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Londres

Viagem

Marinheira de Primeira Viagem, o resumo de tudo que vivi (links)

Sei que é clichê, mas é incrível como o tempo passa rápido. Hoje faz exatamente um ano que eu desembarquei no Brasil e tirei a foto da tranqueirada toda que eu trouxe na mala. Mas o que um clique nunca, jamais vai conseguir registrar é a saudade que ficou em mim.

Não sei como explicar só sentir mas parte de mim ficou lá do outro lado do Oceano. Quando penso em Londres, a dor no coração que me dá me faz chorar toda vez (como agora, escrevendo esse post). A questão não é nem tanto a vontade de voltar (que é gigantesca) pra ver tudo o que não consegui ver da primeira vez mas sim o medo de nunca mais pisar lá de novo e ver o que já vi e tanto me emocionou. O terror de nunca mais ver de perto o caos que é a mão invertida no trânsito. O pavor de nunca mais sentir aquela emoção cortante de ver o Big Ben…

Mas de qualquer forma agradeço muito por ter tido a oportunidade de ter vivido isso.

Agradeço também pela paciência de você ter lido os meus relatos. Não quis que eles fossem escritos como um guia turístico, mas sim como um diário de viagem mesmo, com todas as coisas lindas que vi, mas principalmente tudo o que senti. Espero ter conseguido passar um pouco disso pra você <3

Como uma forma de encerrar esse ciclo, vou deixar aqui linkados todinhos os posts que fiz sobre meu primeiro mochilão ever. Falei sobre (quase) tudo que eu vivi nessas duas semanas mas eu peço com carinho que se ficar alguma dúvida, qualquer que seja, me pergunte! Eu adoro falar sobre isso e se der corda posso conversar horas e horas sobre o assunto…

Vamos lá?

Planejamento

Por onde começar o planejamento do seu mochilão ou viagem econômica – primeiros passos
Como fazer uma viagem econômica para a Europa – roteiros e gastos
Dicas para achar promoções de passagens áreas
Como arrumar uma mala inteligente – duas semana na primavera europeia

Em uma das tantas pontes maravilhosas da capital britânica...

Hospedagem e Transporte

Hotel baratinho em Paris: Jarry Confort – bônus: os diferentes passes de transporte, seus valores e a melhor escolha
Albergue incrível em Londres: Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage – bônus: será que é seguro ficar em um albergue?
Camping maravilhoso em Roma: Camping Village
Viagem de trem entre Paris e Londres (Eurotunel)Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras
(achei melhor separar a categoria, mais fácil de se achar, maybe)
Estação de metrô na Champs Elysees

Paris, na França

Saímos do Brasil no dia 12 de maio de 2015 e chegamos em Paris no dia 13, vindo de Lisboa (que serviu só de conexão, uma pena, fica pra próxima). Foram 4 noites na Cidade Luz (pra mim, mais do que suficientes pra conhecer tudo que eu queria).
Catedral de Notre Dame e os cadeados – a catedral que é linda e que me fez descobrir que gosto do estilo gótico (tks, arquitetas leitora lindas)
Palácio de Versalhes – não dá pra acreditar que as pessoas viviam em meio a tanta riqueza assim
Torre Eiffel – ou “a realização de um sonho”
Arco do Triunfo e Champs Elysees – ai, como tô a cara da chiqueza
Basílica de Sacre Coeur e Montmartre – porque às vezes quase sempre vale muito enfrentar nossos medos (nesse texto falo um pouco da violência na Cidade Luz)
Museu do Louvre – a emoção de estar lá, frente a obras excepcionais. Me arrepio toda!
Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia – fácil, fácil meu lugar preferido de Paris (e com o melhor crepe da minha vida)
Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas – ou “como se sentir pobre em 3 passos” heh
Sendo a tonta mais feliz do mundo em frente à Torre Eiffel

Londres, na Inglaterra

No dia 17 de maio de 2015 pela manhã, fomos até a Gare du Nord e em 2h30min chegamos ao lugar mais lindo do mundo. Foram 4 noites em Londres e me arrependo muito de ter sido tão pouco, merecia muito mais, viu?
Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster – uma das maiores emoções da minha vida inteirinha.
Palácio de Buckingham e The Mall – onde fica a Rainha <3
British Library e British Museum – já pensou em ver a pedra Rosetta de perto? *-*
London Eye e o rio Tâmisa – um dos meus posts preferidos, #fikdik
Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) – verde, flores, limpeza. Só podiam ser britânicos (tirando os tiny holandeses que vieram entrevistar a gente, claro)
St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London – um pouco sobre a religião anglicana e a dinastia Tudor
Imperial War Museum – meu museu preferido da viagem toda e o mais angustiante de todos, único que me fez chorar
Quer foto mais londrina que essa?

Roma e Vaticano, na Itália

Nossa ida pra Roma foi no dia 21 de maio de 2015, saindo do aeroporto de Luton com destino a Fiumicino. Dormimos 5 noites em terras italianas (6 se contarmos a fatídica noite que passamos no horrível aeroporto – assunto pra outro post) e achei que foi suficiente também pra conhecer o principal.
Praça e Basílica de São Pedro  – emocionante é pouco!
Museus do Vaticano e Capela Sistina – emocionante é pouco!²
Coliseu, Foro Romano e Palatino – vocês não tem noção da grandiosidade desse lugar!
Praças e monumentos da Roma Antiga – incluindo Panteão, Monumento a Vitor Emanuel, Piazza Navona…

O gigante Coliseu

Reflexões

10 lições que eu aprendi longe do conforto da minha casa
Malas prontas

Uma esquininha italiana encantadora

Espero do fundo do coração muito em breve ter mais uma série de posts sobre alguma outra viagem para fazer por aqui. Mas enquanto isso não acontece, dá pra me deliciar lendo todas essas lindezas <3

Um beijo cheio de saudade…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Londres – Imperial War Museum

Já aviso que esse é um post pesado, ok? fiquei com os olhos marejados escrevendo…

É até difícil afirmar isso sem cometer nenhuma injustiça, mas o Museu Imperial da Guerra em Londres foi meu museu favorito da viagem toda. Obviamente a Capela Sistina do Museu do Vaticano (aguardem post!) e a Vitoria da Samotrácia do Museu do Louvre tem um espaço gigante no meu coração, assim como a Pedra Rosetta do British Museum. Mas o IWM como um todo me ganhou, principalmente último andar, que é de dar náuseas de tão perturbador…

Este era um lugar que o Daniel queria ter visitado da primeira vez que foi pra lá, em 2014, mas infelizmente ele estava em reformas, então foi novidade tanto pra mim quanto pra ele. Foi engraçado porque demoramos MUITO tempo pra chegar no museu, não encontrávamos de jeito nenhum a rua certa nem com GPS (estava chuviscando – claro! – e o sinal estava péssimo). Agora já não me recordo direito, mas acho que fomos caminhando das imediações da London Eye até lá. Só lembro que chegamos já meio “tarde”, depois do almoço, com certeza (e o museu fecharia às 18h).

Imperial War Museum - frente, jardim com um canhão.

O canhão no jardim da frente que nos recepciona (Travel Guide)

Foi fundado em 1917, em memória dos que haviam morrido ou ainda lutavam durante a Primeira Guerra Mundial. Um incêndio destruiu sua sede original e agora ele se encontra onde antigamente funcionava um hospital (em um edifício LINDO!). O museu é gratuito (God save the Queen!) e logo ao entrar no saguão temos uma visão de todos os pavimentos (é tipo um vão, sabe?) e já nos deparamos com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto, impressionante. Detalhe para o Spitfire, caça que ganhou a Batalha da Inglaterra em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial, e as bombas V1 e V2 alemãs, lançadas sobre Londres quase ao final da Guerra (elas foram os embriões da tecnologia dos futuros foguetes espaciais). Obrigada, Dan pela contribuição <3

Imperial War Museum - saguão de entrada do museu, com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto

O saguão de entrada do museu, com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto (Standard)

O que mais me atraiu no museu foi o fato de não ter expostas obras de arte mas sim a realidade da época. Você vai entrando e vai vendo como eram as propagandas da época, vê uniformes usados pelos soldados, cartas escritas pelos britânicos da época e interage com gravações de áudio. Até a sensação de estar em um trincheira eles conseguem nos passar. Como já disse por aqui, nunca fui boa em História mas é tudo tão bem contado (cronologicamente, inclusive) que consegui aprender muito.

Imperial War Museum - Máscaras e outras relíquias da Primeira Guerra Mundial

Máscaras e outras relíquias da Primeira Guerra Mundial. Tudo muito bem explicado nas legendas (Mirror)

Momento inusitado da visita: sentamos em uns bancos próximos ao banheiro pra descansar assim que chegamos e nem reparamos que havia uma mochila sozinha ao nosso lado. Vieram uns guardas e nos perguntaram se era nossa, dissemos que não e ficamos em alerta (e com medo de nos levantarmos e sairmos, pois poderia ser um comportamento suspeito). De repente, começou todo um furduncio e mais uns dois ou três seguranças ficaram ali conosco e nós, sentadinhos, quietinhos. Em menos de cinco minutos, veio um outro rapaz, dizendo que haviam puxado as filmagens e estavam trazendo o sujeito que havia abandonado a mochila. Ficamos com muito medo de duas coisas: 1) realmente ser uma bomba ou algo do tipo e 2) sermos presos e não conseguirmos explicar heh Mas no fim das contas eles são muito profissionais e treinados pra isso… deram uma bronca no cara (que disse que não queria andar com a mochila nas costas, por isso deixou lá – detalhe: o museu tem guarda-volumes, muito suspeito mesmo) e ele foi embora. Tivemos uma pitada de leve de como os europeus levam a sério essa questão do terrorismo, principalmente após os ataques ao metrô de Londres em 2005 (fico imaginando como está Paris agora)
Na dúvida: nunca deixe sua mochila desacompanhada e nem seja burro igual a gente e sente do lado de uma, tá bem? 😛

Infelizmente a parte que mais mexeu comigo é a única parte do museu que não se pode fotografar: uma seção totalmente dedicada ao holocausto no último andar. Entramos sem saber o que encontrar, se quiser ter essa surpresa também, não leia os próximos parágrafos, ok? Acreditamos que uma das razões para essa proibição (das fotos) é para evitar a divulgação de material verdadeiro, da época e que, infelizmente, ainda hoje em dia, passados 70 anos do final da guerra, há loucos que simpatizam com tudo o que foi feito e que poderiam usar isso para inflar propaganda anti-semita.

Imperial War Museum - As roupas dos soldados

As roupas dos soldados (Telegraph)

O ambiente é todo mais escuro, sombrio. Crianças não são aconselhadas a entrar. Conforme vamos percorrendo as salas com sentido obrigatório (e áreas de escape pra quem não tiver estômago de ver tudo), vamos entendendo mais tudo o que aconteceu. A perseguição aos judeus e outras minorias. As pequenas “aldeias” que eles formavam e sua superpopulação. As crianças que foram separadas dos pais. A alegria de ir tomar o banho em um dos campos de concentração e enfrentar cara a cara a morte em uma câmara de gás. Os depoimentos dos sobreviventes.

Algumas salas eram só de vídeos das famílias contando da fome, da tristeza, da dor da separação. Outras, mostravam objetos, inclusive sapatos de vários judeus… alguns eram sapatos de bebês, sabe? Chocante. Uma instalação que me chocou muito era na realidade um vagão de transporte (original) para os campos de concentração. Quando você percebe onde está e lê a plaquinha do tanto de pessoas que eles transportavam naquele espaço minúsculo, é impossível não se sentir claustrofóbico.

Imperial War Museum - Algumas das placas e propagandas da época da guerra, além de cartazes sobre racionamento

Algumas das placas e propagandas da época da guerra, além de cartazes sobre racionamento

No final, além de ver uma maquete pra ter uma noção do que eram os campos de concentração, também vemos fotos dos criminosos dessa grande guerra e qual o destino que tiveram (alguns foram presos, outros mortos e outros tantos suicidaram-se). É tocante demais ver o rosto de alguns dos responsáveis depois do banho de emoções que temos ao ver essa exposição. Aliás, houve também o que fugiram, como Josef Mengele (pro Brasil!), o principal médico responsável pelas experiência em cobaias humanas (eles consideravam que gêmeos e anões eram aberrações, por exemplo).

Funcionamento: todos os dias, das 10h às 18h (ficamos até fechar, se você gostar muito de História, reserve pelo menos umas 3h – só no andar do Holocausto ficamos no mínimo 1h30min)
Entrada: gratuita
Localização: Lambeth Road, London SE1 6HZ, Reino Unido
http://www.iwm.org.uk/visits/iwm-london

Cruel fazer um passeio desses? Sim, mas necessário. Sou da opinião que temos de lembrar sempre de tudo isso que aconteceu para não repetirmos a História novamente. Aqui no Brasil nunca sofremos com uma guerra com dimensões mundiais em nosso território, não da forma que a Europa sofreu, então se tiver a oportunidade de ver essa realidade de perto, não perca pois te fará pensar muito…

Sei que esse foi um post pesado (e demorado porque é muito difícil escrever sobre isso), mas estamos aqui pra isso, né? Vi muitos relatos superficiais desse museu e achei muito injusto porque foi uma das experiências mais devastadoras da viagem (e a que talvez tenha me trazido o maior aprendizado). Um objetivo que tenho com o BeLivs é o de expor relatos que sempre quis ver e nunca encontrei online, sejam sobre autoestima, viagens ou culturais, certo? 😉

A dica pra não repetirmos tudo isso estava lá na entrada, na nossa cara:

Imperial War Museum -

“Mude sua vida”, fragmento do muro de Berlim (Wikipedia)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Londres – St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London

Aviso: post com alto teor de História 😛

No mesmo dia em que estivemos no Regent’s Park, partimos em direção à Catedral de São Paulo que eu tinha muita curiosidade de conhecer porque no Reino Unido a religião predominante é a anglicana. Essa igreja é a sede do Bispo de Londres e foi nela que aconteceu o casamento do Príncipe Charles com a Lady Di em 1981.

No local em que a catedral está, existiu a primeira igreja da Inglaterra, feita de madeira, no ano de 604. Porém a construção foi destruída por um incêndio em 1087. Depois de uma tentativa de reconstrução e oooutro incêndio (dá pra acreditar? chama o Casey, pfvr) o arquiteto Christopher Wren projetou a nova fachada que conhecemos hoje (que já sobreviveu a incessantes ataques alemães durante a Segunda Guerra). Uma curiosidade é em que dentro da catedral em cima da cripta de Wren, seu criador, tem a inscrição: “leitor, se procuras um monumento, olhe em torno de você”. Bacana, né? O funeral da maravilhosa Margaret Thatcher foi feito lá também.

A frente da Catedral de São Paulo, em Londres

A frente da Catedral de São Paulo, em Londres (foto da Wikipedia)

Não era nossa prioridade entrar nela, mas valeu a passada em frente 🙂

Funcionamento: de segunda a sábado das 8h30 às 16h30. Aos domingos abre somente para as orações.
Entrada: a partir de 18 libras, porém existem horários específicos de missa e orações que você pode entrar gratuitamente 🙂
Localização:  St. Paul’s Churchyard, London EC4M 8AD, Reino Unido
https://www.stpauls.co.uk/

De lá, seguimos a Millennium Bridge, linda, linda, linda e muito bem cuidada! Aproveitamos que o Tate Modern Museum estava ali na nossa frente e entramos pra usar o banheiro… (não, não tínhamos intenção alguma de visitar o museu)

A linda (e moderna!) Millennium Bridge com a Catedral ao fundo

A linda (e moderna!) Millennium Bridge com a Catedral ao fundo

E é aqui que peço licença para um momento “senta, que lá vem história” porque simplesmente não sei como falar desse pedacinho de Londres sem citar tudo isso, ok?

A Igreja Anglicana é cristã, porém não podemos confundir com a Igreja Católica, apesar de ter se originado desta e de igrejas celtas que já existiam na Inglaterra. No final das contas, a Igreja Anglicana fica entre o catolicismo e o protestantismo e não é ligada ao Papa, sendo seu chefe-supremo o monarca inglês.
A separação aconteceu em 1534, por iniciativa do rei Henrique VIII. Olha só como foi: ele era extremo defensor do catolicismo até que o Papa negou o pedido dele para anular seu casamento com a espanholita Catarina de Aragão (que não lhe deu nenhum herdeiro) para se casar com a Ana Bolena (polêmica! climão! momentos de tensão!). A partir daí, ele rompeu relações com Roma através do Ato de Supremacia. (tô colando da internet pra escrever o post, mas foi delicioso ouvir essa história sendo contada pelo Dan conforme íamos caminhando pelo rio Tâmisa)
Mas por que raios estou contando isso? Porque a tal da Ana Bolena tem tudo a ver com o que vem a seguir…

Resumindo beeeem resumidamente, a irmã da Ana era uma das amantes do rei e teve dois filhos dele. Como a esposa dele, Catarina, não lhe dava filhos, ele ~cedeu aos encantos~ da Ana e quis se casar com ela para ter filhos legítimos (do tipo: se sua irmã conseguiu engravidar, você também consegue, vem cá que vou lhe possuir). Ana era audaciosa e depois que se tornou rainha, gostava de causar (adoro!)… só pra exemplificar, ela foi vestida de amarelo para o enterro de Catarina. Aí foi a gota d’água pro rei…
Alguns meses depois, ela foi presa na Torre de Londres acusada de incesto, adultério e alta traição (Lannister feelings #GameofThrones). Não quero defender a moça, mas ela tinha relações sexuais com o irmão e outros homens na tentativa de gerar um herdeiro pro rei, entendem? Justificável 😛 Depois de condenada, foi executada e desde então existe uma lenda de que seu espírito ronda pela Torre de Londres. Ver o espírito, eu não vi, mas fiquei fascinada pela história! (por que mesmo eu não prestava atenção nas aulas de História no Ensino Médio? heh)

Acharam esse enredo conhecido? Pois é, essa história é contada em The Tudors! Preciso assistir, tenho certeza de que vou gostar 🙂

Olhem que vista maravilhosa da Tower Bridge...

Olhem que vista maravilhosa da Tower Bridge

Enfim, para chegar até onde queríamos, primeiro passamos pela Ponte da Torre (ou Tower Bridge, em inglês). Minha opinião? Tão icônica quanto o Big Ben essa ponte, viu? Eu queria tirar fotos de mil e um ângulos porque só assim eu iria conseguir acreditar que estive lá *-*
O monumento foi inaugurado em 1894 e é maravilhoso. Só pesquisando agora para escrever o post que descobri que ela é uma ponte basculante, nunca iria imaginar!

Com a Ponte da Torre ao fundo, me sentindo a rainha do Tâmisa AAHHAHA

Com a Ponte da Torre ao fundo, me sentindo a rainha do Tâmisa AAHHAHA

Funcionamento: para visitação abre diariamente, das 10h às 17h.
Entrada: a partir de 8 libras, mas eu honestamente acho que a graça toda está em vê-la de fora e cruzar por ela.
Localização:  Tower Bridge Rd, London SE1 2UP, Reino Unido
http://www.towerbridge.org.uk/

Em seguida fomos em direção à Torre de Londres (ou Tower of London, em inglês) <3 Trata-se de um castelo fundado em 1066, na margem norte do rio Tâmisa. Ela já serviu como depósito de armas, tesouraria, menagerie*, sede da Real Casa da Moeda, escritório dos registros públicos e a casa das Joias da Coroa Britânica. É considerada Patrimônio Mundial da UNESCO.

*menagerie é uma coleção de animais vivos em cativeiro, geralmente exóticos, tipo um zoológico particular de luxo.

Porque a graça está exatamente em passar pela Ponte da Torre. E olha só eu na frente da Torre de Londres!

Porque a graça está exatamente em passar pela Ponte da Torre. E olha só eu na frente da Torre de Londres!

Não quero me alongar ainda mais, então deixo esse post do Mapa de Londres com várias curiosidades. A que mais gosto é sobre os corvos (adoro corvos, gente!). Uma antiga lenda dizia: “Se os corvos deixarem a Torre de Londres, o Reino ruirá” por isso são mantidos na Torre de Londres seis corvos e mais dois, de backup. E eu, que não sou boba, comprei uma ~corva~ linda e trouxe pro Brasil comigo comprada na Historic Royal Palace (única lembrança “inútil” da viagem – a mais cara também – mas uma das que mais me faz feliz de olhar).

A fortaleza Torre de Londres por inteiro. Olhem as pessoinhas, só pra vocês terem uma idéia do tamanho... (foto da Wikipedia)

A fortaleza Torre de Londres por inteiro. Olhem as pessoinhas, só pra vocês terem uma idéia do tamanho… (foto da Wikipedia)

Funcionamento: suuuper variado, dê uma olhadinha no site oficial antes de ir 😉
Entrada: a partir de 21 libras (sim, extremamente caro, não fui, mas pretendo ir, sim!)
Localização:  Tower of London, London EC3N 4AB,Reino Unido
http://www.hrp.org.uk

E assim foi mais um dia no meu lugar preferido do mundo inteiro… E no meu próximo post, finalmente: Museu Imperial da Guerra, meu museu preferido das três cidades!

Um beijo!

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Londres – Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington)

Antes de viajar, eu nem imaginava que existiam parques reais em Londres e muito menos o que era isso. Mas fui apresentadas a eles pelo namorado, da forma mais incrível possível.
Esses parques são aqueles que eram inicialmente propriedade dos monarcas ingleses. Serviam para recreação da família real e seu acesso era proibido. Aos poucos a entrada passou a ser liberada para o público (ainda bem!) e é uma delícia se perder dentro deles.
Tive a oportunidade de conhecer o Regent’s Park, o Hyde Park e os Kensington Gardens (esses últimos ficam lado a lado). Ok, passamos pelo St. James também quando estávamos na The Mall, mas não chegamos a entrar.

Depois de tomar um café da manhã bem reforçado no nosso segundo dia em Londres, saímos do hostel em direção ao Regent’s Park. Chegando lá, fiquei surpresa (novamente) pela limpeza do lugar: não se vê um papelzinho de bala no chão sequer. Taí mais um exemplo ótimo pra seguirmos 🙂

Em uma ponte, no Regent's Park

Em uma ponte, no Regent’s Park. Acho essa foto tão poética <3

Não sei se foi a época do ano (visitamos o Regent’s em 19 de maio) mas o parque estava beeem vazio e uma grande pena: as flores ainda não tinham aberto (no parque tem-se mais de 30 mil rosas – todas com nomes lindos e curiosos). De qualquer forma, Londres nos presenteou com uma manhã de sol linda (apesar do frio) e o passeio foi incrível! Vimos patos e esquilos andando tranquilamente entre nós, uma graça.
Esse parque era originalmente um lugar utilizado para a caça pelo Príncipe Regente (daí o nome) e foi remodelado pelo John Nash (criador também de parte do desenho do Palácio de Buckingham e muuuuitas outras construções do século 19). Foi aberto ao público pela primeira vez em 1853.

Algumas das muitas rosas desse parque real

Algumas das muitas rosas desse parque real (fonte)

Uma curiosidade  é que quando Harry fala pela primeira vez com uma serpente em Harry Potter e a Pedra Filosofal, ele está no London Zoo do Regent’s Park (um agradecimento ao excelente Mapa de Londres pela dica).

Vale a pena dedicar algumas horinhas pra se perder por lá ou até mesmo se estender no chão e deixar a vida passar… ai, que sonho!

Ao longo do Regent's, tem muitos banquinhos assim pra dar uma relaxada...

Ao longo do Regent’s, tem muitos banquinhos assim pra dar uma relaxada…

Já o Hyde Park, nossa escolha para a manhã seguinte, foi o lugar onde mais senti frio na minha vida inteira (mínimas de 4 e máximas de 14°C). Estava uma chuvinha fraca e nem a jaqueta de couro com a blusa de lã por baixo deram conta. O mais surpreendente era que enquanto eu me tremia toda, londrinos de bermuda e regata passavam na pista de corrida do parque. Sensação térmica é relativa, não é mesmo? heh
O local onde onde se encontra o parque era propriedade dos monges da Abadia de Westminster. O rei Henrique VIII acabou adquirindo a área para caça em 1536 e somente 100 anos depois, o público teve seu acesso liberado.
O nome vem de “hide”, uma unidade de medida com o tamanho aproximado do parque (142 hectares). Já foi palco de inúmeros protestos (inclusive tem a esquina do Orador, um local onde qualquer cidadão pode protestar por qualquer motivos desde que não haja ofensas públicas) e apresentações: fico imaginando o show do Queen em 1976, que coisa maravilhosa que deve ter sido!

Cadeiras pra tomar sol no Hyde Park

Cadeiras pra tomar sol no Hyde Park (fonte). Lembram que falei delas no post sobre o Jardim das Tulherias em Paris?

Lá aconteceram duas das coisas mais inusitadas da nossa viagem (momento “senta que lá vem história”):

  1. Estávamos morrendo de fome e com grana curta (como a maioria dos mochileiros wannabe) e vimos um grupo de adolescentes com uma bandeja com comida. Até que nos aproximamos e eles nos abordaram dizendo que eram estudantes holandeses (!) em uma excursão (!!) e estavam fazendo uma pesquisa de mercado (!!!). Expliquei que éramos brasileiros e meu inglês era péssimo, mas eles pediram que participássemos mesmo assim. Nos deram umas balinhas para experimentarmos e depois preenchemos um formulário dizendo o que achamos. Ótimo né? Uma sustância que nos fez aguentar caminhar mais um pouco.
    Em outro ponto do parque, veio outro grupo nos pedindo para experimentarmos um bolo típico holandês. Explicamos o mesmo mas provamos também, né? (e tava muito bom, btw) Enfim… andamos mais um pouco e, de novo! rs
    Só sei que provamos 3 ou 4 pratos e deu pra encostar o estômago até chegarmos na Tower of London e comermos dignamente (assunto do próximo post).
    Tá, por que achei inusitado? Seguinte:
    a) quando eu ia pra excursões da escola, no máximo íamos até o Bosque dos Jequitibás em Campinas, quem dirá ir pra outro país =B
    b) se fosse aqui no Brasil, eu jamais aceitaria doces de estranhos. Vai que é um “boa noite Cinderela”enrustido??? 😛
  2. Próximo ao rio Serpentine, um casal de idosos se aproximou de uma placa com um mapa que estávamos olhando. O senhor estava querendo informações mas, pelo que notamos, a esposa não falava inglês e ele não emitia som algum com a voz. De qualquer forma, por meio de sinais e gestos conseguimos entender qual informação eles queriam e, o mais incrível: demos a informação e eles entenderam, tudo sem palavras. No final foram embora nitidamente agradecidos. Mensagem entendida, comunicação feita = missiom accumplished.
A ponte que liga o Hyde Park ao Kensinsgton Gardens

A ponte que liga o Hyde Park ao Kensinsgton Gardens

Cruzando a ponte do rio Serpentine, chegamos ao Kensington Gardens, outro parque real lindo de Londres. Não exploramos tanto assim, mas notei que é uma área com mais moradores e menos turistas (apesar de estar cara a cara com o Albert Memorial e a Royal Albert Hall). Esse, inclusive, era o parque preferido da Princesa Diana <3
E muito bonito fazer a travessia pela ponte do rio Serpentine, muito recomendo!

Os dois bestas morrendo de frio mas vibrando de alegria por estar num lugar lindo assim

Os dois bestas morrendo de frio mas vibrando de alegria por estar num lugar lindo assim <3

Nesse momento o frio já tinha passado e eu já estava começando a ficar muito triste porque no dia seguinte iríamos embora de Londres 🙁 mas calma lá: ainda tenho pelo menos mais três posts sobre a cidade pra mostrar aqui 🙂

Fico pensando onde aqui no Brasil temos parques bonitos e bem cuidados assim. Aqui em Jundiaí, como eu já comentei, temos o Parque da Cidade que é bem bacana, limpo e organizado (mas, obviamente, nem se compara aos de Londres). E na sua cidade? Me contem!

Um beijo.

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Londres – London Eye e o rio Tâmisa

Em todas as três cidades que tive a oportunidade de visitar, meus passeios preferidos foram os em que eu passeei pela cidade sem me preocupar com horários nem com onde ir. E em Londres foi extamente assim, me deixei ser totalmente guiada pelo namorado. No mesmo dia em que visitamos o British Museum, o Daniel me perguntou: “quer ir ver a London Eye?” E fomos. Caminhando tranquilamente pela cidade, parando em um Tesco pra comprar água e Kit Kats a preço de banana (juro: 1 libra por 6 embalagens) de vez em quando.

Passar pelas pontes que eu só via em filmes e ficar ali, só observando o Rio Tâmisa passar, foi inesquecível. O Dan me contou que o rio que corta Londres já foi mais poluído que o Tietê e fiquei impressionada ao saber disso porque não parece, de tão limpa que a cidade e o rio são (btw, estar com meu namorado é praticamente ter um show de curiosidades ambulante por perto rs adoro, de verdade!). Mas, voltando ao River Thames, houve uma época (século 19) em que ele era conhecido como Grande Mau Cheiro de tão poluído que era (inclusive sessões do Parlamento – que é ali pertinho – tiveram que ser interrompidas por conta do cheiro insuportável). Foi um caso de sucesso de um rio biologicamente morto que reviveu em cerca de 50 anos. Ponto para a Prefeitura de Londres e a Thames Water (empresa de saneamento)!

Foto maravilhosa da London Eye pelo Our Escapades

Foto maravilhosa da London Eye pelo Our Escapades, tão entendendo o quanto esse lugar é incrível?

Eu simplesmente AMEI esse pedacinho de Londres e o Tâmisa ainda deve aparecer em vários outros posts por aqui. Um dos melhores momentos da viagem toda foi ficarmos sentados em um dos muitos bancos na margem do rio vendo a vida passar.
Aliás, algo que me surpreendeu muito em Londres foi o quanto os moradores gostam de correr (e pudemos observar isso de perto não só nos parques – tema do próximo post – como também no entorno do rio). A maioria corre com uma mochila pequena nas costas onde eu imagino que fiquem guardados a roupa e o sapato que suaram pra trabalhar. O que percebemos é que eles descem do metrô antes do ponto em que deveriam descer, se trocam e vão correndo até o destino final. Um exemplo pra quem (como eu) arranja mil e uma desculpas de não ter tempo/lugar para praticar uma atividade física.

Para chegar à London Eye (me recuso a chamar de “Olho de Londres”, desculpaê) acabamos passando pela Waterloo Bridge e parando para tirar fotos (apesar da altura amendrontadora – obrigada, Dan <3). A ponte recebeu esse nome em homenagem à vitória britânica na Batalha de Waterloo (sim, a mesma batalha citada na música do Abba, dá até pra ver Napoleão no clipe AHAHAH) e tem uma vista imperdível. Inclusive essa é uma das minhas fotos favoritas de Londres <3 (sim, tava ventando pra cacete)

Waterloo Bridge e mais uma cara de feliz, um oferecimento exclusivo da melhor cidade do mundo <3

Waterloo Bridge e mais uma cara de feliz, um oferecimento exclusivo da melhor cidade do mundo <3

Inclusive passamos por outras pontes como a Westminster Bridge (visão mais próxima da roda-gigante) e a Lambeth Bridge (mais afastada).

Lambeth Bridge e o Dan contemplando o Rio Tâmisa

Lambeth Bridge e o Dan contemplando o Rio Tâmisa

Westminster Bridge. Olha a ciclista ali no cantinho *-*

Westminster Bridge. Olha a ciclista ali no cantinho *-*

Quando chegamos ao outro lado nos rendemos ao cansaço e ficamos sentados um booom tempo, só vendo a London Eye em meio aos raios de sol daquela tarde fria.

London Eye. Apesar dessa foto ter sido um #epicfail, eu AMEI o sol no meio das estruturas metálicas, me deixem.

Apesar dessa foto ter sido um #epicfail, eu AMEI o sol no meio das estruturas metálicas, me deixem.

Essa roda-gigante de observação de 135 metros de altura foi inaugurada em 2000 e também é conhecida como Millenium  Wheel. Sua construção teve uma história parecida com a da Torre Eiffel: tudo surgiu através de uma competição porém existiram taaantos contratempos que quase que tudo foi por água a baixo.
Mas o que importa é que o que era para ser provisório acabou ficando na margem do sul do Tâmisa indefinidamente e pude ter o prazer de ver beeem de perto. Novamente, optamos por não subir (sim, medo de altura), o que me deixa triste porque deve ser lindo ver Londres lá de cima.

Essa foto é só pra você terem uma idéia do quão gigante a roda é. Olhem o tamanhinho das cabines...

Essa foto é só pra você terem uma idéia do quão gigante a roda é. Olhem o tamanhinho das cabines… (foto da Wikipedia)

Funcionamento: todos os dias, das 10h às 20h30
Entrada: comprando online, começam em 20 libras
Localização: London SE1 7PB, Reino Unido

Talvez eu seja inocente demais ou tenha dado sorte mas me senti extremamente segura mesmo em um lugar bastante turístico da cidade. Eu contava minhas libras para comprar fritas do Mc Donald’s ali, perto da fila de turistas, sem medo. E olha que eu me demorava, viu? (pensa em uma moeda difícil de entender… é a libra! as figuras são lindas mas tive muita dificuldade de enxergar os números heh). Foi uma sensação ótima. Eu não teria coragem de tirar nem 10 euros da carteira enquanto estava nas margens do rio Sena, por exemplo (dsclp, Paris).

Depois de passar essa tarde delicinha, voltamos pro hostel e nos acabamos comendo o que tínhamos comprado no Marks & Spencer heh

Nosso jantar típico em Londres

Nosso jantar típico em Londres: pãozinho do Tesco que sobrou do ~almoço~, couve-flor com queijo, purê de batata e cenourinhas temperadas. Ah! Essa pink lemonade diet que era a “bebida” mais barata do mercado. Comemos bem até, vai!

No próximo post eu vou contar sobre os parques maravilhosos que visitei lá: Hyde e Regent’s Park. Spoiler alert: maior frio que já passei na minha vida! HAHAAH

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).