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Marinheira de Primeira Viagem, o resumo de tudo que vivi (links)

Sei que é clichê, mas é incrível como o tempo passa rápido. Hoje faz exatamente um ano que eu desembarquei no Brasil e tirei a foto da tranqueirada toda que eu trouxe na mala. Mas o que um clique nunca, jamais vai conseguir registrar é a saudade que ficou em mim.

Não sei como explicar só sentir mas parte de mim ficou lá do outro lado do Oceano. Quando penso em Londres, a dor no coração que me dá me faz chorar toda vez (como agora, escrevendo esse post). A questão não é nem tanto a vontade de voltar (que é gigantesca) pra ver tudo o que não consegui ver da primeira vez mas sim o medo de nunca mais pisar lá de novo e ver o que já vi e tanto me emocionou. O terror de nunca mais ver de perto o caos que é a mão invertida no trânsito. O pavor de nunca mais sentir aquela emoção cortante de ver o Big Ben…

Mas de qualquer forma agradeço muito por ter tido a oportunidade de ter vivido isso.

Agradeço também pela paciência de você ter lido os meus relatos. Não quis que eles fossem escritos como um guia turístico, mas sim como um diário de viagem mesmo, com todas as coisas lindas que vi, mas principalmente tudo o que senti. Espero ter conseguido passar um pouco disso pra você <3

Como uma forma de encerrar esse ciclo, vou deixar aqui linkados todinhos os posts que fiz sobre meu primeiro mochilão ever. Falei sobre (quase) tudo que eu vivi nessas duas semanas mas eu peço com carinho que se ficar alguma dúvida, qualquer que seja, me pergunte! Eu adoro falar sobre isso e se der corda posso conversar horas e horas sobre o assunto…

Vamos lá?

Planejamento

Por onde começar o planejamento do seu mochilão ou viagem econômica – primeiros passos
Como fazer uma viagem econômica para a Europa – roteiros e gastos
Dicas para achar promoções de passagens áreas
Como arrumar uma mala inteligente – duas semana na primavera europeia

Em uma das tantas pontes maravilhosas da capital britânica...

Hospedagem e Transporte

Hotel baratinho em Paris: Jarry Confort – bônus: os diferentes passes de transporte, seus valores e a melhor escolha
Albergue incrível em Londres: Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage – bônus: será que é seguro ficar em um albergue?
Camping maravilhoso em Roma: Camping Village
Viagem de trem entre Paris e Londres (Eurotunel)Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras
(achei melhor separar a categoria, mais fácil de se achar, maybe)
Estação de metrô na Champs Elysees

Paris, na França

Saímos do Brasil no dia 12 de maio de 2015 e chegamos em Paris no dia 13, vindo de Lisboa (que serviu só de conexão, uma pena, fica pra próxima). Foram 4 noites na Cidade Luz (pra mim, mais do que suficientes pra conhecer tudo que eu queria).
Catedral de Notre Dame e os cadeados – a catedral que é linda e que me fez descobrir que gosto do estilo gótico (tks, arquitetas leitora lindas)
Palácio de Versalhes – não dá pra acreditar que as pessoas viviam em meio a tanta riqueza assim
Torre Eiffel – ou “a realização de um sonho”
Arco do Triunfo e Champs Elysees – ai, como tô a cara da chiqueza
Basílica de Sacre Coeur e Montmartre – porque às vezes quase sempre vale muito enfrentar nossos medos (nesse texto falo um pouco da violência na Cidade Luz)
Museu do Louvre – a emoção de estar lá, frente a obras excepcionais. Me arrepio toda!
Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia – fácil, fácil meu lugar preferido de Paris (e com o melhor crepe da minha vida)
Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas – ou “como se sentir pobre em 3 passos” heh
Sendo a tonta mais feliz do mundo em frente à Torre Eiffel

Londres, na Inglaterra

No dia 17 de maio de 2015 pela manhã, fomos até a Gare du Nord e em 2h30min chegamos ao lugar mais lindo do mundo. Foram 4 noites em Londres e me arrependo muito de ter sido tão pouco, merecia muito mais, viu?
Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster – uma das maiores emoções da minha vida inteirinha.
Palácio de Buckingham e The Mall – onde fica a Rainha <3
British Library e British Museum – já pensou em ver a pedra Rosetta de perto? *-*
London Eye e o rio Tâmisa – um dos meus posts preferidos, #fikdik
Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) – verde, flores, limpeza. Só podiam ser britânicos (tirando os tiny holandeses que vieram entrevistar a gente, claro)
St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London – um pouco sobre a religião anglicana e a dinastia Tudor
Imperial War Museum – meu museu preferido da viagem toda e o mais angustiante de todos, único que me fez chorar
Quer foto mais londrina que essa?

Roma e Vaticano, na Itália

Nossa ida pra Roma foi no dia 21 de maio de 2015, saindo do aeroporto de Luton com destino a Fiumicino. Dormimos 5 noites em terras italianas (6 se contarmos a fatídica noite que passamos no horrível aeroporto – assunto pra outro post) e achei que foi suficiente também pra conhecer o principal.
Praça e Basílica de São Pedro  – emocionante é pouco!
Museus do Vaticano e Capela Sistina – emocionante é pouco!²
Coliseu, Foro Romano e Palatino – vocês não tem noção da grandiosidade desse lugar!
Praças e monumentos da Roma Antiga – incluindo Panteão, Monumento a Vitor Emanuel, Piazza Navona…

O gigante Coliseu

Reflexões

10 lições que eu aprendi longe do conforto da minha casa
Malas prontas

Uma esquininha italiana encantadora

Espero do fundo do coração muito em breve ter mais uma série de posts sobre alguma outra viagem para fazer por aqui. Mas enquanto isso não acontece, dá pra me deliciar lendo todas essas lindezas <3

Um beijo cheio de saudade…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Paris e Londres – Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras

Logo que começamos a planejar a viagem percebemos que tínhamos uma exigência em comum: fazer um dos trajetos de trem. Então assim que compramos as passagens de avião, fomos atrás das passagens de trem. Compramos pelo próprio site da Eurostar, em janeiro (a viagem aconteceu em 17 de maio), por 116 euros (as duas passagens e a taxa de serviço de 30 euros). Então foi só imprimir e validar na estação Gare Du Nord (ou Estação do Norte, em português).
Do nosso hotel até lá foi super tranquilo. Dessa vez acabamos utilizando a Chateau D’Eau (porque era mais perto e estávamos com malas). Utilizamos a linha 4 na direção Porte de Clignancourt e descemos na Gare Du Nord. Super rápido e fácil! Eu tinha lido comentários super ruins sobre essa região de Paris, mas não vi nada demais (porque nem saí da estação). Nosso trem estava marcado para as 11h10, mas chegamos lá com muuuita antecedência, tamanha a ansiedade de chegar logo em Londres.

Uma confissão: eu não suportava mais comer Pain de Mie e leite com Nesquik no café da manhã então resolvi ser rebelde e tomar café na estação na nossa última manhã em terras francesas e não me arrependi, viu? Comemos em um café charmosinho. Croissant crocante e café quentinho (fraco, ok, mas quente mesmo assim) pra aquecer o coração.

Comprinhas nos mercados de Paris

O que era basicamente nosso café da manhã e jantar. O chocolate do Dia é maravilhoso e as duas bolachas do Monoprix são uma benção de Deus de tão boas!

Aí foi só trabalhar a ansiedade. Ah, tem que ficar atento pois o acesso pro trem que leva à Londres é na plataforma elevada. E já que to abrindo o coração, mais uma confissão: o lugar que me senti mais segura em Paris foi na plataforma de embarque pra Londres. Não estou cuspindo no prato que comi, nem nada do tipo, mas eu não voltaria pra Paris. Os lugares são lindos, mas fiquei muito receosa quanto a assaltos e é tudo lotado demais de turistas (ok, eu também era uma!). Enfim, gosto é gosto, não é? Não me julguem XD

A estação Gare du Nord em Paris

A estação Gare du Nord em Paris. (fonte)

Antes de embarcarmos, tivemos que preencher o Landing Card, exigência do governo britânico para o temido controle de imigração na Inglaterra. Posso falar? Nada demais, viu? Preenchemos direitinho com nossos dados e ao passar pelas catracas, a moça inglesa perguntou por que estávamos indo para Londres, quanto tempo ficaríamos e carimbou nosso passaporte. Simples assim, juro!

Documentos para a temida imigração inglesa (que é feita ainda em Paris) e o carimbo no passaporte

Documentos para a temida imigração inglesa (que é feita ainda em Paris) e o carimbo no passaporte

Quando finalmente deu a hora, ao entrar no trem veio o choque: eu teria que deixar as malas na entrada do vagão. E o medo de alguém levar embora? Mas estávamos indo pra Londres, baby AHAHAH Aliás, a Chell também está relatando a viagem dela, no sentindo contrário à minha (ou seja: Londres > Paris) e também comentou do receio quanto à mala.

O trem é confortável. Assentos limpinhos. Tudo muito limpo, aliás. Não tínhamos direito a nenhuma alimentação com o nosso bilhete, mas havia um carro restaurante (não tem como não lembrar de Agatha Christie e O Assassinato no Expresso do Oriente). Nosso vagão estava vazio mas, vejam só: tinha uma família de brasileiros na nossa frente! Heh Quase ao nosso lado tinham duas mulheres (mãe e filha) muito bonitas, pela fisionomia imagino que eram alemãs. Pra vocês terem ideia do quão confortável é a viagem, a moça mais nova veio pintando as unhas e fazendo a maquiagem, numa boa. Pois é.

O trajeto dura cerca de 2h 20min. Vim lendo, estava ansiosa pra chegar logo, então não prestei tanta atenção assim às paisagens. De qualquer forma, chega um momento em que você entra num túnel e fica tudo escuro que é quando estamos passando pelo Canal da Mancha. Isso dura uns 20 minutos apenas e logo você já estará em Londres. Euzinha, que não manjo nada das paradas, ingenuamente achava que o canal seria uma coisa tipo um aquário gigante transparente onde eu veria peixinhos nadando próximos aos vidros do trem mas, nah, é sem graça.
De qualquer forma, só de não ter que enfrentar as paradas todas que estão envolvidas em pegar um avião, tá ótimo, viu?

Olhem só que linda a estação de St. Pancras em Londres

Olhem só que linda a estação de St. Pancras em Londres (fontes: foto externa e foto interna)

Quando chegamos em Londres… ah, chegamos em Londres *-* que lugar incrível, que mágico!
Eu confesso que ainda não entendo direito, mas aparentemente são duas estações, uma ao lado da outra. A St. Pancras é a internacional e a King’s Cross é a do Harry Potter XD

Eu fiquei boba com o teto da estação King's Cross em Londres

Eu fiquei boba com o teto da estação King’s Cross em Londres. E é tudo TÃO limpo! (fonte)

A The Harry Potter Shop na plataforma 9 e 3/4 da estação King's Cross

A The Harry Potter Shop na plataforma 9 e 3/4 da estação King’s Cross. Tudo lindo e muito bem feito, mas caro demais =/

Para usar o transporte público em Londres (que é o maior e o mais antigo do mundo), basta adquirir o Oyster card. Entramos em uma fila em um ponto de informação e um atendente MUITO simpático explicou direitinho pra gente (aqui o site deles). O Daniel já tinha o cartão que usou no ano passado, então recarregou com umas 20 libras. O meu cartão custou 5 libras e carreguei com outras 20 (que foi o recomendado por ele para o tanto de dias que ficaríamos por lá).
Nosso hostel ficava pertíssimo da estação Swiss Cottage, então dentro da King’s Cross mesmo pegamos a Victoria (linha turquesa) e fizemos integração para a Jubilee (linha cinza). Deve ter dado menos de 20 minutos.
E então foi só alegria <3

E no próximo post conto tudinho sobre a nossa estadia em um hostel. Aliás, se tiverem alguma dúvida sobre albergues e coisas do tipo, deixem aqui que vou procurar esclarecer um pouquinho mais, certo?

Já aviso que me apaixonei perdidamente por Londres então é bem possível que meus relatos não sejam nem um pouquinho imparciais, ok? Rs

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Paris – Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas

Finalmente chegamos ao nosso último dia completo em Paris (16 de maio). E foi também o dia em que descobrimos uma coisa mágica no supermercado Dia pertinho do Hotel Jarry: eles permitem que você aqueça alimentos comprados lá utilizando um microondas. Obviamente o cheirinho dentro do forno não era dos melhores, mas finalmente comemos algo quentinho na janta: pizza! Ok, pizza congelada, mas ainda assim.

Nesse dia estávamos “livres”, acabamos optando por conhecer a área da Opera Garner. Honestamente eu não lembro em qual estação paramos, mas tenho certeza quase absoluta que saímos da estação e já entramos na galeria. Lembro inclusive de ter um policial fazendo revista. Acredito que tenha sido a estação Chaussée d’Antin – La Fayette (linhas 7 e 9).
Basicamente as Galerias Lafayette (ou Galeries Lafayette, em francês) são tipo uma loja de departamentos gigantesca (o prédio principal tem 8 andares e um terraço maravilhoso – e gratuito). Tem tudo quanto é tipo de marcas (tem até uma livraria em um dos andares) mas na minha opinião de reles mortal, tudo caro demais. De qualquer forma, não saí de mãos abanando e trouxe um hidratante da Clinique tamanho viagem (15ml, paguei 6 euros ACHO), só pra não dizer que não comprei nada heh Ah! arrematei também um globinho com a torre ao fundo (clássico e cafona, eu sei, mas achei lindo).
Imagino que pra quem é consumista, deve ser um paraíso sem igual. Pra mim valeu a pena por dois motivos principais: a cúpula ma-ra-vi-lho-sa e o terraço.
Lembram que não subimos na Torre Eiffel, nem na Notre Dame e tampouco no Arco do Triunfo? Então, a Lafayette foi nossa oportunidade de ver Paris de cima. Suuuper tranquilo o espaço, com grama artificial e alguns banquinhos. Ponto positivíssimo: não precisa consumir anda no restaurante pra ficar lá, lagarteando no sol. Ficamos um bom tempo lá em cima e um senhorzinho simpático se ofereceu para tirar uma foto… veja bem: nossa única foto da viagem toda em que aparecemos os dois sem ser selfie heh

A visão de lá de dentro da Galerias Lafayette

A visão de lá de dentro da Galerias Lafayette (fonte)

A lá a Torre e a Opera ao fundo *-*

A lá a Torre e a Opera ao fundo *-*

As costas da Opera Garnier

As costas da Opera Garnier

Funcionamento: segunda a sábado, das 9h30 às 20h
Entrada: gratuita, inclusive a visita ao terraço
Localização: 40 Boulevard Haussmann, 75009 Paris, France
www.galerieslafayette.com

Não faço a mínima ideia do que almoçamos nesse dia. Aliás, quando paro pra pensar no que comíamos no almoço, nunca lembro. Sinto que vivíamos de água e amor, que coisa linda AHAHAH
Só sei que caminhamos muuuuito. Da Galeria fomos pra Torre (de novo, porque sim) e de lá fomos para o Museu das Forças Armadas (ou Musée de l’Armée, nos Invalides). Não entramos no museu de fato, ficamos só no pátio e na capela (que delícia sentar e descansar!). Dentro do museu fica o túmulo de Napoleão, acho que teria sido interessantíssimo ter tirado um tempinho pra ver o acervo, mas já iríamos no Imperial War Museum em Londres (que é gratuito), então resolvemos “pular” esse.

Preparar, apontar... FOGO!

Preparar, apontar… FOGO!

Pátio do Museu das Forças Armadas. Homem geralmente adora essas coisas de guerra, né? heh

Pátio do Museu das Forças Armadas. Homem geralmente adora essas coisas de guerra, né? heh

Funcionamento: diariamente das 10h às 18h (em baixa temporada fecha às 17h)
Entrada: 9,50 euros
Localização: 129 rue de Grenelle, 75007 Paris, France
www.musee-armee.fr

E, pra fechar nossa estadia na França, caminhamos pela maravilhosa Ponte Alexandre III. Aliás, ponte na Europa é uma coisa linda demais da conta, viu? Esta em específico liga o bairro de Champs Elysees ao Invalides e à Torre, lugar chiquetoso de Paris.

Às margens do rio Sena

Às margens do rio Sena

A visão da Ponte Alexandre III

A visão da Ponte Alexandre III

Localização: Pont Alexandre III, 75008 Paris, France

Como ninguém é de ferro, demos um pulinho no Jardim das Tulherias e comemos mais um waffle. Achei um barato uma família alemã vir perguntar pra gente onde tínhamos comprado o waffle e nós indicarmos direitinho. Aliás, devo dizer que cheguei da viagem falando inglês a torto e direito. Não que eu seja fluente, nem nada. Mas perdi a vergonha de errar, entendem? Tem me ajudado muito nos live meetings mensais com os alemães da casa matriz.

Quando chegamos no hotel, era a hora de arrumar a mala pra nos despedirmos de Paris e, finalmente, seria a hora de ver minha linda Londres de pertinho *-* No próximo post vou contar um pouquinho sobre a viagem de trem pelo Canal da Mancha, que liga Paris e Londres através do mar (spoiler alert: não, não é um túnel de vidro onde dá pra ver os peixinhos nadando – tipo isso – como eu pensava =B #santainocência)

Estou adorando poder compartilhar com vocês um pouco mais sobre a realização desse sonho, sabem? Muito mais do que um momento “olha só eu me exibindo”, vejo que é a oportunidade de mostrar pra todo mundo que se você correr atrás e batalhar é totalmente possível realizar o que quer que seja nessa vida.

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Paris – Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia

O que dizer do lugar que se tornou fácil, fácil meu lugar preferido de Paris? *-* Ah, o Jardim das Tulherias <3 É um parque que liga a praça da Concórdia à praça do Carrossel do Louvre. Foi construído no século XVI, em volta de um Palácio que já não existe mais. No terreno existia uma fábrica de tuiles (telhas), por isso o nome Jardin des Tuileries em francês.

Olha essas árvores todas com a mesma poda, que coisa linda!

Olha essas árvores todas com a mesma poda, que coisa linda!

Mas muito mais do que um parque, é praticamente um museu ao ar livre, com escultura de artistas famosos (como Rodin, por exemplo) espalhadas em meio às árvores simetricamente podadas. O mais bacana é que as esculturas não estão restauradas, então tem marcas das revoluções e guerras que já aconteceram na França (o palácio original, por exemplo, foi parcialmente queimado durante a guerra civil francesa). Aliás, não canso de dizer o quanto as lembranças da guerra são presentes nos países que pude visitar. Eu sinto que é uma forma dos europeus mostrarem “olha, a gente lembra do que aconteceu, cuidem vocês também pra história não se repetir, tá bem?”.

Jardim das Tulherias, perspectiva da entrada próxima ao Louvre. Olhem só as esculturas...

Jardim das Tulherias, perspectiva da entrada próxima ao Louvre. Olhem só as esculturas…

Nós entramos pelo acesso próximo ao Louvre. Não visitei o Musee de l’Orangerie (que abriga As Ninféias de Monet), tampouco comi em algum dos restaurante do Jardim. Mas, então, por que eu gostei tanto? Bom, vou tentar explicar…
Imagine você no coração de Paris, em meio ao trânsito e à loucura de uma cidade grande com o plus da quantidade extraordinária de turistas. Você está com seus pés moídos por conta da visita ao Louvre. Aí você avista um jardim, no meio de tudo… um oásis no deserto (que drama! Heh). Entramos lá procurando um lugar pra sentar, mas estávamos tão cansados que quando achamos as famosas cadeiras de metal, vejam só: cochilamos por meia hora em frente a uma das fontes. Gente, eu dormi em um jardim no meio de Paris e não fui importunada nem uma vezinha sequer pelos vendedores de mini-torres e pau de selfie, dá pra acreditar? (sério, Paris é um inferno nesse quesito!)

Adoro as cadeirinhas verdes *-* (no Regent's Park em Londres também tem)

Adoro as cadeirinhas verdes *-* (no Regent’s Park em Londres também tem)

 

Flagra do namorado dormindo próximo a uma das fontes =P (não me mate, Dan)

Flagra do namorado dormindo próximo a uma das fontes =P (não me mate, Dan)

Funcionamento: diariamente, das 7h às 21h
Entrada: gratuita (uuuufa!)
Localização: Jardin de Tuileries, 113 Rue de Rivoli, 75001 Paris, França

No outro extremo ao que entramos, na Praça da Concórdia (Place de la Concorde, em fancês), tinham alguns traillers com comidinhas. O cheiro de Nutella estava tão inebriante que não resistimos e pagamos 8 fucking euros em um waffle delicioso que aqueceu todo o meu ser. Cêis tem noção há quanto tempo eu não comia nada quentinho e gostosinho assim? heh Como viajamos com pouca grana, optamos por passar toda tarde no mercado e comprar pão, queijo e bolacha. Essa era nossa janta e nosso café da manhã. Obviamente Paris é um lugar de uma gastronomia incrível, mas nada que pudéssemos bancar, então isso nos serviu muito bem. E, ó, só pra compartilhar: foi maravilhoso mesmo assim, #fikdik.

Entre o Jardim e a Praça, o melhor waffle de nossas vidas!

Entre o Jardim e a Praça, o melhor waffle de nossas vidas!

A Praça da Concórdia é a maior praça de Paris. Confesso que não vi nada demais nela e não tinha noção da importância dela até estudar pra escrever esse post. Tanto é que nem tirei foto das fontes lindonas que tem por lá… (esse é o mal de nunca ter prestado atenção nas aulas de História. Ainda bem que o Dan manja bastante principalmente no quesito “guerras & revoluções” então me explicou muita coisa)

Praça da Concórdia com a Torre Eiffel ao fundo e o monumento de Strasbourg

Praça da Concórdia com a Torre Eiffel ao fundo e o monumento de Strasbourg

Inicialmente utilizada como palco pra festejos e casamentos, a praça foi também muito importante durante o período da Revolução Francesa, era meio que uma passagem obrigatória dos cortejos que aconteciam na época. Pra vocês terem uma idéia, praticamente metade das pessoas guilhotinadas em Paris sofreram sua sentença na praça (então conhecida como Praça da Revolução), incluindo o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, ambos em 1793. Ó lá a guerra presente de novo…

Enquanto estávamos lá, sentadinhos, perto do obelisco, tinha um moço (escocês, maybe) tocando gaite de foles. Deu até dó porque ninguém ligava pra ele, mas ele parecia estar se divertindo muito. É esse tipo de cena que marca numa viagem, sabe?

Localização: 10 Place de la Concorde, 75008 Paris, France

E a nossa próxima parada será a Galeria Lafayette, uma dica da Ana Carô que eu a-d-o-r-e-i! Estão gostando, gente? 🙂

Aliás, das viagens e passeios que vocês já fizeram, qual o lugar que mais aqueceu seu coraçãozinho, hein?

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Um beijo, nos vemos com essa série na próxima quinta-feira, ok?

Viagem

Paris – Museu do Louvre

Dando continuidade aos meus relatos sobre Paris, bora ler sobre o único museu que visitei na Cidade Luz? O fato é que eu não quis entupir minha viagem de museus e passeios históricos mas, ó, o Louvre é o Louvre!

Antes de embarcarmos para a Europa, pesquisei muito sobre comprar ingressos online para as atrações mais concorridas (e fiz isso para o Palácio de Versalhes e o Museu do Vaticano). Acabou que não descobri nenhuma forma de comprar entrada pro Louvre que não precisasse que eu retirasse o bilhete em algum ponto de venda antes, então acabamos optando por comprar na hora.
Nossa data escolhida foi 15 de maio, uma sexta-feira. Já sabíamos que estaria bem cheio, então, para não enfrentar muitas filas, descemos do metrô na estação Palais Royal/Musee du Louvre (linhas 1 ou 7) e não na Louvre/Rivoli, comumente utilizada (foi assim que o Daniel fez em 2014, então o mérito é todo dele). Mesmo tendo chego lá tarde (mais de 9h da manhã), achamos bem fácil a tabacaria no Carrousel du Louvre (que é tipo uma galeria no subsolo) onde não esperamos nem 10 minutos na fila e saímos com nosso ingresso nas mãos. Neste post do Conexão Paris existem bastante detalhes sobre este centro comercial.
Confesso que ficamos confusos pois tinha uma fila gigantesca perto de nós, mas logo fomos para a área em que está a pirâmide invertida (linda! *suspira*) e fomos praticamente direto para a entrada, coisa mágica.

O Museu do Louvre (ou Musee du Louvre, em francês) foi inaugurado lááááá em 1793 sob o nome de Museu Central das Artes e é simplesmente o museu mais visitado do mundo. O local onde ele está inicialmente era uma fortaleza, para defender a cidade parisiense dos vikings (adoro pesquisar pra trazer a informação pra vocês e descobrir esse tipo de cois! heh). Existe toda uma controvérsia no que diz respeito à pirâmide de vidro (inclusive quem leu ou assistiu O Código da Vinci vai se lembrar de comentários sobre isso, logo no comecinho) mas, ó, eu achei maravilhosa!

Ah! um detalhe importante é que o museu tem porta-volumes gratuito logo na entrada mas não é permitido deixar somente casacos lá, tive que ficar o passeio todo com a minha jaqueta amarrada na cintura. Ainda assim, não aconselho ir sem blusa porque lá dentro é quente mas lá fora… Santo Cristo! (pelo menos no dia da minha visita estava muito frio na primavera parisiense)

O Louvre é extremamente lotado (e nem fomos durante a alta temporada, hein?). Não sei, mas tenho a impressão de que no fim da tarde talvez fique mais vazio (lembram que comentei que passei por lá na mesma tarde em que fui à Catedral de Notre Dame? Então, estava bem tranquilo lá na frente). Tem avisos de pick pockets (batedores de carteira) em vários pontos do museu mas não vi acontecer nada. Liberaram que eu entrasse com uma garrafa de água e eu tinha alimentos na mochila (que não comi lá dentro porque, oi, tenho noção), foi bem tranquilo. Tem áreas mais vazias, mas prepare-se porque próximo às atrações principais o vuco-vuco é dos grandes.

O fato é que o museu é gigantesco, então, como podem imaginar, é quase impossível conhecer tudo em uma única visita. Nós não nos planejamos muito, queríamos explorar (mas tínhamos plena noção de que não daria pra ver tudo). Devo relembrá-los que não entendo quase nada de Arte, tá? Mas eu prefiro muito mais esculturas do que objetos ou pinturas, então focamos mais nossa visita nisso.
Dito isso, minha obra preferida com certeza foi a Vitória da Samotrácia (também conhecida como Nice de Samotrácia). Era parte de uma fonte com a forma de proa de uma embarcação, feita provavelmente durante o período helenístico (por volta do ano 200 aC). O mais interessante da obra é que ninguém sabe quem a fez… adoro esse ar de mistério! Heh
A escultura ocupa um espaço de destaque em uma escadaria. É incrível chegar perto e ver as vestes esculpidas com uma leveza tamanha que parece de tecido mesmo e não de pedra. Próximo à obra tem uma plaquinha (aliás, uma das poucas em inglês – fica aqui minha reclamação, poxa!) explicando que existe um ângulo correto para você observar a Nice de frente, deslocado levemente para a esquerda (quase isso que tô mostrando na foto).

Outro objeto (oi? posso chamar assim?) que achei incrível estar perto foi o Código de Hamurabi. Se você fez algo na área do Direito com certeza saberá do que estou falando! É um conjunto de leis escritas que acredita-se ter sido feito pelo rei Hamurábi, da Mesopotâmia por volta de 1700 aC!!! Um dos pontos principais escritos é a lei de talião (olho por olho, dente por dente), mas também são abordados falso testemunho, roubo, estupro, direito de família… Fiquei emocionada em estar perto de algo tão importante assim pra humanidade e tive que mandar uma foto para o meu pai, que é advogado. Aliás, ao passo em que fiquei feliz de praticamente só eu e o Daniel estarmos próximos da bendita da pedra, fiquei decepcionada porque a importância desse fragmento pra nossa História foi ignorada pela maioria dos visitantes enquanto estávamos lá.

Ah, sim. Das mais famosinhas, tem a Vênus de Milo e, claro, a Monalisa. E, sim, é fato: o quadro mais famoso de Leonardo da Vinci realmente é pequenininho mas é fato que onde quer que você esteja na sala (extremamente lotada) a Gioconda estará olhando pra você.

Além das obras incríveis e do contato que você acaba tendo com o passado, gostei muito de poder simplesmente ficar sentada em um banquinho em frente à uma obra bonita só observando as pessoas passarem e imaginando sua nacionalidade. Vi pouquíssimos latinos, alguns brasileiros e muuuuitos chineses. Aliás, para saber como encontrar a Monalisa não é nem necessário seguir as placas, basta acompanhar os chineses e o murmurinho (sério: conforme nos aproximávamos da Vênus de Milo parecia que íamos encontrar um enxame de abelhas, sem brincadeira). Aliás, o Daniel costumava brincar que devia ter algum campeonato na China de quem tem mais selfie com obras de arte e monumentos XD


Acabamos deixando de ver a área com obras americanas porque os pés não aguentavam mais e estávamos morrendo de fome. Foi aí que tive que me render e comer em um Mc Donald’s lá por perto. Aliás, obrigada brasileira gentil que cedeu lugar pra nos sentarmos assim que acabou de comer <3 Eu não gosto de Mc, mas o bom é que SEMPRE tem banheiro “usável” neles, seja em meio ao vuco-vuco da 25 de Março em São Paulo ou perto da London Eye.
Outro detalhe: não pagamos por áudio-guia em nenhum dos lugares que visitamos. Eu honestamente não senti falta alguma pra falar a verdade 🙂 Aqui tem o mapa com as informações que fica disponível (gratuitamente) por lá. Sim, em português!

Funcionamento: abre diariamente, com exceção das terças, das 09h às 18h (quartas e sextas até às 21h45)
Entrada: 15 euros (mas vale cada centavo)
Localização: Musée du Louvre, 75058 Paris, França
http://www.louvre.fr/en/homepage

E depois de dar uma passeada nos arredores, formos para o meu lugar preferido de Paris e tema do próximo post: ah, o Jardim das Tulherias <3

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).