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Marinheira de Primeira Viagem, o resumo de tudo que vivi (links)

Sei que é clichê, mas é incrível como o tempo passa rápido. Hoje faz exatamente um ano que eu desembarquei no Brasil e tirei a foto da tranqueirada toda que eu trouxe na mala. Mas o que um clique nunca, jamais vai conseguir registrar é a saudade que ficou em mim.

Não sei como explicar só sentir mas parte de mim ficou lá do outro lado do Oceano. Quando penso em Londres, a dor no coração que me dá me faz chorar toda vez (como agora, escrevendo esse post). A questão não é nem tanto a vontade de voltar (que é gigantesca) pra ver tudo o que não consegui ver da primeira vez mas sim o medo de nunca mais pisar lá de novo e ver o que já vi e tanto me emocionou. O terror de nunca mais ver de perto o caos que é a mão invertida no trânsito. O pavor de nunca mais sentir aquela emoção cortante de ver o Big Ben…

Mas de qualquer forma agradeço muito por ter tido a oportunidade de ter vivido isso.

Agradeço também pela paciência de você ter lido os meus relatos. Não quis que eles fossem escritos como um guia turístico, mas sim como um diário de viagem mesmo, com todas as coisas lindas que vi, mas principalmente tudo o que senti. Espero ter conseguido passar um pouco disso pra você <3

Como uma forma de encerrar esse ciclo, vou deixar aqui linkados todinhos os posts que fiz sobre meu primeiro mochilão ever. Falei sobre (quase) tudo que eu vivi nessas duas semanas mas eu peço com carinho que se ficar alguma dúvida, qualquer que seja, me pergunte! Eu adoro falar sobre isso e se der corda posso conversar horas e horas sobre o assunto…

Vamos lá?

Planejamento

Por onde começar o planejamento do seu mochilão ou viagem econômica – primeiros passos
Como fazer uma viagem econômica para a Europa – roteiros e gastos
Dicas para achar promoções de passagens áreas
Como arrumar uma mala inteligente – duas semana na primavera europeia

Em uma das tantas pontes maravilhosas da capital britânica...

Hospedagem e Transporte

Hotel baratinho em Paris: Jarry Confort – bônus: os diferentes passes de transporte, seus valores e a melhor escolha
Albergue incrível em Londres: Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage – bônus: será que é seguro ficar em um albergue?
Camping maravilhoso em Roma: Camping Village
Viagem de trem entre Paris e Londres (Eurotunel)Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras
(achei melhor separar a categoria, mais fácil de se achar, maybe)
Estação de metrô na Champs Elysees

Paris, na França

Saímos do Brasil no dia 12 de maio de 2015 e chegamos em Paris no dia 13, vindo de Lisboa (que serviu só de conexão, uma pena, fica pra próxima). Foram 4 noites na Cidade Luz (pra mim, mais do que suficientes pra conhecer tudo que eu queria).
Catedral de Notre Dame e os cadeados – a catedral que é linda e que me fez descobrir que gosto do estilo gótico (tks, arquitetas leitora lindas)
Palácio de Versalhes – não dá pra acreditar que as pessoas viviam em meio a tanta riqueza assim
Torre Eiffel – ou “a realização de um sonho”
Arco do Triunfo e Champs Elysees – ai, como tô a cara da chiqueza
Basílica de Sacre Coeur e Montmartre – porque às vezes quase sempre vale muito enfrentar nossos medos (nesse texto falo um pouco da violência na Cidade Luz)
Museu do Louvre – a emoção de estar lá, frente a obras excepcionais. Me arrepio toda!
Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia – fácil, fácil meu lugar preferido de Paris (e com o melhor crepe da minha vida)
Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas – ou “como se sentir pobre em 3 passos” heh
Sendo a tonta mais feliz do mundo em frente à Torre Eiffel

Londres, na Inglaterra

No dia 17 de maio de 2015 pela manhã, fomos até a Gare du Nord e em 2h30min chegamos ao lugar mais lindo do mundo. Foram 4 noites em Londres e me arrependo muito de ter sido tão pouco, merecia muito mais, viu?
Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster – uma das maiores emoções da minha vida inteirinha.
Palácio de Buckingham e The Mall – onde fica a Rainha <3
British Library e British Museum – já pensou em ver a pedra Rosetta de perto? *-*
London Eye e o rio Tâmisa – um dos meus posts preferidos, #fikdik
Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) – verde, flores, limpeza. Só podiam ser britânicos (tirando os tiny holandeses que vieram entrevistar a gente, claro)
St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London – um pouco sobre a religião anglicana e a dinastia Tudor
Imperial War Museum – meu museu preferido da viagem toda e o mais angustiante de todos, único que me fez chorar
Quer foto mais londrina que essa?

Roma e Vaticano, na Itália

Nossa ida pra Roma foi no dia 21 de maio de 2015, saindo do aeroporto de Luton com destino a Fiumicino. Dormimos 5 noites em terras italianas (6 se contarmos a fatídica noite que passamos no horrível aeroporto – assunto pra outro post) e achei que foi suficiente também pra conhecer o principal.
Praça e Basílica de São Pedro  – emocionante é pouco!
Museus do Vaticano e Capela Sistina – emocionante é pouco!²
Coliseu, Foro Romano e Palatino – vocês não tem noção da grandiosidade desse lugar!
Praças e monumentos da Roma Antiga – incluindo Panteão, Monumento a Vitor Emanuel, Piazza Navona…

O gigante Coliseu

Reflexões

10 lições que eu aprendi longe do conforto da minha casa
Malas prontas

Uma esquininha italiana encantadora

Espero do fundo do coração muito em breve ter mais uma série de posts sobre alguma outra viagem para fazer por aqui. Mas enquanto isso não acontece, dá pra me deliciar lendo todas essas lindezas <3

Um beijo cheio de saudade…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Roma – Museus do Vaticano e Capela Sistina

Continuando os posts sobre minha viagem ~mochilão wannabe~ por Paris, Londres e Roma, finalmente chegou minha hora de conhecer a Capela Sistina *-*

Os Museus do Vaticano (sim, no plural: são vários museus em um “prédio”só) foram uma das atrações que decidimos comprar o ingresso com antecedência, pela internet. Tomamos essa decisão porque lemos que costuma ficar sempre abarrotaaaaado de gente e comprando online você tem hora certa pra entrar, evitando as filas (mas paga uma taxa a mais por isso – na época, foram 4 euros). Mas no final das contas nem teria precisado, viu? Acho que a grande dica é evitar ir pela manhã, quando todo mundo vai. Passamos algumas vezes lá por perto de tarde e já nem havia mais fila.

Museus do Vaticano - Vista do Piso Superior

A visão de Roma de dentro dos Museus, no andar superior

Enfim, com ingressos impressos nos dirigimos ao vuco-vuco louco daquela entrada um pouco antes do nosso horário (que era às 9h30), mas nos liberaram mais cedo tranquilamente. Neste dia estava quente e sofremos um pouco carregando blusas e etc.

Dica: sempre (eu disse SEMPRE) leve com você uma (ou mais) garrafinhas de água pra esses passeios. A gente ficava com receio de bloquearem nossa entrada mas não aconteceu em nenhuma das atrações “fechadas” pelas quais passamos (Louvre, Palácio de Versalhes, Museu Imperial da Guerra, Brithish Library e British Museum).

Existem duas formas mais comuns de se visitar o museu: 1) passar correndo pelas galerias e ir direto pra Capela Sistina e depois voltar vendo com calma ou 2) apreciar tudo tranquilamente e deixar a Capela como o gran finale. Foi dessa segunda maneira que fizemos.

Museus do Vaticano - Nós na Praça da Pinha

Dentro dos Museus, na Praça da Pinha, com vários grupos com guias próximos a nós

Os museus abrigam as antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pela Igreja (pois é, não dá pra negar que não tenha rolado sangue nessas conquistas, né?). Ele foi inaugurado por volta de 1506, uow.
Existe uma área descoberta no meio do complexo, a tal da Praça da Pinha, que é uma graça pra dar uma relaxada entre um museu e outro.

Museus do Vaticano - visão da Praça

Visão do jardim, coisa linda! (foto da Wikipedia)

Um dos pontos que achei interessantíssimo foi que algumas das esculturas com nu masculino tinham uma folhinha aplicada no dito-cujo dos moços 😛 não sei a explicação disso, mas era nítido que a folhinha tinha sido colocada bem depois de a obra ter sido finalizada heh

Pra mim o grande destaque ficou por conta das Salas de Rafael com enoooooormes pinturas e da Capela Sistina, claro! Afinal, é nela que temos, entre outras pinturas maravilhosas, a cena da Criação de Adão, pintada por Michelangelo (aquela do encontro do dedo de Deus com o dedo do homem, sabem?). É um lugar tão importante pra Arte que fico arrepiada só de lembrar.

Museus do Vaticano - Salas de Rafael, "A Escola de Atenas"

Era tudo demais nas Salas de Rafael, uma pena que tirei pouquíssimas fotos. Essa é da Wikipedia, da pintura “A Escola de Atenas”. Pensa em algo giganteeeeeessssscoooo. Pois é!

Depois que você entra na Capela, pode apostar que mal vai olhar pro chão. O pescoço vai doer e as pernas vão cansar, mas você não vai querer sair daquele lugar! Lá dentro tem um banco de acrílico de fora a fora em duas das paredes, onde você pode sentar e só ficar observando. Também é possível ir pro centro e ficar em pé, olhando pra cima (pois o banco, apesar de grande, é bem concorrido). Nós fizemos um pouco de cada 😉 (além de irmos comentando a qual passagem da Bíblia se referia cada pintura – aqui tem cada um dos afrescos listados) Não tem como não pensar no esforço que foi pintar o teto da Capela… gente.
E, olhando pelo lado religioso, não dá pra descrever a emoção de estar no lugar em que os papas são escolhidos durante o conclave. É de dar falta de ar só de pensar.

Capela Sistina - pinturas no teto

O teto da Capela. Não dá pra ter noção nem de 10% da beleza que é olhando essa foto… por favor, veja ao vivo se tiver possibilidade! (foto da Wikipedia).

Por ser um local sagrado, os guardas ficam sempre pedindo silêncio às pessoas e dando bronca em quem tira fotos (elas são liberadas pelo museu todo, mas proibidas na capela) então isso atrapalha um pouco, sim, o passeio.

Aliás, se tiverem curiosidade, através do site oficial é possível fazer uma visita virtual *-*

Só sei que valeu muito a pena ter deixado o ponto alto pro final (e o passeio valeu cada um dos 20 euros gastos, com certeza).

Já nos despedindo do museu, demos de cara com a escadaria em espiral de Giuseppe Momo, que eu AMEI! Não sabia que ia ver algo assim e é muito bacana porque são duas rampas que não se encontram. Linda!

Museus do Vaticano - Escada em Espiral

Escadaria maravilhosa quase na saída do Museu <3

Funcionamento: todos os dias, das 9h às 16h (saída até as 18h). Tem alguns dias em que abre para uma visita noturna, vale a pena olhar no site.
Entrada: 16 euros (se comprar online, tem uma taxa de mais 4 euros por entrada)
Localização: Viale Vaticano, 00165 Roma, Itália
http://www.museivaticani.va/

Eu queria muito ter reparado mais Galeria dos Mapas, mas agora parei e pensei e não lembro bem, esqueci 🙁 (pra quem não sabe, a decoração da sala de música do Castelo Rá-Tim-Bum foi inspirada nessa galeria)

É um complexo gigante e cheio de história. Fica a dica de não seguirem meu exemplo e pesquisarem mais sobre o que querem visitar nos museus. Aqui deixo dois posts excelentes sobre esse assunto:

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Londres – Imperial War Museum

Já aviso que esse é um post pesado, ok? fiquei com os olhos marejados escrevendo…

É até difícil afirmar isso sem cometer nenhuma injustiça, mas o Museu Imperial da Guerra em Londres foi meu museu favorito da viagem toda. Obviamente a Capela Sistina do Museu do Vaticano (aguardem post!) e a Vitoria da Samotrácia do Museu do Louvre tem um espaço gigante no meu coração, assim como a Pedra Rosetta do British Museum. Mas o IWM como um todo me ganhou, principalmente último andar, que é de dar náuseas de tão perturbador…

Este era um lugar que o Daniel queria ter visitado da primeira vez que foi pra lá, em 2014, mas infelizmente ele estava em reformas, então foi novidade tanto pra mim quanto pra ele. Foi engraçado porque demoramos MUITO tempo pra chegar no museu, não encontrávamos de jeito nenhum a rua certa nem com GPS (estava chuviscando – claro! – e o sinal estava péssimo). Agora já não me recordo direito, mas acho que fomos caminhando das imediações da London Eye até lá. Só lembro que chegamos já meio “tarde”, depois do almoço, com certeza (e o museu fecharia às 18h).

Imperial War Museum - frente, jardim com um canhão.

O canhão no jardim da frente que nos recepciona (Travel Guide)

Foi fundado em 1917, em memória dos que haviam morrido ou ainda lutavam durante a Primeira Guerra Mundial. Um incêndio destruiu sua sede original e agora ele se encontra onde antigamente funcionava um hospital (em um edifício LINDO!). O museu é gratuito (God save the Queen!) e logo ao entrar no saguão temos uma visão de todos os pavimentos (é tipo um vão, sabe?) e já nos deparamos com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto, impressionante. Detalhe para o Spitfire, caça que ganhou a Batalha da Inglaterra em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial, e as bombas V1 e V2 alemãs, lançadas sobre Londres quase ao final da Guerra (elas foram os embriões da tecnologia dos futuros foguetes espaciais). Obrigada, Dan pela contribuição <3

Imperial War Museum - saguão de entrada do museu, com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto

O saguão de entrada do museu, com aviões, bombas e mísseis pendurados no teto (Standard)

O que mais me atraiu no museu foi o fato de não ter expostas obras de arte mas sim a realidade da época. Você vai entrando e vai vendo como eram as propagandas da época, vê uniformes usados pelos soldados, cartas escritas pelos britânicos da época e interage com gravações de áudio. Até a sensação de estar em um trincheira eles conseguem nos passar. Como já disse por aqui, nunca fui boa em História mas é tudo tão bem contado (cronologicamente, inclusive) que consegui aprender muito.

Imperial War Museum - Máscaras e outras relíquias da Primeira Guerra Mundial

Máscaras e outras relíquias da Primeira Guerra Mundial. Tudo muito bem explicado nas legendas (Mirror)

Momento inusitado da visita: sentamos em uns bancos próximos ao banheiro pra descansar assim que chegamos e nem reparamos que havia uma mochila sozinha ao nosso lado. Vieram uns guardas e nos perguntaram se era nossa, dissemos que não e ficamos em alerta (e com medo de nos levantarmos e sairmos, pois poderia ser um comportamento suspeito). De repente, começou todo um furduncio e mais uns dois ou três seguranças ficaram ali conosco e nós, sentadinhos, quietinhos. Em menos de cinco minutos, veio um outro rapaz, dizendo que haviam puxado as filmagens e estavam trazendo o sujeito que havia abandonado a mochila. Ficamos com muito medo de duas coisas: 1) realmente ser uma bomba ou algo do tipo e 2) sermos presos e não conseguirmos explicar heh Mas no fim das contas eles são muito profissionais e treinados pra isso… deram uma bronca no cara (que disse que não queria andar com a mochila nas costas, por isso deixou lá – detalhe: o museu tem guarda-volumes, muito suspeito mesmo) e ele foi embora. Tivemos uma pitada de leve de como os europeus levam a sério essa questão do terrorismo, principalmente após os ataques ao metrô de Londres em 2005 (fico imaginando como está Paris agora)
Na dúvida: nunca deixe sua mochila desacompanhada e nem seja burro igual a gente e sente do lado de uma, tá bem? 😛

Infelizmente a parte que mais mexeu comigo é a única parte do museu que não se pode fotografar: uma seção totalmente dedicada ao holocausto no último andar. Entramos sem saber o que encontrar, se quiser ter essa surpresa também, não leia os próximos parágrafos, ok? Acreditamos que uma das razões para essa proibição (das fotos) é para evitar a divulgação de material verdadeiro, da época e que, infelizmente, ainda hoje em dia, passados 70 anos do final da guerra, há loucos que simpatizam com tudo o que foi feito e que poderiam usar isso para inflar propaganda anti-semita.

Imperial War Museum - As roupas dos soldados

As roupas dos soldados (Telegraph)

O ambiente é todo mais escuro, sombrio. Crianças não são aconselhadas a entrar. Conforme vamos percorrendo as salas com sentido obrigatório (e áreas de escape pra quem não tiver estômago de ver tudo), vamos entendendo mais tudo o que aconteceu. A perseguição aos judeus e outras minorias. As pequenas “aldeias” que eles formavam e sua superpopulação. As crianças que foram separadas dos pais. A alegria de ir tomar o banho em um dos campos de concentração e enfrentar cara a cara a morte em uma câmara de gás. Os depoimentos dos sobreviventes.

Algumas salas eram só de vídeos das famílias contando da fome, da tristeza, da dor da separação. Outras, mostravam objetos, inclusive sapatos de vários judeus… alguns eram sapatos de bebês, sabe? Chocante. Uma instalação que me chocou muito era na realidade um vagão de transporte (original) para os campos de concentração. Quando você percebe onde está e lê a plaquinha do tanto de pessoas que eles transportavam naquele espaço minúsculo, é impossível não se sentir claustrofóbico.

Imperial War Museum - Algumas das placas e propagandas da época da guerra, além de cartazes sobre racionamento

Algumas das placas e propagandas da época da guerra, além de cartazes sobre racionamento

No final, além de ver uma maquete pra ter uma noção do que eram os campos de concentração, também vemos fotos dos criminosos dessa grande guerra e qual o destino que tiveram (alguns foram presos, outros mortos e outros tantos suicidaram-se). É tocante demais ver o rosto de alguns dos responsáveis depois do banho de emoções que temos ao ver essa exposição. Aliás, houve também o que fugiram, como Josef Mengele (pro Brasil!), o principal médico responsável pelas experiência em cobaias humanas (eles consideravam que gêmeos e anões eram aberrações, por exemplo).

Funcionamento: todos os dias, das 10h às 18h (ficamos até fechar, se você gostar muito de História, reserve pelo menos umas 3h – só no andar do Holocausto ficamos no mínimo 1h30min)
Entrada: gratuita
Localização: Lambeth Road, London SE1 6HZ, Reino Unido
http://www.iwm.org.uk/visits/iwm-london

Cruel fazer um passeio desses? Sim, mas necessário. Sou da opinião que temos de lembrar sempre de tudo isso que aconteceu para não repetirmos a História novamente. Aqui no Brasil nunca sofremos com uma guerra com dimensões mundiais em nosso território, não da forma que a Europa sofreu, então se tiver a oportunidade de ver essa realidade de perto, não perca pois te fará pensar muito…

Sei que esse foi um post pesado (e demorado porque é muito difícil escrever sobre isso), mas estamos aqui pra isso, né? Vi muitos relatos superficiais desse museu e achei muito injusto porque foi uma das experiências mais devastadoras da viagem (e a que talvez tenha me trazido o maior aprendizado). Um objetivo que tenho com o BeLivs é o de expor relatos que sempre quis ver e nunca encontrei online, sejam sobre autoestima, viagens ou culturais, certo? 😉

A dica pra não repetirmos tudo isso estava lá na entrada, na nossa cara:

Imperial War Museum -

“Mude sua vida”, fragmento do muro de Berlim (Wikipedia)

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Londres – British Library e British Museum

Nosso rumo em mais no nosso segundo dia em Londres (18 de maio) era o Museu Britânico mas como era tudo ligeiramente próximo, decidimos descer em King’s Cross/St. Pancras e ir até a Biblioteca Britânica. Aliás, a biblioteca fica do ladinho da estação, mesmo que você não goste de livros, não deixe de visitar, a arquitetura (de novo) é linda, principalmente internamente. Eu não tirei fotos e achei pouquíssimas no Google (que nem valem a pena serem mostradas), então vocês terão que escolher se querem acreditar em mim heh

Essa é Biblioteca Nacional do Reino Unido, com um acervo de mais de 150 milhões de itens. Na época que estávamos por lá, estava tendo um evento especial da Carta Magna, então é bom ficar ligado nos eventos que ocorrem. O edifício tem 6 andares e demorou 20 anos pra ser construído, só foi inaugurado nesse “formato” em 98.

Só fiquei chateadíssima com uma coisa: minha “passada” por lá teria sido infinitamente mais incrível se eu tivesse podido acessar, de fato, os livros e não só o prédio. Ok que tinha uma lojinha incrível no térreo (certeza de que gastamos pelo menos meia hora lá) mas eu queria ver os livros com a mão, sabe? E quando fomos nos informar, nos foi dito que tínhamos que fazer um cadastro com pelo menos duas identificações pessoais (passaporte e mais algum documento). Talvez tenhamos entendido errado (bem provável) e não precisasse disso tudo, mas no fim das contas fiquei sem ver os manuscritos de Shakespeare porque só estávamos com o passaporte, uma pena =/
Se eu recomendo a ida mesmo assim? Claro! Mesmo eu não tendo visto as obras, a biblioteca tem lugar pra sentar, banheiro público digníssimo e wi-fi gratuito!

Funcionamento: Durante a semana das 9h30 às 20h (segundas e sextas fecha às 18h), sábados das 9h30 às 17h e domingo das 11h às 17h.
Entrada: gratuita, como a maioria dos museus incríveis de Londres
Localização: 96 Euston Rd, London NW1 2DB, Reino Unido
http://www.bl.uk/

Mas não me deixei ficar triste, não! Saímos debaixo daquela chuva fininha de Londres e fomos a pé para o Museu Britânico, nossa parada oficial. De acordo com o Google, eles ficam só a 20 minutos caminhando então fomos tranquilamente. E chegamos! Não sem antes nos perdermos, claro =B

Próximo ao museu fica a University College London (UCL), a primeira universidade britânica a aceitar estudantes independentemente de raça, classe social, religião ou sexo. Ponto pra UCL! Só sei que passávamos pelos prédios e dava uma vontade louca de ficarmos por  lá, estudando, pesquisando e trabalhando, pro resto da vida. Lembro muito bem de passarmos perto também da London School of Hygiene & Tropical Medicine e termos achado curioso o nome da universidade 🙂

Em frente ao British Museum

Em frente ao British Museum

Mas, enfim, quando fomos chegando perto do Museu Britânico vimos o único aviso em Londres sobre pick pockets. Enquanto em Paris e Roma eles estavam em todos os lugares, em Londres foi só ali mesmo que vimos.
O British Museum começa lindo por fora <3 e tem um acervo pra todos os gostos. A primeira sala que entramos tinha uma coleção dos mais variados tipos de relógios, que coisa maravilhosa!

Fundado em 1753, foi o primeiro grande museu público, gratuito, secular e nacional em todo o mundo. São mais de 8 milhões de peças históricas. Por favor, olhem que coisa linda é essa praça coberta dentro dele:

Olha que lindo o interior do museu

Olha que lindo o interior do museu! (foto da Wikipedia)

Licença pro momento

Licença pro momento “tô feliz pra cacete, tô em Londres!” heh

Não em orgulho muito disso, mas os mapas eram pagos então pra não ter que desembolsar minhas poucas libras, tiramos foto do mapa que ficava na parede e fomos nos guiando 🙂

Uma das peças mais importantes (e a minha preferida da visita) é a Pedra Rosetta (viram como gosto de pedras enigmáticas? no post sobre o Louvre falei do Código de Hamurabi). A Rosetta é considerada a chave para decifrar os hieróglifos egípcios por conter um decreto em três formas diferentes: hieróglifos, demótico (variação do egípcio) e grego antigo. E, tal qual no Louvre: dava dó, gente. Ninguém ligava pra pedrinha! E olha que é incrível vê-la de perto, como ainda está conservada. Incrível.

Pedra Rosetta e Gayer-Anderson Cat no British Museum

Pedra Rosetta e Gayer-Anderson Cat no British Museum (estiloso esse gato egípcio, né?)

Pequeno parêntesis: quando vejo algo sobre a pedra rosetta, lembro imediatamente do episódio 2×17 de Smallville, “Rosetta”, quando o Dr. Swan (Christopher Reeve) traz pro Clark algumas respostas sobre sua origem.

Notei que enquanto eu me encantei pelas múmias (além das formas humanas, tinha de vários animais, principalmente gatos), o Dan curtiu muito as armaduras (que são lindas mesmo, só pra constar) e itens de guerra. O museu agradou ambos os gostos.
No final da nossa visita fomos à parte antiga do museu, onde é tudo ainda de madeira, uma coisa maravilhosa de ver. E, claro: mais uma lojinha de souvenirs.

Uma das várias múmias do British Museum

Segundo o Dan a legenda deveria ser: “as duas múmias”, bestão rs

Não dá pra comparar o British Museum com o Louvre. Não que um seja melhor do que outro, mas são bem diferentes. Se você tiver oportunidade, vá em ambos, por favor. A experiência de ver as peças com mais calma e sem tanto empurra-empurra me encantou no museu britânico mas as exposições do museu francês e a realização do sonho de ver tudo aquilo de perto me emocionou muito. Porém devo contar pra vocês que, SPOILER ALERT: meu museu preferido da viagem ainda não apareceu por aqui (mas também é em Londres), aguardem e verão!

Funcionamento: todos os dias, das 10h ‘as 17h (nas sextas, fecha às 20h30)
Entrada: gratuita
Localização: Great Russell St, London WC1B 3DG, Reino Unido
http://www.britishmuseum.org/

E depois de mais um banho de cultura, fomos caminhar à beira do rio Tâmisa e ver de perto a London Eye, ai, ai…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Paris – Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas

Finalmente chegamos ao nosso último dia completo em Paris (16 de maio). E foi também o dia em que descobrimos uma coisa mágica no supermercado Dia pertinho do Hotel Jarry: eles permitem que você aqueça alimentos comprados lá utilizando um microondas. Obviamente o cheirinho dentro do forno não era dos melhores, mas finalmente comemos algo quentinho na janta: pizza! Ok, pizza congelada, mas ainda assim.

Nesse dia estávamos “livres”, acabamos optando por conhecer a área da Opera Garner. Honestamente eu não lembro em qual estação paramos, mas tenho certeza quase absoluta que saímos da estação e já entramos na galeria. Lembro inclusive de ter um policial fazendo revista. Acredito que tenha sido a estação Chaussée d’Antin – La Fayette (linhas 7 e 9).
Basicamente as Galerias Lafayette (ou Galeries Lafayette, em francês) são tipo uma loja de departamentos gigantesca (o prédio principal tem 8 andares e um terraço maravilhoso – e gratuito). Tem tudo quanto é tipo de marcas (tem até uma livraria em um dos andares) mas na minha opinião de reles mortal, tudo caro demais. De qualquer forma, não saí de mãos abanando e trouxe um hidratante da Clinique tamanho viagem (15ml, paguei 6 euros ACHO), só pra não dizer que não comprei nada heh Ah! arrematei também um globinho com a torre ao fundo (clássico e cafona, eu sei, mas achei lindo).
Imagino que pra quem é consumista, deve ser um paraíso sem igual. Pra mim valeu a pena por dois motivos principais: a cúpula ma-ra-vi-lho-sa e o terraço.
Lembram que não subimos na Torre Eiffel, nem na Notre Dame e tampouco no Arco do Triunfo? Então, a Lafayette foi nossa oportunidade de ver Paris de cima. Suuuper tranquilo o espaço, com grama artificial e alguns banquinhos. Ponto positivíssimo: não precisa consumir anda no restaurante pra ficar lá, lagarteando no sol. Ficamos um bom tempo lá em cima e um senhorzinho simpático se ofereceu para tirar uma foto… veja bem: nossa única foto da viagem toda em que aparecemos os dois sem ser selfie heh

A visão de lá de dentro da Galerias Lafayette

A visão de lá de dentro da Galerias Lafayette (fonte)

A lá a Torre e a Opera ao fundo *-*

A lá a Torre e a Opera ao fundo *-*

As costas da Opera Garnier

As costas da Opera Garnier

Funcionamento: segunda a sábado, das 9h30 às 20h
Entrada: gratuita, inclusive a visita ao terraço
Localização: 40 Boulevard Haussmann, 75009 Paris, France
www.galerieslafayette.com

Não faço a mínima ideia do que almoçamos nesse dia. Aliás, quando paro pra pensar no que comíamos no almoço, nunca lembro. Sinto que vivíamos de água e amor, que coisa linda AHAHAH
Só sei que caminhamos muuuuito. Da Galeria fomos pra Torre (de novo, porque sim) e de lá fomos para o Museu das Forças Armadas (ou Musée de l’Armée, nos Invalides). Não entramos no museu de fato, ficamos só no pátio e na capela (que delícia sentar e descansar!). Dentro do museu fica o túmulo de Napoleão, acho que teria sido interessantíssimo ter tirado um tempinho pra ver o acervo, mas já iríamos no Imperial War Museum em Londres (que é gratuito), então resolvemos “pular” esse.

Preparar, apontar... FOGO!

Preparar, apontar… FOGO!

Pátio do Museu das Forças Armadas. Homem geralmente adora essas coisas de guerra, né? heh

Pátio do Museu das Forças Armadas. Homem geralmente adora essas coisas de guerra, né? heh

Funcionamento: diariamente das 10h às 18h (em baixa temporada fecha às 17h)
Entrada: 9,50 euros
Localização: 129 rue de Grenelle, 75007 Paris, France
www.musee-armee.fr

E, pra fechar nossa estadia na França, caminhamos pela maravilhosa Ponte Alexandre III. Aliás, ponte na Europa é uma coisa linda demais da conta, viu? Esta em específico liga o bairro de Champs Elysees ao Invalides e à Torre, lugar chiquetoso de Paris.

Às margens do rio Sena

Às margens do rio Sena

A visão da Ponte Alexandre III

A visão da Ponte Alexandre III

Localização: Pont Alexandre III, 75008 Paris, France

Como ninguém é de ferro, demos um pulinho no Jardim das Tulherias e comemos mais um waffle. Achei um barato uma família alemã vir perguntar pra gente onde tínhamos comprado o waffle e nós indicarmos direitinho. Aliás, devo dizer que cheguei da viagem falando inglês a torto e direito. Não que eu seja fluente, nem nada. Mas perdi a vergonha de errar, entendem? Tem me ajudado muito nos live meetings mensais com os alemães da casa matriz.

Quando chegamos no hotel, era a hora de arrumar a mala pra nos despedirmos de Paris e, finalmente, seria a hora de ver minha linda Londres de pertinho *-* No próximo post vou contar um pouquinho sobre a viagem de trem pelo Canal da Mancha, que liga Paris e Londres através do mar (spoiler alert: não, não é um túnel de vidro onde dá pra ver os peixinhos nadando – tipo isso – como eu pensava =B #santainocência)

Estou adorando poder compartilhar com vocês um pouco mais sobre a realização desse sonho, sabem? Muito mais do que um momento “olha só eu me exibindo”, vejo que é a oportunidade de mostrar pra todo mundo que se você correr atrás e batalhar é totalmente possível realizar o que quer que seja nessa vida.

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).