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Literatura

O que eu li em 2017

Ou também: que tal se a gente priorizar o que realmente quer ler?

O hábito da leitura hoje em dia é cool. Existe até uma competição velada para ver que lê mais livros e quem os lê mais rápido. (tem youtuber por aí que lê mais de uma centena de livros por ano, acredite) Quando eu era mais nova, não era bem assim. Levar um livro na bolsa era mostrar ainda mais o quanto eu era antissocial, o quanto eu preferia aquele mundo fantástico ao mundo real, em que eu era a ce-de-éfe da qual todos tiravam sarro porque só tirava notas boas. Que bom que isso mudou!

Posso dizer que cresci cercada de livros e isso influenciou muito na leitora que sou hoje. Eu lia o que estava disponível na prateleira, fossem revistas em quadrinhos, a coleção Vaga-lume ou clássicos da Literatura. Tudo despretensiosamente. Mas em algum momento da minha adolescência eu parei de ler. Não lembro bem quando foi e nem por quê, mas fiquei um período longe das minhas histórias. Li algumas coisas para o vestibular (Vestido de Noiva, por exemplo, QUE LIVRO!) mas só. Minha retomada se deu durante a febre vampiresca na Literatura, eu já estava na faculdade e devorei cada um dos livros de dona Stephenie Meyer, Bella, Edward e companhia.

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Viagem

Londres – British Library e British Museum

Nosso rumo em mais no nosso segundo dia em Londres (18 de maio) era o Museu Britânico mas como era tudo ligeiramente próximo, decidimos descer em King’s Cross/St. Pancras e ir até a Biblioteca Britânica. Aliás, a biblioteca fica do ladinho da estação, mesmo que você não goste de livros, não deixe de visitar, a arquitetura (de novo) é linda, principalmente internamente. Eu não tirei fotos e achei pouquíssimas no Google (que nem valem a pena serem mostradas), então vocês terão que escolher se querem acreditar em mim heh

Essa é Biblioteca Nacional do Reino Unido, com um acervo de mais de 150 milhões de itens. Na época que estávamos por lá, estava tendo um evento especial da Carta Magna, então é bom ficar ligado nos eventos que ocorrem. O edifício tem 6 andares e demorou 20 anos pra ser construído, só foi inaugurado nesse “formato” em 98.

Só fiquei chateadíssima com uma coisa: minha “passada” por lá teria sido infinitamente mais incrível se eu tivesse podido acessar, de fato, os livros e não só o prédio. Ok que tinha uma lojinha incrível no térreo (certeza de que gastamos pelo menos meia hora lá) mas eu queria ver os livros com a mão, sabe? E quando fomos nos informar, nos foi dito que tínhamos que fazer um cadastro com pelo menos duas identificações pessoais (passaporte e mais algum documento). Talvez tenhamos entendido errado (bem provável) e não precisasse disso tudo, mas no fim das contas fiquei sem ver os manuscritos de Shakespeare porque só estávamos com o passaporte, uma pena =/
Se eu recomendo a ida mesmo assim? Claro! Mesmo eu não tendo visto as obras, a biblioteca tem lugar pra sentar, banheiro público digníssimo e wi-fi gratuito!

Funcionamento: Durante a semana das 9h30 às 20h (segundas e sextas fecha às 18h), sábados das 9h30 às 17h e domingo das 11h às 17h.
Entrada: gratuita, como a maioria dos museus incríveis de Londres
Localização: 96 Euston Rd, London NW1 2DB, Reino Unido
http://www.bl.uk/

Mas não me deixei ficar triste, não! Saímos debaixo daquela chuva fininha de Londres e fomos a pé para o Museu Britânico, nossa parada oficial. De acordo com o Google, eles ficam só a 20 minutos caminhando então fomos tranquilamente. E chegamos! Não sem antes nos perdermos, claro =B

Próximo ao museu fica a University College London (UCL), a primeira universidade britânica a aceitar estudantes independentemente de raça, classe social, religião ou sexo. Ponto pra UCL! Só sei que passávamos pelos prédios e dava uma vontade louca de ficarmos por  lá, estudando, pesquisando e trabalhando, pro resto da vida. Lembro muito bem de passarmos perto também da London School of Hygiene & Tropical Medicine e termos achado curioso o nome da universidade 🙂

Em frente ao British Museum

Em frente ao British Museum

Mas, enfim, quando fomos chegando perto do Museu Britânico vimos o único aviso em Londres sobre pick pockets. Enquanto em Paris e Roma eles estavam em todos os lugares, em Londres foi só ali mesmo que vimos.
O British Museum começa lindo por fora <3 e tem um acervo pra todos os gostos. A primeira sala que entramos tinha uma coleção dos mais variados tipos de relógios, que coisa maravilhosa!

Fundado em 1753, foi o primeiro grande museu público, gratuito, secular e nacional em todo o mundo. São mais de 8 milhões de peças históricas. Por favor, olhem que coisa linda é essa praça coberta dentro dele:

Olha que lindo o interior do museu

Olha que lindo o interior do museu! (foto da Wikipedia)

Licença pro momento

Licença pro momento “tô feliz pra cacete, tô em Londres!” heh

Não em orgulho muito disso, mas os mapas eram pagos então pra não ter que desembolsar minhas poucas libras, tiramos foto do mapa que ficava na parede e fomos nos guiando 🙂

Uma das peças mais importantes (e a minha preferida da visita) é a Pedra Rosetta (viram como gosto de pedras enigmáticas? no post sobre o Louvre falei do Código de Hamurabi). A Rosetta é considerada a chave para decifrar os hieróglifos egípcios por conter um decreto em três formas diferentes: hieróglifos, demótico (variação do egípcio) e grego antigo. E, tal qual no Louvre: dava dó, gente. Ninguém ligava pra pedrinha! E olha que é incrível vê-la de perto, como ainda está conservada. Incrível.

Pedra Rosetta e Gayer-Anderson Cat no British Museum

Pedra Rosetta e Gayer-Anderson Cat no British Museum (estiloso esse gato egípcio, né?)

Pequeno parêntesis: quando vejo algo sobre a pedra rosetta, lembro imediatamente do episódio 2×17 de Smallville, “Rosetta”, quando o Dr. Swan (Christopher Reeve) traz pro Clark algumas respostas sobre sua origem.

Notei que enquanto eu me encantei pelas múmias (além das formas humanas, tinha de vários animais, principalmente gatos), o Dan curtiu muito as armaduras (que são lindas mesmo, só pra constar) e itens de guerra. O museu agradou ambos os gostos.
No final da nossa visita fomos à parte antiga do museu, onde é tudo ainda de madeira, uma coisa maravilhosa de ver. E, claro: mais uma lojinha de souvenirs.

Uma das várias múmias do British Museum

Segundo o Dan a legenda deveria ser: “as duas múmias”, bestão rs

Não dá pra comparar o British Museum com o Louvre. Não que um seja melhor do que outro, mas são bem diferentes. Se você tiver oportunidade, vá em ambos, por favor. A experiência de ver as peças com mais calma e sem tanto empurra-empurra me encantou no museu britânico mas as exposições do museu francês e a realização do sonho de ver tudo aquilo de perto me emocionou muito. Porém devo contar pra vocês que, SPOILER ALERT: meu museu preferido da viagem ainda não apareceu por aqui (mas também é em Londres), aguardem e verão!

Funcionamento: todos os dias, das 10h ‘as 17h (nas sextas, fecha às 20h30)
Entrada: gratuita
Localização: Great Russell St, London WC1B 3DG, Reino Unido
http://www.britishmuseum.org/

E depois de mais um banho de cultura, fomos caminhar à beira do rio Tâmisa e ver de perto a London Eye, ai, ai…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).