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TAG: Como você era nos tempos de escola

Sempre lembro com muito carinho do meu tempo de colegial (e é nesse momento que você percebe que a blogueira aqui nasceu nos anos 80 heh) e desde que vi essa tag no canal da Marina fiquei com vontade de fazer, mas fiquei enrolando. Só que foi só eu ver a GG postando que não teve jeito, tô aqui imitando XD

1. Quem era você na escola, como você era? E como era sua escola?
Eu era CDF (porque nem existia a palavra ~nerd~ naquela época). Apesar de ser alta, sentava na frente porque não enxergava quase nada (oi, isso não mudou muito). Era bastante estudiosa e desesperada para acabar logo as minhas atividades porque daí poderia conversar.

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Diário

Por que eu blogo?

Alguns posts na vida são difíceis de serem escritos. Às vezes a gente senta para escrever e as palavras não vem, me fogem. Isso tem acontecido com uma frequência e intensidade inimaginável pra mim. É como se eu tivesse pensamentos demais e não conseguisse distingui-los uns dos outros. Em meio à procrastinação e a derrota pela dificuldade eu acabava por adormecer e deixar para depois.. sempre depois.

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

(fonte)(fonte)

Mas não foi isso que aconteceu quando digitei o título desse post nos meus rascunhos. Tudo porque quando paro e penso nos motivos para ter um blog, nos meus motivos para blogar, tenho uma certeza absurda do óbvio: eu tenho um blog porque eu amo escrever. É clichê, mas a palavra escrita é minha válvula de escape.
Para alguém que tem dificuldades com interação social, é um alívio poder digitar, ler, apagar, revisar, editar e analisar as palavras inúmeras vezes antes delas serem de fato ditas. A palavra falada é difícil. Não tem volta. não tem ctrl+z que desfaça uma ofensa proferida ou um gracejo mal-entendido.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Não que a palavra escrita seja fácil. Ela não é. Mas eu preciso escrever para limpar minha mente. Engraçado. É quase um paradoxo dizer que nem sempre eu consigo escrever quando minha mente está cheia mas que eu preciso escrever para poder esvaziá-la. Mas é nessa antítese que me acho.
E é nesse meio em que o blog então me funciona como uma penseira: é nele em que eu deposito meus pensamentos e minha lembranças mais profundas. Não como um arquivo morto que fica esquecido e só é resgatado para ser destruído, mas como uma caixa de sapato cheia de recortes, cartas, fotos e bilhetes que é aberta sempre que se quer trazer memórias de volta à superfície.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
– não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Eu gosto de reler o que escrevo. Eu gosto de ver como me permito ter opiniões diferentes depois de alguns anos de vivência ou como me permito ter exatamente o mesmo ponto de vista mesmo depois de olhar as mais diversas perspectivas.

Quando alguém se identifica com o que escrevo, as borboletas fazem festa no meu estômago. Quando algo que postei ajuda de alguma forma alguém a se enxergar diferente, eu me realizo. Porque no final dos contas eu escrevo pra mim mesma, mas quando os outros leem… ah, quando os outros leem! <3

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
– mais nada.

Escrevo porque é isso que sei fazer. Publico porque é assim que tenho voz. E um dia quando eu meu calar, as palavras escritas permanecerão eternas e estarão lá para me representar.
Porque quando tudo acabar, a palavra terá sido sempre o começo (e o fim).

Um beijo e obrigada por lerem meu canto…

Longe de mim me achar a Cecilia Meireles, mas não consegui ler esse post da Kah(minha inspiração para este que vocês acabaram de ler) e não responder com “eu ‘escrevo’ porque o instante existe”, por isso trouxe esse poema maravilhoso dela no meio do meu texto.

Aliás, depois de um longo hiato, nossa diva fotógrafa está de volta, prestigiem o Coffee, Rock and Beer, por favor <3

 

P.S.: Ó, não é desculpa mas revirei a internet e não achei o site original da foto então linkei o blog de onde a salvei mas, ó, se souberem, me avisem, por favor.

Diário

O que você vai ser quando você crescer?

Nunca parei pra pensar muito a fundo nessa pergunta. Pra mim, a escolha do que ser na vida, já tinha sido feita quando fui aprovada no vestibular (meio sem querer). Não tinha mais chance de mudar. E por muitos anos estava tudo bem.

Cursei a faculdade no período da tarde, curso gratuito, não precisei ralar pra pagar. Quando chegou o momento fiz meu estágio em uma escola de Informática e em seguida comecei a trabalhar como professora na Pastoral da Criança. Vocês não fazem ideia do quanto eu amava tudo aquilo! A carga horária era super suave e em parte por isso o salário era bem fraquinho, mas me sobrava tempo para viver. Além do benefício de poder transmitir meu conhecimento e aprender demais com a molecadinha que vinha de uma infância muito diferente da que eu tive. Cresci como pessoa, aprendi a olhar para bem além do meu umbigo. Sorri, briguei e chorei muito durante os 3 anos que estive por lá.

Mas o tempo passou e decidi ir em busca de mais (o que acabei alcançando, novamente, “por acaso”). Mais desafio, mais horas de trabalho, mais dinheiro na conta no final do mês: mais sonhos realizados. Mas muito mais estresse também.

Vivo confortavelmente. Pago minhas contas e dia e sobra um dinheirinho no final do mês. Há um ano, inclusive, fui pra Europa, veja só! Mas depois de cinco árduos anos, percebi que, novamente, nada disso é suficiente.
A saúde pediu arrego, saio de um médico e vou para outro. A saudade que sinto das minhas gatas por ficar doze horas por dia fora de casa falou mais forte. A vontade de ir correr no parque de manhã bem cedo e ir ao mercado na hora do almoço me provoca. Os benefícios incríveis e o restaurante maravilhoso não me convencem mais

Parei para pensar no que eu quero pra mim. E, indo na contramão de boa parte dos meus amigos, eu não quero alcançar o sucesso profissional antes dos 30 anos, nem espero ser gerente ou mesmo coordenadora de uma equipe. Não tenho perfil pra liderar, não faz meu tipo ser agressiva e pisar nos outros pra subir e deusolivre ter que trabalhar até altas horas da noite para ~honrar~ meu cargo. Odeio hora extra. Odeio me preocupar com trabalho estando em casa. Não é essa vida que eu quero…

De Repente 30 - 30, a idade do sucesso

30, a idade do sucesso. Sucesso em quê?

Eu quero trabalhar pra viver e não viver pra trabalhar. Quero ver a luz do sol, sentir o vento batendo no meu rosto, respirar ar puro… Cansei de me sentir um passarinho vendo o mundo através das grades de uma gaiola.
(E isso é algo que não mudaria se eu simplesmente trocasse de emprego mas continuasse na mesma área e atividade, nem se subisse de cargo ou pleiteasse um aumento. Não tem nada a ver com isso.)

E depois de toda essa análise, eu decidi que precisava mudar. E dentre outras tantas possibilidades de mudança, escolhi aquela que me faria feliz e me ajudaria a atingir meus objetivos: voltar para a faculdade. Aí o coleguinha me pergunta: “mas como você escolheu o curso?”. Por incrível que pareça, essa foi a parte mais fácil!

E para você entender, preciso te contextualizar um pouquinho, tá?

Talvez você não saiba mas minha mãe é professora de Português recém aposentada e meu pai é advogado. Sempre estive rodeada por livros, desde criança (fosse um Vade Mecum ou um exemplar surrado de “A Moreninha”, eles sempre estiveram por lá). Como sou filha única e nunca tive muitos amigos (sob story, I know), passei tardes e mais tardes lendo sozinha. Ficava fascinada pelo mundo para o qual os livros me transportavam…

Antes de entrar na adolescência eu já ajudava minha mãe a corrigir provas e perguntava curiosa o que era uma oração coordenada assindética. No colégio, eu era a ~louca~ que lia todos os livros sugeridos pela professora e que chorava se tirava nota ruim em Língua e Linguagem. (Inclusive, lembro até hoje de um trabalho que fizemos sobre “Vestido de Noiva”, um livro de Nelson Rodrigues. Minha dupla era a Ju e caprichamos de verdade – para vocês terem uma ideia, apresentamos o trabalho ao som da marcha nupcial seguida pela marcha fúnebre (quem leu o livro entenderá) – e tiramos nota máxima com louvor.)

Sabe, no final das contas, foram as histórias que me fizeram companhia durante meu amadurecimento. E foi escrevendo algumas, inclusive, que superei minhas dificuldades, limitações e decepções.

Mas por que estou  contando isso? Simples: depois de 10 anos eu escolhi cursar a graduação  com a qual tanto sonhava no colegial… LETRAS! (e, não, eu não quero ser professora)

Eu sei que é clichê dizer que foi por conta dos livros que fiz a escolha (e foi, ué!). Mas muito mais do que a leitura, eu amo também entender o porquê das palavras, saber de onde vieram as expressões e analisar se o objeto que vou usar na locução deve ser direto ou indireto.
Sou uma viciada por Gramática, maníaca por análise sintática.
Sou uma obcecada por Ortografia, injuriada pelo fato de ditongos abertos não serem mais acentuadas (cadê o acento agudo de idéia, minha gente? KD???).
Sempre me segurei pra não corrigir os erros das outras pessoas (principalmente na escrita) e quando algum dos meus amigos tem dificuldade com a nossa língua, sempre pede socorro (e eu ajudo prontamente porque amo. A-M-O).

Parece uma escolha ousada mas penso que essa é minha escolha segura desde sempre. E é como se eu tivesse demorado ~apenas~ 10 anos para perceber isso…

Não tenho a ilusão de que será fácil mudar de área (mesmo porque não quero dar aulas, que seria o caminho mais óbvio) e nem que receberei rios de dinheiro (esse nunca foi meu objetivo), mas aos pouquinhos sei que vou conseguir trabalhar com a palavra escrita, o que sempre foi o meu sonho (mas que deixei adormecido, quietinho).
(e, oi, por enquanto eu tenho um emprego que banca minhas necessidades e a mensalidade do curso, então posso me dar esse luxo de tentar diferente, sei que nem todos tem essa oportunidade e sou MUITO grata por ter)

No final das contas, estou priorizando qualidade de vida. Estou priorizando realização pessoal. Isso pode parecer loucura à primeira vista mas loucura mesmo seria insistir em morrer aos pouquinhos fazendo algo que (posso falar?) odeio fazer.

"Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes"

Dizem que é do Einsten (mas mesmo que não seja, puta mensagem, né?)

E voltando ao início, eu não sei se ainda vou crescer (em estatura não, plmdds!), mas agora eu sei o que eu quero ser e definitivamente não é o que sou hoje.
Quem vem comigo acompanhar cada trecho desse caminho, hein? (eu tenho certeza de que não será fácil mas será recompensador, aposto!)

Um beijo! (e licença que ainda preciso ir contar pro meus pais sobre essa decisão, #shameonme)

P.S.: Depois escrevo bonitinho sobre o curso em si, qual faculdade escolhi e o método EAD, prometo.
P.S.²:  Sabia que hoje é o dia mundial do livro? <3
P.S.:³ e Off-Topic total: vocês tem noção do trabalho que dá castrar uma gata???

Diário

Então eu sumi

Tudo bem que eu tenho a justificativa de que estava de férias mas seria uma desculpa fajuta, porque durante a maior parte desses 9 dias (que passaram voando!) eu fiquei jogada na sala, vendo House, M.D. (estou no final da terceira temporada, cada vez mais apaixonada pelo protagonista) e Malhação 2004 (estou no capítulo 86, preciso escrever sobre isso!). Isso foi ótimo porque ando tendo uma canseira fora do comum ultimamente. Quer dizer, sempre senti bastante sono, mas estou num nível em que encosto na sala pra ver algo na TV e cochilo em 15 minutos (se bem que segundo a Kátia meu sofá tem sonífero heh). A explicação “oficial” pra isso não sei, mas desconfio que seja minha mente me sabotando, tudo psicológico, sabe?

Aproveitei também pra levar minha vó Nena no Centro de Jundiaí e foi um barato almoçar com ela e com a minha mãe no restaurante vegetariano mais tradicional daqui (foi minha oportunidade de mostrar que dá pra comer muito bem sem consumir carne, sim). Aliás, falando em alimentação, passei meio mal algumas vezes e estou desconfiada que tenho algum nível de intolerância à lactose… como já estava pretendendo cortar leite e derivados da minha dieta, essa foi minha deixa (mas, sim, ainda pretendo ir ao médico pra tirar a dúvida). E dei uma passada rápida na casa da minha vó Mafalda, em Campinas, também. Eita saudade que me dá dos tempos em que minha única preocupação era descobrir na casa de qual vó eu iria passar a tardetsc tsc

Um item da minha to do list de férias completado com sucesso foi a rede de proteção que coloquei no meu quintal. As gatas, apesar de novinhas, já estavam subindo no muro e eu morria de medo delas fugirem pra cima do telhado ou, pior, caírem no vizinho de trás (a altura do muro é duns 6 metros). Sofri duras críticas aqui em casa mas, desculpe, as gatas são minhas e eu não quero que tenham o mesmo fim trágico de todos os outros gatos que tive. Vou mantê-las presas, sim! A diferença é que agora posso deixá-las no quintal dos fundos sem preocupação alguma (que alívio). Foi caríssimo, mas valeu à pena (se precisarem de indicação de empresa que instale redes de proteção apra gatos em Jundiaí, me avisem – foi bastante difícil achar quem fizesse por um preço justo).

A rede não é bonita, mas é funcional. Fechei todo meu quintal por conta do muro e do telhadinho dos fundos, não quis arriscar.

A rede não é bonita, mas é funcional. Fechei todo meu quintal por conta do muro e do telhadinho dos fundos, não quis arriscar.

Confesso que bateu uma deprê danada quando me toquei que não só estava chegando a hora de eu voltar a trabalhar mas também que dia 23 completo 5 anos na mesma empresa… Esse “susto” de certa forma foi ótimo, porque me fez pensar em mil e uma coisas e me fez tomar algumas decisões. Mas, de qualquer forma, eu senti falta de poder compartilhar com vocês. Inclusive, parei pra pensar e não sei exatamente quando deixei de achar fácil me expressar com a palavra escrita… Talvez tenha sido quando percebi que não poderia escrever aqui o que eu realmente queria dizer (no meu caso, por questões de ética profissional).
Entenderam a questão? Em nenhum momento foi falta de inspiração. E eu AMO escrever!

Isso sem contar o quanto fui ficando envergonhada ao perceber que não visito meus blogs preferidos há mais de um mês e nem respondo os comentários incríveis que recebo… ai, ai. Mas quanto mais eu me cobrava, menos vontade eu tinha de vir aqui (vocês passam por isso também?). E também o fato de que eu não estou sendo a melhor companhia (ainda que virtual) nos últimos tempos: só reclamo, desabafo e desanimo os outros. E daí deu no que deu 🙁

Realmente, postar no blog ficou em segundo plano. Mas como eu já estava com a ideia de mudar o tema daqui, deixei preparadinho pra esse post ir ao ar com um belo dum arco-íris de fundo. Se vocês me conhecem há mais tempo, sabem que usei vários layouts com arco-íris, nuvens e céus no Ma-Cherie, sempre foi minha inspiração favorita <3

Layouts antigos do Ma-Cherie

Mas o que me inspirou realmente foi me lembrar de uma cena de Fringe (não leiam  se não quiserem spoilers da quarta temporada do seriado), em que a Bolivia diz pra Liv que sente falta dos arco-íris, que não aparecem no céu do universo alternativo há mais de 20 anos.  Já no final do episódio vemos a Liv dizendo pra ela continuar procurando por eles no céu depois das chuvas… É tão simples, mas me toca muito!

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(One Writer Girl)

Agora tudo voltou ao normal, acabaram as férias e as auditorias, bora lá voltar à rotina de sempre enquanto meus sonhos de verdade ainda não estão ao meu alcance… Aliás, tenho que retornar pra academia também (fiquei duas semanas sem ir quase) porque tudo bem que os exercícios me cansam, mas pelo menos durmo mais tranquila e descanso melhor, né?

E enfim, é isso. Espero poder vir logo aqui cheia de novidades e com um ânimo renovado pois estou precisando, viu?

Um beijo! (e ânimo pra todos nós porque não tá fácil)

P.S.: ainda tenho algumas cores no CSS pra configurar, não se assustem heh

Diário

Flawless victory (ou “o medo de não ser perfeita”)

“Mas se a gente não começar sem saber nada, a gente nunca vai ficar boa”. Essa frase foi proferida pela Ju, em meio a uma das nossas caminhadas pelo parque, quando estávamos falando sobre meu medo de tentar uma aula nova na academia. Foi aí que confessei pra ela de um pavor que me acompanha: o de não ser a melhor em tudo que faço. Talvez você também sinta isso.

Essa barreira já me impediu de publicar diversos posts por não estarem perfeitos, também me fez gastar horas e horas “perfumando” um gráfico pra uma reunião gerencial e, principalmente, já me fez perder várias oportunidades por não me achar boa o suficiente pra fazer ou lidar com aquilo.

Mas vem cá que te conto essa história bem do começo…

A primeira vez que lidei conscientemente com o medo de não ser a melhor foi quando aos 13 anos eu saí de uma escola pública e fui matriculada em uma escola particular. Meu mundo caiu quando eu percebi que teria muitas dificuldades a mais do que meus colegas de turma porque não tinha tido uma base decente. O jeito foi correr atrás do prejuízo. Em poucos meses eu já tinha me adaptado e era uma das melhores da classe. Olhando pra trás, hoje eu entendo que eu queria ser notada/aparecer/ter destaque por algo que não fosse minha aparência física. Eu sempre achei que se todos me chamassem de CDF, ninguém iria reparar que eu era gorda, sabe?

Enfim… me tornei aquele tipo de aluno que vai discutir com a professora se tirava 9,8. Eu não conseguia enxergar que era quase 10, só conseguia enxergar que não era 10. E isso era um porre porque eu nunca era suficiente pra mim mesma. Comecei a me cobrar demais, aquilo subiu à minha cabeça.
Se eu entrasse em um concurso de poesia, eu iria ganhar, porque eu me dedicava de corpo e alma praquilo, eu não suportava não ser a melhor. E isso é uma merda! Tanto pra nós mesmos que nos cobramos demais se não formos suficientemente bons quanto pros nossos amigos porque a vida não é uma competição o tempo todo (ou ao menos não deve ser, né?).

Foi assim com o jazz, ainda na infância. Adorava dançar, por diversão, mesmo errando boa parte dos passos e não conseguindo fazer abertura. Mas quando surgiu a tal da apresentação no final do ano, pedi pros meus pais me tirarem. Meu pavor de não ser perfeita, de ser apontada como a ruinzinha da turma no palco de um teatro me fez deixar de lado algo que me fazia bem demais.
Talvez por isso nunca tenha participado de muitas atividades extracurriculares: se eu já soubesse que eu tinha limites pra fazer aquilo, eu preferia ficar de fora a falhar. O que é ridículo porque como a Ju falou, se eu nunca tentar eu nunca vou saber se sou boa o suficiente e nem  vou conseguir aprimorar o que eu por ventura já saiba.

Medo do fracasso. Sempre foi esse o meu mal.

Só que existem situações que fogem ao nosso controle. O tempo passou e apesar do meu boletim perfeito, não fui aprovada nos vestibulares que prestei. Ao invés de correr atrás do prejuízo, fiquei sofrendo de autopiedade (stop coitadismo, gente) e só fiz faculdade pública porque por acaso fui aprovada no ano seguinte. E foi na faculdade que eu passei sem querer e fazendo um curso que eu nunca me imaginei fazendo que eu descobri algumas coisas importantíssimas e vou levar pra vida toda:

  • Não importa o quão foda você é, você tem que abaixar a bola. Ser o melhor em algo não é o que vai te fazer ter ou não sucesso na vida. Seu esforço e sua vontade de correr atrás é que vão. Às vezes família rica e nascer com a bunda virada pra lua também.
  • Se você se acha o melhor naquilo que faz, é porque você não conhece gente o suficiente. Aumente sua amostragem: tem tanta gente nesse mundão que sempre vai ter pelo menos uma pessoa melhor do que você (spoiler alert: geralmente são várias, muitas mesmo) e você sempre terá muito a aprender com ela se for humilde o suficiente pra reconhecer que não é o rei da cocada preta. Nem branca.

Não há nada de errado em querer ser incrível mas talvez o que eu deva fazer é mudar a perspectiva. Perceber que no final das contas o que importa pra mim não é ser a melhor do mundo, mas sim dar ao mundo o melhor que eu possa ser. E aí não haverá medo de fracasso algum pra me impedir.

Fique calmo e seja o melhor que você pode ser :)

Fique calmo e seja o melhor que você pode ser 🙂

E, apesar de não parecer, esse não é um texto de autodepreciação. Mas de autoconhecimento. Descobri que pra encontrar o meu lugar no mundo, antes eu preciso conhecer quem eu sou e reconhecer meus pontos fortes e fracos é uma parte essencial desse processo. Aos pouquinhos vou compartilhando com vocês o que estou descobrindo, tá bem?

P.S.: Não manja dessa coisa de cultura pop? O título vem daqui XD