Browsing Tag

hospedagem

Viagem

Marinheira de Primeira Viagem, o resumo de tudo que vivi (links)

Sei que é clichê, mas é incrível como o tempo passa rápido. Hoje faz exatamente um ano que eu desembarquei no Brasil e tirei a foto da tranqueirada toda que eu trouxe na mala. Mas o que um clique nunca, jamais vai conseguir registrar é a saudade que ficou em mim.

Não sei como explicar só sentir mas parte de mim ficou lá do outro lado do Oceano. Quando penso em Londres, a dor no coração que me dá me faz chorar toda vez (como agora, escrevendo esse post). A questão não é nem tanto a vontade de voltar (que é gigantesca) pra ver tudo o que não consegui ver da primeira vez mas sim o medo de nunca mais pisar lá de novo e ver o que já vi e tanto me emocionou. O terror de nunca mais ver de perto o caos que é a mão invertida no trânsito. O pavor de nunca mais sentir aquela emoção cortante de ver o Big Ben…

Mas de qualquer forma agradeço muito por ter tido a oportunidade de ter vivido isso.

Agradeço também pela paciência de você ter lido os meus relatos. Não quis que eles fossem escritos como um guia turístico, mas sim como um diário de viagem mesmo, com todas as coisas lindas que vi, mas principalmente tudo o que senti. Espero ter conseguido passar um pouco disso pra você <3

Como uma forma de encerrar esse ciclo, vou deixar aqui linkados todinhos os posts que fiz sobre meu primeiro mochilão ever. Falei sobre (quase) tudo que eu vivi nessas duas semanas mas eu peço com carinho que se ficar alguma dúvida, qualquer que seja, me pergunte! Eu adoro falar sobre isso e se der corda posso conversar horas e horas sobre o assunto…

Vamos lá?

Planejamento

Por onde começar o planejamento do seu mochilão ou viagem econômica – primeiros passos
Como fazer uma viagem econômica para a Europa – roteiros e gastos
Dicas para achar promoções de passagens áreas
Como arrumar uma mala inteligente – duas semana na primavera europeia

Em uma das tantas pontes maravilhosas da capital britânica...

Hospedagem e Transporte

Hotel baratinho em Paris: Jarry Confort – bônus: os diferentes passes de transporte, seus valores e a melhor escolha
Albergue incrível em Londres: Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage – bônus: será que é seguro ficar em um albergue?
Camping maravilhoso em Roma: Camping Village
Viagem de trem entre Paris e Londres (Eurotunel)Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras
(achei melhor separar a categoria, mais fácil de se achar, maybe)
Estação de metrô na Champs Elysees

Paris, na França

Saímos do Brasil no dia 12 de maio de 2015 e chegamos em Paris no dia 13, vindo de Lisboa (que serviu só de conexão, uma pena, fica pra próxima). Foram 4 noites na Cidade Luz (pra mim, mais do que suficientes pra conhecer tudo que eu queria).
Catedral de Notre Dame e os cadeados – a catedral que é linda e que me fez descobrir que gosto do estilo gótico (tks, arquitetas leitora lindas)
Palácio de Versalhes – não dá pra acreditar que as pessoas viviam em meio a tanta riqueza assim
Torre Eiffel – ou “a realização de um sonho”
Arco do Triunfo e Champs Elysees – ai, como tô a cara da chiqueza
Basílica de Sacre Coeur e Montmartre – porque às vezes quase sempre vale muito enfrentar nossos medos (nesse texto falo um pouco da violência na Cidade Luz)
Museu do Louvre – a emoção de estar lá, frente a obras excepcionais. Me arrepio toda!
Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia – fácil, fácil meu lugar preferido de Paris (e com o melhor crepe da minha vida)
Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas – ou “como se sentir pobre em 3 passos” heh
Sendo a tonta mais feliz do mundo em frente à Torre Eiffel

Londres, na Inglaterra

No dia 17 de maio de 2015 pela manhã, fomos até a Gare du Nord e em 2h30min chegamos ao lugar mais lindo do mundo. Foram 4 noites em Londres e me arrependo muito de ter sido tão pouco, merecia muito mais, viu?
Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster – uma das maiores emoções da minha vida inteirinha.
Palácio de Buckingham e The Mall – onde fica a Rainha <3
British Library e British Museum – já pensou em ver a pedra Rosetta de perto? *-*
London Eye e o rio Tâmisa – um dos meus posts preferidos, #fikdik
Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) – verde, flores, limpeza. Só podiam ser britânicos (tirando os tiny holandeses que vieram entrevistar a gente, claro)
St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London – um pouco sobre a religião anglicana e a dinastia Tudor
Imperial War Museum – meu museu preferido da viagem toda e o mais angustiante de todos, único que me fez chorar
Quer foto mais londrina que essa?

Roma e Vaticano, na Itália

Nossa ida pra Roma foi no dia 21 de maio de 2015, saindo do aeroporto de Luton com destino a Fiumicino. Dormimos 5 noites em terras italianas (6 se contarmos a fatídica noite que passamos no horrível aeroporto – assunto pra outro post) e achei que foi suficiente também pra conhecer o principal.
Praça e Basílica de São Pedro  – emocionante é pouco!
Museus do Vaticano e Capela Sistina – emocionante é pouco!²
Coliseu, Foro Romano e Palatino – vocês não tem noção da grandiosidade desse lugar!
Praças e monumentos da Roma Antiga – incluindo Panteão, Monumento a Vitor Emanuel, Piazza Navona…

O gigante Coliseu

Reflexões

10 lições que eu aprendi longe do conforto da minha casa
Malas prontas

Uma esquininha italiana encantadora

Espero do fundo do coração muito em breve ter mais uma série de posts sobre alguma outra viagem para fazer por aqui. Mas enquanto isso não acontece, dá pra me deliciar lendo todas essas lindezas <3

Um beijo cheio de saudade…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Roma – Transporte e Hospedagem – Camping Village

Eis que infelizmente chegou nosso dia de partir de Londres 🙁 Foi triste dizer até logo pra minha cidade favorita do mundo inteiro mas estávamos indo pra Itália e eu estava ansiosíssima pela comida!
Nosso vôo sairia do aeroporto de Luton, um dos aeroportos menores de Londres. Como estávamos muito bem localizados no hostel, foi só descer até a avenida principal e pegar o ônibus da EasyBus (foram 10 libras cada um de nós, compramos online, minutos antes de embarcar porque havíamos esquecido! rs).
Já no aeroporto, comemos no Burger King (um bolinho com queijo e pimenta jalapeño incrível que não tem por aqui) e trocamos nossas moedinhas de Libras restantes em uma pulseira Life-wannabe pra mim. A viagem foi na péssima Monarch, que ferrou com a mala do Daniel, mas é claro que não íamos deixar nada disso nos atrapalhar: afinal estávamos na Europa e de férias, tudo que queríamos era nos divertir e não nos estressar.

Em Roma nossa escolha de hospedagem foi um camping, vejam que inusitado. Aliás, notem que variamos bastante: hotel em Paris, albergue em Londres e camping em Roma. O nome é Camping Village Roma e a Bia também se hospedou lá 😉 Na realidade vejo mais como um clube, pois tínhamos à nossa disposição piscina, discoteca, restaurante, supermercado, enfim, tudo que precisássemos (não que tenhamos utilizado). O quarto em si era como se fosse um trailler (eles chamavam de bangalô) pequeno mas extremamente confortável. Mas o melhor de tudo foi o preço:  230 euros por 6 diárias, pra nós dois (na época a conversão da diária deu menos de 70 reais por pessoa).

Camping Village Roma - Um dos bangalôs

Um dos bangalôs do Camping Village Roma. Uma gracinha, né?

Havíamos contratado transporte do próprio camping para nos pegar no aeroporto de Fiumicino (que fica fora da cidade de Roma) mas teve uma confusão gigantesca, o transporte marcado pras 22h não chegava… Eu não sabia como entrar em contato com eles, então fui até o balcão do aeroporto e um atendente MUITO simpático se ofereceu pra ligar pro Camping e me ajudar (joguei um charminho, confesso). Incrível como mesmo com os problemas do nosso país, sempre que falei que era brasileira fui muito bem tratada.
O que importa é que no final das contas deu tudo certo!

Ciao Bella - a frente do maravilhoso restaurante próprio do camping.

A frente do maravilhoso Ciao Bella, restaurante próprio do camping.

Chegamos varados de fome e o pessoal foi muito bacana em aceitar nos fazer uma pizza e nos servir um vinho mesmo sendo quase meia-noite (eles já tinham fechado o restaurante inclusive). Pra mim o ponto mais alto do Camping Village Roma com certeza foi o restaurante Ciao Bella. Toda noite gastávamos uma boa grana com o maior prazer do mundo. Depois de comer só comida congelada e fazer lanches, foi bom demais nos empanturrarmos com a comida italiana.

Ciao Bella - Um pouco do que costumávamos comer por lá

Um pouco do que costumávamos comer no Ciao Bella (sentido horário): nhoque ao pesto, espaguete à cabonara e uma salada com fetta incrível, além de um dos melhores vinhos da minha vida. Pizzas individuais (sim, gigantes! mas o recheio não é como estamos acostumados, então dávamos conta). Mais vinho! E nhoque ao pesto (de novo) e lasanha bolonhesa (na época eu comia carne).

Não tinha café da manhã na nossa diária, então alguns dias compramos comida no mercado mas em outros comemos o maravilhoso cornetto de chocolate do café do Camping. I regret nothing!

O que tem de bom no Camping Village?

  • A estrutura. Você tem por perto tudo que precisa, inclusive restaurante com preços justos (comíamos uma bela salada, um prato de massa cada um, uma pizza e uma garrafa de vinho e gastávamos cerca de 50 euros – sim, mortos de fome).
  • O espaço do quarto não era pequeno, era suficiente.
  • O chuveiro <3 finalmente consegui lavar o cabelo com dignidade.
  • A facilidade de ter transfer para vários lugares de Roma (mesmo que não tenhamos utilizado).
  • O contato com outras culturas: tinham muitos alemães por lá, várias famílias europeias vão passar as férias lá, sabe? Adorei que um jovenzinho nos deu 2 garrafonas de Heineken pois estavam indo embora e não queriam levar peso 😛
  • O restaurante Ciao Bella (que é aberto também a não hóspedes).
  • Gatos everywhere <3 Roma é conhecida como a cidade dos gatos e fiz amizade com essa gracinha por lá:
Camping Village Roma - gato morador de lá

Gateira que é gateira encontra gato em tudo que é lugar, né?

Quanto ao lado ruim, senti falta de frigobar ou geladeira comunitária. Não dava pra comprar nada que estragasse. E, principalmente, a distância 🙁 claro que tudo isso teria um preço, né? O Camping é afastado uns 20 minutos do Vaticano, por isso contam com um shuttle de hora em hora que nos deixava na estação de metrô Cipro, bem pertinho dos muros, e custava 3 euros por pessoa/dia. Havia a opção de ir de ônibus de linha, mas tinham baldeações e já estávamos com preguiça, sabe? Acabamos utilizando o shuttle do camping todo dia, achei bastante cômodo (e não achei tão caro). É muito gostoso caminhar em Roma, então usamos o metrô somente um dia (e odiei, muito mal conservado – um choque pra quem veio de Londres), nem nos preocupamos em comprar passagens, nem nada.

De qualquer forma, recomendo muito essa hospedagem se vocês não se incomodarem com a distância. Passamos dias maravilhosos em Roma e conseguimos entender um pouco melhor as influências que a cultura italiana tem sobre o brasileiro. Incrível o choque de ter estado em Paris e Londres, com culturas mais “frias” e depois ir pra Roma, com aquela recepção calorosa e animada que estamos acostumados. tá que sou antissocial, mas foi interessante ver

Camping Village Roma - A vista do nosso bangalô na nossa última tarde na Europa

A vista do nosso bangalô na nossa última tarde na Europa… que saudade que dá!

Como eu estava d e s e s p e r a d a pra conhecer o Vaticano, nosso primeiro passeio foi à Basílica de São Pedro… aguardem o próximo post!

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Londres – Hospedagem – Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage

*glória a Deus, Paris acabou, bora falar de London, baby*

Se na capital francesa sofremos um monte pra achar uma hospedagem digna e bem localizada por um preço acessível, Londres foi uma benção nesse quesito. Meu namorado já tinha estado lá em 2014 e se hospedou no que diz ter sido o melhor hostel do seu mochilão (ele foi pra Lisboa, Madri, Londres e Paris) e hoje eu super acredito viu? Aliás, na capital britânica não tive que preocupar com praticamente nada porque o combinado era que o Dan me guiaria por lá e me proporcionaria os melhores dias do nosso mochilão… dito e feito!

Confesso que eu estava muito receosa de ficar em um albergue. Aqui no Brasil a gente tem uma ideia super errada quanto aos albergues, acha que é tudo bagunça. Essa foi minha única experiência, mas me surpreendi positivamente, começando pelo visual quando chegamos lá… gente, a arquitetura do Palmers Lodge Swiss Cottage é linda! Inclusive é considerado um prédio histórico e preservado de Londres. Por dentro a gente vê muita coisa em madeira. Tudo tem um quê vintage mas nada é velho, entendem?

O hostel Palmers Lodge Swiss Cottage. Não é uma coisa linda?

O hostel Palmers Lodge Swiss Cottage. Não é uma coisa linda?

Fizemos a reserva do hostel via Booking, em janeiro de 2015. Foram 4 diárias de 2 camas de solteiro em um quarto coletivo misto com 28 camas por 160 libras (ou seja: 20 libras por dia e por pessoa). Chegando lá, a atendente porto-riquenha super simpática disse que havíamos recebido um upgrade pro quarto com 12 camas e chuveiro privativo, muito amor <3

Esse é o hall do hostel

Esse é o hall do hostel. Tudo lindo de madeira <3

O que me surpreendeu ao me hospedar num hostel?

  • Sim, é seguro ficar em um albergue. Apesar de dividir o quarto com outras 10 pessoas além do meu namorado, me senti confiante o suficiente pra deixar minha mala do lado de fora do locker (trancada, ok, mas ainda assim). Você só consegue acessar o quarto com um cartão-chave.
  • Todo mundo respeitando o espaço do outro. Não tinham roupas jogadas por todos os cantos do quarto, cada um respeitava bem o espaço próximo à sua cama.
  • Havia respeito pelo sono alheio. Ninguém fazia barulho ou acendia a luz quando chegava de madrugada da balada ou saía de madrugada pra ir embora.
  • Os chuveiros eram bem limpos e não eram disputadíssimos (tinham 2 cabines com chuveiro no nosso quarto e uma pia grande), toda vez que fui tomar banho, estava desocupado. Foi chato ter que usar o banheiro fora do quarto? Foi um pouco, mas nada alarmante, valeu as libras economizadas.
  • As pessoas não se importam tanto com privacidade como eu imaginava. Eu estava preocupada com meu shorts curtos enquanto que uma moça andava no quarto de calcinha e só uma toalha enrolada nos peitos. E, sendo bastante ingênua talvez, não notei um “nooossa, quero chamar atenção” mas sim um “oi, pras bandas de cá é normal, tá?”.
  • Tinha gente de várias idades. Eu achei que só encontraria a ~juventude~ se hospedando por lá, mas vi várias pessoas na casa dos 40 anos e um grupo de brasileiros cuja faixa etária devia ser entre 55 e 60 anos se hospedando por lá também.

Não sei se todos os hostels são assim, isso é o que posso falar do Palmers Lodge Swiss Cottage, ok?

O que tem de bom no Palmers Lodge?

Sobre os quartos, fiquei na parte de cima de um beliche e o Daniel na debaixo. Um diferencial é que todas as camas tem uma cortininha marrom horrível mas que te dá mais privacidade (eu até me trocava na cama). Isso além de ter uma tomada e uma luminária pra cada um. Em cada cama tinha um edredom muito gostosinho e bem limpinho, não fiquei com nojo nenhum de usar (sim, sou fresca). O quarto era aquecido, mas sempre tinha um filho da puta que abria a janela e todo o calorzinho ia embora 🙁 (não que tenhamos pego dias tão frios assim em Londres, e média de temperatura por lá era de uns 10 graus Celsius. Ok, é bem frio pra nós brasileiros)

Os beliches são assim. E essa plaquinha era um charme no hall.

Os beliches são assim (reparem que tem luminária. O locker são as gavetas abaixo da cama). E essa plaquinha era um charme no hall.

Pra mim o ponto mais alto foi o café da manhã. Ele é cobrado à parte (4,50 libras por dia na época em que fui) e mesmo na cotação atual acredito que ainda valha à pena. Tinha croissant doce e salgado (quentinhos!), muffins (macios e deliciosos), frutas (maçã verde e banana), vários pães, frios (presunto e queijo), ovos cozidos, Nutella, manteiga e margarina, geléia de uns 5 tipos (a de raspberry era a melhor!), além de uma máquina de café liberada (café com leite, capuccino, chocolate quente), vários tipos de chá, leite quente e frio e cereais. Uuuufa!
Demorávamos pelo menos meia hora pra tomar café toda manhã porque viajante pé rapado é foda, né? Quer encher o bucho pra não ter que almoçar heh sempre levávamos uma fruta conosco e nunca ninguém reclamou de fazermos isso (mas também não perguntamos se era permitido =B #verdades). E era uma delícia tomar café da manhã assistindo a previsão do tempo britânica, ai, que sotaque delicioso o deles <3

Meu café da manhã no albergue

Meu café da manhã no albergue. Imaginem que eu repetia isso mais uma vez, no mínimo. Delícia!

Outro fato importantíssimo foi a ótima localização. O hostel fica a uns 5 minutos da estação Swiss Cottage, pertinho da Finchley Road onde pegamos o EasyBus pro aeroporto de Luton na hora de ir embora. Nessa avenida tinham muuuitas opções de alimentação (Subway, KFC, Mc Donald’s, restaurantes indianos diversos), uma Superdrugstore e o maravilhoso do Marks & Spencer, que foi nosso salvador. Esse mercado e a micro-cozinha do hostel nos ajudaram a termos jantares dignos durante nossa estadia em Londres.
Quando voltávamos de pernear, passávamos no mercado comprar pratos congelados e usávamos o micro-ondas do hostel pra esquentar. Apesar de bem pequenininha, a cozinha era bem digna. Além do micro, vários utensílios de cozinha disponíveis e uma geladeirona. A única regra era a obrigatoriedade de lavar sua louça após usar (o que é óbvio, né, gente?) Nós dois fazíamos a festa! Geralmente comprávamos um purê de batatas delicioso, um prato de macarrão com queijo, uma pink lemonade e iogurte de sobremesa. Acabava saindo muito barato (com menos de 10 libras nós dois comíamos muito bem) e era reconfortante comer algo quentinho depois de passar o dia todo no frio de Londres. O melhor de tudo é que o gosto não era de comida congelada e vimos muitos londrinos fazendo o mesmo que a gente, me senti “de casa” 😛

As áreas comuns era bem bacanas, um clima muito gostoso. Sempre esquentávamos a comida e íamos pro deck comer ouvindo a música da vez.

Não é uma graça a área externa do restaurante?

Não é uma graça a área externa do restaurante? Mesmo que não consumíssemos nada no restaurante, poderíamos usar as mesas e os utensílios pra comer o que preparávamos na cozinha.

E por último mas não menos importante, o wi-fi era digníssimo. Funcionava bem nos quartos, na cozinha, no lobby, no restaurante… deu pra atualizar a família tranquilamente 🙂

Posso dizer que valeu muito a pena me hospedar em um hostel e digo mais: quando eu voltar pra Londres, o Palmers Lodge será minha escolha novamente, sem dúvida alguma.

Que bela surpresa pra quem tinha um preconceito bobo, não é mesmo? Mas e aí: vocês já se hospedaram em algum hostel? Imaginavam que seria diferente? Eu agora sempre procuro por essa opção quando pesquiso hospedagem pra alguma viagem.

E assim começamos nosso tour por Londres… No próximo post vocês vão saber da minha emoção ao conhecer o Big fucking Ben AHAHAH

P.S.: o Daniel me ~mandou~ falar que quando escrevo “fucking-alguma-coisa” não é no sentido ruim, tá? É no sentido, sei lá, “fucking awesome”, coisas nesse naipe 😛
P.S.²: algumas das fotos são do site do hostel e do TripAdvisor.

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Paris – transporte público e escolha de hospedagem

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Quando planejamos a viagem, Paris era minha exigência, pois o Daniel já tinha visitado a Cidade Luz em 2014 e não tinha tido a melhor das experiências (juro que depois eu explico direitinho, mas basicamente leiam esse post sobre segurança em Paris). Acho que o monumento que eu mais queria conhecer nessa viagem era a Torre Eiffel *-* um monte de ferro velho gritando modernidade no meio de uma cidade tão cheia de antiguidades, que antítese linda!

Pra começar a minha jornada pela Europa (que exagero! só visitei 3 lugares), vamos falar sobre o transporte e sobre minha hospedagem, ok? E me aguenta que o post vai ser looooongo…

Transporte público em Paris

Paris é muito bem servida de transporte público, totalmente desnecessário pegar táxi ou alugar um carro (seria stress na certa). Para o metrô, transporte que mais usei, existem vários tipos de bilhetes com vários preços diferentes e o post que me ajudou MUITO a decidir quais bilhetes eu sairiam mais em conta, foi este do Viaje na Viagem (os valores estão desatualizados, porém com a explicação dada no blog, é só entrar no site oficial do transporte de Paris e calcular).
Para 5 dias dias na cidade, compramos 20 tickets t+ (sobraram alguns) e 2 Mobilis (pro dia que fomos pra Versalhes e pra Sacre Couer), além de 2 OrlyVals pra ir do aeroporto até a cidade (chegamos na França pelo aeroporto de Orly).

Não tivemos dificuldade alguma em usar o transporte público em Paris. Usamos monotrilho, metrô e trem, além do bondinho de Montmarte. O que ajudou foi que pegamos um mapa do metrô no hotel e eu tinha o Daniel do meu lado porque sou péééééssima com direções, coisa e tal. Obrigada, Dan =*
Os trens do metrô (foi o que mais usamos) em geral eram bem cuidados e fiquei surpresa com o quanto as pessoas lêem por lá (dica: muito) e o quanto usam o celular (dica: pouco, muito menos que a gente).

Farei um post só sobre os aeroportos pelos quais passei (Portela em Lisboa, Orly em Paris, Luton em Londres e Fiumicino em Roma) e outros sobre os vôos e as companhias aéreas que utilizei (TAP e Monarch), além do trem da Eurostar entre Paris e Londres (esse já saiu!).


Escolha da hospedagem

Durante as pesquisas pré-viagem, acabamos decidindo não investir pesado em hospedagem porque ficaríamos bem pouco no hotel, priorizaríamos outras coisas (passeios, por exemplo). Porém, ainda assim, a hospedagem mais difícil de decidir foi em Paris. Os preços são exorbitantes pro meu bolso (mesmo fora da temporada) e os custos mais baixos ficam distantes das principais atrações.
Depois de muito usar o Google e o Booking, encontramos várias opções e, com as mais baratas em mão, fui analisar as avaliações do TripAdvisor e até pedi conselho ao pessoal do Conexão Paris.
Acabamos optando pelo Hotel Jarry Confort, de apenas uma estrela, no 10eme (se quiser saber mais sobre os arrondissements de Paris, leia esse post do Expresso Paris). Fiz a reserva pelo próprio site do hotel (saía mais barato por lá do que por sites de reservas).
Aí você, coleguinha leitor, vem e me pergunta: “mas Lívia, por que você não ficou em um hostel?” Gente, hostel realmente pode ser uma alternativa incrível (falei mais sobre isso nos posts sobre o Palmers Lodge em Londres) se você viaja sozinho. No nosso caso a opção mais em conta ainda era o hotel. Pra vocês terem uma ideia, na época (reservamos em janeiro de 2015), pagamos 236 euros por 4 diárias para um casal. Ou seja: menos de 30 euros por pessoa por diária. De boa, não encontrei nenhum albergue agradável por esse preço, não!

Custo benefício do Hotel Jarry

Se eu recomendaria o hotel pra alguém? Hum, talvez sim, mas com ressalvas. Vamos por tópicos…

  • Localização e transporte – usamos metrô every fucking day todos os dias. Não lembro exatamente, mas creio que em uns 15 minutos chegávamos onde queríamos. A estação de metrô mais próxima era a Chateau dÉau (na Boulevard de Strasbourg), porém achei ela meio insegura (nas poucas vezes que usamos essa estação, sempre tinha alguém se aproveitando que eu estava passando a catraca pra passar junto comigo sem pagar – e nem a pau que eu ia criar encrenca, certo? – e muitos ambulantes). Logo de cara descobrimos que na outra rua paralela, a Boulevard Saint-Denis, havia um moooonte de mercados bacanas (Monoprix, Franprix e Carrefour, que nos salvaram) e ela culminava em um arco bem bonito (que hoje descobri que se chama Porte Saint-Denis) com várias opções de alimentação além de uma estação que foi a que mais usamos, a Saint-Denis. Resumindo: preferimos andar quase 10 minutos ao invés de somente 5 pra utilizar uma estação mais tranquila e menos “ameaçadora” (desculpa, sou moça do interior, me deixem).
  • Conforto e limpeza – aí que a coisa pega… eu já tinha lido que o hotel tinha uma escada em caracol mínima, que era super apertado e que os quartos cheiravam a cigarro então não tive grandes surpresas. Sobre as escadas, o que fiz foi pedir para o gerente do hotel (super simpático!) nos colocar em um andar baixo (ficamos no primeiro ou no segundo, sinceramente não lembro) e tínhamos pouca bagagem, então não atrapalhou, não. Quanto ao tamanho do quarto, péssimo! Mal dava pra passar entre a cama e a parede mas, repito, pra gente foi o suficiente. Sobre a limpeza, todos os dias tinha uma pessoa limpando o quarto porém não sentimos firmeza na roupa de cama (frescura, eu sei) então estendemos as toalhas do hotel pra não dormimos direto na roupa de cama deles (é que eu tinha lido uma reclamação sobre percevejos no colchão e me borrei de medo, confesso). Porém, o chuveiro era bem bom e quentinho (apesar de ter que segurar a ducha na mão, consegui lavar o cabelo até) e o vaso sanitário, apesar de a descarga ser de cordinha (!) era super satisfatório, não tenho do que reclamar.
  • Atendimento – não tenho do que reclamar. Falava em um inglês sofrível com o atendente do balcão e ele sempre se esforçou pra atender. Ao longo dos dias, já arriscava bonjours, bonsouirs e coisas do tipo XD Chegamos ao hotel um pouco antes do check-in, ficamos no saguão esperando, mas assim que o quarto foi liberado já subimos.
  • Internet – bem ruinzinha nos quartos mas funcionava muito bem no saguão. De qualquer forma, foi o suficiente pra mandar um “oi” pro Brasil e postar fotos no Instagram.

(imagens do TripAdvisor e Booking)

Se vocês tiverem alguma dúvida ou quiserem saber mais sobre algum ponto em específico, me avisem ^^ e me digam também o que estão achando dos posts, tá? Procurarei fazê-los em ordem cronológica dos acontecimentos.

O próximo post será sobre meu primeiro passeio em Paris: Catedral de Notre Dame, sua linda *-*