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Is this the real life? #bandiloucameeting

Quanto tempo tem durado sua amizade mais antiga? 2, 5, 10 anos? Pense um pouquinho…
Eu nunca fui de ter amizades muito duradouras. Um pouco pelo fato de eu não me esforçar tanto pra cultivar a amizade. Não sei, gosto dessa coisa mais livre, de não ter que conversar o tempo todo, nem de ficar ressentida se meu aniversário não for lembrado. Não exijo dos meus amigos aquilo que sei que não vou conseguir cumprir.
Mas às vezes acontece de as pessoas me cativarem de uma forma que fico querendo conversar o tempo todo, contar cada besteirinha que me aconteceu e celebrar cada conquista delas.
É assim com o bandilouca.

Foram uns 7 anos de amizade a distância para no minuto em que nos vermos sentirmos que não tinha como aquilo tudo não ser real. Aliás, nem precisávamos nos ver pra isso. Mas conhecê-las agora pessoalmente faz com que tudo seja mais factível, mais palpável e OMG, EU ESTIVE NA CASA DA LUIZETE! 😛

Bandilouca na Casa das Rosas

Passando um frio do cacete na Casa das Rosas. Notem que formamos sempre parzinhos: duas ruivas, duas de shorts, duas sem blusa, enfim, cêis entenderam.

Demorou pro nosso encontreenho sair do papel (ou deveria dizer “das planilhas”?), coisa de mais de ano, diga-se de passagem, mas na última sexta-feira 13, agora em maio, ele finalmente aconteceu! (com brindes patrocinados pela Dra. Costrícia Posta, inclusive #publi)

Precisávamos achar um lugar ligeiramente de fácil acesso pra todas já que a Patthy é de Ribeirão Preto/SP, a Taty é de Alfenas/MG, eu sou de Jundiaí/SP e a Luh é da capital paulista. Acabamos indo pro óbvio e a maravilhosa da Avenida Paulista virou nosso QG por um fim de semana (quer dizer, a Luh continuou no quarto espelhada dela #sddsVersalhes, mas as três forasteiras aqui ficaram quase em frente ao prédio da Gazeta #amomuitoesselugar). #alokadashashtags #pelomenosseiusardireito #sqn

Mas e sobre o encontro em si? Não sei nem o que dizer, só sentir <3 Foi emocionante ver a jaqueta maravilhosa da Luizete de perto. Ouvir o sotaque da Tatiénne ao vivo. Ler o tweet da GG e saber que era verdade que ela tinha acordado antes das 8h num sábado, como eu.

Bandilouca no Ibirapuera

Nossa primeira foto juntas e a sensação de QQ TA CONTESENU.

Eram anos e anos de memes e piadas internas acumuladas. Nosso desafio pessoal era usar isso tudo em um único final de semana (e dentro do contexto) e, ó, não é nosso aniversário mas estamos de parabéns.

Foi incrível estarmos conversando em tempo real, ao vivo e a cores. Sobre nossos seriados. Sobre o quanto o Stefan é banana. E o quanto é problemática a transformação da Fera em Erik humano no final do filme (juro que pra mim o nome dele era Erik, mas Luh me corrigiu, tks). De como Luizete cresceu-agora-é-mulher e já está no último ano da faculdade (gente, eu ~conheci~ essa criatura ainda no ginásio, cêis tem noção? Aliás, vocês já perceberam que a pessoa aqui denuncia a idade quando usa termos como colegial e ginásio, né não?). O rodízio de brigadeiros e a Ponte das Amoras. E a mala, ah, o que dizer da mala?

Milkshake do bandilouca

Maracujá, leite Ninho, chocomenta e churros. Algum palpite de qual é o meu?

Super recomendo que vocês leiam o post da Patthy no Imaginalinda, da Taty no Enfim Beleza e da Luh no Miniatura de Perfume (ERROR 404! assim que ela postar atualizo, ok?) pra ver todos os pontos de vista sobre essa incrível jornada.

Alguns comentários semi-aleatórios (porque sou mimitona da GG e enrolei tanto pra escrever o post que escrevi quando já tinha lido o das outras)

  • Usar o Uber não é tão fácil assim como dizem (ainda mais quando nem táxi você está acostumada a pegar – oi!). Dá medo do motorista não te achar, dá medo de entrar no carro errado e dá medo principalmente dos taxistas te baterem. Mas foi ótimo! Motoristas bonzinhos que quase nunca interagem com você (a menos que você dê abertura a isso). Depois da primeira vez foi sucesso.
  • Alugamos o apê pelo AirBnb (quédizê, GG quem tomou conta dos paranauês todos). O apartarmento do Anselmo (quirido, deixou bombons da Caucau Show como um welcome food (?) extremamente úteis pro nosso pós-baladjênha) era no 19º andar. E daí que tinham dois elevadores: um pros andares pares e outros pros ímpares, oi? Só fomos entender direito isso quando o moço da portaria falou que um estava quebrado e tínhamos que subir até o 20 e descer um lance de escada. Imagina isso mais de meia-noite. E com uma fucking mala de rodinhas?! AHAHA
  • Eu NUNCA vou precisar botar um cigarro na boca pra saber como é fumar já que devido ao inferninho que estava o John’s Irish Pub ficamos na área de fumantes. Diria que não recomendo mas, ó, dependendo da companhia, recomendo muito! Valeu a pena #tudovaleapenaquandoaalmanãoépequena
  • Hambúrgueres de grão de bico demoram pelo menos 30 minutos a mais pra ficar prontos do que os de carne no pub. Porém, salsichas de soja ficam prontas rapidinho no Black Dog. (mas, ó, enquanto que a salsichas tem gosto de isopor temperado, o hambúrguer é algo do qual me lembrarei pra vida toda)
  • Aliás², felicidade define as meninas terem gostado do Blackinho <3 obrigada, Kátia! (que merece menção honrosa pela ajudinha) Não sei se foi a fome, a canseira ou a calmaria do lugar, mas foi exatamente do que a gente precisava.
  • Aliás³, obrigada amiga-da-Luh-que-fez-o-mapa-da-Liberdade. Uma pena que não nos achamos lá. Lotada igual a 25 de março. Só valeu pelo sensacional mercado Marukai <3
  • Eu achava que eu pirava em livrarias. Mas ~pessoas ~ que cursam editoração é que piram loucamente em livrarias, eu sou fichinha.
  • Piriguete que é piriguete não sente frio nas pernas a menos que seja na Casa das Rosas =B (frio da porra, minha gente! cêis não tem noção)
  • É maravilhoso ser econômica na mala, não me arrependo. Mas é foda ter uma jaqueta de couro que não cabe mais na mochila e que você pre-ci-sa levar pra casa porque, né.
  • Não tem jeito: o sentimento de “vamos cuidar das miguxinhas mais novas” aflorou bonito nas coleguinhas mais velhas. Instintivamente a gente sabia que a Luh e a Taty eram nossa responsabilidade, entende? Coisa fofa de se ver.
  • Quando a gente não tem muita experiência dirigindo, a gente sente mais medo de estacionar do que de andar, faz sentido, Luh? E carros vermelhos ruleiam *-*
  • A primeira vez no metrô (ui) é inesquecível, ainda mais se for na estação Paulista (que fica na Consoloção, como sempre sou lembrada) porque, ó, tô pra ver estação mais confusa, benzadeus.

E sabe o que foi o mais estranho de tudo isso? Não ter sido estranho at all. Estranho foi acordar na segunda e ver que minhas roomies não estavam mais comigo e nem que íamos andar por km e km ouvindo as duas 9nhas reclamando 😀

Só sei que valeu cada bolha nos pés, cada músculo dolorido. Faria de novo e faria muito mais!

Obrigada pelo final de semana incrível, suas lindas! Nós somos demais <3

Bandilouca no Lollapalooza

Florências wannabe #rumoaoLollapalooza #somostodasflorzinhas

Um beijo!

P.S.: este post também poderia chamar “um ode ao Excel” ou “e eu que tô com a mala?”, just for the record.

TAG & Meme, Viagem

TAG: Bloggers Out & About

Fui indicada para responder essa tag pela linda da Kah <3 Faz parte de um projeto do grupo Bloggers Out & About (já pedi pra entrar, licença). Como essa tag fala sobre viagens, não poderia me recusar a responder. Me descobri apaixonada por viagens. Adoro botar uma mochila nas costas e sair por aí (mesmo que seja pra ir só até Limeira). Aliás, ouso dizer que se eu tivesse grana suficiente, passaria uns 9 meses do ano viajando, viu? Eita coisa gostosa!

Londres - meu lugar favorito

Meu lugar favorito <3

Mas chega de enrolar… Vamos às perguntas?

1. Onde você nasceu? Jundiaí, SP. Minha cidade fica relativamente próxima à capital e pertinho de Campinas também. Gosto bastante daqui, viu?

2. Onde você mora hoje? No mesmo lugar em que nasci! Tal qual a Kah, nunca nem mudei de casa 😛

3. Qual foi o destino da sua última viagem? Viajo quase todo final de semana pra casa do namorado, vale? Mas viagem mais longa, fora Limeira e Praia Grande (onde meus pais praticamente moram), foi Itajubá, MG, pro casamento de um amigo do trabalho. Até fiz post contando sobre as belezas e a simplicidade que vi por lá

Minas Gerais - Sentar num banquinho e ver a vida passar...

Sentar num banquinho e ver a vida passar…

4. Qual é o destino da sua próxima viagem? Provavelmente a próxima será para São Paulo, pro #bandiloucameeting *-* Ansiosa é pouco pra descrever. Aliás, leitores paulistanos, seus lindos: dicas de barzinhos e baladas, cadê?

5. Qual foi sua melhor viagem? Com certeza a viagem pra Europa em maio de 2015 (é sobre ela que estou postando). Eu nunca tinha ido tão longe assim, nunca tinha posto os pés fora do país. Foi incrível chegar no aeroporto de Lisboa e ouvir o namorado dizer: “inspira e aproveita: você está respirando o ar da Europa” <3 A companhia dele também foi essencial pra fazer de tudo ainda mais inesquecível, obrigada, Dan <3

6. Qual o lugar mais bonito que já visitou? Apesar de não ter gostado tanto da cidade como deveria, não posso negar que Paris tem lugares lindos. A visão da Torre Eiffel aparecendo entre as árvores e prédios com certeza ganha como a cena mais marcante e bonita da viagem (apesar de eu ser todinha Londres, tá?).

Paris - Torre Eiffel

É disso que tô falando *-*

7. Que lugar você quer muito visitar? Assim de bate e pronto me veio à cabeça Berlim e Munique. Leio maravilhas sobre a Alemanha por essa internet a fora, sem contar que trabalho em uma multinacional alemã, então tenho bastante contato com o pessoal de lá e fico sempre boquiaberta quando penso por tudo que eles passaram e o que são hoje. Pago pau mesmo!

8. Qual lugar você não tem tanta vontade assim de conhecer? Essa é fácil: Estados Unidos. Obviamente eu piraria nas farmácias, mercados e etecétera, mas prefiro muito mais visitar o velho continente ou nossos vizinhos sul-americanos (um dia ainda vou pro Chile, vocês vão ver!). O único lugar que me enche os olhos quando penso em visitar é Wilmington, na Carolina do Norte por motivos de: Capeside <3 (não entendeu? foi nessa cidade que foram gravadas boa parte das cenas de Dawson’s Creek, um dos seriados que mais me marcaram nessa vida).

9. Onde você gostaria de estar agora? Correndo às margens do Rio Tâmisa enquanto o fraco sol londrino me aquece suavemente em um dia de inverno…

10. Onde é o seu “lar”, o lugar que você se sente mais feliz? E por quê? Nossa, acho que ainda não achei meu lugar no mundo… sinto que Jundiaí é pequena demais pra mim mas ao mesmo tempo é aqui que está a maioria das pessoas que amo (e minhas gatas, claro). No final das contas acredito naquela premissa de que “lar é o lugar onde seu coração está”… enrolei, enrolei e não falei nada, né? Mas se hoje eu tivesse que arriscar, eu apostaria minhas fichas que a Terra da Rainha é o mais perto do paraíso que eu posso chegar em vida…

Já decidi que quando estiver triste ou chateada vou revisitar esse post e ver o tanto de coisa linda que viajar já me proporcionou!

Eu indico pra responder os seguintes blogueiros: Taty, Adriel, Poly, Ana Carô e Camila. Mas, ó, lembrando sempre que vou adorar ler as respostas de vocês nos comentários mesmo, viu?

Um beijo!

Diário

Calcinha, calçola ou caleçon?

Como eu gosto de sempre contextualizar, devo dizer que cresci me olhando no espelho e odiando o tamanho do meu quadril (bem grande, diga-se de passagem). Durante a pré-adolescência eu usava calças baggy na tentativa de escondê-lo, inclusive. Eu não tentava vestir nada diferente, estava acostumada com a zona de conforto que minhas roupas largas me proporcionavam.
Não lembro bem como aconteceu (deve ter sido na mesma época em que eu “descobri” que meninos poderiam ser interessantes para algo a mais além de bater bafo comigo), mas chegou um momento em que eu larguei minhas camisetonas e quis que as minhas calças começassem a ficar mais justas.

E foi aí que eu passei a odiar comprar roupas… Do fundo do meu coração.

Talvez você não saiba, mas é exaustivo experimentar 15 calças, suar feito uma capivara no provador e voltar pra casa de mãos vazias e triste, me achando a pessoa com o corpo mais estranho do planeta porque absolutamente NADA me serviu bem.
Não entendo nadica de nada de moda e mesmo assim passei a me achar a anormal. Como eu podia ser normal se os padrões não serviam pra mim, se sou um ponto fora da curva?

É afortunado e nunca passou por isso? Vem cá que te dou três exemplos rápidos pra você visualizar melhor o problema:

  1. Calças tamanho 42 me apertam na bunda mas sobram na cintura, tenho que pedir pra vó fazer pença toda vez. Pois, é, tô fora do padrão.
  2. Sutiãs 46 fecham perfeitamente nas costas mas cabe um par de meias em cada bojo porque não tenho peito suficiente. A solução é comprar o 42 que serve no busto mas que precisa de um extensor porque minhas costas são largas e, oi, não faço parte do padrão.
  3. Adoro jeans skinny mas muitas vezes nem a 48 me serve porque meu pézinho de princesa tamanho 39 simplesmente não passa pela abertura das pernas. Desisto de comprar, porque esse padrão não foi feito pra mim.

Tenho certeza de que muita gente pode listar outras inúmeras situações, às vezes contrárias às minhas (não ter sapato que não seja infantil em tamanhos menores do que 33, por exemplo). O negócio é que na minha cabeça a moda e a indústria que a cerca deviam ser algo inclusivo, entende? Algo que colaborasse pra eu gostar do meu corpo como ele é e não me fazer desgostar mais ainda porque não encontro uma fucking peça que me sirva.

Indo pelo outro lado, acho maravilhoso um monte de lojas se preocupar em fazer roupas plus size, muito bacana, mesmo. Mas, colega, e quem não é plus size mas também não tem corpo de modelo, como fica? Como eu, que uso calcinha tamanho G, vou conseguir comprar uma lingerie bonita com um preço amigo?
Pois é, tô naquela incrível zona cinzenta, de não ser nem gorda, nem magra. E hoje eu entendo isso, que não sou eu que sou a estranha, mas a modelagem e os padrões que, no final das contas, não são padrão de nada. Representam uma parcela tão pequena do universo feminino que eu não sei como quase ninguém percebeu.

Campanha Publicitária da marca de lingerie Dear Kate, The Perfect Body

Campanha Publicitária da marca de lingerie Dear Kate, The Perfect Body, em resposta a uma imagem da Victoria’s Secret com aquele “padrão modelo” que você já conhece

E isso tudo eu digo por conhecimento de causa. Sou como você. Vou na liquidação a preço de banana da Marisa, pego peças com até 60% de desconto na C&A e compro itens no esquema “leve 3 e pague 2” da Riachuelo. Talvez por isso eu não consiga ver toda essa moda inclusiva que vejo nos blogs a fora. É claro que se eu estiver disposta a pagar R$75 em uma peça de lingerie, vou achar o que eu quiser nas cores e modelos que eu quiser. Mas eu não estou. Meu poder aquisitivo não deveria me limitar de achar tamanhos alternativos de peças que me sirvam.

Não estou dizendo que eu não ache at all o que procuro, mas é bem difícil…

Eu não quero usar uma calçola só porque tenho bunda grande. E não quero “ter que” usar fio dental porque desejo uma calcinha de renda. Quero algo que não marque mas que não pareça que comprei pra minha vó usar e, poxa, não é porque estou comprando uma calcinha com lateral larga que ela tem que ser bege. Quero escolher um caleçon porque é de verdade meu tipo de calcinha preferido, não só porque é o único modelo que sobra e serve em mim. Desculpa, mas o formato do meu corpo não tem que determinar qual calcinha eu deveria usar.

Será que é tão difícil assim nos atender? Será que é tão difícil assim entender? 

No momento ainda acho que sim. Aguardo ansiosa alguma marca me provar o contrário…

Esse texto faz parte do Bandipost, a blogagem coletiva do Bandilouca, um grupo incrível de amigas virtuais do qual tenho o prazer de fazer parte. E já que todas temos corpos, perfis e gostos diferentes, aproveite e leia também o que a Patthy e a Luh escreveram sobre o tema, tá bem? Garanto que arrependimento não vai rolar 🙂

Diário

Uma carta para meu eu do futuro

Querida Livs, (será que em 2025 ainda usaremos esse ~nick~? hum, veremos)

Não sei se você se lembra mas hoje, abril de 2015, estamos com a ansiedade a mil porque em menos de um mês faremos nossas primeira viagem internacional, dá pra acreditar? Espero que você se lembre do quão incrível foi todo o planejamento pra vivermos isso e o quanto já está valendo a pena.
E eu espero de coração que esta seja a primeira viagem de muitas. Inclusive posso apostar que você já conheceu Madri, já fez o caminho de Santiago de Compostela e já foi ver a casa de Anne Frank. Mas mais do que isso, aposto que já tem um cantinho seu pra onde voltar, não tem? Fico pensando cá com meus botões onde nós estamos. Jundiaí? Limeira? Piracicaba? Londres? O que importa é que sabemos bem que home is where the heart is.
E o Dan, hein? Quantos Laracremes e quantos pastéis já devemos ter comido… Se eu bem o conheço deve continuar nos chacoalhando pra acordarmos aos sábado pela manhã e fazendo cara de pidão pra ganhar um cheese cake no final de semana, acertei? Espero que ainda se lembre sempre de como tudo aconteceu e de como você deve ser grata pela pessoa que ele é. Jamais take it for granted. Lembre-se daquele frio na barriga antes de conhecê-lo pessoalmente no Brunholi. Lembre-se de “Today” e se emocione. Lembre-se sempre do começo, mas sem se esquecer do que vem pela frente.

Aliás, me sinto um tanto quanto boba dando conselhos pra você. Você é mais vivida, 10 anos de experiência a mais no currículo do que eu, o que será que eu posso deixar de ensinamento pra você, hein? Não sei. Mas sei que em qualquer idade que estejamos, temos o poder de mudar. Mudar o que somos, mudar o que fazemos, mudar o que desejamos. E mais do que isso, temos o poder de escolher ser como já somos, fazer o que já fazemos, desejar o que há tanto já queremos. O poder está em nossas mãos, Lívia. Mais nas minhas do que nas suas, mas está.

E se eu ainda não tiver assistido Star Trek, por favor, veja por mim. Faça aulas de espanhol se eu tiver sido preguiçosa e ainda não soubermos muito além do portunhol que sabemos hoje. Se ainda não tivermos assistido a um show do Whitesnake, puxe o Dan e vá ouvir a voz do Coverdale de perto, mesmo que o perto seja longe daqui, vá. E se tiver surgido aquela oportunidade de morar fora daqui, lembre-se de como eu me sinto, de como eu valorizo minhas raízes mas de como eu valorizo (e muito) a oportunidade de novas experiências, de crescimento na nossa vida.

Só te peço uma coisa: nunca se esqueça de quem você é e de quem eu ainda sou em você, isso vale mais do que qualquer outro conselho que eu poderia te dar.

“I hope you still feel small when you stand beside the ocean,
Whenever one door closes I hope one more opens,
Promise me that you’ll give faith a fighting chance,
And when you get the choice to sit it out or dance.
I hope you dance…”
(porque logo que li o tema, lembrei imediatamente dessa música da Lee Ann Womack, “I Hope You Dance”)

Adorei participar, me lembrou muito de um site antiiigo que chamava Future Me: nele você podia escrever um e-mail e este seria encaminhado para você na data que você quisesse. Me emocionei quando recebi o meu, tinha esquecido e foi surpreendente…

Esse tema foi proposto pelo Rotaroots, um grupo no FB pra quem ainda aprecia aquela blogagem sem grandes pretensões de antigamente.