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TAG: Bloggers Out & About

Fui indicada para responder essa tag pela linda da Kah <3 Faz parte de um projeto do grupo Bloggers Out & About (já pedi pra entrar, licença). Como essa tag fala sobre viagens, não poderia me recusar a responder. Me descobri apaixonada por viagens. Adoro botar uma mochila nas costas e sair por aí (mesmo que seja pra ir só até Limeira). Aliás, ouso dizer que se eu tivesse grana suficiente, passaria uns 9 meses do ano viajando, viu? Eita coisa gostosa!

Londres - meu lugar favorito

Meu lugar favorito <3

Mas chega de enrolar… Vamos às perguntas?

1. Onde você nasceu? Jundiaí, SP. Minha cidade fica relativamente próxima à capital e pertinho de Campinas também. Gosto bastante daqui, viu?

2. Onde você mora hoje? No mesmo lugar em que nasci! Tal qual a Kah, nunca nem mudei de casa 😛

3. Qual foi o destino da sua última viagem? Viajo quase todo final de semana pra casa do namorado, vale? Mas viagem mais longa, fora Limeira e Praia Grande (onde meus pais praticamente moram), foi Itajubá, MG, pro casamento de um amigo do trabalho. Até fiz post contando sobre as belezas e a simplicidade que vi por lá

Minas Gerais - Sentar num banquinho e ver a vida passar...

Sentar num banquinho e ver a vida passar…

4. Qual é o destino da sua próxima viagem? Provavelmente a próxima será para São Paulo, pro #bandiloucameeting *-* Ansiosa é pouco pra descrever. Aliás, leitores paulistanos, seus lindos: dicas de barzinhos e baladas, cadê?

5. Qual foi sua melhor viagem? Com certeza a viagem pra Europa em maio de 2015 (é sobre ela que estou postando). Eu nunca tinha ido tão longe assim, nunca tinha posto os pés fora do país. Foi incrível chegar no aeroporto de Lisboa e ouvir o namorado dizer: “inspira e aproveita: você está respirando o ar da Europa” <3 A companhia dele também foi essencial pra fazer de tudo ainda mais inesquecível, obrigada, Dan <3

6. Qual o lugar mais bonito que já visitou? Apesar de não ter gostado tanto da cidade como deveria, não posso negar que Paris tem lugares lindos. A visão da Torre Eiffel aparecendo entre as árvores e prédios com certeza ganha como a cena mais marcante e bonita da viagem (apesar de eu ser todinha Londres, tá?).

Paris - Torre Eiffel

É disso que tô falando *-*

7. Que lugar você quer muito visitar? Assim de bate e pronto me veio à cabeça Berlim e Munique. Leio maravilhas sobre a Alemanha por essa internet a fora, sem contar que trabalho em uma multinacional alemã, então tenho bastante contato com o pessoal de lá e fico sempre boquiaberta quando penso por tudo que eles passaram e o que são hoje. Pago pau mesmo!

8. Qual lugar você não tem tanta vontade assim de conhecer? Essa é fácil: Estados Unidos. Obviamente eu piraria nas farmácias, mercados e etecétera, mas prefiro muito mais visitar o velho continente ou nossos vizinhos sul-americanos (um dia ainda vou pro Chile, vocês vão ver!). O único lugar que me enche os olhos quando penso em visitar é Wilmington, na Carolina do Norte por motivos de: Capeside <3 (não entendeu? foi nessa cidade que foram gravadas boa parte das cenas de Dawson’s Creek, um dos seriados que mais me marcaram nessa vida).

9. Onde você gostaria de estar agora? Correndo às margens do Rio Tâmisa enquanto o fraco sol londrino me aquece suavemente em um dia de inverno…

10. Onde é o seu “lar”, o lugar que você se sente mais feliz? E por quê? Nossa, acho que ainda não achei meu lugar no mundo… sinto que Jundiaí é pequena demais pra mim mas ao mesmo tempo é aqui que está a maioria das pessoas que amo (e minhas gatas, claro). No final das contas acredito naquela premissa de que “lar é o lugar onde seu coração está”… enrolei, enrolei e não falei nada, né? Mas se hoje eu tivesse que arriscar, eu apostaria minhas fichas que a Terra da Rainha é o mais perto do paraíso que eu posso chegar em vida…

Já decidi que quando estiver triste ou chateada vou revisitar esse post e ver o tanto de coisa linda que viajar já me proporcionou!

Eu indico pra responder os seguintes blogueiros: Taty, Adriel, Poly, Ana Carô e Camila. Mas, ó, lembrando sempre que vou adorar ler as respostas de vocês nos comentários mesmo, viu?

Um beijo!

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Roma/Vaticano – Praça e Basílica de São Pedro

Como comentei no último post, estava desesperada pra conhecer o Vaticano (esse foi um dos principais motivos para escolhermos colocar Roma no nosso roteiro) e no dia seguinte à nossa chegada (uma sexta-feira, 22 de maio), já rumamos para lá. No domingo seguinte seria Pentecostes, uma celebração muito importante para os católicos, pois representa a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, então eu já estava na expectativa.

Aliás, adianto que para mim vai ser difícil falar do Vaticano sem expor aqui minhas crenças religiosas, ok? Então bora lá usar toda a educação que nos foi dada e respeitar a fé dos coleguinhas, combinado? 😉

Vaticano - Inscrição na Basílica de São Pedro

Achei essa foto tão poética *-* “Em honra do Príncipe dos Apóstolos, Paulo V Borghese Roman Pontífex Maximus 1612 sétimo ano do seu pontificado.”

Como nosso ônibus nos deixava próximo ao Vaticano, somente uma escadaria nos separava, ao sairmos já foi dando aquela emoção louca de estar ali…
A Cidade do Vaticano é um Estado ou teocrático-monárquico (governado pelo bispo de Roma, ou seja: o Papa). É rodeada de muros e foi incrível circundá-los até chegar à sua “entrada”. Não sei, mas eu imaginava algo muito mais fechado. Porém não é! Tem várias colunas na Praça de São Pedro (desenhada por Bernini no século XVII) que culminam na Basílica de São Pedro que é outro show à parte. O curioso é ter um obelisco egípcio no meio da Praça (aliás, vimos MUITOS desses obeliscos em Roma).

Vaticano - Praça de São Pedro

No dia em que conhecemos o Vaticano. Minha alegria ao estar pisando na Praça de São Pedro <3

Foi um choque sair de Londres com seus pouquíssimos turistas e chegar por lá apinhado de gente heh porém dentro da Praça de São Pedro tinha bastante policiamento, me senti segura sendo vigiada de perto pelos policiais (tanto de Roma quanto do Vaticano), isso sem contar a Guarda Suíça, que é diversão na certa com sua roupitcha desenhada por Michelangelo e suspiros também porque eu particularmente achei os guardinhas uma graça 😛

Guarda Suíça na Basílica do Vaticano

Não só consegui tirar foto de pertinho com fiz um dos guardas rir XD Eu estava com uma camiseta com escritos em português e ele me perguntou de eu era de Portugal, disse que era do Brasil e ele falou “então tá bom” porque acho que deve ser uma das frases em português que eles mais ouvem 😛

Vimos de longe a fila que se formava para entrar na Basílica e logo fomos entrando nela. Imaginei que demoraria muuuito mais, mas não foi nada absurdo, não. A entrada é gratuita e é necessário aguardar na fila para passar pelo detector de metais. Ah, fiquem espertos porque se forem com roupas curtas, dizem que não deixam entram (porém vimos meninas de shorts bem curtinho entrando de boa, acho que é bem relativo).

Nesta nossa primeira entrada na Basílica, estava beeeem cheio, mas não nos preocupamos porque voltaríamos outras vezes. É muito difícil tirar fotos lá dentro porque falta luz, sabe? Então vou ficar devendo mais visões dela por dentro… mas, ah, o que dizer dessa maravilha que é essa igreja, hein? *-* Sua construção tem o dedinho de ~caras~ incríveis como Michelangelo, Rafael e Bernini.
Uma curiosidade é que ela não é uma catedral, a sede oficial do bispo é a Basílica de São João Latrão (que esquecemos de visitar, fuén).

Vaticano - Pieta de Michelangelo

Pieta maravilhosa! Ao ver de perto ao invés de mármore a roupa dela parece ser feita de tecido mesmo, maravilhosa (foto da Wikipedia)

Logo ao entrar damos de cara com a Pietà, obra de Michelangelo. Tal qual aconteceu quando vi a Vitória de Samotrácia, fiquei sem palavras pra perfeição da obra. Debaixo do altar está enterrado São Pedro, um dos doze apóstolos e o primeiro Papa. Vocês não tem noção da emoção do que é uma católica que ouve desde que nasceu o Evangelho falando: “tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha igreja” perceber-se diante do túmulo dele. É de arrepiar! Não consigo nem descrever…

Vaticano - túmulo de São Pedro

Só conseguimos ver o túmulo “de frente” ao descer para visitar as tumbas papais, onde não é permitido tirar fotos. Essa foto foi tirada no piso térreo, o mais próximo possível que podemos chegar. Mas descendo essa escada, que não podemos acessar (claro), ali naquela parte mais amarelada é onde está São Pedro. Ai, que arrepio que dá de lembrar!

Bem próximo ao altar, conseguimos encontrar bem por acaso uma escadinha que nos leva ao subsolo, onde estão enterrados diversos papas. Lá é proibido tirar fotos e pede-se que faça silêncio mas tem gente que simplesmente não tem noção alguma de respeito (pela nossa curta experiência, isso se aplica principalmente aos chineses). Sabe, se eu entrar num templo budista, num centro espírita ou numa igreja evangélica, mesmo não tendo a mesma crença, eu vou respeitar porque é um templo da fé de alguém, entende?

Mas voltando às tumbas papais, é muito bacana ir vendo e lendo a história de cada um dos Papas que estão por ali. Quando terminamos esse passeio, ainda dentro da igreja, fomos para uma lojinha oficial do Vaticano, onde compramos um monte de lembranças para a família. Aliás, foi o único lugar em que fiz questão de fazer isso. Foram uns 50 euros gastos por nós dois com terços, medalhas, imagens… eu poderia comprar dos camelôs por metade do preço, mas não seria a mesma coisa. E minhas avós ficaram tão felizes *-*

Vaticano - Cúpula da Basílica de São Pedro

A vista da Praça quando se está na cúpula da Basílica de São Pedro (foto da Wikipedia)

Enfim, voltamos no domingo para a missa de Pentecostes, celebrada pelo Papa. Mas não nos ligamos que tínhamos que ter um bilhete gratuito para entrar na Basílica e poder participar de tudo lá de dentro. Descobri tarde demais que eu deveria ter mandado um fax, conforme indica a Prefeitura da Casa Pontíficia e agendar, aí bastava retirar o convite no escritório (agora também dá pra fazer direto por este site). Também dava pra tentar retirar na quarta-feira anterior no escritório sem mandar o fax, meio na sorte (mas eu estava em Londres ainda).
Entendo que marcamos bobeira mesmo, mas a grande questão que me deixou muito chateada foi ver gente vendendo os convites… me lembrou muito dos mercadores do templo mas, enfim. Eu tentei fazer drama, tentei xavecar um dos guardas, chorei mas não me deixaram entrar durante a missa (juro, apelei dizendo que só queria comungar e depois sairia – e estava disposta a fazer isso). Foi muito chato também ver gente entrando e saindo 10 minutos depois, rindo, brincando, sei lá. Nem ligando pra celebração que estava ocorrendo lá dentro. E eu, doida pra entrar… fiquei magoada mesmo, me deixem

De qualquer forma, assistimos ali de fora e foi maravilhoso. Me arrepia lembrar do momento da Paz de Cristo: nós desejávamos a Paz aos nossos vizinhos de cadeira em nossa língua e eles respondiam na deles, nós todos emocionados, gente que nunca vi na vida e tem a mesma fé que eu… parecido com o que aconteceu durante o Pentecostes: cada um dos apóstolos fala em sua própria língua e é entendido pelos outros. Me arrepio só de lembrar!

Roma - Padaria gracinha

E é claro que eu não podia deixar de mostrar a gracinha de um dos estabelecimentos em que comemos lá por perto, a  caminho da Ponte de Sant’Angelo…

Depois da missa, o Papa vai para a bendita janelinha e faz um sermão aos peregrinos (nós, yay). Tinha gente de tudo quanto é lugar e muuuitos brasileiros. É breve mas é muito lindo. Estava uma chuva suave (pegamos chuva 70% dos dias em Roma) e um silêncio tão gostoso de se “ouvir”…

Vaticano - Papa dando a benção aos peregrinos

Ó lá o Papa Francisco de braços abertos nos recebendo *-* À esquerda fica um telão, como podem ver. Lotado de gente, mas todo mundo na maior paz (ainda bem)

Dicona: leve água com você e tome sem medo porque ali na Praça tem um banheiro bastante usável, viu? (digo isso porque eu procurava não exagerar na ingestão de líquidos por medo de não achar onde fazer xixi depois #soudessas)

E essa foi nossa primeira parada em Roma (que na real é fora mas dentro de Roma – oi?)! Para o próximo post, vou mostrar o Museu do Vaticano e a Capela Sistina e me emocionar de novo só de escrever <3

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Roma – Transporte e Hospedagem – Camping Village

Eis que infelizmente chegou nosso dia de partir de Londres 🙁 Foi triste dizer até logo pra minha cidade favorita do mundo inteiro mas estávamos indo pra Itália e eu estava ansiosíssima pela comida!
Nosso vôo sairia do aeroporto de Luton, um dos aeroportos menores de Londres. Como estávamos muito bem localizados no hostel, foi só descer até a avenida principal e pegar o ônibus da EasyBus (foram 10 libras cada um de nós, compramos online, minutos antes de embarcar porque havíamos esquecido! rs).
Já no aeroporto, comemos no Burger King (um bolinho com queijo e pimenta jalapeño incrível que não tem por aqui) e trocamos nossas moedinhas de Libras restantes em uma pulseira Life-wannabe pra mim. A viagem foi na péssima Monarch, que ferrou com a mala do Daniel, mas é claro que não íamos deixar nada disso nos atrapalhar: afinal estávamos na Europa e de férias, tudo que queríamos era nos divertir e não nos estressar.

Em Roma nossa escolha de hospedagem foi um camping, vejam que inusitado. Aliás, notem que variamos bastante: hotel em Paris, albergue em Londres e camping em Roma. O nome é Camping Village Roma e a Bia também se hospedou lá 😉 Na realidade vejo mais como um clube, pois tínhamos à nossa disposição piscina, discoteca, restaurante, supermercado, enfim, tudo que precisássemos (não que tenhamos utilizado). O quarto em si era como se fosse um trailler (eles chamavam de bangalô) pequeno mas extremamente confortável. Mas o melhor de tudo foi o preço:  230 euros por 6 diárias, pra nós dois (na época a conversão da diária deu menos de 70 reais por pessoa).

Camping Village Roma - Um dos bangalôs

Um dos bangalôs do Camping Village Roma. Uma gracinha, né?

Havíamos contratado transporte do próprio camping para nos pegar no aeroporto de Fiumicino (que fica fora da cidade de Roma) mas teve uma confusão gigantesca, o transporte marcado pras 22h não chegava… Eu não sabia como entrar em contato com eles, então fui até o balcão do aeroporto e um atendente MUITO simpático se ofereceu pra ligar pro Camping e me ajudar (joguei um charminho, confesso). Incrível como mesmo com os problemas do nosso país, sempre que falei que era brasileira fui muito bem tratada.
O que importa é que no final das contas deu tudo certo!

Ciao Bella - a frente do maravilhoso restaurante próprio do camping.

A frente do maravilhoso Ciao Bella, restaurante próprio do camping.

Chegamos varados de fome e o pessoal foi muito bacana em aceitar nos fazer uma pizza e nos servir um vinho mesmo sendo quase meia-noite (eles já tinham fechado o restaurante inclusive). Pra mim o ponto mais alto do Camping Village Roma com certeza foi o restaurante Ciao Bella. Toda noite gastávamos uma boa grana com o maior prazer do mundo. Depois de comer só comida congelada e fazer lanches, foi bom demais nos empanturrarmos com a comida italiana.

Ciao Bella - Um pouco do que costumávamos comer por lá

Um pouco do que costumávamos comer no Ciao Bella (sentido horário): nhoque ao pesto, espaguete à cabonara e uma salada com fetta incrível, além de um dos melhores vinhos da minha vida. Pizzas individuais (sim, gigantes! mas o recheio não é como estamos acostumados, então dávamos conta). Mais vinho! E nhoque ao pesto (de novo) e lasanha bolonhesa (na época eu comia carne).

Não tinha café da manhã na nossa diária, então alguns dias compramos comida no mercado mas em outros comemos o maravilhoso cornetto de chocolate do café do Camping. I regret nothing!

O que tem de bom no Camping Village?

  • A estrutura. Você tem por perto tudo que precisa, inclusive restaurante com preços justos (comíamos uma bela salada, um prato de massa cada um, uma pizza e uma garrafa de vinho e gastávamos cerca de 50 euros – sim, mortos de fome).
  • O espaço do quarto não era pequeno, era suficiente.
  • O chuveiro <3 finalmente consegui lavar o cabelo com dignidade.
  • A facilidade de ter transfer para vários lugares de Roma (mesmo que não tenhamos utilizado).
  • O contato com outras culturas: tinham muitos alemães por lá, várias famílias europeias vão passar as férias lá, sabe? Adorei que um jovenzinho nos deu 2 garrafonas de Heineken pois estavam indo embora e não queriam levar peso 😛
  • O restaurante Ciao Bella (que é aberto também a não hóspedes).
  • Gatos everywhere <3 Roma é conhecida como a cidade dos gatos e fiz amizade com essa gracinha por lá:
Camping Village Roma - gato morador de lá

Gateira que é gateira encontra gato em tudo que é lugar, né?

Quanto ao lado ruim, senti falta de frigobar ou geladeira comunitária. Não dava pra comprar nada que estragasse. E, principalmente, a distância 🙁 claro que tudo isso teria um preço, né? O Camping é afastado uns 20 minutos do Vaticano, por isso contam com um shuttle de hora em hora que nos deixava na estação de metrô Cipro, bem pertinho dos muros, e custava 3 euros por pessoa/dia. Havia a opção de ir de ônibus de linha, mas tinham baldeações e já estávamos com preguiça, sabe? Acabamos utilizando o shuttle do camping todo dia, achei bastante cômodo (e não achei tão caro). É muito gostoso caminhar em Roma, então usamos o metrô somente um dia (e odiei, muito mal conservado – um choque pra quem veio de Londres), nem nos preocupamos em comprar passagens, nem nada.

De qualquer forma, recomendo muito essa hospedagem se vocês não se incomodarem com a distância. Passamos dias maravilhosos em Roma e conseguimos entender um pouco melhor as influências que a cultura italiana tem sobre o brasileiro. Incrível o choque de ter estado em Paris e Londres, com culturas mais “frias” e depois ir pra Roma, com aquela recepção calorosa e animada que estamos acostumados. tá que sou antissocial, mas foi interessante ver

Camping Village Roma - A vista do nosso bangalô na nossa última tarde na Europa

A vista do nosso bangalô na nossa última tarde na Europa… que saudade que dá!

Como eu estava d e s e s p e r a d a pra conhecer o Vaticano, nosso primeiro passeio foi à Basílica de São Pedro… aguardem o próximo post!

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Londres – Imperial War Museum

Já aviso que esse é um post pesado, ok? fiquei com os olhos marejados escrevendo…

É até difícil afirmar isso sem cometer nenhuma injustiça, mas o Museu Imperial da Guerra em Londres foi meu museu favorito da viagem toda. Obviamente a Capela Sistina do Museu do Vaticano (aguardem post!) e a Vitoria da Samotrácia do Museu do Louvre tem um espaço gigante no meu coração, assim como a Pedra Rosetta do British Museum. Mas o IWM como um todo me ganhou, principalmente último andar, que é de dar náuseas de tão perturbador…

Este era um lugar que o Daniel queria ter visitado da primeira vez que foi pra lá, em 2014, mas infelizmente ele estava em reformas, então foi novidade tanto pra mim quanto pra ele. Foi engraçado porque demoramos MUITO tempo pra chegar no museu, não encontrávamos de jeito nenhum a rua certa nem com GPS (estava chuviscando – claro! – e o sinal estava péssimo). Agora já não me recordo direito, mas acho que fomos caminhando das imediações da London Eye até lá. Só lembro que chegamos já meio “tarde”, depois do almoço, com certeza (e o museu fecharia às 18h).

Imperial War Museum - frente, jardim com um canhão.

O canhão no jardim da frente que nos recepciona (Travel Guide)

Foi fundado em 1917, em memória dos que haviam morrido ou ainda lutavam durante a Primeira Guerra Mundial. Um incêndio destruiu sua sede original e agora ele se encontra onde antigamente funcionava um hospital (em um edifício LINDO!). O museu é gratuito (God save the Queen!) e logo ao entrar no saguão temos uma visão de todos os pavimentos (é tipo um vão, sabe?) e já nos deparamos com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto, impressionante. Detalhe para o Spitfire, caça que ganhou a Batalha da Inglaterra em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial, e as bombas V1 e V2 alemãs, lançadas sobre Londres quase ao final da Guerra (elas foram os embriões da tecnologia dos futuros foguetes espaciais). Obrigada, Dan pela contribuição <3

Imperial War Museum - saguão de entrada do museu, com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto

O saguão de entrada do museu, com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto (Standard)

O que mais me atraiu no museu foi o fato de não ter expostas obras de arte mas sim a realidade da época. Você vai entrando e vai vendo como eram as propagandas da época, vê uniformes usados pelos soldados, cartas escritas pelos britânicos da época e interage com gravações de áudio. Até a sensação de estar em um trincheira eles conseguem nos passar. Como já disse por aqui, nunca fui boa em História mas é tudo tão bem contado (cronologicamente, inclusive) que consegui aprender muito.

Imperial War Museum - Máscaras e outras relíquias da Primeira Guerra Mundial

Máscaras e outras relíquias da Primeira Guerra Mundial. Tudo muito bem explicado nas legendas (Mirror)

Momento inusitado da visita: sentamos em uns bancos próximos ao banheiro pra descansar assim que chegamos e nem reparamos que havia uma mochila sozinha ao nosso lado. Vieram uns guardas e nos perguntaram se era nossa, dissemos que não e ficamos em alerta (e com medo de nos levantarmos e sairmos, pois poderia ser um comportamento suspeito). De repente, começou todo um furduncio e mais uns dois ou três seguranças ficaram ali conosco e nós, sentadinhos, quietinhos. Em menos de cinco minutos, veio um outro rapaz, dizendo que haviam puxado as filmagens e estavam trazendo o sujeito que havia abandonado a mochila. Ficamos com muito medo de duas coisas: 1) realmente ser uma bomba ou algo do tipo e 2) sermos presos e não conseguirmos explicar heh Mas no fim das contas eles são muito profissionais e treinados pra isso… deram uma bronca no cara (que disse que não queria andar com a mochila nas costas, por isso deixou lá – detalhe: o museu tem guarda-volumes, muito suspeito mesmo) e ele foi embora. Tivemos uma pitada de leve de como os europeus levam a sério essa questão do terrorismo, principalmente após os ataques ao metrô de Londres em 2005 (fico imaginando como está Paris agora)
Na dúvida: nunca deixe sua mochila desacompanhada e nem seja burro igual a gente e sente do lado de uma, tá bem? 😛

Infelizmente a parte que mais mexeu comigo é a única parte do museu que não se pode fotografar: uma seção totalmente dedicada ao holocausto no último andar. Entramos sem saber o que encontrar, se quiser ter essa surpresa também, não leia os próximos parágrafos, ok? Acreditamos que uma das razões para essa proibição (das fotos) é para evitar a divulgação de material verdadeiro, da época e que, infelizmente, ainda hoje em dia, passados 70 anos do final da guerra, há loucos que simpatizam com tudo o que foi feito e que poderiam usar isso para inflar propaganda anti-semita.

Imperial War Museum - As roupas dos soldados

As roupas dos soldados (Telegraph)

O ambiente é todo mais escuro, sombrio. Crianças não são aconselhadas a entrar. Conforme vamos percorrendo as salas com sentido obrigatório (e áreas de escape pra quem não tiver estômago de ver tudo), vamos entendendo mais tudo o que aconteceu. A perseguição aos judeus e outras minorias. As pequenas “aldeias” que eles formavam e sua superpopulação. As crianças que foram separadas dos pais. A alegria de ir tomar o banho em um dos campos de concentração e enfrentar cara a cara a morte em uma câmara de gás. Os depoimentos dos sobreviventes.

Algumas salas eram só de vídeos das famílias contando da fome, da tristeza, da dor da separação. Outras, mostravam objetos, inclusive sapatos de vários judeus… alguns eram sapatos de bebês, sabe? Chocante. Uma instalação que me chocou muito era na realidade um vagão de transporte (original) para os campos de concentração. Quando você percebe onde está e lê a plaquinha do tanto de pessoas que eles transportavam naquele espaço minúsculo, é impossível não se sentir claustrofóbico.

Imperial War Museum - Algumas das placas e propagandas da época da guerra, além de cartazes sobre racionamento

Algumas das placas e propagandas da época da guerra, além de cartazes sobre racionamento

No final, além de ver uma maquete pra ter uma noção do que eram os campos de concentração, também vemos fotos dos criminosos dessa grande guerra e qual o destino que tiveram (alguns foram presos, outros mortos e outros tantos suicidaram-se). É tocante demais ver o rosto de alguns dos responsáveis depois do banho de emoções que temos ao ver essa exposição. Aliás, houve também o que fugiram, como Josef Mengele (pro Brasil!), o principal médico responsável pelas experiência em cobaias humanas (eles consideravam que gêmeos e anões eram aberrações, por exemplo).

Funcionamento: todos os dias, das 10h às 18h (ficamos até fechar, se você gostar muito de História, reserve pelo menos umas 3h – só no andar do Holocausto ficamos no mínimo 1h30min)
Entrada: gratuita
Localização: Lambeth Road, London SE1 6HZ, Reino Unido
http://www.iwm.org.uk/visits/iwm-london

Cruel fazer um passeio desses? Sim, mas necessário. Sou da opinião que temos de lembrar sempre de tudo isso que aconteceu para não repetirmos a História novamente. Aqui no Brasil nunca sofremos com uma guerra com dimensões mundiais em nosso território, não da forma que a Europa sofreu, então se tiver a oportunidade de ver essa realidade de perto, não perca pois te fará pensar muito…

Sei que esse foi um post pesado (e demorado porque é muito difícil escrever sobre isso), mas estamos aqui pra isso, né? Vi muitos relatos superficiais desse museu e achei muito injusto porque foi uma das experiências mais devastadoras da viagem (e a que talvez tenha me trazido o maior aprendizado). Um objetivo que tenho com o BeLivs é o de expor relatos que sempre quis ver e nunca encontrei online, sejam sobre autoestima, viagens ou culturais, certo? 😉

A dica pra não repetirmos tudo isso estava lá na entrada, na nossa cara:

Imperial War Museum -

“Mude sua vida”, fragmento do muro de Berlim (Wikipedia)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Londres – St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London

Aviso: post com alto teor de História 😛

No mesmo dia em que estivemos no Regent’s Park, partimos em direção à Catedral de São Paulo que eu tinha muita curiosidade de conhecer porque no Reino Unido a religião predominante é a anglicana. Essa igreja é a sede do Bispo de Londres e foi nela que aconteceu o casamento do Príncipe Charles com a Lady Di em 1981.

No local em que a catedral está, existiu a primeira igreja da Inglaterra, feita de madeira, no ano de 604. Porém a construção foi destruída por um incêndio em 1087. Depois de uma tentativa de reconstrução e oooutro incêndio (dá pra acreditar? chama o Casey, pfvr) o arquiteto Christopher Wren projetou a nova fachada que conhecemos hoje (que já sobreviveu a incessantes ataques alemães durante a Segunda Guerra). Uma curiosidade é em que dentro da catedral em cima da cripta de Wren, seu criador, tem a inscrição: “leitor, se procuras um monumento, olhe em torno de você”. Bacana, né? O funeral da maravilhosa Margaret Thatcher foi feito lá também.

A frente da Catedral de São Paulo, em Londres

A frente da Catedral de São Paulo, em Londres (foto da Wikipedia)

Não era nossa prioridade entrar nela, mas valeu a passada em frente 🙂

Funcionamento: de segunda a sábado das 8h30 às 16h30. Aos domingos abre somente para as orações.
Entrada: a partir de 18 libras, porém existem horários específicos de missa e orações que você pode entrar gratuitamente 🙂
Localização:  St. Paul’s Churchyard, London EC4M 8AD, Reino Unido
https://www.stpauls.co.uk/

De lá, seguimos a Millennium Bridge, linda, linda, linda e muito bem cuidada! Aproveitamos que o Tate Modern Museum estava ali na nossa frente e entramos pra usar o banheiro… (não, não tínhamos intenção alguma de visitar o museu)

A linda (e moderna!) Millennium Bridge com a Catedral ao fundo

A linda (e moderna!) Millennium Bridge com a Catedral ao fundo

E é aqui que peço licença para um momento “senta, que lá vem história” porque simplesmente não sei como falar desse pedacinho de Londres sem citar tudo isso, ok?

A Igreja Anglicana é cristã, porém não podemos confundir com a Igreja Católica, apesar de ter se originado desta e de igrejas celtas que já existiam na Inglaterra. No final das contas, a Igreja Anglicana fica entre o catolicismo e o protestantismo e não é ligada ao Papa, sendo seu chefe-supremo o monarca inglês.
A separação aconteceu em 1534, por iniciativa do rei Henrique VIII. Olha só como foi: ele era extremo defensor do catolicismo até que o Papa negou o pedido dele para anular seu casamento com a espanholita Catarina de Aragão (que não lhe deu nenhum herdeiro) para se casar com a Ana Bolena (polêmica! climão! momentos de tensão!). A partir daí, ele rompeu relações com Roma através do Ato de Supremacia. (tô colando da internet pra escrever o post, mas foi delicioso ouvir essa história sendo contada pelo Dan conforme íamos caminhando pelo rio Tâmisa)
Mas por que raios estou contando isso? Porque a tal da Ana Bolena tem tudo a ver com o que vem a seguir…

Resumindo beeeem resumidamente, a irmã da Ana era uma das amantes do rei e teve dois filhos dele. Como a esposa dele, Catarina, não lhe dava filhos, ele ~cedeu aos encantos~ da Ana e quis se casar com ela para ter filhos legítimos (do tipo: se sua irmã conseguiu engravidar, você também consegue, vem cá que vou lhe possuir). Ana era audaciosa e depois que se tornou rainha, gostava de causar (adoro!)… só pra exemplificar, ela foi vestida de amarelo para o enterro de Catarina. Aí foi a gota d’água pro rei…
Alguns meses depois, ela foi presa na Torre de Londres acusada de incesto, adultério e alta traição (Lannister feelings #GameofThrones). Não quero defender a moça, mas ela tinha relações sexuais com o irmão e outros homens na tentativa de gerar um herdeiro pro rei, entendem? Justificável 😛 Depois de condenada, foi executada e desde então existe uma lenda de que seu espírito ronda pela Torre de Londres. Ver o espírito, eu não vi, mas fiquei fascinada pela história! (por que mesmo eu não prestava atenção nas aulas de História no Ensino Médio? heh)

Acharam esse enredo conhecido? Pois é, essa história é contada em The Tudors! Preciso assistir, tenho certeza de que vou gostar 🙂

Olhem que vista maravilhosa da Tower Bridge...

Olhem que vista maravilhosa da Tower Bridge

Enfim, para chegar até onde queríamos, primeiro passamos pela Ponte da Torre (ou Tower Bridge, em inglês). Minha opinião? Tão icônica quanto o Big Ben essa ponte, viu? Eu queria tirar fotos de mil e um ângulos porque só assim eu iria conseguir acreditar que estive lá *-*
O monumento foi inaugurado em 1894 e é maravilhoso. Só pesquisando agora para escrever o post que descobri que ela é uma ponte basculante, nunca iria imaginar!

Com a Ponte da Torre ao fundo, me sentindo a rainha do Tâmisa AAHHAHA

Com a Ponte da Torre ao fundo, me sentindo a rainha do Tâmisa AAHHAHA

Funcionamento: para visitação abre diariamente, das 10h às 17h.
Entrada: a partir de 8 libras, mas eu honestamente acho que a graça toda está em vê-la de fora e cruzar por ela.
Localização:  Tower Bridge Rd, London SE1 2UP, Reino Unido
http://www.towerbridge.org.uk/

Em seguida fomos em direção à Torre de Londres (ou Tower of London, em inglês) <3 Trata-se de um castelo fundado em 1066, na margem norte do rio Tâmisa. Ela já serviu como depósito de armas, tesouraria, menagerie*, sede da Real Casa da Moeda, escritório dos registros públicos e a casa das Joias da Coroa Britânica. É considerada Patrimônio Mundial da UNESCO.

*menagerie é uma coleção de animais vivos em cativeiro, geralmente exóticos, tipo um zoológico particular de luxo.

Porque a graça está exatamente em passar pela Ponte da Torre. E olha só eu na frente da Torre de Londres!

Porque a graça está exatamente em passar pela Ponte da Torre. E olha só eu na frente da Torre de Londres!

Não quero me alongar ainda mais, então deixo esse post do Mapa de Londres com várias curiosidades. A que mais gosto é sobre os corvos (adoro corvos, gente!). Uma antiga lenda dizia: “Se os corvos deixarem a Torre de Londres, o Reino ruirá” por isso são mantidos na Torre de Londres seis corvos e mais dois, de backup. E eu, que não sou boba, comprei uma ~corva~ linda e trouxe pro Brasil comigo comprada na Historic Royal Palace (única lembrança “inútil” da viagem – a mais cara também – mas uma das que mais me faz feliz de olhar).

A fortaleza Torre de Londres por inteiro. Olhem as pessoinhas, só pra vocês terem uma idéia do tamanho... (foto da Wikipedia)

A fortaleza Torre de Londres por inteiro. Olhem as pessoinhas, só pra vocês terem uma idéia do tamanho… (foto da Wikipedia)

Funcionamento: suuuper variado, dê uma olhadinha no site oficial antes de ir 😉
Entrada: a partir de 21 libras (sim, extremamente caro, não fui, mas pretendo ir, sim!)
Localização:  Tower of London, London EC3N 4AB,Reino Unido
http://www.hrp.org.uk

E assim foi mais um dia no meu lugar preferido do mundo inteiro… E no meu próximo post, finalmente: Museu Imperial da Guerra, meu museu preferido das três cidades!

Um beijo!

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).