Diário

Ano sabático que chama?

É muito tarde pra chegar aqui e fazer um retrospecto do ano que passou? (a Kah já provou que não, mas o post não está mais no ar) Como eu não sou a maior seguidora de regras desse mundo, a resposta não me importa tanto, devo dizer.

Eu sei que com a quantidade de blogs (incríveis!) que se tem por aí hoje, o meu não tem um conteúdo lá tão relevante (além e ser raramente atualizado). Eu nunca vou aprender a tirar fotos incríveis e nem vou conseguir escrever pensando em SEO, além de não ter intenção alguma de falar sobre política e afins, mas tenho assuntos demais na minha cabeça pra conseguir deixar de lado, assim, sem mais nem menos. Então cá estamos!

2017 foi um ano incrível para mim. Se eu fosse escolher uma palavra para defini-lo, escolheria sem dúvidas “autoconhecimento”. Porque no final foi isso que ele me trouxe.

Chegando em Limeira

Foi um ano difícil.

Logo em janeiro dei de cara com uma demissão (que não posso dizer que não tenha sido esperada). Passei por algumas fases de luto pós-desemprego: primeiro fiz mil e uma contas para saber até quando meu dinheiro duraria, depois pesquisei trocentos investimentos para fazer o que eu tinha render, em seguida comecei a pensar no que poderia fazer para ganhar mais dinheiro e só então caí na real de que talvez eu devesse me preocupar um pouquinho menos com grana e tentar aproveitar o momento que eu estava (e estou) vivendo. E é isso que estou tentando fazer.

Esse foi “o ano” para a música na minha vida. Não só pelos shows maravilhosos nos quais tive a chance de ir (Elton John e James Taylor, Bon Jovi, Pet Shop Boys, Noel Galagher e U2), mas também pelo tanto de música boa que eu ouvi. Cada vez mais é reforçada em mim a ideia de que poucas coisas mostram mais a minha personalidade do que a música que ouço, principalmente aquele rockzinho com pegada folk ou indie, de preferência, britânico.

Elton John (abril) e Bon Jovi (setembro), no Allianz. Leo no Yellowpubmarine (agosto) e U2 (outubro) no Morumbi.

Eu me apaixonei perdidamente por Stereophonics. Sempre gostei, mas algo me fez ligar a chave “fã sim e daí?” do meu cérebro para as músicas deles. Acompanhei lançamento do álbum novo e cada um dos singles e rezo todos os dias para que a tour deles venha para a América Latina para eu poder ouvir “Indian Summer” ao vivo, bem ali na minha frente.
Já em outro momento, em uma tarde preguiçosa de dezembro, acabei passeando pelos “canais” de música da NET Now e assisti despretensiosamente a um show do Mumford & Sons na África do Sul. Ouvir “Dustbowl Dance” sendo cantada a plenos pulmões pelo público mexeu comigo. Eu sou doida por músicas folk que contam histórias não-românticas, como “The Boxer” (Simon & Garfunkel) e “Hurricane” (Bob Dylan, quem, inclusive, estou pensando em usar no meu TCC de Letras). E lá vamos nós, um mês inteiro ouvindo praticamente só as músicas deles e ficar cabreiríssima por não ter ido ao show no #Lollapalooza2016 porque não ligava tanto para a banda assim. Mais uma banda que me faz torcer muito para que voltem ao Brasil e eu possa ter o privilégio de vê-los ao vivo. Aliás, a vida de quem gosta de música internacional é isso mesmo, né? Guardar dinheiro pro ingresso e torcer pra que o show aconteça em alguma capital perto de você (e eu tenho a sorte de morar a uns 50 minutos de São Paulo, amém!).

Além disso, graças ao Daniel que mexeu os pauzinhos junto da Irmã Alberta sem eu nem saber, voltei a cantar na missa* <3 Foi tudo meio sem querer e totalmente despretensioso, mas eu estou muito feliz por voltar a fazer parte de um Ministério de Música. Talvez o pessoal que me conhece dese a época do Ma-Cherie se lembre, mas dos 12 aos 20 anos mais ou menos eu fiz parte de uma banda da igreja e gostava muito, mas houve tantas brigas entre os integrantes que deixei de me sentir bem por lá e acabei saindo…

*sim, eu tenho uma religião, amo meu Deus e sou bastante participativa dentro da minha comunidade. Sei que hoje na internet a maioria não tem a mesma crença que eu tenho, então acabo fazendo parte da minoria, mas negar isso é negar boa parte de quem eu sou. E eu acredito piamente que respeito é a solução pra tudo, estamos combinados? 🙂

Porque a gente é truta do Padre, sim! (missa do dia 01/01/2018, pra começar bem o ano)

E com a volta à cantoria, veio o convite para participar de um Coral. Meu, que delícia que está sendo! Estou aprendendo muito sobre a minha voz e o ambiente é gostoso demais. Outra experiência nova que eu jamais pensei que teria nesse último ano que passou. Temos um projeto em que cantamos músicas da Rita Lee (por conta dos 70 anos da cantora) e é incrível ouvir as vozes diferentes que eu nem imaginava que existiam formando a melodia de “Ovelha Negra”, por exemplo.

Ainda nesse aspecto, fui convidada a participar do grupo da Jornada Mundial da Juventude 2019, que será em janeiro, no Panamá. Está sendo uma experiência incrível! Conheci muitas pessoas diferentes de mim, com crenças e histórias de vida bem diferentes das minhas e descobri que não sou tão ruim assim quando o assunto é lidar com o público. Definitivamente não sou uma people person, mas consigo me virar muito bem nos eventos em que servimos as mesas e quando estou no caixa das vendas de pastel. Meu maior medo quando entrei para o grupo era o de ficar sozinha, mas eu não poderia estar mais errada quanto a isso, ainda bem!

Um das muuuuitas vendas de doce com o pessoal da JMJ <3

Querendo ou não essa experiência de atendimento ao público vai me ajudar e muito quando eu finalmente for nomeada para aquele concurso cuja prova fiz em julho de 2017. Sim, eu fui aprovada \o/ Não estou dentro das vagas imediatas, mas este é um concurso que costuma chamar todos do cadastro reserva e a expectativa é que até fevereiro do ano que vem eu seja funcionária pública <3 Depois que eu tomar posse vou escrever melhor sobre isso, mas é engraçado como as pessoas tinham certeza de que eu passaria, mas eu não botei tanta fé assim. Claro, fiz o meu melhor, se dúvidas (e continuo fazendo, porque só vou parar de estudar quando estiver em exercício bonitinha no balcão do cartório heh).

Eu relembrei de como gosto de estudar e isso me ajudou demais na faculdade. Nem acredito que já estou no 5º período de Letras, metade do curso já foi! Estudar Literatura e Gramática a fundo me fez ter outra visão sobre tudo que leio também. E isso foi refletido na quantidade pequena de livros que li (18 apenas, veja a lista) mas na qualidade incrível das obras escolhidas (Dom Casmurro, seu lindo!). Esse é um tema sobre o qual voltarei a falar, porque iniciei um desafio (super inspirada pela Jota Pluftz) para ler clássicos (não porque quero parecer cult, mas porque além de gostar, eu quero entender as origens das coisas, sabe?).

Além disso, nesse ano duas pessoas muito queridas por mim conquistaram objetivos muito importantes para elas: a Kátia está fazendo um intercâmbio na Austrália e o Daniel recebeu a carteira funcional da OAB após ter sido aprovado no exame (de primeira, meu orgulho). Não tem como não ficar feliz quando as pessoas que você ama estão felizes, não é mesmo?

Que orgulho, meus dois advogados <3

E falando em felicidade, tive uma festa surpresa INCRÍVEL no meu aniversário de 30 anos. Obrigada, mãe, Ju e Dan pela organização. Vocês foram incríveis! Obrigada, Luh, Taty e Patthy pelos vídeos. E obrigada cada um que pôde ir ou que gostaria de ter ido mas não conseguiu. Pela primeira vez na vida eu senti que as pessoas estavam lá por mim, porque gostavam de mim e que eu era querida pelo que sou. Foi emocionante!

Enquanto eu via os vídeos do #bandilouca <3

Ter passado a maior parte do meu tempo em casa nesse último ano me fez, inclusive, poder ser exatamente quem eu sou, sem grandes influências externas. Querendo ou não eu estou me modelando, me adaptando, sendo a Lívia que eu acho que tenho que ser. Estou gostando demais do processo!
Também cuidei mais da minha saúde. Estou indo ao Parque pelo menos três vezes por semana e isso tem me feito muito bem! Vale a pena prestar atenção em si mesmo e nos pedidos do seu corpo, viu?

E falando em processo e mudança… no final do ano senti uma necessidade muito grande de mexer no meu quarto. Eu sempre adiava porque achava que valeria a pena gastar dinheiro com isso, mas chegou uma hora em que eu não reconhecia mais o que via por aqui. Com a ajuda dos meus pais nós limpamos, pintamos, desmontamos móveis, instalamos prateleiras, bancadas e afins e demos uma nova cara para o meu cantinho (e esse será outro post mais detalhado que farei, não um diário da reforma, mas muito mais sobre minhas motivações e tudo que senti enquanto pintava cada parede).

Houve também alguns acontecimentos ruins (Lost </3), mas tudo é aprendizado (e eu não quero eternizar o que não foi tão bom assim). O que eu quero agora é focar no que me faz bem, combinado?

Agora, depois de tudo que escrevi, consigo enxergar uma página em branco aqui no BeLivs para eu continuar a contar minha história. Quem vem comigo, hein?

Obrigada por ler até aqui! Um beijo cheio de saudades (e com calos nas mãos de tanto digitar),

Lívia.

P.S.¹: troquei a imagem do layout, mas mantive o tema “passarinhos” porque não tem jeito: amo. O trechinho é da música “The Wolf”, de Mumford & Sons.

P.S.²: posso não estar postando por aqui, mas estou sempre bastante ativa no twitter e no instagram #publi heh

P.S.³: tem muito post sem imagem por conta dessa coisa de o Photobucket agora não permitir link direto às contas gratuitas. Em algum momento eu vou arrumar isso, só não quis que meu retorno ficasse condicionado a essa trabalheira toda…

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4 Comments

  • Reply Gesiane 6 de fevereiro de 2018 at 05:50

    Incrível que com a idade (a maturidade) faz a gente seguir menos o fluxo e ser mais como realmente somos… a partir dos 30 comecei a dar menos bola para o que as pessoas pensariam das minhas crenças, dos meus gostos… se eu soubesse que seria tão libertador. Pelo seu post acho que estamos na mesma “fase”, né?

    Beijo

  • Reply Taís 6 de fevereiro de 2018 at 23:43

    Super concordo com a Gesiane! Parece que conforme passa o tempo, menos a gente liga se estamos dentro do que o fluxo ta seguindo (pelo menos deveriamos). Não deixe de negar suas crenças! E que legal que você está cantando e fazendo algo que gosta!
    Que esse ano seja maravilhoso pra você, com mais autoconhecimento e coisas boas no seu caminho!
    Beijos :*

  • Reply Nick 7 de fevereiro de 2018 at 18:02

    Que bom que resolveu aproveitar esse tempo com você. Nos acostumamos tanto a rotina de trabalho, cobranças e correria, que quando estamos tranquilas, não conseguimos aproveitar “ter mais tempo”. E devemos aproveitar para fazer tudo aquilo que não sai do papel, aquelas coisas que vivemos planejando e planejando.
    Sobre suas conquistas, meus parabéns! Aproveite muito essas oportunidades e continue fazendo o que você gosta/ama. <3
    Um beijo.

  • Reply Bia 13 de maio de 2018 at 13:54

    Chateadíssima que não recebi a notificação no Bloglovin sobre seus últimos posts!! :(((
    Cara, 2017 foi um ano foda, né não? Coisas ruins aconteceram comigo também, mas ao mesmo tempo coisas tão boas! Para mim também foi um ano de autoconhecimento (demais!!) e foi algo bom, cresci muito como pessoa!
    Espero que daqui para frente você tenha um ótimo ano! E volte para nos contar como foi!!

    bjao!

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