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Castelo Rá-Tim-Bum

Cinema & TV, Diário

Exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo

Quem acompanha o BeLivs há mais tempo deve lembrar de quando postei sobre a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum no MIS (Museu da Imagem e do Som) lá no começo de 2015. Foi concorridíssimo para comprar os ingressos, uma loucura, mas ainda assim tive o privilégio de ir duas vezes (e contei tudinho no blog – uma pena que as imagens simplesmente desapareceram). Dessa vez tudo foi acontecendo meio por acaso. Só sei que quando menos percebi, a Kátia tinha comprado os ingressos e essa seria nossa despedida antes do intercâmbio dela: a exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo.

Arquitetura Castelo Rá-Tim-Bum

A arquitetura do Castelo foi inspirada por Gaudí, segundo as informações da exposição.

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Cinema & TV

Klift, Kloft, stil: a porta se abriu!

(aka “Castelo Rá-Tim-Bum: a exposição”)

Se por um lado eu gostaria de ter escrito esse post assim que cheguei em casa da primeira vez que vi a exposição, por outro lado estou contente que só estou podendo escrever agora, depois da primeira onda de emoção ter cessado.
Minha infância foi muito influenciada pelos programas da TV Cultura. Me lembro de deitar na cama com meu pai e assistir Doug e As Aventuras de Tintim enquanto esperávamos dar a hora de ir buscar minha mãe no trabalho. Isso sem contar o interesse pela ciência que O Mundo de Beakman me despertou (inclusive me lembro muito bem de um episódio sobre inércia e de outro sobre o aparelho digestivo – nojentinho pra caramba, bem como a criançada gosta). Mas antes disso, assisti muito Glub-Glub com seus desenhos encantadores (Arrume Tudo e Pare com Isso, muito amor <3) e Rá-Tim-Bum (alguém lembra da família Gorgonzola indo à praia no Senta que lá vem história? E dos enigmas da Esfinge?). Isso sem contar o sumiço do icônico Leo: “cadê o Leo? cadê o Leo? O Leo onde é que está?”.

Sabe, não sei se sou eu que estou muito cética, mas a impressão que tenho é que hoje em dia não existem mais programas assim, que não subjugam a inteligência das crianças. Eram programas inteligentes, que faziam as crianças pensarem. Aliás, não só as crianças: meus pais assistiam comigo e se divertiam também. Pra mim, esse é o principal motivo pro Castelo ter feito tanto sucesso.

Correndo o risco de parecer poser, eu sempre sonhei em entrar no Castelo, sempre! Eu assistia os episódios diariamente e tinha até os VHS que vieram em uma promoção da Folha, assisti até o videocassete quebrar (ei, criançada, cêis nem devem saber o que é isso… tsc tsc). Mas eu sinceramente não me lembro de ter havido um primeiro episódio, tampouco um último. A continuidade se deu de tal forma que a “série” podia ser vista independentemente da ordem dos episódios e isso é incrível!
Obviamente eu tinha meus episódios favoritos, como aquele em que o Castelo vai pro fundo do mar e principalmente aquele com o Leonardo da Vinci (aliás, adorei saber que esse é o preferido da ~Morgana~ também) e, por que não, personagens favoritos (Penélope <3 lembram dela grávida? O Ulisses todo de rosa? Rs coisa linda!), mas eu gostava do “seriado” como um todo. E gostava de verdade, de coração!

Eu aprendi com a Morgana que bruxas não são sempre más. Aprendi com o Zequinha que “porque sim não é resposta”. Eu sei como as chaves e os jarros de vidro são fabricados graças ao Castelo. Aprendi que ser diferente é ok (lembram da chamada do filme? O Nino falava: “eu não sou estranho, sou apenas diferente”) e que não tem problema você ter 300 anos e ainda ser criança. Torci ardentemente para que o Perônio (ou seria o Tíbio?) conseguisse falar sobre o voo das borboletas. Eu desejei fazer a caça aos ovos de Páscoa naquela cozinha do Castelo e torci para o Etevaldo arranjar uma namorada. Sofri com o Tap (ou o Flap, whatever) sendo jogado no lixo e quase indo embora no caminhão. E, ah, quantas as poesias que eu decorei por conta do Gato Pintado: “tic-tac, passa o tempo, tic-tac, passa a hora” <3
E essa exposição estava aí exatamente pra isso, para quem está com quase trinta anos pudesse voltar a viver nos anos 90 de novo. Para você sentar no sofá e entrar no quarto do Nino… para você olhar para a Celeste e falar junto com ela: “nooooosssssa”. Para você voltar a ser criança.

Nem sei descrever de qual parte gostei mais mas sei direitinho em qual momento me senti com um sonho realizado: quando entrei na sala e vi a árvore central. Aí eu me emocionei, foi incrível. Sentei no sofá, tirei foto de cima, de lado, de ponta-cabeça, enfim, me realizei. Outra parte que mexeu comigo foi a das fadinhas: por um momento eu esqueci que estava no MIS e acreditei de verdade que eu estava dentro do lustre do Castelo devido ao envolvimento que a gente tem ao entrar lá.

Uma das coisas mais legais foi ver que a maioria das pessoas que estava lá tinha entre 20 e 30 anos. E é essa mesma a faixa etária de tanta gente que conheço que faz cara de “oi, sou adulto demais pra isso”. Acho que é bem isso que eu tiro de mais especial de ter vivido essa experiência: de vez em quando a gente precisa se desligar de tudo e deixar nossa criança interior brilhar mais.

Só sei que saí de lá de coração aberto e alma leve (só a alma, porque enchi o barrigão com um waffle de doce-de-leite, que ó, de lamber os beiços heh).

POR FAVOR, FAÇAM MAIS EXPOSIÇÕES COMO ESSA. Grata.

P.S.: se você for beeeem observador, notará pela roupa diferente que, sim, fui duas vezes \o/

Desculpa se vocês esperavam uma descrição completinha do que eu vi no MIS, mas a meu ver já existem muitos posts por aí falando de cada cantinho da exposição, então quis focar este no que senti estando lá, em como foi pra mim poder realizar tudo isso dentro das 4 horas (!!!) em que estive nesse mundo encantador *-*