cada um tem uma realidade. Cada um tem suas próprias expectativas com as quais lidar. Enquanto eu estava em Colonia del Sacramento, duas mochilheiras zombaram de mim quando respondia que só ia viajar por uma semana (já que uma delas estava há 8 meses longe de casa e a outra estava começando uma viagem de 6 meses pela América do Sul). Será que elas pararam pra pensar que aquela minha uma única semana era tudo que eu tinha? Tempo na tela! Hum, acho que não, hein? É um pouco do que a Gaía escreveu logo no início do maravilhoso livro “Mas Você Vai Sozinha?”:

Não é sobre viajar para encontrar seu verdadeiro eu, lugares aonde você ‘tem que ir’, clichês tipo ‘largar tudo e conhecer o mundo’, desenvolver superpoderes. É sobre não dar desculpas e ir viver a sua vida.

Desde que comecei a preparar os posts sobre minha primeira viagem internacional sozinha, sabia que o primeiro relato seria sobre as desvantagens de fazer uma viagem sem companhia (o que mostra que sou uma pessoa nitidamente negativista, veja só).  E, sim, ouvi muito a célebre pergunta que dá título ao livro: “mas você vai sozinha?”. É como se eu ter escolhido viajar sozinha tivesse me dedo um atestado de solidão. Como se eu fosse sozinha porque não tinha mais escolha (e em parte foi, mas ainda assim eu tive a possibilidade de escolher ir ou não).

Adianto desde já que minha viagem foi excelente (clifhanger: você fez isso errado). Descobri que ainda tem muita gente boa nesse mundão, sim, caro leitor, e que viajar sozinho pode, sim, ser life changing, mas toda Paulina tem sua Paola, não é mesmo? (mas fica tranquilinho que no final do post tem links pra opinião de gente muito bacana com um monte de vantagens de se fazer uma solo trip) Então de acordo com a minha experiência mínima, o lado não tão bacana assim de viajar sozinho é esse:

Viajar sozinho não faz você se sentir menos solitário do que o habitual

Confuso? Na realidade é bem simples: se você se sente mal e fica deprê ao ter que almoçar sozinho na firma, provavelmente vai continuar se sentindo da mesma forma degustando uma massa em uma mesa para um de frente ao Coliseu. Não é como se tivesse uma chavinha mágica em nossa cabeça que mudasse automaticamente depois de passar pela imigração. O que quero dizer é que se você já está acostumado a perambular pelo centro da sua cidade somente com a companhia dos seus pensamentos, é provável que terá uma experiência bastante semelhante a essa em um centro histórico de uma cidade qualquer, em qualquer lugar do mundo. Simples, né?

Rachel, Friends: Being alone, sucks

Se você pensa assim talvez não seja solo trip material

Você terá que tomar suas próprias decisões (e arcar com as consequências delas)

Quando viajamos em grupo, ou até mesmo em casal, sempre tem alguém da trupe que se torna o guia turístico oficial. Pesquisa preços, lugares, faz agendamentos, coisa e tal. Viajando sozinho, você mesmo fica incumbido deste papel e da tomada de decisão. O que quero dizer com isso é que não só a parte do planejamento ficará a seu critério como se você decidir passar uma manhã toda sentado no café da Libraria Más Puro Verso e ignorar todo o resto do roteiro, não vai ter ninguém para te encorajar/obrigar a levantar e cumprir a tabela. Ou se você quiser torrar suas libras todinhas em um corvo de pelúcia da loja oficial da Coroa (eu!), não vai ter ninguém para te falar que talvez não seja uma boa ideia.
Veja bem, particularmente vejo uma vantagem e uma desvantagem quanto a isso porque, vamos combinar: às vezes tudo o que você quer é se abrigar do frio, comer um muffin e folhear um livro por horas a fio. (mea culpa)

Descansando no Jardim das Tulherias, em Paris

Ou passar a tarde toda tomando um tímido sol no Jardim das Tulherias (veja bem que neste caso, mesmo não estando sozinhos, essa foi nossa escolha heh)

O único responsável pela sua segurança é você mesmo

Acredito que este item tenh um peso maior para as mulheres, mas independentemente disso: você não vai ter alguém com quem dividir a responsabilidade de cuidar de si próprio. O estado de alerta vai depender de você, que deve estar sempre atento (mas sem ser paranoico como eu, por favor). Seria maravilhoso poder deixar a mala destrancada no hostel sem maiores preocupações ou confiar naquele estranho simpático te oferecendo drink, mas pra quê dar chance ao destino, não é mesmo?
Aqui se aplica também a questão da vestimenta, por exemplo (que vale tanto se você estiver viajando acompanhado ou sozinho). Se estou em lugar em que a maioria esmagadora das mulheres está com pernas e ombros cobertos, por que vou insistir em usar um tomara-que-caia? Eu acredito piamente que este não é o melhor momento para desafiar esse tipo de conduta, e não digo pela questão de opressão, machismo, etecétera. Digo muito mais pela questão do respeito. Somos visitantes, estamos na casa do outro. Inclusive no livro da Gaía, quando ela fala da Índia, tem um trecho que deveríamos levar para a vida:

O segredo é sempre lembrar que você não está em casa, mas em numa parte do mundo onde os códigos de comportamento são diferentes dos seus. O mundo não é seu quintal.

E outra coisa, eu penso da seguinte maneira: se no lugar em que eu moro eu não costumo andar pelas ruas sozinha depois que anoitece, por que raios vou fazer isso em um lugar que não conheço e que não tenho ninguém para quem pedir ajuda? Mas aí é uma coisa muito mais minha mesmo, que sou extremamente medrosa.

A zona de conforto é realmente confortável

Sem problemas ir além da zona de conforto, mas não sozinha em um lugar no meio do nada, né? Dsclp, sou dessas.

Os seus problemas vão estar te esperando quando você voltar

(ou não, mas aí pode ser que este seja um novo problema)
Esse ponto é válido também para quando não se está sozinho (mas acontece com frequência querer se isolar do mundo para não lidar com algo). Nós tendemos a achar que quando temos um problema ou dificuldade e nos afastamos fisicamente dele, ele vai se resolver em um piscar de olhos, mas a realidade não é bem assim. Viajei ano passado para esquecer do trabalho que estava infernal e para tentar lidar com meus fracassos. Quando voltei, aquele sentimento estava multiplicado por 10 apertando meu peito, já que eu tinha que voltar para a minha realidade.
Pode ser, sim, que viajar mude sua perspectiva e o que era um problemão se torne um probleminha sem importância. Mas também pode acontecer de aquilo que estava te incomodando de levinho vire um incômodo persistente e sem fim…

How to solve your problems

Única forma conhecida de resolver (ou ao menos amenizar) seus problemas 🙂

Você não vai ter ninguém com quem compartilhar as experiências

De novo, pra mim esse é um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo. Negativo porque experiência de viagem sempre é um tópico para conversa de mesa de bar, ainda mais se a contraparte estiver por perto. Um momento que guardo muito de quando viajei com o Daniel foi quando dei de cara com o Big Ben e foi sensacional tê-lo comigo em meio àquela emoção toda. Guardar lembranças e criar laços nos faz bem. E agora vem o lado controverso: não ter ninguém experienciando aquilo com você também é positivo porque tem coisas que você vive, não só enquanto está viajando, que é mexem tanto com você e são tão pessoais que simplesmente não tem como dividir com alguém, só como interiorizar e se lembrar para sempre.
Agora, se você realmente sente falta de dividir esses momento, esse ponto não é um problema se você é comunicativo e faz amigos pelos lugares que passa. Mas, de novo, viajar não vai mudar instantaneamente sua personalidade, amigo (ainda mais em viagens curtas como as que fiz). Talvez sozinho você realmente esteja mais aberto a novas situações do que em grupo e com certeza terá que perder a vergonha de pedir informação, mas no meu caso parou por aí. Inclusive devo dizer que um dos maiores mitos que li é que viajar sozinha faz com que você faça amizades para a vida toda. Apenas não. Você faz, sim, se quiser. Se eu sou fechada, introvertida e tímida ou simplesmente não gosto de interação, eu vou fugir ao máximo disso, mesmo que esteja em um quarto em Montevidéu com várias brasileiras falando sobre literatura (sim, fato fatíssimo).


 

Para mim, foram esses os pontos que ficaram. Tem gente que cita a questão das fotos. mas não sou a maior fã do mundo de sair em fotos então pra mim tá tudo bem ter só um monte de fotos de paisagem e no máximo algumas selfies (como a que ilustra meu perfil ali do lado, na Calle de los Suspiros).

De todo modo, nenhum desses motivos é impeditivo se a sua vontade é de ir. Apenas vá! E volte cheio de histórias, de sentimentos e de memórias que vão ficar com você para sempre. Porque viajar é uma das poucas coisas com as quais você gasta mas que te deixam ainda mais rico.

I'm going on an adventure

Quem aí tá no clima de aventura, hein?

E repita comigo o mantra: eu não sou melhor do que ninguém por ter largado tudo (por um mês, uma semana ou um ano, que seja) para viajar sozinho. Combinado?


Devo dizer que durante minhas pesquisas sobre viajar ou não sozinha (detalhe que eu já tinha comprado a passagem, não tinha mais volta) cheguei a vários conteúdos muito bacanas na internet. Deixo esses abaixo para que você tire sua própria conclusão, ok? Foquei principalmente em conteúdos feito por mulheres, porque aí já engloba toda a questão de medo/segurança que já sentimos normalmente.


E sobre o livro, recomendo de olhos fechados para todo mundo que tem vontade de viajar e gosta de ler relatos sobre furadas e acertos que a gente acaba fazendo assim, meio sem querer.

Mas Você Vai Sozinha?, da Gaía Passarelli“Mas Você Vai Sozinha?”
Autora: Gaía Passarelli (com ilustrações maravilhosas da Anália Moraes)
Editora: Globo Livros, 2016
176 páginas
O livro traz de uma forma bem vida real e muito bem humorada os relatos de algumas viagens da autora. Além da crônica sobre a viagem e de ilustrações lindas, no final de cada capítulo temos um box de informações sobre aquele destino. Ah! Ela mantém o blog How To Travel Light, que é uma delicinha de ler!

Trecho do livro "Mas Você Vai Sozinha?", da Gaía Passarelli

Me conta: você, que nunca viajou sozinho, tem vontade? Quais são seus medos? Concorda com essas desvantagens? Para onde você iria sozinho tranquilamente? Eu tenho vontade de ir para muitos lugares nessa vida e para muitos deles confesso que não me preocupo em ir sozinha, não, viu? Mesmo com as desvantagens, é como a Tary falou em vídeo: o lado bom supera (e muito!) o lado não tão bacana assim. Concorda?

Um beijo!

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17 Comments

  • Reply Carol Vieira 2 de fevereiro de 2017 at 09:25

    Eu me programei para ler esse livro no começo das minhas férias, mas tive que adiar para as férias de Julho. Está em primeiro lugar na minha lista! ♥

    • Reply Livs 18 de fevereiro de 2017 at 11:30

      Vc não vai se arrepender de lê-lo! É um delícia (e super rápido).

  • Reply Bela 3 de fevereiro de 2017 at 18:40

    Quero colar seu post na minha testa pra não ter que responder as mesmas perguntas de ‘você é mulher, e foi viajar SOZINHA pro outro lado do mundo. Onde fica mesmo? Islândia? ‘ HSIUHAIUSHIUAHUSHUIAHUSH
    Mas essa de pagar de um mais desapegado que o outro… Pra mim cheira patricinha que tem a vida ganha e deixou tudo lá no esquema pra quando voltar. Tipo um documentário que assisti de uma artista plástica que decidiu viajar sem levar dinheiro, só na base da bondade do povo, achei a ideia sensacional. Aí quando ela voltou pra casa, fizeram uma reportagem e ela mora numa zona mara do Rio, com um ap nada pobre. Agora vê eu, que deixou o aluguel todo pra minha irmã pagar, que antes dividíamos e minhas coisas da vida toda , esperando quando der pra voltar, pegar o que couber em duas malas e vender o resto?!
    Para finalizar, parabéns pela sua viagem sozinha! ehe
    Sorteio Coleção percy Jackson e os Olimpianos | A Bela, não a Fera Youtube | Converse comigo no Twitter!

    • Reply Livs 18 de fevereiro de 2017 at 11:31

      Então, Bela! Tava na cara que as meninas tinham muito mais grana do que eu e não precisavam trabalhar, por isso não entendiam o que era ter só 10 dias de férias… enfim, passou heh
      Obrigada <3

  • Reply Taís 7 de fevereiro de 2017 at 17:55

    Sério mesmo que as gurias tiraram sarro por você tá viajando por pouco tempo? Eu, hein! hahaha eu tenho preguiça de viajantes assim, que ”ai porque eu viajo mais, ai porque eu fico mais tempo, ai porque eu já visitei não sei quantos países” no sentido de que essas coisas o fazem melhor que alguém. Nem todo mundo tem as mesmas oportunidades e quando tem um tempinho, tá aproveitando aquilo ali. Viajar sozinha é definitivamente uma das melhores coisas, pelo menos pra mim, eu gosto bastante (inclusive já pensei em fazer post sobre isso).. mas tenho que admitir que eu converso com outras pessoas e faço amizade com uma certa facilidade… e isso conta bastante, torna a viagem muito mais legal. Seja conhecendo gente nova, ou fazendo as coisas sozinha, isso me agrada, não importa se na minha cidade ou pra onde tô indo. Mas acho sim que viagem pode te transformar e mesmo que seja por pouqunho, te faça ter uma ideia diferente ou aderir novos hábitos. Em São Paulo por exemplo eu não andaria neeem ferrando sozinha a noite (mesmo conhecendo bem certos locais), mas tem lugares que já viajei, que não sabia direito de nada, mas que não pensei duas vezes em fazer isso de andar sozinha a noite, por conta da segurança do local. Ou fazer coisas que eu nunca fiz antes, mas tentar naquele lugar novo.. afinal, a viagem também engloba descobrir novas coisas, o principal também é estarmos aberto pra ter experiências novas, por isso que eu sempre falo que as pessoas deveriam viajar pelo menos uma vez na vida sozinhas, elas podem descobrir coisas de sí mesma que em uma vida inteira em um lugar só não descobririam (clichezao, mas é verdade! hahahah)
    beijos, Livia :*

    • Reply Livs 18 de fevereiro de 2017 at 11:39

      Ai, por favor, faça um post sobre viajar sozinha! rs Adoro ler esse tipo de impressão <3
      Então, eu sou muito cagona, então acabo me atendo bastante à minha zona de conforto mesmo, uma pena =/

  • Reply Luh 7 de fevereiro de 2017 at 22:42

    To pra comentar nesse post desde quarta, mas só agora consegui sentar no notebook pra fazer isso. Estou com seu blog aberto por aqui e no iPad, aliás, pra poder ir dando uma nova olhada no post enquanto comento. Overdose de BeLivs hahahaha
    Eu nunca tive a vontade de viajar sozinha. Talvez seja um pouco porque gosto demais da companhia da minha família e ia acabar ficando com saudades rápido demais. Também um pouco porque sou bem medrosa. Aliás, achei maravilhoso você ter incluído esse aspecto do medo no post, porque já vi relatos de viagens em que a pessoa foca apenas nas aventuras que viveu, e em como ela foi super corajosa e o caralho a quatro, mas nunca nos pavores de andar sozinha à noite por um lugar desconhecido. Porra, eu tenho medo de fazer isso na cidade em que eu moro há 21 anos, imagina se não teria esse medo em outro lugar do mundo!
    Achei muito legal também você ter colocado o aspecto de ser algo solitário pra quem é mais introvertido e que essa coisa de “você vai fazer um monte de amigos” não funciona com todo mundo. Digo isso porque tive uma experiência parecida indo em um show sozinha. Já vi muita gente falando que fez amizades maravilhosas em filas de shows, enquanto eu devo ter trocado por volta de uma dúzia de palavras com duas pessoas ao longo das mais de 12 horas por lá (nossa, só agora pensei em quanto tempo gastei na região do Allianz naquele dia). E tudo bem, sabe?!
    Enfim, gostei muito de ler toda essa sua perspectiva sobre viajar sozinha!

    P.S.: AMEI o gif do chocolate hahahahaha

    • Reply Livs 18 de fevereiro de 2017 at 11:41

      Eu gosto da companhia da minha família, mas estou MUITO acostumada a ficar sozinha (e gosto), por isso acho que não sinto taaaanta falta assim…
      Ai, Luh, eu morro de medo aqui em Jundiaí tbm, lugar que moro há 30 anos, até por isso não consigo me ver agindo diferente em outro lugar…
      O importante seria o pessoal entender isso que você disse: não fazemos amizade com facilidade e tá tudo bem, ~gosto assim~ heh

  • Reply Maíra 10 de fevereiro de 2017 at 16:12

    Depois desse post, minha vontade de comprar o livro da gaia subiu assim 100% ahahha
    Vamos lá, do começo, eu já acompanhava seu blog, sabia que tinha feitos viagens, mas não sabia que tinha ido sozinha <3 hahha vou ler dps ahaha eu estou planejando uma viagem sozinha, e por várois motivos, alguns que você citou e outros que não vem ao caso. Mas vou guardar pra vida esse post! acho que existem experiências e experiências e elas são feitas para ser compartilhadas, acho muito legal você compartilhar as suas <3 (vou ler cada post que você colocou no final)
    Eu sou bem comunicativa, mas entretanto sou bem timida quando a questão é inglês. E acho que o que me pega mais é ir assim sozinha, sem ninguém e ter que me virar (na verdade é uma das questões que eu quero ir, pra tirar da minha zona de conforto). Eu já costumo fazer as coisas sozinha ahaa até prefiro ahahaha mas ter alguém pra acompanhar realmente é outra coisa. Mas não tiro o fato de que nós mulheres temos o direito de experimentar essas situações e sim como você disse a segurança é por nossa conta, precisamos sim pensar que estamos em outro lugar, com outra cultura! aii liv, amei o texto <3

    e vou comprar esse livro <3 hahha
    beijos:*

    • Reply Livs 18 de fevereiro de 2017 at 11:45

      Que bom que te dei mais vontade ainda de ler o livro! É uma delícia, compre que não vai se arrepender <3 (aconselho comprar mesmo, pra poder colocar post-its, fazem anotações e principalmente ver as ilustrações maravilhosas).
      É, você super tem razão: indo sozinha você vai acabar tendo que passar por cima dessa questão de se comunicar em inglês, senão não vai chegar a lugar nenhum =/
      Você fará uma viagem incrível, vai ver! E depois quero ler suas impressões, hein?
      Obrigada e um beijo!

  • Reply KARINE 12 de fevereiro de 2017 at 14:23

    achei bem zoado isso das meninas zoarem porque você s estava viajando ~por uma semana. viajar virou competição? que bizarro, sério! amei seu post, livs! eu “viajei” sozinha para o nordeste, mas foi pra encontrar tanta gente nos destinos, que nem considero realmente uma viagem sozinha, hahaha. tipo: eu andei de avião sozinha, fui de ônibus sozinha de Recife até Natal, mas enfim… não passei os dias sozinha, sabe? tenho muita vontade de fazer uma viagem assim, nem que seja por uma semana ou menos, pra argentina/uruguai, enfim, algum país aqui pertinho e não ter nenhum conhecido lá me esperando. e isso de fazer amigos/sentimentos que você tem durante a viagem eu concordo MUITO: tudo depende exclusivamente de você. não adianta acreditar que uma ~chave irá virar e você vai curtir solidão e virar amiga de muitas pessoas, se isso não é do seu feitio.

    • Reply Livs 18 de fevereiro de 2017 at 11:46

      Acho que um roteiro Argentina e Uruguai é perfeito pra uma viagem sozinha! Nunca fui pra Argentina, mas os uruguaios gostam tanto de brasileiros <3 sério, eles tem um carinho muito grande pela gente. Em muitos lugares que eu entrava, estava tocando música brasileira e eles falavam português, uma graça.

  • Reply Nicas 18 de fevereiro de 2017 at 21:59

    Eu te amo.
    Sério.
    Do fundo do meu coração.

    Minhas duas únicas viagens internacionais foram sozinhas (uma a faculdade pagou e outra a firma) e nunca vivenciei essa mágica toda do auto descobrimento desses textos prontos de catraca livre. Tem muito texto na internet prometendo que a pessoa vai descobrir a alma e a independência eterna numa viagem dessas, mas esse sentimento vem mesmo quando a gente paga o primeiro aluguel, assina um contrato de 30 MESES morrendo de medo de não poder pagar lá na frente. A questão que você falou sobre a companhia e como a experiência não te muda instantaneamente são pontos fundamentais e que sempre foram super claros pra mim, mas nunca tinha visto ninguém falar disso, muito menos de um jeito tão claro e direto. Eu te amo.

    Viajar sozinho é maravilhoso e enriquecedor e divertido e emocionante pra cacete, mas nem tudo são flores (gente, a mala, como pesa, sem or) e uma semana/um mês/um ano não vão te transformar totalmente como pessoa a não ser que você se esforce pra ser um ser humano bom e independente na volta e na vida também. Sério, que texto!

  • Reply Patthy 22 de fevereiro de 2017 at 16:45

    Vou te falar uma coisa: vejo como vantagem todos os itens, com exceção de “Os seus problemas vão estar te esperando quando você voltar” (plmdds né, quem gosta de problema).
    Vi que você citou um texto do 360 meridianos, tem mais recente (que acho que complementa bem esse que você citou): http://www.360meridianos.com/2017/01/porque-viajar-sozinha-nao-precisa-ser-o-oposto-de-ir-acompanhada.html Inclusive acho que de certa forma reforça o que você disse no post: viajar só ou acompanhada são apenas duas escolhas diferentes, vale testar seus limites de vez em quando, mas uma delas vai ser sua favorita.

  • Reply Resumo da Semana 6 - algumas nerdices - APTO 401APTO 401 28 de fevereiro de 2017 at 20:18

    […] A Livs também fez um texto sobre o lado não tão romântico de viajar sozinha. […]

  • Reply Nayara Santana 4 de março de 2017 at 09:54

    Oi Livs! Acabei de conhecer seu blog e estabeleci como uma das minhas metas pra esse ano fazer uma viagem sozinha. Sempre fui uma pessoa muito apegada e vendo trabalhando pra quebrar isso. Não vou sair daqui pro outro lado do mundo, minha viagem será mais light, mas acho que essa aventura vai ser engrandecedora pra mim.

  • Reply Burocrata Viajante 13 de março de 2017 at 14:19

    Oi Livs! Encontrei seu blog hoje e já adorei esse post. Tem muito a ver com que escrevi há algum tempo atrás no meu blog de viagens: http://www.burocrataviajante.com.br/2016/03/mulheres-deveriam-viajar-sozinhas-pelo.html
    Para mim, viajar sozinha foi bem revelador sobre minha própria personalidade e estar sozinha num lugar desconhecido me fez ‘perceber’ muitas coisas sobre mim mesma que não ficam tão claras no dia a dia… É claro que tem gente toda trabalhada no autoconhecimento e não precisa fazer viagem nenhuma para isso. Comigo não foi assim. Isso sobre coragem/ medo, ou sobre extroversão/ timidez é uma coisa que viajar sozinha te ajuda muito a perceber como você reage a situações relacionadas a esses sentimentos.

    Valeu!

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