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“Carry On”, da Rainbow Rowell

(ou: como fazer uma fanfic da fanfic ser tão – ou mais – incrível do que a história original)

Aviso: esse post é gigante, ok?

Quando recebi da Editora Novo Século o convite para ler Carry On em primeira mão, eu aceitei de cara porque, né, adoro essas ~exclusividades~ bloguísticas, ainda mais se tratando dessa autora amorzinho demais <3 Até então eu já havia lido Anexos (meu preferido!) e Eleanor & Park, da mesma autora – incrível – Rainbow Rowell (além do conto maravilhoso “Meias Noites”, da coletânea O Presente do Meu Grande Amor – Doze histórias de Natal), então já imaginava o que esperar da escrita.
Uma das cosas que mais gosto na autora é que os personagens dela são factíveis. Os diálogos são facilmente imagináveis (como quando percebemos o quanto a Eleanor gosta de começar ou encerrar frases com “gente!”) e as personalidades de cada uma na história são totalmente vida real (como a Cath de Fangirl, que é a nerd-não-estereotipada: adora leitura, prefere ficar sozinha escrevendo do que interagindo mas não é uma sociopata antissocial como alguns livros e seriados retratam o mundo geek). Fiquei pensando em como ela se sairia escrevendo fantasia… e tive uma maravilhosa surpresa!

Carry On, da Rainbow Rowell

Você precisa saber que os protagonistas de Carry On aparecem em Fangirl, então o primeiro seria meio que um spin-off¹ do segundo. Bom, nas palavras da própria Rainbow (que nome incrível, minha gente! será que os pais dela eram hippies?):

“Se você leu meu livro Fangirl, sabe que Simon Snow começou como um personagem fictício daquela história. Um personagem fictício-fictício. Meio que um amálgama e descendente de centenas de outros Escolhidos fictícios. Em Fangirl, Simon é o herói de uma série de livros infantis de aventura escritos por Gemma T. Leslie – e objeto de muitas fanfictions escritas pela personagem principal, Cath.
(…) É disso que se trata Carry On. Minha visão de um personagem que eu não conseguia tirar da cabeça. É a minha visão desse tipo de personagem, e desse tipo de jornada. Foi um modo de conceder a Simon e Baz, apenas semi-imaginados em Fangirl, a história que eu sentia que devia a eles.”

Foi então que eu soube que precisava ler Fangirl. Ok (li. adorei. e, omg, Levi <3). Não que seja estritamente obrigatório, mas eu não tivesse lido a história que deu origem à fanfic da fanfic (LOL), eu não teria me familiarizado tão facilmente com o Mundo Mágico, entende?

Mas, enfim, falemos de Carry On (aliás, que mágico quando descobri de onde vem o título do livro – que eu não vou estragar pra vocês). A história não é tão ~nova~ assim. Aliás, não é nova at all
Tem como pano de fundo Watford, uma escola de magia na Inglaterra, na qual o diretor é conhecido como Mago (que se veste tipo o Peter Pan, sabe-se lá por quê). A escola obviamente é encantada e não permite que os Normais (seres sem magia aka trouxas) adentrem seu terreno.
É lá que Simon Snow, bruxo órfão que nunca chegou a conhecer seus pais, divide o quarto com Basilton Pitch (o nosso Baz), um vampiro adolescente, filho da antiga diretora da escola, que foi morta quando ele ainda era uma criança. As intrigas entre os dois são constantes, afinal, Baz está o tempo todo provocando Snow e tramando alguma contra o menino.
Simon é o bom moço e Baz é o malvado… será que é por isso que Agatha está dividida entre o namorado e o inimigo vampiresco dele? (Salvatore feelings, gente)

“Eu quero ser o agora mesmo de alguém, Simon, não o felizes para sempre. Não quero ser o prêmio no final. Aquilo que você conquista se derrotar todos os chefões.”
— achei essa frase da Agatha sensacional!

Além triângulo amoroso (que é uma surpresa deliciosa), temos Penny, melhor amiga de Simon, que foge sempre pro quarto dos meninos quando sua roomie meio-fada está recebendo sua namorada pra passar a noite e deixando o quarto cheio de pó de pirlimpimpim (gente, as referências e piadas são demais, leiam, por favor!). Ela é a única garota a conseguir entrar no dormitório masculino (adorei quando descobri a explicação!), melhor aluna da classe (oi, Hermione!) e dona de uma magia poderosíssima e de uma família cheia de gente (oi, Ronny!). Minha personagem preferida fácil, fácil. Totalmente girl power.
Quando voltam das férias, QUEDÊ BAZ? Simon fica obcecado tentando descobrir o que o vampiro adolescente está tramando pois a essa altura já estariam na sua 263a encrenca do ano…

Vamos então acompanhando o desenrolar da história enquanto Snow tenta descobrir o que está havendo com Baz, além de lidar com seus sentimentos dúbios em relação à Agatha e até mesmo ao Mago. E em meio a uma trégua quase forçada é que toda a magia da história acontece… (e encanta!)

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O livro todo é narrado em primeira pessoa e temos a oportunidade de enxergar os diversos pontos de vista pois cada capítulo é narrado por um personagem, com seu nome anunciado logo no título. Isso foi me deixando TENSA porque tinha um personagem em específico com uns capítulos misteriosos e intrigantes mas esse personagem simplesmente ainda NÃO TINHA APARECIDO NO LIVRO. E quando descobri quem era fiquei: :O

Qualquer pensamento de que o enredo é um Harry Potter meets Twilight/Vampire Diaries não é mera coincidência. Mas não se engane: isso não é ruim! É como se a Rainbow fizesse piada do fato de estar escrevendo quase que uma releitura de clássicos teensÉ sensacional o modo como ela brinca com esses temas clichês, discutindo no livro se o Baz pode ser visto no espelho ou tem que ser convidado para entrar em algum recinto, ri bastante com as constatações.

Outro show à parte são os feitiços. Eles são originados por expressões que os Normais usam. Quanto mais os Normais as usarem, mais forte a magia é. Pode ser cantigas infantis (“sabiá lá na gaiola fez um buraquinho, voou, voou, voou, voou”), ditados, expressões e memes (“corra para as montanhas”) ou músicas (“pau que nasce torto nunca se endireita” e “vai sacudir, vai abalar”).
E é aqui que quero deixar meus parabéns à equipe que traduziu o livro. Não é fácil você trocar trechos de música ou ditados populares em inglês por versões que façam sentido em português. Quanto eu mais lia, mais eu ficava feliz pela tradução (e com mais vontade de reler o livro em inglês pra saber quais as expressões usadas no original). Aliás, para algumas expressões não traduzidas, existem notas de rodapé explicando direitinho. Adoro!

"Simon Snow está vivo e eu estou desesperadamente apaixonado por ele"

“Simon Snow está vivo e eu estou desesperadamente apaixonado por ele”

Além de ser um livro que conta a aventura dos ~xóvens~ bruxinhos, tem romance dos bons. As cenas entre o casal principal são fantásticas desde a tensão sexual, afinal, Baz é todo fogo e Simon é todo lábios. Se você leu Fangirl, sabe do que estou falando (aliás, para este ponto em específico, acho importante ter lido Fangirl, porque só assim você já vai construindo o romance na sua cabeça. Não sei se quem não conhece a história vai sacar de imediato as nuances e as entrelinhas entre eles).

“Simon Snow, não houve um dia em que eu acreditasse que fôssemos sobreviver àquilo. (…) À vida. Você era o sol e eu estava em reta de colisão com você. Acordava todas as manhãs e pensava: “isso vai acabar em chamas”

Livro delicioso de ser lido, pra romance nenhum botar defeito (aliás, a sexualidade dos protagonistas é meramente um detalhe, gosto muito quando os autores se preocupam em tratar a orientação dos persnagens de forma natural, sem fazer escarcéu por isso). Não costumo ler muito rápido, mas devorei as quase 450 páginas em uma semana. Com certeza é um livro que indico pra quem curte um YA delicinha (que passa no teste de Bechdel² – e inclusive faz piada disso).
Não é uma história que mudou a minha vida ou me fez pensar sobre a minha existência, mas me divertiu muito e me entreteve por horas a fio!

 

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Carry On
 (5/5)

Rainbow Rowell
Editora Novo Século
2016
480 páginas
ISBN: 978-8542808247

Quem mais leu ou se interessou, hein?

Estou em ressaca literária desde que terminei ele, alguma sugestão do que devo ler em seguida?

Um beijo!

¹ spin-off: são histórias que se originaram de outras histórias. Na maioria das vezes, é um personagem em especial que ganha uma história só pra ele, e esta é chamada de Spin-Off (tipo The Originals é o spin-off de The Vampire Diaries). Explicação daqui: 10 palavras que todo fã de séries precisa saber o significado. Aliás, vale a leitura 😉

² teste de Bechdel: pergunta/questiona se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem. Algumas vezes se adiciona a condição de que as duas mulheres tenham nomes. Leia mais aqui.

O livro foi enviado para resenha pela editora mas minhas opiniões são sinceras, viu?

Diário, Etecétera, Literatura

O melhor de Maio e Abril

Abril foi um mês mucho loco. Entrei pra faculdade. Ganhei promoção da Rádio Rock pra ir pra baladjênha e castrei a Nina. Além disso, tive uns ~probleminhas de saúde~ e estou fazendo trocentos exames (um inclusive envolvia ficar com o holter preso em mim durante um dia inteiro com um calor dos infernos). Ainda não se sabe se meu problema é no coração ou na tireóide mas vamos seguindo investigando, né?
Ufa.
E Maio passou voando. Tão rápido que nem vi chegar e vi menos ainda ele ir embora… e já estamos no meio Junho, esse mês cheio de delícias e com um friozinho maravilhoso!

Como não dei conta de postar em Abril, fiz um catadão dos dois meses, tá valendo, né? 🙂

Por aqui…

Super recomendo que vocês leiam o post da Patthy no Imaginalinda, da Taty no Enfim Beleza e da Luh no Miniatura de Perfume pra ver todos os pontos de vista sobre essa incrível jornada.

Por aí…

Já comentei algumas vezes que tenho sentido necessidade de diminuir o meu consumo e as minhas “posses” por assim dizer. Quando li esse texto simples e curto da Thais Godinho sobre algumas dicas para simplificar a vida, vi que transmite bem o que penso e anseio pra mim.

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Vi essa postagem no blog da Thay (kibei mesmo), e ri muito lendo: vamos falar sobre casamento. A Ju, minha melhor amiga ~mais antiga~, vai casar agora em julho e estou tendo oportunidade de vivenciar boa parte desses dramas com ela. Por favor, leiam o post super bem humorado da Isadora, cêis merecem rir um pouco!

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A Luh já tinha me falado algumas vezes sobre a Tati Feltrin, mas foi só vendo esse vídeo que eu realmente dei bola pra ela. Achei os comentários dela muito pertinentes no que diz respeito ao mercado editorial. Nunca tinha parado pra pensar nos livros vendidos mais barato nas bancas, por exemplo. Mas vão lá, assistam mesmo.

 

Adoro que o 360 Meridianos está longe de ser ~só~ mais um blog sobre viagens. Você já parou pra pensar nas consequências dos algoritmos que definem o que você vê na timeline de suas mídias sociais tem pra sua vida? Ok, você deixa de ver opiniões cm as quais não concorda mas em contrapartida acaba vivendo em uma bolha sem nem saber que existe um outro ponto de vista para determinado assunto.

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Como não canso de repetir, o Coisas de Diva é meu blog de ~mulherzices~ preferido da vida e cada vez tenho gostado mais das reflexões propostas. Já tinha sacado há algum tempo que a Thais estava solteira e nesse post ela resolveu compartilhar dicas de como superar o fim de um relacionamento. Acho esse tipo de post extremamente válido! Ainda mais com os comentários abertos e uma leitora ajudando outra 😉

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Tocaí

Ouvi muuuita coisa boa esse meses porque resolvi consultar meu Shazam e baixar as músicas que reconheci com o app no últimos, sei lá, 2 anos. Dentre elas, estava “18 and a Life” do Skid Row. Essa sou eu, viciada em rock dos anos 80.

Aliás, talvez vocês conheçam outra música da mesma banda, “I Remember You”, que também adoro!

Aliás², consegui comprar de boinha os ingressos pro show de 50 anos do Scorpions em São Paulo, dia 03 de setembro. Nem acredito! Meus pais adoram a banda e vou conseguir levá-los pra assistir de perto*, fiquei tão feliz!

*nem tão de perto assim, pois vamos ficar na platéia superior 2. Repito: não tenho mais idade pra pista (e meus pais menos ainda) 😛

Leituras do mês

“Resposta Certa”, David Nicholls ★★★☆☆ (abril) – não tem jeito, cheguei à conclusão de que nenhuma obra do David vai conseguir superar “Nós” pra mim. Não que eu não tenha gostado desse, mas não achei nada OMG. COnta a história de um jovem inglês saindo de casa pra ir pra faculdade e tudo que ele enfrenta por lá. É bacaninha, mas não é essencial, não, viu.

“Depois a Louca Sou Eu”, Tati Bernardi ★★★★☆ (abril) – meu Deus, sou eu escrevendo? rs Fora o fato de que não tomo tarja preta, a Tati sou eu. Aliás, admiro o trabalho dela há muito tempo, desde que eu era uma jovenzinha anos procurando textos de como superar uma paixão não correspondida. As crônicas dela muitas vezes são confusas, como nossos pensamentos mesmo (sabe quando pulamos de um assunto pra outro na nossa cabeça? então, tipo assim), mas é uma DELÍCIA de ler. O livro é curtinho e recomendo demais.

“A Coroa”, Kiera Cass ★★★☆☆ ♥ (maio) – tá, eu sei que todo mundo odiou esse livro. Estranho também eu dar nota 3/5 e colocar um coraçãozinho, né? rs Mas, gente, não sei lidar com o tanto que gosto dessa série. A Eadlyn é insuportável? É, claro que é. Mas eu também já tive 18 anos e aposto que era muito pior, viu? Sem grandes spoilers, tenho a dizer que amei a escolha final (e posso gritar a plenos pulmões que “eu já sabia” porque até twitei sobre isso). Vejo problemas inúmeros na narrativa da Kiera. Vejo problemáticas muito mal aproveitadas. Vejo um desfecho corrido. Mas quando eu vejo o final, ó, só amor <3

“Nunca Jamais”, Colleen Hoover e Tarryn Fisher  ★★★★☆ (maio) – recebi esse livro da Galera Record e comecei a ler de imediato porque é super curtinho mas me enrolei com alguns trabalhos da faculdade e só fui terminá-lo ontem. É um livro de suspense com uma boa pitada de romance (aliás, ótimas cenas sexy-sem-ser-vulgar nele). Acabou DAQUELE JEITO e me deixou doida por uma continuação… e olha que eu não esperava nadica da história! Mas me prendeu muito!

Espero aos poucos conseguir voltar o ritmo normal do BeLivs porque me faz falta, viu? <3

Um beijo!

Diário, Etecétera, Literatura

O melhor de Março

Eita que Março foi um mês praticamente infindável, benzadeus! Foi o mês em que tirei 10 míseros diaszinhos de férias e cheguei à conclusão de que me organizo muito mal pois deixo tudo arrumadíssimo quando vou sair mas quando volto tá tudo de pernas pro ar 🙁 Porééééém aproveitei para ir atrás de um sonho antigo e logo mais compartilho com vocês tudinho sobre esse assunto (inclusive acho que é isso que tá me travando, sabe? Quero muito escrever sobre esse assunto, mas ainda não posso).

Aproveitei o último fim de semana para (além de ~quase~ ficar em dia com Chicago PD) rever dois filmes muito gracinha. Não é tão comum eu falar de filmes por aqui mas fiquei empolgada, bora aproveitar!
O primeiro que revi foi O Amor Não Tira Férias (The Holiday, 2006) que é sobre duas mulheres: Amanda (americana, produtora de trailers de filmes, interpretada pela Cameron Diaz) e Iris (britânica, redatora de uma coluna sobre casamentos, interpretada pela Kate Winslet). Elas sofreram decepções amorosas e querem dar uma mudança em suas vidas, fazendo um intercâmbio de casas pelo feriado do final do ano (em um esquemão super AirBnB). A partir daí muita coisa aconteceu e me fez lembrar do quanto a história é uma graça (e o Jude Law também, falo mesmo!). Recomendo a todos porque tem comédia, tem romance e tem a Cameron cantando The Killers mei bêuda e me representando nessa vida 😛


Já o segundo… ai, o segundo <3 Simplesmente Amor (Love Actually, 2003). São várias histórias sobre relacionamentos que vamos acompanhando. Desde o cara apaixonado pela esposa do melhor amigo, o menininho encarando a desgraça do primeiro amor, até um londrino que decide ir pros EUA pra pegar o mulherio todo. As histórias que eu mais gosto são a do Primeiro Ministro (porque Hugh Grant e seu sotaque sempre serão meu guilty pleasure cinematográfico) e do Jamie, o escritor que pega a mulher na cama com o irmão e vai pro sul da França terminar seu livro (porque, né, Colin Firth falando português, outro amorzinho). Além disso podemos ver o Rodrigo Santoro totalmente sem sal (e tudo bem, porque eu prefiro pimenta) e Alan Rickman (eterno). Taí um filme que não me canso de rever!

 

Por aí…

Acompanho a Carô há muito tempo, desde a época do Futricô. Gosto muito de tudo que ela escreve e em identifico demais com ela, por isso vocês sempre me verão indicando links tanto do Acordei Disposta quanto do blog pessoal dela. Depois desse disclaimer, o que tenho a indicar para vocês é o post onde ela conta sobre o emagrecimento pelo qual passou. Spoiler alert: não foi nenhuma loucura e nada imposto pela ~sociedade~ como vemos por aí. Fica a dica de leitura pra quem gosta desse tipo de superação 😉
Acordei Disposta - o antes e depois da Carô

 

Um dos muitos posts que ~perdi~ durante minha ausência foi o Preenchendo a papelada da Patthy. Muito mais doq ue ser um post sobre como ela se organiza (ou não), o post está recheadíssimo de inspirações pra bullets journals, planners e coisas do tipo. Para quem é apaixonado por papelaria, como eu, é um prato cheio 😉

Imaginatif - bullet journal

 

*alerta de link que pode te levar às lágrimas*
A Luh nos presenteou com essa carta extremamente sensível e delicada endereçada para uma pessoa muito próxima que ela perdeu muito cedo. Busque seus lencinhos, segura na minha mão e vem ler: Uma saudade…

Miniature Disasters - Uma saudade...

Por aqui…

Dá o Play!

Além de ter ouvido bastante Iron Maiden, a música que eu mais ouvi nesse mês com certeza foi essa do Cage the Elephant, “Cigarette Daydreams”.



É uma música triste e feliz ao mesmo tempo. Não sei bem explicar, mas me faz refletir, gosto bastante.

Leituras do mês

“A Lista de Brett”, Lori Nelson Spielman ★★★★☆ – adorei esse livro! Tudo bem que desde o início eu já imaginava como iria terminar, mas não vejo isso como um grande problema. A história é O Diário de Bridget Jones meets PS: Eu Te Amo, logo conto mais!

“A Favorita – Um Conto de A Seleção”, Kiera Cass  ★★★★☆ – li enquanto esperava minha amiga na Saraiva. marlee sempre foi uma das minhas personagens favoritas e sofri muito com o sofrimento dela e do Woodwork em “A Elite”. É muito bonito o amor que eles sentem um pelo outro, além de podermos ver como o Maxon tem um coração bom. Aliás, aproveitei uma promoção do Submarino e comprei a versão impressa dos contos, o “Felizes Para Sempre” <3

O que vocês andam lendo de bom por aí, hein? Me contem!30

Diário, Etecétera, Literatura

O melhor de Fevereiro

Num é que passou rápido mesmo? Sabia que Fevereiro iria voar e só sei que agora tô contando os minutos pra essa semana acabar e eu finalmente ter meus suados 10 diaszinhos de férias. Foi o mês em que assisti a primeira temporada de House (muito amor!) e voltei turistar em Sampa (aguardem post). Bora lá ver o que teve de bom na internet durante esse mês quente pra cacete? rs (se bem que sobre a última semana não posso reclamar, clima delicioso!)

Por aí…

Sou #aloka dos programas culinários e ultimamente a Rita Lobo tem sido minha culinarista favorita. Ela aposta no simples e cozinha com amor, eu particularmente acho que não precisa de mais nada! Pra quem não conhece, o programa dela é o Cozinha Prática, passa na GNT. Recentemente no blog do Panelinha, ela colocou os 10 livros sobre comida que ela mais gosta. Adorei! Já quero comprar pelo menos metade da lista *-* Aliás, quero muito o livro do Panelinha também, SOCORRO.

 

A Milena começou a fazer o Projeto 52 Objetos também (já viram o meu?) e postou neste mês sobre bolinhas de gude. Escreveu o que elas representam, de quem ela lembra e eu até me emocionei <3

 

A Thay é uma das maiores seriadoras que conheço (acompanha ~só~ 39 produções) e nesse post ela fala sobre as 3 séries que adora mas ninguém dá a mínima. Eu confio no gosto dela e não me arrependi nem um pouquinho de ver The Last Kingdom 😉

 

Ai, que difícil que tentar resistir a postar um link para o Pequenos Monstros DE NOVO! Mas sério, adoro tudo o que esse casal nômade escreve. Este artigo com um guia para iniciantes de como trabalhar em casa veio muito a calhar, pois estou pleiteando exatamente isso com minha chefia (nem que seja ao menos um vez por semana/quinzena). Sinto que rendo muito mais, sabem? E é uma delícia poder fazer um cafuné nas meninas entre uma planilha e outra 😉

 

Ah! A linda da Tami indicou meu post sobre o medo do fracasso lá no Pequenas Obsessões. Obrigada!

Por aqui…

  • Esse mês estava toda trabalhada nas TAGs e Memes (tanto é que criei uma categoria específica pra eles aqui no blog). Postei a blogagem coletiva/tag do Bloggers Out and About falando sobre viagens, além do Liebster Awards em que contei fatos aleatórios sobre mim e respondi as perguntas da Luh.
  • Continuando os posts dos 52 objetos, teve mais 3 objetos: minha colher de princesa, meus óculos de grau e meu porta-recados.
  • Apesar do calor que estava em Limeira (sim, sou repetitiva, beijos) foi incrível poder participar da Primeira Limeira Veg <3 Venham ler meu relato e fiquem com um gostinho de quero mais também!
  • Não li tanto assim esse mês, mas postei resenha de um livro maravilhoso: Eleanor & Park. Quanto sensibilidade da Rainbow Rowell *-*
  • Os posts da viagem estão chegando ao fim 🙁 #mimimi Em fevereiro foi a vez de contar sobre a Basílica de São Pedro e o Museu do Vaticano virá logo em seguida. Me arrepio só de lembrar!

Dá o Play!

Meu começo de mês é sempre muito difícil no trabalho e só a playlist folk que me salva (aliás, já leram o post em que falo sobre esse estilo de música?). Depois de ouvir vários dias seguidos, percebi que não conseguia tirar essa música da cabeça e fui conhecer mais o trabalho deles… Com vocês, Bon Iver!

 

 

Curiosidade: o nome da banda vem de “bon hiver” que significa “bom inverno” em francês. Aliás, a história de como esse nome surgiu é bem bacana 😉

Leituras do mês

  1. “O Presente do Meu Amor”, vários ★★★☆☆ – acho que o primeiro livro de contos que li na vida. É legal porque dá pra conhecer vários autores diferentes. Também terá resenha, em que direi quais os meus preferidos e quais não consegui nem chegar ao final 😛
  2. “Como Eu Era Antes de Você”, Jojo Moyes ★★★★☆ – corri ler depois que vi o trailer. Provavelmente teremos post exclusivo sobre isso quando o filme for lançado mas já adianto que adorei o livro mas não fiquei OMG-apaixonada-vou-morrer-socorro como vi que a maioria ficou. A história é ótima, mas não entrou pro hall dos favoritos.

No mais, estou na expectativa pelos dias de descanso e pelo show do Iron Maiden (além da pequena possibilidade de eu ir ver a Florência linda no Lollapalooza no domingo – vâmo, Katiaaaaaaa! Nunca te pedi nada, vai).
Durante esta semana estou acompanhando auditoria (que é algo que eu adoro, do fundo do coração, sem ironia!) então os dias irão voar…

Agora é sua vez: me conte aí como foi Fevereiro e o que te aguarda em Março 🙂

Um beijo!

Literatura

“Eleanor e Park”, da Rainbow Rowell

Estou escrevendo essa resenha logo após terminar esse livro porque queria aproveitar todas as emoções que ele me causou (apesar de só estar publicando quase um mês depois, essa sou eu =B heh).

Comecei a ler Eleanor & Park achando que seria uma história bobinha do tipo “garoto bonitinho encontra garota complexada, garota complexada muda pelo garoto bonitinho, eles se apaixonam e família não aceita romance”, coisas assim (não me levem a mal, adoro esse tipo de livro também). Foi uma história que eu li sem saber do que se tratava. Escolhi esse livro em primeiro lugar porque acho a capa linda e em segundo lugar porque adorei a escrita da Rainbow na outra obra que li dela, “Anexos”. Mas foi uma surpresa incrível saber que nem de longe o livro é superficial assim. Pelo contrário: é profundo e excruciante.

Eleanor & Park

“Segurar a mão de Eleanor era como segurar uma borboleta. Ou um coração a bater. Como segurar algo completo, algo vivo.”

A Eleanor, protagonista do livro (sim, acho que ela é mais protagonista do que ele, me deixem) é gente como a gente. Tem uma juba (ruiva!) indomável, se acha gorda e tem um monte de dificuldades dentro de casa. Park é um coreado meio nerd que vive em uma família estruturada e sempre teve tudo o que precisava, mas que sempre se sentiu meio rejeitado pelo pai.
O livro se passa em capítulos (geralmente bem curtos) intercalados, ora é Eleanor que vemos narrando e ora é Park, o dá um dinamismo bem legal pra história.

Tudo começa quando são “obrigados” a dividir o mesmo banco no ônibus. Um monte de partilhas se iniciam através das histórias em quadrinhos dele (quem nunca ficou olhando de soslaio pra leitura do companheiro de banco do transporte público, hein?).
Não quero estragar a história pra vocês, mas eu diria que tem um pouco de tudo: tem a garota com vergonha do próprio corpo, tem uma mãe presa em um relacionamento abusivo, tem os pais que depois de anos de casados ainda mantem a chama acesa, tem o pai que rejeita o filho porque ele se maquia, tem primeiro amor, tem gordofobia, tem bullying. Mas principalmente tem uma dose incrível de realidade. Eu consegui ver essa narração acontecendo na vida real, entendem?

Fanart de Eleanor & Park

Tem muitas fanarts lindas por aí, mas amei essa colagem <3

Me vi muito na Eleanor que se veste de um jeito diferente porque quer que os outros a vejam como a menina estranha, assim talvez não vejam toda a dor que existe por trás dela. É um pouco do que falei no meu post sobre o medo do fracasso. Ok, ela se veste assim porque não tem grana pra bancar roupas melhores, mas ela não precisava amarrar uma gravata no pulso, certo? Eu vivi um pouco disso na fase em que só usava rosa, era minha forma de me esconder.

“Todas as roupas masculinas que vestia apenas chamavam mais atenção pro quão feminina ela era.”

Se o livro é sobre amor? Sim, ele é. Mas ao longo do enredo fui ficando mais tensa com as tensões familiares e a falta de apoio que Eleanor recebe do que com o romance deles. Tinha momentos em que me dava vontade de socar a mãe dela com toda a sua passividade, sabe? A família de Park também me deixou nervosa em alguns momentos, principalmente no que diz respeito à falta de meiguice de Eleanor, mas o incômodo mesmo foi foi com a família dela e não dele…

Eleanor & Park

(5/5)

Rainbow Rowell
Editora Novo Século
2014
328 páginas
ISBN: 9788542801255

Se você gosta de música, principalmente rock dos anos 80, por favor, leia esse livro. É cheio de referências musicais e mixtapes que me deixaram doida de vontade pra ouvir.

“Nada antes conta – ele disse. – E nem consigo imaginar um depois.”

Quem mais leu? Quero saber se também mexeu com você! Pra mim foi uma leitura deliciosa que ao mesmo tempo em que me encantou, me rasgou por inteiro e me deixou querendo mais. Agora já estou doida querendo ler Ligações e Fangirl da mesma autora porque ela me cativou de jeito!

Um beijo!