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Marinheira de Primeira Viagem, o resumo de tudo que vivi (links)

Sei que é clichê, mas é incrível como o tempo passa rápido. Hoje faz exatamente um ano que eu desembarquei no Brasil e tirei a foto da tranqueirada toda que eu trouxe na mala. Mas o que um clique nunca, jamais vai conseguir registrar é a saudade que ficou em mim.

Não sei como explicar só sentir mas parte de mim ficou lá do outro lado do Oceano. Quando penso em Londres, a dor no coração que me dá me faz chorar toda vez (como agora, escrevendo esse post). A questão não é nem tanto a vontade de voltar (que é gigantesca) pra ver tudo o que não consegui ver da primeira vez mas sim o medo de nunca mais pisar lá de novo e ver o que já vi e tanto me emocionou. O terror de nunca mais ver de perto o caos que é a mão invertida no trânsito. O pavor de nunca mais sentir aquela emoção cortante de ver o Big Ben…

Mas de qualquer forma agradeço muito por ter tido a oportunidade de ter vivido isso.

Agradeço também pela paciência de você ter lido os meus relatos. Não quis que eles fossem escritos como um guia turístico, mas sim como um diário de viagem mesmo, com todas as coisas lindas que vi, mas principalmente tudo o que senti. Espero ter conseguido passar um pouco disso pra você <3

Como uma forma de encerrar esse ciclo, vou deixar aqui linkados todinhos os posts que fiz sobre meu primeiro mochilão ever. Falei sobre (quase) tudo que eu vivi nessas duas semanas mas eu peço com carinho que se ficar alguma dúvida, qualquer que seja, me pergunte! Eu adoro falar sobre isso e se der corda posso conversar horas e horas sobre o assunto…

Vamos lá?

Planejamento

Por onde começar o planejamento do seu mochilão ou viagem econômica – primeiros passos
Como fazer uma viagem econômica para a Europa – roteiros e gastos
Dicas para achar promoções de passagens áreas
Como arrumar uma mala inteligente – duas semana na primavera europeia

Em uma das tantas pontes maravilhosas da capital britânica...

Hospedagem e Transporte

Hotel baratinho em Paris: Jarry Confort – bônus: os diferentes passes de transporte, seus valores e a melhor escolha
Albergue incrível em Londres: Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage – bônus: será que é seguro ficar em um albergue?
Camping maravilhoso em Roma: Camping Village
Viagem de trem entre Paris e Londres (Eurotunel)Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras
(achei melhor separar a categoria, mais fácil de se achar, maybe)
Estação de metrô na Champs Elysees

Paris, na França

Saímos do Brasil no dia 12 de maio de 2015 e chegamos em Paris no dia 13, vindo de Lisboa (que serviu só de conexão, uma pena, fica pra próxima). Foram 4 noites na Cidade Luz (pra mim, mais do que suficientes pra conhecer tudo que eu queria).
Catedral de Notre Dame e os cadeados – a catedral que é linda e que me fez descobrir que gosto do estilo gótico (tks, arquitetas leitora lindas)
Palácio de Versalhes – não dá pra acreditar que as pessoas viviam em meio a tanta riqueza assim
Torre Eiffel – ou “a realização de um sonho”
Arco do Triunfo e Champs Elysees – ai, como tô a cara da chiqueza
Basílica de Sacre Coeur e Montmartre – porque às vezes quase sempre vale muito enfrentar nossos medos (nesse texto falo um pouco da violência na Cidade Luz)
Museu do Louvre – a emoção de estar lá, frente a obras excepcionais. Me arrepio toda!
Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia – fácil, fácil meu lugar preferido de Paris (e com o melhor crepe da minha vida)
Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas – ou “como se sentir pobre em 3 passos” heh
Sendo a tonta mais feliz do mundo em frente à Torre Eiffel

Londres, na Inglaterra

No dia 17 de maio de 2015 pela manhã, fomos até a Gare du Nord e em 2h30min chegamos ao lugar mais lindo do mundo. Foram 4 noites em Londres e me arrependo muito de ter sido tão pouco, merecia muito mais, viu?
Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster – uma das maiores emoções da minha vida inteirinha.
Palácio de Buckingham e The Mall – onde fica a Rainha <3
British Library e British Museum – já pensou em ver a pedra Rosetta de perto? *-*
London Eye e o rio Tâmisa – um dos meus posts preferidos, #fikdik
Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) – verde, flores, limpeza. Só podiam ser britânicos (tirando os tiny holandeses que vieram entrevistar a gente, claro)
St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London – um pouco sobre a religião anglicana e a dinastia Tudor
Imperial War Museum – meu museu preferido da viagem toda e o mais angustiante de todos, único que me fez chorar
Quer foto mais londrina que essa?

Roma e Vaticano, na Itália

Nossa ida pra Roma foi no dia 21 de maio de 2015, saindo do aeroporto de Luton com destino a Fiumicino. Dormimos 5 noites em terras italianas (6 se contarmos a fatídica noite que passamos no horrível aeroporto – assunto pra outro post) e achei que foi suficiente também pra conhecer o principal.
Praça e Basílica de São Pedro  – emocionante é pouco!
Museus do Vaticano e Capela Sistina – emocionante é pouco!²
Coliseu, Foro Romano e Palatino – vocês não tem noção da grandiosidade desse lugar!
Praças e monumentos da Roma Antiga – incluindo Panteão, Monumento a Vitor Emanuel, Piazza Navona…

O gigante Coliseu

Reflexões

10 lições que eu aprendi longe do conforto da minha casa
Malas prontas

Uma esquininha italiana encantadora

Espero do fundo do coração muito em breve ter mais uma série de posts sobre alguma outra viagem para fazer por aqui. Mas enquanto isso não acontece, dá pra me deliciar lendo todas essas lindezas <3

Um beijo cheio de saudade…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Arrumando as malas de viagem (duas semanas na Europa)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Eu queria ter feito esse post antes de ir, mas agora vejo que foi até melhor ter deixado pra depois, sabem por quê? Desta forma consigo colocar a minha opinião após ter realmente usado a mala que fiz 🙂
Pesquisei bastante sobre como arrumar uma mala para uma viagem pra Europa durante a Primavera e uma das dicas mais legais que encontrei foi a de me preocupar com camadas. Tá com blusa de lã e ainda tá com frio? Taca uma jaqueta por cima! Ninguém precisa de 3 casacões pesados nem 5 botas de cano alto, ainda mais quando você vai para vários lugares: ninguém em Londres ia saber se eu tinha usado a mesma combinação de roupa em Paris. “Ah, mas e as fotos? vou aparecer igual em todas?” De boa? Nem ligo! Ouvi esses dias de uma pessoa falando que fez questão de andar de salto no ~mochilão~ que fez porque não queria sair nas fotos de tênis. Resultado? Pé moído, calcanhar estuprado. Mas são escolhas, né?

Fui vestida com uma legging preta florida, uma camiseta básica, tênis pink e jaqueta de couro. Ainda que seja um saco levar a jaqueta na mão, economizei espaço na mala (e boa parte do tempo fiquei com ela amarrada na cintura).

Mala despachada

Pesquisei bastaaaante antes de comprar uma mala. Sabia que queria com pelo menos 4 rodinhas (giro 360), média, leve e de uma cor chamativa. Acabei dormindo no ponto e não consegui comprar a que mais tinha gostado durante a BlackFriday então a minha salvação foi uma loja de malas super simples em Limeira, de onde é a mala que o Daniel usou (Jana, agradeça ao André pelo empréstimo heh).
A minha escolhida tem 7 rodinhas (sim, S-E-T-E!), leve, com dois bolsos externos, pink e o principal: barata! (sério, foi uns R$140) Eu gostei tanto da bichinha que por mim dormiria abraçada com ela toda noite =P O único problema que enfrentei com ela é que às vezes a alça travava e isso me atrapalhou pra descer/subir do metrô, principalmente.
Viajei com ela pesando somente 10kg. Lembrando que a duração da minha viagem foi de 16 dias, contando os dois dias de deslocamento (Brasil-Europa e Europa-Brasil), então fiz a mala pensando em 14 dias. Ela foi montada assim:

  • 2 calças jeans (uma era uma jegging preta)
  • 2 cardigãs (um verde estampado e um preto com pérolas)
  • 10 pares de meia e 1 meia-calça — burra! foram 15 dias, eu devia ter levado no mínimo uma por dia. Faltou e tive que pegar emprestada do Daniel, fuén (e a meia-calça eu nem usei)
  • 15 calcinhas e 2 sutiãs — foi suficiente, mas poderia ter levado menos e ter comprado na H&M (kits com 4 calcinhas por, tipo, 3 libras)
  • 1 pijama (shorts e blusinha de alcinha)
  • 6 camisetas de manga curta
  • 2 camisas de manga longa — totalmente desnecessárias, dava pra ter vivido bem sem
  • 2 blusas de frio (uma cinza escura de lã e uma cinza claro de linha) — desnecessário ter levado duas. Uma só teria sido mais do que suficiente!
  • 2 calçados (um tênis preto da Adidas e uma bota de cano baixo com tachinhas) — usei ambos muito pouco. Se fosse mais V1d4 L0k4, diria que só o tênis que fui calçando me bastaria
  • 2 toalhas de banho e 1 toalha de rosto — talvez uma só fosse suficiente, mas não quis arriscar
  • 1 cachecol de lã verde mesclado (fino), 1 echarpe rosa com bolinhas pretas e 1 echarpe branca estampada em verde e rosa — meu tênis “principal” era verde e rosa, por isso investi em acessórios nessa cor
  • nécessaire grande “de pendurar” (shampoo e condicionador, sabonete líquido, sabonete íntimo, solução para limpeza de lentes, pomadinhas, esparadrapo, algodão, cotonete, pente, adstringente, bandeide, desodorante, 3 pares de brincos, etc)
  • nécessaire de maquiagem (BB cream, rímel, batom, elásticos de cabelo, perfume) — na real, essa necessaire foi dentro da grande, eu tirava ela de dentro quando ia tomar banho, deixava no quarto
  • 2 sacolas de pano (pra levar as roupas pro banheiro, coisa e tal)
  • adaptador de tomada — aqui fui muito burra: não testei em casa e não funcionou o adaptador, fuén! Ainda bem que o Daniel tinha levado o dele e eu levei um “T”, aí fizemos uma gambiarra heh

Um detalhe importantíssimo foi que coloquei tudo em saquinhos de pano e em saquinhos de um plástico mais grosso (ambos das minhas Melissas), dessa forma tudo ficava organizadíssimo na mala e eu não incomodava o pessoal do hostel com o barulho de saquinho de mercado.

Mala de mão

Há algum tempo eu paquerava uma mochila da Olympikus, mas ela custava uns R$150, achei que não valia. Até que voltei no Outlet e vi uma etiqueta por R$99. Já tinha decidido levar e quase chorei quando passou por R$79 no caixa, só alegria! Achei ela extremamente funcional na viagem, apesar de não tê-la comprado de fato pra viajar (uso ela todo dia pra vir trabalhar). Aguentou bem o tranco e coube tudo o que eu precisava levar na mala de mão.

  • pasta com todos os documentos da viagem, passagens, reservas, bilhetes, enfim.
  • nécessaire pequena (escova de dentes e pasta, esparadrapo, lenços umedecidos, etc)
  • livro “A Viagem do Tigre” — não precisava ter levado o livro, nem toquei nele
  • chinelo
  • kit de roupas (pijama, calça legging, camiseta e 2 calcinhas)
  • 1 toalha de rosto — caso desse uma zica eu poderia tomar banho e dar um jeito
  • caixa dos óculos escuros (os óculos foram comigo, mas a caixinha foi na mochila)

Bolsa

Levei somente uma: vermelhinha, transversal, usei ela todo dia!

  • passaporte, cartão de crédito e dinheiro — não levei carteira. Levava o passaporte na bolsa e o dinheiro em uma bolsinha que minha mãe trouxe de viagem de Natal
  • bolsinha de remédios (alergia, gripe, descongestionante nasal, soro fisiológico, etc)
  • colírio, protetor labial, espelhinho
  • celular, carregador e fone de ouvido
  • Kobo — essencial, usei muito durante as viagens de trem e de avião
  • caixinha dos óculos de grau (dentro dela foram os óculos e a caixinha da lente)

Apesar de ter pensado muito bem no que levar, senti falta de algumas coisas, vejam só:

  • lençol: em Paris ficamos com nojinho da cama (sou fresca, me deixem), levar um lençol pra por por cima do que já estava á teria me ajudado a dormir melhor
  • talheres (não riam!): em Paris, novamente, não tinha nada disponível no hotel pra gente cortar o queijo, mexer o café com leite, enfim. Teria sido de grande valia levar dois kits de talheres descartáveis.
  • um cachecol mais quente: achei que seria exagero levar os meus tipo “coberta” mas um pelo menos teria sido útil em Londres
  • boné: em Roma pegamos dias de muuuuito sol e tenho problema com claridade (não chega a ser fotofobia), só o óculos de sol não dava conta.

Ouvi de muita gente (oi, mamy!) que era um absurdo eu levar “só” 6 camisetas pra 14 dias, mas, ó, garanto que não fiquei fedida e que deu pra repetir tranquilamente as combinações. No geral acho que foi uma escolha ótima de bagagem, viu? Nada voltou pra casa sem ser usado, mas se eu tivesse levado menos coisas ainda eu teria tido condição de trazer mais vinho, por exemplo =B #bebunça
Muitos me perguntaram sobre a doleira (uma bolsinha usada por baixo da roupa, “invisível”), mas não comprei e sinceramente não me fez falta alguma (e olha que não levei travel money, só dinheiro vivo mesmo).

Vocês já fizeram alguma viagem longa? Eu nunca tinha feito e consegui fazer as malas de uma forma que me atendeu muito bem. Tem alguma dica imperdível pra dar?

Viagem

{Guia} E as passagens, como faz?

(aka “como comprar passagens com valores acessíveis?”)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Depois de ter decidido viajar, ter pesquisado bastaaaante e ter definido quando e pra onde você vai, agora chegou a hora de o sonho começar a se concretizar: a compra das passagens. Todo mundo sabe que este é o custo que mais impacta no orçamento de um viajante mão de vaca.

Existem vários sites que dão diconas de como conseguir passagens aéreas mais baratas mas meu preferido foi o Melhores Destinos. Diariamente o site é atualizado com promoções de passagens aéreas para os mais diversos lugares (internacionais ou não). Foi através de um post lá que consegui comprar as nossas 😉
Três tópicos sensacionais do site:
Como encontrar passagens aérea promocionais
Qual a lógica dos preços das passagens aéreas
Com qual antecedência deve-se comprar a passagem
Entre outras informações, esses posts explicam que frequentemente não adianta comprar a passagem com 10 meses de antecedência: nessa época as companhias aéreas ainda não estão preocupadas em lotar os vôos, dificilmente haverá uma promoção.

Como saber se a passagem que eu quero abaixou o preço?

A primeira coisa que fiz foi criar alerta no Skyscanner para receber e-mail se as passagens que eu queria estivessem num preço mais baixo (nesse tutorial do próprio site indica como fazer isso no primeiro).
Problema: lá não dá pra criar um alerta com múltiplas cidades =/ (explico mais abaixo)
Para as passagens Brasil – Europa, o site só me ajudou a ter uma noção do valor, mas para a passagem Londres – Roma, só descobri a companhia com menor preço (Monarch) porque pesquisei lá antes.
Muitas vezes a quantidade de passagens com preço promocional é pequena e o recebimento de e-mails desse método é diário, então eu poderia ficar sem saber da promoção.

Mas qual a solução então?

Eu seguia alguns passos que vou descrever abaixo. Não me achem louca, nem nada, mas eu realmente queria pagar menos do que R$2.000 nas passagens, então me esforcei muito para isso XD

1) Diariamente, logo cedo, eu olhava a cotação do dólar (sim, infelizmente as passagens, ainda que sejam para um país cuja moeda seja o Euro, são cobradas em Dólares) e acessava o site de promoções. Com um dólar a quase R$3, passagens para a Europa por cerca de R$2.000 já são consideradas promocionais. Se não tivesse nada pra onde eu quisesse, eu ia no Decolar e no Skyscanner e via os menores preços.

2) Sabendo quais companhias tinham os melhores preços, eu testava uma a uma as datas possíveis para minha viagem dentro do site da própria companhia. Sim, eu sei, um saco.
Usei MUITO o site da Iberia e da British Airways (são parceiras, mas geralmente na Iberia as mesmas passagens tem preço menor) e da TAP para isso. Lembram que falei da flexibilidade de datas? É aqui que ela entra como fator de economia. Sabiam que viajar numa sexta e voltar num domingo geralmente é mais caro? Você tem que ir testando para descobrir, cada companhia tem seus critérios.

3) Depois de entender melhor os preços de cada companhia, eu fazia as jogadas entre as cidades de chegada e partida.
Lembram que decidimos por Londres, Paris e Roma? Então, para evitar um desgaste maior, decidimos pousar por uma cidade e decolar de outra. Para a compra de passagem, isso se chama “múltiplas cidades”, geralmente está indicado no campo de busca se você quer partir e chegar da mesma cidade ou de cidades diferentes.

O que tiramos de lição disso tudo?

É possível, sim, viajar gastando pouco se você pesquisar MUITO. Essa é a maior dica que posso dar 🙂

Comprei as nossas passagens após ver uma promoção de Natal da TAP no Melhores Destinos, por US$ 599 + taxas (convertendo saiu cerca de R$1900, ida e volta, já com taxas inclusas), em 5 suaves prestações heh. Isso foi no dia 23/12/14, um baita presente de Natal, hein? XD

Agora é só esperar a data (faltam 8 dias, SOCORRO!) e fazer as malas, vem!

Viagem

{Guia} E daí eu comecei a me planejar…

(aka “como viajar sem esbanjar dinheiro”)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Eu gosto de ter liberdade, sempre apreciei muito isso, então pra mim não tinha nem como cogitar ir viajar com ajuda de agência de viagens. Eu queria ter a liberdade de planejar tudo e muito mais do que isso: me divertir já no planejamento (adoro planilhas, beijos). Se você quiser viajar nesse esquema também, ótimo, vem comigo! (saiba que você vai pesquisar muuuuito mas sua viagem vai sair muito mais barata)

Primeiro passo: definir pra onde você vai

Eu sabia para qual continente eu queria ir (Europa) mas tinha uma infinidade de opções de lugares para visitar. Tá, mas como definir? Cada um tem seu critério, no meu caso, peguei o mapa da Europa e comecei a olhar o que era perto de quê e cruzar com os meus sonhos e os sonhos do Daniel. Definida a região pelo menos, existem dois caminhos que podem ser seguidos:
1) visitar alguns países diferentes focando nas capitais ou cidades mais famosas
2) visitar um único país, explorando bem os arredores e as cidadezinhas.
Nossa experiência:
Dessa vez, nós optamos pelo primeiro caminho. Meu namorado não abria mão de Londres e eu sonhava em conhecer Paris. Pronto, dois locais definidos (YAY).Como teríamos por volta de duas semanas, decidimos escolher mais um destino que agradasse ambos e pro qual nenhum de nós tinha ido: Roma. Obviamente muitos lugares legais ficaram de fora: Berlim, Amsterdã, Lisboa, Madri… mas eles continuarão lá, sabe? O que adianta fazer uma maratona de cidades e não aproveitar bem nenhuma delas?

Segundo passo: definir quando você vai viajar

Ok, agora você já sabe pra onde irá. Chegou a hora de pesquisar quando é melhor para você viajar para então saber quanto você vai gastar.

DICA: evite viajar na época de alta estação (na Europa: junho a agosto). Tudo está mais caro e mais lotado.

Se você tiver uma flexibilidade maior quanto às datas de ida e volta, com certeza vai conseguir economizar (sabia que sai mais barato viajar durante a semana, por exemplo?).
Nossa experiência:
Eu sabia mais ou menos quando conseguiria tirar férias, cruzei as minhas com as do namorado e comecei a olhar qual era a estação do ano nos locais que iríamos. Escolhemos viajar em maio, que era quando nossas agendas batiam e é uma época maravilhosa pra se estar lá na Europa: primavera, com temperaturas mais amenas e ainda não tão cheia de turistas como julho e agosto, por exemplo. O Daniel já havia estado por lá nessa época e adorou!
Foi aí que partimos para as pesquisas de valor (vai que era muuuuito mais barato viajar no final de abril ou no começo de junho? a gente daria um jeito e trocaria as datas) principalmente no Decolar e no Skyscanner (são sites que te ajudam a cotar o valor da passagem aérea em váááárias companhia diferentes).

Terceiro passo: descobrir quanto você vai gastar

Sabiam que na imigração podem te exigir uma comprovação de que você tem pelo menos 60 Euros para cada dia que passará viajando? Pois é. Saiba então, que por mais econômica que seja sua viagem, você talvez precise provar que dispõe desse valor (serve mostrar o limite do cartão de crédito). Sugiro partir seus cálculos desse valor.
Lá no blog 360 Meridianos tem uma listinha de lugares e o quanto custa viajar por cada um deles. Super aconselho a ler com carinho. Outros blogueiros disponibilizam a planilha de gastos e abrem o coração pra gente que nem a gente, tipo o Um Viajante e a Sá do Coisas de Diva. Feita essa continha, cabe a cada um pensar em como conseguir essa grana e quanto tempo vai demorar para você juntá-la.
Para que eu consiga economizar, botei na minha cabeça que tudo que eu não gastar aqui, vou poder gastar lá. “Ah, mas são só R$50”, ok, isso equivale a 15 euros e dá pra almoçar por um dia num bistrô em Paris, com direito a entrada e sobremesa. Pense que você está fazendo uma troca, assim fica fácil!
Nossa experiência:
Usando como base a métrica do 360 Meridianos, minha conta toda deu (isso tudo é o que planejei gastar, não o que gastei de fato, right?):

Custo para 16 dias na Europa: R$ 3.360 (16 x 60 euros = € 960)
Passagem Brasil – Europa: R$ 2.200 (na real, paguei R$ 1.800)
Passagem Paris – Londres (trem, Eurail): R$ 200 (na real, paguei 58 euros ou seja: R$ 203)
Passagem Londres – Roma (avião, Monarch – low cost, pero no mucho): R$ 350 (na real, paguei 75 libras, ou seja: R$ 338)
TOTAL: R$ 6.110
(cotação: € 1 = R$ 3,50 e £ 1 = R$ 4,50)

Lembre-se que essa conta é se você for um viajante econômico. Uma margem mais segura é calcular de 75 a 100 euros por dia.

E foi assim que eu vi o sonho entrar na minha realidade. Viram só como nem é tão absurdo assim?
No próximo post conto pra vocês como comprei as passagens 🙂

P.S.: Imagens usadas no posts são de bancos gratuitos. O design gracinha das cidades é do Freepik.

Viagem

{Guia} E daí eu decidi que eu iria viajar…

(aka “por onde começar?”)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Há não muito tempo atrás eu conheci alguém que logo nas primeiras mensagens via Whatsapp me convidou pra viajar junto com ele para fora do país. E, mesmo com medo de que ele fosse um traficante de órgãos (sério, perguntem às minhas amigas), foi isso que bastou para duas coisa: a) eu ficar mais curiosa ainda para conhecer o moço do Tinder e b) o “bichinho mochileiro” me picar.

Uns bons meses se passaram desde essa primeira conversa… e hoje, vejam só, o dono dessa proposta indecente não só é meu namorado como também será meu parceiro em uma experiência incrível que vou viver muito em breve.

Tudo começou quando ele me contou do mochilão que havia feito em 2014. Meu olhos brilharam principalmente quando ele falou a seguinte frase: “não foi caro” (sou viajante pé rapado heh). Resolvi pesquisar e vi que realmente era possível dentro do meu orçamento apertado e aí começaram os trabalhos.

Na real, eu sempre tive o sonho de viajar pra fora. Em 2010 eu tive essa oportunidade, mas acabei optando por usar em 2011 a grana que tinha guardado pra dar de entrada no Livsmovel (meu Celtinha vermelho amado). Não me arrependo, eu não tinha maturidade o suficiente naquela época e estaria viajando muito mais para fugir dos meus problemas aqui no Brasil do que porque eu queria conhecer a América (mas que um dia eu ainda vou pra Wilmington conhecer onde Dawosn’s Creek foi gravado, ah, eu vou!).

Aqui no blog eu queria muito mais do que só contar para vocês para onde vou e quantos dias vou ficar. Quero compartilhar com vocês os passos que segui pra ter uma viagem econômica e quem sabe eu possa ajudá-lo a ter a sua. Como ia ficar giganteeeesco o post contendo todas as dicas de uma vez, separei em vários, ok?

E o seu passaporte? Vai bem?

Se a sua ideia é viajar para fora do Brasil, o primeiro passo é conferir seu passaporte. De preferência, beeeeem antes da viagem. Você já tem? Está válido? Se não, é só consultar no site da Polícia Federal a documentação necessária e fazer o requerimento. Eu tinha receio, mas é um processo bem simples no final das contas e sai menos de R$160.

Diconas:
1) Mesmo que use sua carteira de habilitação como documento de identificação, será necessário levar o RG, a carteira de trabalho ou a certidão de nascimento pois é obrigatória a apresentação de um documento que comprove sua filiação (estou alertando porque não fiz isso e tive que ir correndo em casa buscar).
2) Preste atenção porque para entrar na Europa, por exemplo, seu passaporte tem que ter pelo menos mais seis meses de validade.

 

As inspirações

Também te aconselho fortemente a começar a fuçar em blogs que falam sobre viagens. Abaixo, meus preferidos:
 360 Meridianos – altas dicas de como economizar e relatos muito bacanas da viagem de volta ao mundo que fizeram, isso sem contar as fotos maravilhosas.
 Melhores Destinos – por favor, assine os feeds e não perca aquela promoção imperdível de passagens aéreas, foi lá que consegui as minhas!
 Ana Carô – gente como a gente, sabe? A Ana viajou pra Europa em 2014 e tem uma série de posts contando sobre cada lugarzinho que conheceu, não só lá, mas na Argentina e até aqui no interior de São Paulo também.
 Matraqueando – tem uma série ótima de como sobreviver na Europa com 50 euros por dia. Acho que esse é um dos blogs que mais tem me ajudado a planejar nossa viagem.
 Viaje na Viagem – vários roteiros prontos e um “perguntódromo” pra ajudar os viajantes em dúvida
 Magariblu – design lindo e muito informativo, recomendo demais! Tem um post legal sobre passagens aéreas, dêem uma lidinha.
 Aprendiz de Viajante – desde que comecei a seguí-los no Instagram me apaixonei mais ainda por esse mundo de viagens. Tem dicas de onde comer bem e pagar pouco, museus não tão conhecidos, enfim, fucem que não se arrependerão.
 Pequenos Monstros – conta sobre o dia-a-dia de um casal “nômade digital”, largou “tudo” pra viver um pouquinho em cada lugar do mundo. Ouso dizer que o mais legal são as dicas sobre convivência e sobre como enfrentar o desconhecido, mas o blog todo é muito bacana
Esses são os blogs mais “gerais”, além deles, sigo vários específicos sobre uma determinada região/cidade: Conexão Paris, Dicas de Roma, Londres para Principiantes, London, sô, entre tantos outros.

Seja fiel

Outra coisa que eu fiz mas nem de longe é obrigatória foi me inscrever em todos os programas de fidelidade das companhias aéreas que fazem o voo pras cidades que eu queria ir visitar. Às vezes rola um beneficiozinho exclusivo para quem tem o cartão, mas independentemente disso, você irá acumular milhas que podem te ajudar em uma posterior viagem.
Aqui tem um post muito informativo sobre milhagens, vale a pena conferir.

Fun fact: cada vez que chegava em casa o cartão de alguma companhia, minha mãe achava que eu tinha comprador as passagens heh

Feito tudo isso, CUIDADO: a vontade de ir viajar só vai crescer mais e mais em você, #fikdik.

No próximo post dessa série, vou mostrar um pouquinho como comecei junto com o Dan a organizar as ideias e a viagem foi tomando forma. Será um post sobre o planejamento inicial 🙂

P.S.: Imagens usadas no posts são de bancos gratuitos. O design gracinha das cidades é do Freepik.