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Marinheira de Primeira Viagem, o resumo de tudo que vivi (links)

Sei que é clichê, mas é incrível como o tempo passa rápido. Hoje faz exatamente um ano que eu desembarquei no Brasil e tirei a foto da tranqueirada toda que eu trouxe na mala. Mas o que um clique nunca, jamais vai conseguir registrar é a saudade que ficou em mim.

Não sei como explicar só sentir mas parte de mim ficou lá do outro lado do Oceano. Quando penso em Londres, a dor no coração que me dá me faz chorar toda vez (como agora, escrevendo esse post). A questão não é nem tanto a vontade de voltar (que é gigantesca) pra ver tudo o que não consegui ver da primeira vez mas sim o medo de nunca mais pisar lá de novo e ver o que já vi e tanto me emocionou. O terror de nunca mais ver de perto o caos que é a mão invertida no trânsito. O pavor de nunca mais sentir aquela emoção cortante de ver o Big Ben…

Mas de qualquer forma agradeço muito por ter tido a oportunidade de ter vivido isso.

Agradeço também pela paciência de você ter lido os meus relatos. Não quis que eles fossem escritos como um guia turístico, mas sim como um diário de viagem mesmo, com todas as coisas lindas que vi, mas principalmente tudo o que senti. Espero ter conseguido passar um pouco disso pra você <3

Como uma forma de encerrar esse ciclo, vou deixar aqui linkados todinhos os posts que fiz sobre meu primeiro mochilão ever. Falei sobre (quase) tudo que eu vivi nessas duas semanas mas eu peço com carinho que se ficar alguma dúvida, qualquer que seja, me pergunte! Eu adoro falar sobre isso e se der corda posso conversar horas e horas sobre o assunto…

Vamos lá?

Planejamento

Por onde começar o planejamento do seu mochilão ou viagem econômica – primeiros passos
Como fazer uma viagem econômica para a Europa – roteiros e gastos
Dicas para achar promoções de passagens áreas
Como arrumar uma mala inteligente – duas semana na primavera europeia

Em uma das tantas pontes maravilhosas da capital britânica...

Hospedagem e Transporte

Hotel baratinho em Paris: Jarry Confort – bônus: os diferentes passes de transporte, seus valores e a melhor escolha
Albergue incrível em Londres: Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage – bônus: será que é seguro ficar em um albergue?
Camping maravilhoso em Roma: Camping Village
Viagem de trem entre Paris e Londres (Eurotunel)Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras
(achei melhor separar a categoria, mais fácil de se achar, maybe)
Estação de metrô na Champs Elysees

Paris, na França

Saímos do Brasil no dia 12 de maio de 2015 e chegamos em Paris no dia 13, vindo de Lisboa (que serviu só de conexão, uma pena, fica pra próxima). Foram 4 noites na Cidade Luz (pra mim, mais do que suficientes pra conhecer tudo que eu queria).
Catedral de Notre Dame e os cadeados – a catedral que é linda e que me fez descobrir que gosto do estilo gótico (tks, arquitetas leitora lindas)
Palácio de Versalhes – não dá pra acreditar que as pessoas viviam em meio a tanta riqueza assim
Torre Eiffel – ou “a realização de um sonho”
Arco do Triunfo e Champs Elysees – ai, como tô a cara da chiqueza
Basílica de Sacre Coeur e Montmartre – porque às vezes quase sempre vale muito enfrentar nossos medos (nesse texto falo um pouco da violência na Cidade Luz)
Museu do Louvre – a emoção de estar lá, frente a obras excepcionais. Me arrepio toda!
Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia – fácil, fácil meu lugar preferido de Paris (e com o melhor crepe da minha vida)
Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas – ou “como se sentir pobre em 3 passos” heh
Sendo a tonta mais feliz do mundo em frente à Torre Eiffel

Londres, na Inglaterra

No dia 17 de maio de 2015 pela manhã, fomos até a Gare du Nord e em 2h30min chegamos ao lugar mais lindo do mundo. Foram 4 noites em Londres e me arrependo muito de ter sido tão pouco, merecia muito mais, viu?
Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster – uma das maiores emoções da minha vida inteirinha.
Palácio de Buckingham e The Mall – onde fica a Rainha <3
British Library e British Museum – já pensou em ver a pedra Rosetta de perto? *-*
London Eye e o rio Tâmisa – um dos meus posts preferidos, #fikdik
Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) – verde, flores, limpeza. Só podiam ser britânicos (tirando os tiny holandeses que vieram entrevistar a gente, claro)
St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London – um pouco sobre a religião anglicana e a dinastia Tudor
Imperial War Museum – meu museu preferido da viagem toda e o mais angustiante de todos, único que me fez chorar
Quer foto mais londrina que essa?

Roma e Vaticano, na Itália

Nossa ida pra Roma foi no dia 21 de maio de 2015, saindo do aeroporto de Luton com destino a Fiumicino. Dormimos 5 noites em terras italianas (6 se contarmos a fatídica noite que passamos no horrível aeroporto – assunto pra outro post) e achei que foi suficiente também pra conhecer o principal.
Praça e Basílica de São Pedro  – emocionante é pouco!
Museus do Vaticano e Capela Sistina – emocionante é pouco!²
Coliseu, Foro Romano e Palatino – vocês não tem noção da grandiosidade desse lugar!
Praças e monumentos da Roma Antiga – incluindo Panteão, Monumento a Vitor Emanuel, Piazza Navona…

O gigante Coliseu

Reflexões

10 lições que eu aprendi longe do conforto da minha casa
Malas prontas

Uma esquininha italiana encantadora

Espero do fundo do coração muito em breve ter mais uma série de posts sobre alguma outra viagem para fazer por aqui. Mas enquanto isso não acontece, dá pra me deliciar lendo todas essas lindezas <3

Um beijo cheio de saudade…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Roma – Transporte e Hospedagem – Camping Village

Eis que infelizmente chegou nosso dia de partir de Londres 🙁 Foi triste dizer até logo pra minha cidade favorita do mundo inteiro mas estávamos indo pra Itália e eu estava ansiosíssima pela comida!
Nosso vôo sairia do aeroporto de Luton, um dos aeroportos menores de Londres. Como estávamos muito bem localizados no hostel, foi só descer até a avenida principal e pegar o ônibus da EasyBus (foram 10 libras cada um de nós, compramos online, minutos antes de embarcar porque havíamos esquecido! rs).
Já no aeroporto, comemos no Burger King (um bolinho com queijo e pimenta jalapeño incrível que não tem por aqui) e trocamos nossas moedinhas de Libras restantes em uma pulseira Life-wannabe pra mim. A viagem foi na péssima Monarch, que ferrou com a mala do Daniel, mas é claro que não íamos deixar nada disso nos atrapalhar: afinal estávamos na Europa e de férias, tudo que queríamos era nos divertir e não nos estressar.

Em Roma nossa escolha de hospedagem foi um camping, vejam que inusitado. Aliás, notem que variamos bastante: hotel em Paris, albergue em Londres e camping em Roma. O nome é Camping Village Roma e a Bia também se hospedou lá 😉 Na realidade vejo mais como um clube, pois tínhamos à nossa disposição piscina, discoteca, restaurante, supermercado, enfim, tudo que precisássemos (não que tenhamos utilizado). O quarto em si era como se fosse um trailler (eles chamavam de bangalô) pequeno mas extremamente confortável. Mas o melhor de tudo foi o preço:  230 euros por 6 diárias, pra nós dois (na época a conversão da diária deu menos de 70 reais por pessoa).

Camping Village Roma - Um dos bangalôs

Um dos bangalôs do Camping Village Roma. Uma gracinha, né?

Havíamos contratado transporte do próprio camping para nos pegar no aeroporto de Fiumicino (que fica fora da cidade de Roma) mas teve uma confusão gigantesca, o transporte marcado pras 22h não chegava… Eu não sabia como entrar em contato com eles, então fui até o balcão do aeroporto e um atendente MUITO simpático se ofereceu pra ligar pro Camping e me ajudar (joguei um charminho, confesso). Incrível como mesmo com os problemas do nosso país, sempre que falei que era brasileira fui muito bem tratada.
O que importa é que no final das contas deu tudo certo!

Ciao Bella - a frente do maravilhoso restaurante próprio do camping.

A frente do maravilhoso Ciao Bella, restaurante próprio do camping.

Chegamos varados de fome e o pessoal foi muito bacana em aceitar nos fazer uma pizza e nos servir um vinho mesmo sendo quase meia-noite (eles já tinham fechado o restaurante inclusive). Pra mim o ponto mais alto do Camping Village Roma com certeza foi o restaurante Ciao Bella. Toda noite gastávamos uma boa grana com o maior prazer do mundo. Depois de comer só comida congelada e fazer lanches, foi bom demais nos empanturrarmos com a comida italiana.

Ciao Bella - Um pouco do que costumávamos comer por lá

Um pouco do que costumávamos comer no Ciao Bella (sentido horário): nhoque ao pesto, espaguete à cabonara e uma salada com fetta incrível, além de um dos melhores vinhos da minha vida. Pizzas individuais (sim, gigantes! mas o recheio não é como estamos acostumados, então dávamos conta). Mais vinho! E nhoque ao pesto (de novo) e lasanha bolonhesa (na época eu comia carne).

Não tinha café da manhã na nossa diária, então alguns dias compramos comida no mercado mas em outros comemos o maravilhoso cornetto de chocolate do café do Camping. I regret nothing!

O que tem de bom no Camping Village?

  • A estrutura. Você tem por perto tudo que precisa, inclusive restaurante com preços justos (comíamos uma bela salada, um prato de massa cada um, uma pizza e uma garrafa de vinho e gastávamos cerca de 50 euros – sim, mortos de fome).
  • O espaço do quarto não era pequeno, era suficiente.
  • O chuveiro <3 finalmente consegui lavar o cabelo com dignidade.
  • A facilidade de ter transfer para vários lugares de Roma (mesmo que não tenhamos utilizado).
  • O contato com outras culturas: tinham muitos alemães por lá, várias famílias europeias vão passar as férias lá, sabe? Adorei que um jovenzinho nos deu 2 garrafonas de Heineken pois estavam indo embora e não queriam levar peso 😛
  • O restaurante Ciao Bella (que é aberto também a não hóspedes).
  • Gatos everywhere <3 Roma é conhecida como a cidade dos gatos e fiz amizade com essa gracinha por lá:
Camping Village Roma - gato morador de lá

Gateira que é gateira encontra gato em tudo que é lugar, né?

Quanto ao lado ruim, senti falta de frigobar ou geladeira comunitária. Não dava pra comprar nada que estragasse. E, principalmente, a distância 🙁 claro que tudo isso teria um preço, né? O Camping é afastado uns 20 minutos do Vaticano, por isso contam com um shuttle de hora em hora que nos deixava na estação de metrô Cipro, bem pertinho dos muros, e custava 3 euros por pessoa/dia. Havia a opção de ir de ônibus de linha, mas tinham baldeações e já estávamos com preguiça, sabe? Acabamos utilizando o shuttle do camping todo dia, achei bastante cômodo (e não achei tão caro). É muito gostoso caminhar em Roma, então usamos o metrô somente um dia (e odiei, muito mal conservado – um choque pra quem veio de Londres), nem nos preocupamos em comprar passagens, nem nada.

De qualquer forma, recomendo muito essa hospedagem se vocês não se incomodarem com a distância. Passamos dias maravilhosos em Roma e conseguimos entender um pouco melhor as influências que a cultura italiana tem sobre o brasileiro. Incrível o choque de ter estado em Paris e Londres, com culturas mais “frias” e depois ir pra Roma, com aquela recepção calorosa e animada que estamos acostumados. tá que sou antissocial, mas foi interessante ver

Camping Village Roma - A vista do nosso bangalô na nossa última tarde na Europa

A vista do nosso bangalô na nossa última tarde na Europa… que saudade que dá!

Como eu estava d e s e s p e r a d a pra conhecer o Vaticano, nosso primeiro passeio foi à Basílica de São Pedro… aguardem o próximo post!

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Paris – transporte público e escolha de hospedagem

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Quando planejamos a viagem, Paris era minha exigência, pois o Daniel já tinha visitado a Cidade Luz em 2014 e não tinha tido a melhor das experiências (juro que depois eu explico direitinho, mas basicamente leiam esse post sobre segurança em Paris). Acho que o monumento que eu mais queria conhecer nessa viagem era a Torre Eiffel *-* um monte de ferro velho gritando modernidade no meio de uma cidade tão cheia de antiguidades, que antítese linda!

Pra começar a minha jornada pela Europa (que exagero! só visitei 3 lugares), vamos falar sobre o transporte e sobre minha hospedagem, ok? E me aguenta que o post vai ser looooongo…

Transporte público em Paris

Paris é muito bem servida de transporte público, totalmente desnecessário pegar táxi ou alugar um carro (seria stress na certa). Para o metrô, transporte que mais usei, existem vários tipos de bilhetes com vários preços diferentes e o post que me ajudou MUITO a decidir quais bilhetes eu sairiam mais em conta, foi este do Viaje na Viagem (os valores estão desatualizados, porém com a explicação dada no blog, é só entrar no site oficial do transporte de Paris e calcular).
Para 5 dias dias na cidade, compramos 20 tickets t+ (sobraram alguns) e 2 Mobilis (pro dia que fomos pra Versalhes e pra Sacre Couer), além de 2 OrlyVals pra ir do aeroporto até a cidade (chegamos na França pelo aeroporto de Orly).

Não tivemos dificuldade alguma em usar o transporte público em Paris. Usamos monotrilho, metrô e trem, além do bondinho de Montmarte. O que ajudou foi que pegamos um mapa do metrô no hotel e eu tinha o Daniel do meu lado porque sou péééééssima com direções, coisa e tal. Obrigada, Dan =*
Os trens do metrô (foi o que mais usamos) em geral eram bem cuidados e fiquei surpresa com o quanto as pessoas lêem por lá (dica: muito) e o quanto usam o celular (dica: pouco, muito menos que a gente).

Farei um post só sobre os aeroportos pelos quais passei (Portela em Lisboa, Orly em Paris, Luton em Londres e Fiumicino em Roma) e outros sobre os vôos e as companhias aéreas que utilizei (TAP e Monarch), além do trem da Eurostar entre Paris e Londres (esse já saiu!).


Escolha da hospedagem

Durante as pesquisas pré-viagem, acabamos decidindo não investir pesado em hospedagem porque ficaríamos bem pouco no hotel, priorizaríamos outras coisas (passeios, por exemplo). Porém, ainda assim, a hospedagem mais difícil de decidir foi em Paris. Os preços são exorbitantes pro meu bolso (mesmo fora da temporada) e os custos mais baixos ficam distantes das principais atrações.
Depois de muito usar o Google e o Booking, encontramos várias opções e, com as mais baratas em mão, fui analisar as avaliações do TripAdvisor e até pedi conselho ao pessoal do Conexão Paris.
Acabamos optando pelo Hotel Jarry Confort, de apenas uma estrela, no 10eme (se quiser saber mais sobre os arrondissements de Paris, leia esse post do Expresso Paris). Fiz a reserva pelo próprio site do hotel (saía mais barato por lá do que por sites de reservas).
Aí você, coleguinha leitor, vem e me pergunta: “mas Lívia, por que você não ficou em um hostel?” Gente, hostel realmente pode ser uma alternativa incrível (falei mais sobre isso nos posts sobre o Palmers Lodge em Londres) se você viaja sozinho. No nosso caso a opção mais em conta ainda era o hotel. Pra vocês terem uma ideia, na época (reservamos em janeiro de 2015), pagamos 236 euros por 4 diárias para um casal. Ou seja: menos de 30 euros por pessoa por diária. De boa, não encontrei nenhum albergue agradável por esse preço, não!

Custo benefício do Hotel Jarry

Se eu recomendaria o hotel pra alguém? Hum, talvez sim, mas com ressalvas. Vamos por tópicos…

  • Localização e transporte – usamos metrô every fucking day todos os dias. Não lembro exatamente, mas creio que em uns 15 minutos chegávamos onde queríamos. A estação de metrô mais próxima era a Chateau dÉau (na Boulevard de Strasbourg), porém achei ela meio insegura (nas poucas vezes que usamos essa estação, sempre tinha alguém se aproveitando que eu estava passando a catraca pra passar junto comigo sem pagar – e nem a pau que eu ia criar encrenca, certo? – e muitos ambulantes). Logo de cara descobrimos que na outra rua paralela, a Boulevard Saint-Denis, havia um moooonte de mercados bacanas (Monoprix, Franprix e Carrefour, que nos salvaram) e ela culminava em um arco bem bonito (que hoje descobri que se chama Porte Saint-Denis) com várias opções de alimentação além de uma estação que foi a que mais usamos, a Saint-Denis. Resumindo: preferimos andar quase 10 minutos ao invés de somente 5 pra utilizar uma estação mais tranquila e menos “ameaçadora” (desculpa, sou moça do interior, me deixem).
  • Conforto e limpeza – aí que a coisa pega… eu já tinha lido que o hotel tinha uma escada em caracol mínima, que era super apertado e que os quartos cheiravam a cigarro então não tive grandes surpresas. Sobre as escadas, o que fiz foi pedir para o gerente do hotel (super simpático!) nos colocar em um andar baixo (ficamos no primeiro ou no segundo, sinceramente não lembro) e tínhamos pouca bagagem, então não atrapalhou, não. Quanto ao tamanho do quarto, péssimo! Mal dava pra passar entre a cama e a parede mas, repito, pra gente foi o suficiente. Sobre a limpeza, todos os dias tinha uma pessoa limpando o quarto porém não sentimos firmeza na roupa de cama (frescura, eu sei) então estendemos as toalhas do hotel pra não dormimos direto na roupa de cama deles (é que eu tinha lido uma reclamação sobre percevejos no colchão e me borrei de medo, confesso). Porém, o chuveiro era bem bom e quentinho (apesar de ter que segurar a ducha na mão, consegui lavar o cabelo até) e o vaso sanitário, apesar de a descarga ser de cordinha (!) era super satisfatório, não tenho do que reclamar.
  • Atendimento – não tenho do que reclamar. Falava em um inglês sofrível com o atendente do balcão e ele sempre se esforçou pra atender. Ao longo dos dias, já arriscava bonjours, bonsouirs e coisas do tipo XD Chegamos ao hotel um pouco antes do check-in, ficamos no saguão esperando, mas assim que o quarto foi liberado já subimos.
  • Internet – bem ruinzinha nos quartos mas funcionava muito bem no saguão. De qualquer forma, foi o suficiente pra mandar um “oi” pro Brasil e postar fotos no Instagram.

(imagens do TripAdvisor e Booking)

Se vocês tiverem alguma dúvida ou quiserem saber mais sobre algum ponto em específico, me avisem ^^ e me digam também o que estão achando dos posts, tá? Procurarei fazê-los em ordem cronológica dos acontecimentos.

O próximo post será sobre meu primeiro passeio em Paris: Catedral de Notre Dame, sua linda *-*

Viagem

Arrumando as malas de viagem (duas semanas na Europa)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Eu queria ter feito esse post antes de ir, mas agora vejo que foi até melhor ter deixado pra depois, sabem por quê? Desta forma consigo colocar a minha opinião após ter realmente usado a mala que fiz 🙂
Pesquisei bastante sobre como arrumar uma mala para uma viagem pra Europa durante a Primavera e uma das dicas mais legais que encontrei foi a de me preocupar com camadas. Tá com blusa de lã e ainda tá com frio? Taca uma jaqueta por cima! Ninguém precisa de 3 casacões pesados nem 5 botas de cano alto, ainda mais quando você vai para vários lugares: ninguém em Londres ia saber se eu tinha usado a mesma combinação de roupa em Paris. “Ah, mas e as fotos? vou aparecer igual em todas?” De boa? Nem ligo! Ouvi esses dias de uma pessoa falando que fez questão de andar de salto no ~mochilão~ que fez porque não queria sair nas fotos de tênis. Resultado? Pé moído, calcanhar estuprado. Mas são escolhas, né?

Fui vestida com uma legging preta florida, uma camiseta básica, tênis pink e jaqueta de couro. Ainda que seja um saco levar a jaqueta na mão, economizei espaço na mala (e boa parte do tempo fiquei com ela amarrada na cintura).

Mala despachada

Pesquisei bastaaaante antes de comprar uma mala. Sabia que queria com pelo menos 4 rodinhas (giro 360), média, leve e de uma cor chamativa. Acabei dormindo no ponto e não consegui comprar a que mais tinha gostado durante a BlackFriday então a minha salvação foi uma loja de malas super simples em Limeira, de onde é a mala que o Daniel usou (Jana, agradeça ao André pelo empréstimo heh).
A minha escolhida tem 7 rodinhas (sim, S-E-T-E!), leve, com dois bolsos externos, pink e o principal: barata! (sério, foi uns R$140) Eu gostei tanto da bichinha que por mim dormiria abraçada com ela toda noite =P O único problema que enfrentei com ela é que às vezes a alça travava e isso me atrapalhou pra descer/subir do metrô, principalmente.
Viajei com ela pesando somente 10kg. Lembrando que a duração da minha viagem foi de 16 dias, contando os dois dias de deslocamento (Brasil-Europa e Europa-Brasil), então fiz a mala pensando em 14 dias. Ela foi montada assim:

  • 2 calças jeans (uma era uma jegging preta)
  • 2 cardigãs (um verde estampado e um preto com pérolas)
  • 10 pares de meia e 1 meia-calça — burra! foram 15 dias, eu devia ter levado no mínimo uma por dia. Faltou e tive que pegar emprestada do Daniel, fuén (e a meia-calça eu nem usei)
  • 15 calcinhas e 2 sutiãs — foi suficiente, mas poderia ter levado menos e ter comprado na H&M (kits com 4 calcinhas por, tipo, 3 libras)
  • 1 pijama (shorts e blusinha de alcinha)
  • 6 camisetas de manga curta
  • 2 camisas de manga longa — totalmente desnecessárias, dava pra ter vivido bem sem
  • 2 blusas de frio (uma cinza escura de lã e uma cinza claro de linha) — desnecessário ter levado duas. Uma só teria sido mais do que suficiente!
  • 2 calçados (um tênis preto da Adidas e uma bota de cano baixo com tachinhas) — usei ambos muito pouco. Se fosse mais V1d4 L0k4, diria que só o tênis que fui calçando me bastaria
  • 2 toalhas de banho e 1 toalha de rosto — talvez uma só fosse suficiente, mas não quis arriscar
  • 1 cachecol de lã verde mesclado (fino), 1 echarpe rosa com bolinhas pretas e 1 echarpe branca estampada em verde e rosa — meu tênis “principal” era verde e rosa, por isso investi em acessórios nessa cor
  • nécessaire grande “de pendurar” (shampoo e condicionador, sabonete líquido, sabonete íntimo, solução para limpeza de lentes, pomadinhas, esparadrapo, algodão, cotonete, pente, adstringente, bandeide, desodorante, 3 pares de brincos, etc)
  • nécessaire de maquiagem (BB cream, rímel, batom, elásticos de cabelo, perfume) — na real, essa necessaire foi dentro da grande, eu tirava ela de dentro quando ia tomar banho, deixava no quarto
  • 2 sacolas de pano (pra levar as roupas pro banheiro, coisa e tal)
  • adaptador de tomada — aqui fui muito burra: não testei em casa e não funcionou o adaptador, fuén! Ainda bem que o Daniel tinha levado o dele e eu levei um “T”, aí fizemos uma gambiarra heh

Um detalhe importantíssimo foi que coloquei tudo em saquinhos de pano e em saquinhos de um plástico mais grosso (ambos das minhas Melissas), dessa forma tudo ficava organizadíssimo na mala e eu não incomodava o pessoal do hostel com o barulho de saquinho de mercado.

Mala de mão

Há algum tempo eu paquerava uma mochila da Olympikus, mas ela custava uns R$150, achei que não valia. Até que voltei no Outlet e vi uma etiqueta por R$99. Já tinha decidido levar e quase chorei quando passou por R$79 no caixa, só alegria! Achei ela extremamente funcional na viagem, apesar de não tê-la comprado de fato pra viajar (uso ela todo dia pra vir trabalhar). Aguentou bem o tranco e coube tudo o que eu precisava levar na mala de mão.

  • pasta com todos os documentos da viagem, passagens, reservas, bilhetes, enfim.
  • nécessaire pequena (escova de dentes e pasta, esparadrapo, lenços umedecidos, etc)
  • livro “A Viagem do Tigre” — não precisava ter levado o livro, nem toquei nele
  • chinelo
  • kit de roupas (pijama, calça legging, camiseta e 2 calcinhas)
  • 1 toalha de rosto — caso desse uma zica eu poderia tomar banho e dar um jeito
  • caixa dos óculos escuros (os óculos foram comigo, mas a caixinha foi na mochila)

Bolsa

Levei somente uma: vermelhinha, transversal, usei ela todo dia!

  • passaporte, cartão de crédito e dinheiro — não levei carteira. Levava o passaporte na bolsa e o dinheiro em uma bolsinha que minha mãe trouxe de viagem de Natal
  • bolsinha de remédios (alergia, gripe, descongestionante nasal, soro fisiológico, etc)
  • colírio, protetor labial, espelhinho
  • celular, carregador e fone de ouvido
  • Kobo — essencial, usei muito durante as viagens de trem e de avião
  • caixinha dos óculos de grau (dentro dela foram os óculos e a caixinha da lente)

Apesar de ter pensado muito bem no que levar, senti falta de algumas coisas, vejam só:

  • lençol: em Paris ficamos com nojinho da cama (sou fresca, me deixem), levar um lençol pra por por cima do que já estava á teria me ajudado a dormir melhor
  • talheres (não riam!): em Paris, novamente, não tinha nada disponível no hotel pra gente cortar o queijo, mexer o café com leite, enfim. Teria sido de grande valia levar dois kits de talheres descartáveis.
  • um cachecol mais quente: achei que seria exagero levar os meus tipo “coberta” mas um pelo menos teria sido útil em Londres
  • boné: em Roma pegamos dias de muuuuito sol e tenho problema com claridade (não chega a ser fotofobia), só o óculos de sol não dava conta.

Ouvi de muita gente (oi, mamy!) que era um absurdo eu levar “só” 6 camisetas pra 14 dias, mas, ó, garanto que não fiquei fedida e que deu pra repetir tranquilamente as combinações. No geral acho que foi uma escolha ótima de bagagem, viu? Nada voltou pra casa sem ser usado, mas se eu tivesse levado menos coisas ainda eu teria tido condição de trazer mais vinho, por exemplo =B #bebunça
Muitos me perguntaram sobre a doleira (uma bolsinha usada por baixo da roupa, “invisível”), mas não comprei e sinceramente não me fez falta alguma (e olha que não levei travel money, só dinheiro vivo mesmo).

Vocês já fizeram alguma viagem longa? Eu nunca tinha feito e consegui fazer as malas de uma forma que me atendeu muito bem. Tem alguma dica imperdível pra dar?

Viagem

{Guia} E as passagens, como faz?

(aka “como comprar passagens com valores acessíveis?”)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Depois de ter decidido viajar, ter pesquisado bastaaaante e ter definido quando e pra onde você vai, agora chegou a hora de o sonho começar a se concretizar: a compra das passagens. Todo mundo sabe que este é o custo que mais impacta no orçamento de um viajante mão de vaca.

Existem vários sites que dão diconas de como conseguir passagens aéreas mais baratas mas meu preferido foi o Melhores Destinos. Diariamente o site é atualizado com promoções de passagens aéreas para os mais diversos lugares (internacionais ou não). Foi através de um post lá que consegui comprar as nossas 😉
Três tópicos sensacionais do site:
Como encontrar passagens aérea promocionais
Qual a lógica dos preços das passagens aéreas
Com qual antecedência deve-se comprar a passagem
Entre outras informações, esses posts explicam que frequentemente não adianta comprar a passagem com 10 meses de antecedência: nessa época as companhias aéreas ainda não estão preocupadas em lotar os vôos, dificilmente haverá uma promoção.

Como saber se a passagem que eu quero abaixou o preço?

A primeira coisa que fiz foi criar alerta no Skyscanner para receber e-mail se as passagens que eu queria estivessem num preço mais baixo (nesse tutorial do próprio site indica como fazer isso no primeiro).
Problema: lá não dá pra criar um alerta com múltiplas cidades =/ (explico mais abaixo)
Para as passagens Brasil – Europa, o site só me ajudou a ter uma noção do valor, mas para a passagem Londres – Roma, só descobri a companhia com menor preço (Monarch) porque pesquisei lá antes.
Muitas vezes a quantidade de passagens com preço promocional é pequena e o recebimento de e-mails desse método é diário, então eu poderia ficar sem saber da promoção.

Mas qual a solução então?

Eu seguia alguns passos que vou descrever abaixo. Não me achem louca, nem nada, mas eu realmente queria pagar menos do que R$2.000 nas passagens, então me esforcei muito para isso XD

1) Diariamente, logo cedo, eu olhava a cotação do dólar (sim, infelizmente as passagens, ainda que sejam para um país cuja moeda seja o Euro, são cobradas em Dólares) e acessava o site de promoções. Com um dólar a quase R$3, passagens para a Europa por cerca de R$2.000 já são consideradas promocionais. Se não tivesse nada pra onde eu quisesse, eu ia no Decolar e no Skyscanner e via os menores preços.

2) Sabendo quais companhias tinham os melhores preços, eu testava uma a uma as datas possíveis para minha viagem dentro do site da própria companhia. Sim, eu sei, um saco.
Usei MUITO o site da Iberia e da British Airways (são parceiras, mas geralmente na Iberia as mesmas passagens tem preço menor) e da TAP para isso. Lembram que falei da flexibilidade de datas? É aqui que ela entra como fator de economia. Sabiam que viajar numa sexta e voltar num domingo geralmente é mais caro? Você tem que ir testando para descobrir, cada companhia tem seus critérios.

3) Depois de entender melhor os preços de cada companhia, eu fazia as jogadas entre as cidades de chegada e partida.
Lembram que decidimos por Londres, Paris e Roma? Então, para evitar um desgaste maior, decidimos pousar por uma cidade e decolar de outra. Para a compra de passagem, isso se chama “múltiplas cidades”, geralmente está indicado no campo de busca se você quer partir e chegar da mesma cidade ou de cidades diferentes.

O que tiramos de lição disso tudo?

É possível, sim, viajar gastando pouco se você pesquisar MUITO. Essa é a maior dica que posso dar 🙂

Comprei as nossas passagens após ver uma promoção de Natal da TAP no Melhores Destinos, por US$ 599 + taxas (convertendo saiu cerca de R$1900, ida e volta, já com taxas inclusas), em 5 suaves prestações heh. Isso foi no dia 23/12/14, um baita presente de Natal, hein? XD

Agora é só esperar a data (faltam 8 dias, SOCORRO!) e fazer as malas, vem!