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Música

Diário, Música

Quem não desiste, tudo consegue

Ou (spoiler alert)Como foi conversar pessoalmente com meu crush famoso da adolescência.

Talvez você nunca tenha comprado uma revista por uma reportagem com seu cantor favorito e nem tenha gasto toda a tinta colorida de impressora do seu pai imprimindo fotos de seus ídolos. Talvez você nunca tenha tido sequer uma pasta com recortes e lembranças daquele artista em especial. Mas mais do que isso: talvez você nunca tenha sido fã de alguém. I feel sorry for you.

(e talvez por isso ache o post extremamente chato, etc e tal. beijos de luz)
(vai ser longo, sim. e se reclamar, posto outra vez)

Início dos anos 2000, internet discada, Yahoo! Grupos e o auge das boy bands. Eu estava prestes a completar 13 anos, idade em que eu oficialmente deixaria de ser criança e me tornaria pré-adolescente (na minha cabeça era assim que funcionava), quando vi o Gugu anunciar na TV a mais nova boy band brasileira, Twister. Eu pirei na hora! A música que tocaram (playback, claro) falava sobre um amor que dava 40 graus de febre e queimava pra valer (pra valeeeer), com uma dança sensacional de brinde (só que não, vergonha alheia detected). Engraçado que os vocais deles eram subestimados e os caras realmente eram bons!

Clipe de "40 Graus", Twister, 2000

“Meu amor, esse amor dá 40 graus de febre. Queima pra valer, queima pra valeeeer. É assim como o sol derretendo toda neve dentro de você, dentro de você.” (rimas ricas: não trabalhamos)

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Cinema & TV, Diário, Música, TAG & Meme

Meme escrito + Desafio 52 semanas #04: Minhas citações preferidas

O post de hoje é um combo! (e um combo atrasado) Como o desafio dessa semana pede que escrevamos citações, achei que seria uma boa junta-lo com a indicação da Kah para eu fazer o meme escrito (me deixa), que tal?

Bora começar pelo meme escrito que consiste basicamente em escrever em um papel nossas respostas a essas perguntas, fotografar e postar no blog depois 😉

Meme Escrito

Sim, não sei tirar foto minha letra é desajeitada e eu não tenho padrão para algumas letras em específico, mas eu gosto assim 😉

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Diário, Música

Sobre demoras de uma década e sonhos que não envelhecem

Antes de mais nada, eu preciso contextualizar vocês, ok? Adoro contextualizar, me deixa. E eu sou extremamente verborrágica, então vocês devem ler umas 800 palavras antes de eu chegar no assunto do post, já aviso.

No início dos anos 2000 a internet não existia dessa forma incrível que existe hoje. Nós ainda estávamos descobrindo o mundo maravilhoso da web e o conteúdo ainda era bastante limitado ao dinheiro que você tinha pra torrar em pulsos da internet discada, por exemplo =B. Não existia YouTube com seus vídeos relacionados, nem Spotify com a descoberta da semana. Era bastante comum que as músicas novas que descobríamos, seria ouvindo rádio, em trilhas sonoras de filmes e novelas ou no Disk MTV.

Disk MTV

Disk MTV, sua fonte de clipes na época em que não existia YouTube 🙂

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Diário, Música

Turnê The Book of Souls – Iron Maiden: EU FUI!

*COF COF… limpa a poeira e tira as traças*

Tem gente que é de balada, tem gente que é de bar. Mas eu, ah… eu sou de show! Não que eu já tenha ido em muitos, mas é algo que eu realmente gosto de fazer e me sinto bem – mesmo sendo completamente avessa a grandes multidões, engraçado, né?

No final de Fevereiro tive a oportunidade incrível de ir com o Daniel pro show do Iron Maiden no Allianz Parque. Apesar de eu só conhecer as músicas mais coxinha da banda, foi muito marcante pra mim pelos seguintes motivos:

  1. Meu primeiro show em um estádio (tirando um show da Xuxa no Jaime Cintra nos anos 90)
  2. Nunca tinha nem entrado em um estádio desse porte (e o Parmera é meu time do coração, me deixem)
  3. Primeira vez que fui pra um show com o namorado <3
  4. Iron Maiden é foda, Bruce, Eddie e cia são demais

Nosso ingresso era arquibancada superior e, posso falar? Melhor escolha! Tá, a pista seria legal pra ficar lá no fundo, de boa (lembrem-se de que não sou a maior fã do mundo de vuco-vuco), mas foi tão tranquilo ficar na arquibancada! (mesmo não tendo cadeira pra gente chegar porque entramos com ~só~ 2h de antecedência heh) Um dos principais motivos foi que a maioria das pessoas por lá tinha, tipo, a idade do meu pai 😛 Sério, tinha um tiozão do meu lado com a setlist escrita a mão numa folha de caderno, dobradinha, guardada no bolso, pronta pra ser consultada sempre que necessário (achei isso awesome por motivos de: hoje usamos celular pra tudo).

Show do Iron Maiden - Namorado e eu (me borrando de medo da altura, mas ok)

Falando realmente do show, foi uma energia incrível! Mesmo não conhecendo todas as músicas, não tinha como ficar parada. Foi demais “The Troppers” com a bandeira do Reino Unido <3 e “Fear of the Dark” com um monte de pontinhos de luz na arquibancada. Amei demais que eles fecharam com “Blood Brothers” (que eu nem sabia se era famosa ou não, mas sempre era uma das primeiras que eu colocava pra tocar quando queria ouvi-los) e “Wasted Years” que é, tipo, unanimidade, né?

O que gosto de notar quando vou em eventos assim é como a música une as pessoas e cria um ambiente de paz. Não vi ninguém brigando e os únicos xingamentos que ouvi eram pro povo da frente abaixar porque estavam atrapalhando (“senta, caralhooo!”AHAHA) mas sem confusão, sem encrenca.

Saímos no finalzinho da última música e não tivemos problema nenhum pra ir embora 🙂

Show do Iron Maiden - Público de 42 mil pessoas

Público de 42 mil pessoas *-*

O que tirei de lição dessa experiência foi que não preciso saber todas as músicas de um artista para aproveitar o show se os caras são bons e o Allianz Parque é um puta dum palco, com certeza irei outras vezes!

Dicona: se for estacionar no Bourbon, não compre o voucher antecipado pela internet (que custa R$100). Quando chegamos no shopping não tinha nenhuma separação entre quem ia para o show ou não e acabamos pagando o preço normal (cerca de R$24 por quase 6 horas de estadia), mesmo porque aproveitamos pra jantar por lá 🙂

Outra coisa que ~mexeu~ comigo foi me imaginar lá no meio daquela vibe em um show de alguém que eu goste muito, Whitesnake, por exemplo. Me arrepio só de pensar! Vocês também se sentem assim quando pensam em algo que querem MUITO?

E aí? Contem pra mim qual o último show incrível que vocês foram! Ah, quero saber também se tem algum local (casa de show/teatro/estádio) que é a maior roubada… assim já me preparo para as próximas!

Um beijo! (espero voltar logo)

P.S.: a foto do público é do Iron Maiden 666. Aliás, ótimo relato do show por lá!

Música

Folk-se

Tenho uma dificuldade gigantesca em definir qual tipo específico de música eu gosto (e nem preciso fazer isso, fica a dica). Sei que curto rock, por exemplo, mas não faço ideia se prefiro metal, hard core, indie, progressivo, whatever. Só sei que gosto de Whitesnake, Gun’s e Iron mas também me perco num Imagine Dragons da vida. Mas é como a Patthy fala: a gente não precisa colocar tudo em caixinhas rotuladas (acho que ela usa “gavetas” ao invés de “caixas” mas cêis entenderam). O que importa é se nos sentimos ou não bem com algo, isso já basta.

Porém vou pedir licença pra vocês pra rotular, sim, esse estilo de música pelo qual estou apaixonada, ok? Não conseguiria descrever com a mesma maestria que o Papo de Homem fez nesse post, mas de uma forma bastante resumida e singela, o folk em sua origem é um estilo musical popular, feita pelo povão mesmo, contando histórias de uma determinada região ou povoado. Pra mim, é a música que me acalma 🙂

Aliás, peço desculpas desde já por alguma gafe cometida, não sou entendida de nada disso (mas pesquisei bastante pra escrever, viu?). E sei também que é difícil comentar em um post musical que cite um tipo de música com o qual não nos identificamos mas eu não poderia deixar de comentar com vocês sobre eu ter me achado musicalmente.

Não sei bem como comecei a ouvir música folk, mas lembro de um dia estar no carro de um colega indo almoçar fora e começar a tocar “Hurricane” do Bob Dylan. Eu não conhecia (pasmem!) e me encantei não só com a voz dele como com a história contada pela música. “Here comes the story of the Hurricane, the man the authorities came to blame for somethin’ that he never done, put in a prison cell, but one time he could-a been the champion of the world”. Só depois fui a entender a importância de nomes como Dylan no cenário folk.

Se for pensar bem, eu já ouço há um bom tempo músicas com essa mesma pegada, muito por culpa do American Idol, reality show musical pelo qual fui muito apaixonada há uns anos. Phillip Phillips é um dos meus queridinhos do programa (apesar de eu não ter assistido a temporada que ele venceu, ouço direto as versões dele para “Volcano” e “Cannonball” e o segundo CD pós-Idol), vejam só. Aliás, o meu candidato hors concours da vida toda, Lee DeWyze, teve sua melhor apresentação com “The Boxer”, clássico de 1969 da sensacional dupla Simon & Garfunkel, ícones da música folclórica norte-americana. Isso sem contar “Falling Slowly”, originalmente do filme Once, interpretada pelo The Frames, que foi diversas vezes cantada no programa (por favor, ouçam e se arrepiem).

Outro fato que contribuiu de certa forma pra eu me apegar ao violão, banjos, gaitas e historinhas contadas por esse estilo musical é que no trabalho fico ouvindo rádio boa parte do tempo e a 89 tem aberto um espaço bem bacana pro folk rock que é o que eu aprecio (aprendi, ó). Dado isso, acabei descobrindo músicas incríveis que vou mostrar abaixo para que vocês entendam um pouquinho do que estou querendo dizer, certo?

“Renegades”, X Ambassadors
Eu pirei quando ouvi essa música pela primeira vez. Inclusive a estagiária pirou junto e toda vez que toca na rádio a gente fala que é nossa música. É minha confort song. Tô estressada? Nervosa? Ansiosa? É só escutar essa música que é como se eu soubesse que tudo vai ficar bem…

“It’s our time to make a move, it’s our time to make amends, i t’s our time to break the rules, let’s begin… And I say hey, hey hey hey, living like we’re renegades”

 

“Riptide”, Vance Joy
Já não sei mais como conheci, mas toca e eu me apaixono <3 inclusive preciso conhecer mais material dele, quem me recomenda, hein?

“I wanna be your left hand man and I love you when you’re singin’ that song and I gotta lump in my throat ‘cause you’re gonna sing the words wrong”

 

“Home”, Edward Sharpe And The Magnetic Zeros
Ouvi essa música recentemente em um mix folk  e me lembrei que já a conhecia: a Ana Carô a citou em um post de uma tag musical. Tão gostosa, tão calma, tão reconfortante.

“Ahh home, let me come home… Home is wherever I’m with you”

 

“Little Talks”, Of Monsters and Men
Tudo culpa da Taty! rs Eu já conhecia a música, mas foi ela quem me re-apresentou à banda. Inclusive, meu Deus do céu, que vontade de ir no Lollapalooza no sábado, SOCORRO.

“There’s an old voice in my head that’s holding me back. Well, tell her that I miss our little talks.”

 


“Cannonball”, Damien Rice
A primeira vez que ouvi essa música foi na voz do Phill mas a original é incrível!

“Stones taught me to fly… Love taught me to lie… Life taught me to die so it’s not hard to fall when you float like a cannonball”

 

Enfim… É tipo de música que me acalma, que me ajuda a enfrentar a loucura do trabalho. Tá sendo tipo um relaxamento ligar em alguma rádio folk e esquecer dos meus problemas, ainda que momentaneamente.

E pra você: qual o ritmo ou voz que te acalma e te faz bem? Aliás, você já conhecia alguma dessas músicas que indiquei? Quero saber!