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Cinema & TV, Diário

Exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo

Quem acompanha o BeLivs há mais tempo deve lembrar de quando postei sobre a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum no MIS (Museu da Imagem e do Som) lá no começo de 2015. Foi concorridíssimo para comprar os ingressos, uma loucura, mas ainda assim tive o privilégio de ir duas vezes (e contei tudinho no blog – uma pena que as imagens simplesmente desapareceram). Dessa vez tudo foi acontecendo meio por acaso. Só sei que quando menos percebi, a Kátia tinha comprado os ingressos e essa seria nossa despedida antes do intercâmbio dela: a exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo.

Arquitetura Castelo Rá-Tim-Bum

A arquitetura do Castelo foi inspirada por Gaudí, segundo as informações da exposição.

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Diário, Vegetarianismo

Primeira Limeira Veg

No último sábado, dia 30, completei 5 meses sem comer carne. É pouquíssimo tempo se eu comparar com a vida toda que passei consumindo esse tipo de alimentação, mas é um começo.
Por coincidência no dia seguinte aconteceu a Limeira Veg, primeira versão de uma feira vegana lá na terrinha do meu namorado. Parte da arrecadação do evento (10% de cada barraca) foi revertida para a ALPA, uma ONG que admiro muito. Claro que eu não poderia deixar de ir, né? Limeira é uma cidade do interior, a cerca de 150km da capital, pertinho de Piracicaba. Extremamente quente no verão, mas incrivelmente acolhedora. Não tenho como negar o quanto gosto de lá <3

É importante frisar aqui que sou ovo-lacto-vegetariana, ou seja: não como carne, mas ainda consumo ovos, leite e derivados. O vegetariano estrito não come carne, nem consome ovos, leite e derivados. E o vegano não consome nenhum produto proveniente de animal, sendo alimentação, vestuário, cosméticos… é uma escolha de vida, não só alimentar. Aqui tem um texto ótimo explicando os diferentes tipos de vegetarianismo.

Segundo informações no site da Prefeitura de Limeira, cerca de 8 mil pessoas passaram por lá (mesmo naquele calor dos infernos rs). Eu nunca tinha tido oportunidade de visitar algum evento deste tipo e fiquei encantada. Daniel e eu até comentamos da vibe das pessoas que passaram por lá: uma coisa despreocupada, meio hippie, bicho-grilo, entende? E um público de todas as idades. Tinham idosos e muuuuitos jovens. Sempre que paro e penso em consumo consciente entendo que a nossa geração, dos vinte e poucos (ou vinte e tantos) anos é que tem a maior noção disso, o futuro está em nós, sabe? Enfim, just thoughts.

Na feira tinham 22 estandes com vários tipos de produtos: alimentos prontos e congelados, vegetais orgânicos, cosméticos veganos, sucos prensados a frio e uma infinidade de outras opções. Os preços eram bem ok pra quem já está acostumado a consumir itens saudáveis/orgânicos (ou seja: mais caros do que o de produtos normais, mas acessíveis). Paguei R$6 em um copo de chopp e R$15 em um pote de geléia de uva orgânica.
Também havia um palco onde rolaram algumas palestras, além de uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Limeira e várias oficinas (queria muito ter participado da de yoga, mimimi).

Limeira Veg - Área de picnic da ALPA

Área de picnic da ALPA – queria levar a bike pra casa <3

Quanto à organização, como a feira aconteceu no jardim do prédio da Prefeitura, o Edifício Prada, senti falta de sombra porque o calor limeirense não dá trela. E também de placas maiores indicando qual barraca era o quê, folhetos explicativos, coisas assim. Ah! Também fiquei chateada que quando cheguei já não tinha mais cupcakes e outros docinhos veganos que eu queria experimentar (mas terei outras chances, com certeza! e nesse ponto a culpa foi minha por ter ido “tarde”). De qualquer forma, foi um ótimo pontapé inicial, eu não poderia imaginar a Limeira Veg sendo melhor.

 

Um evento desses é importante não só pra divulgar os empreendedores que investem nesse tipo de negócio como também é a oportunidade para quem nunca teve contato com o vegetarianismo e o veganismo entender que uma alimentação que não tem a proteína animal como base pode ser incrivelmente gostosa, com sabores que meu paladar carnívoro jamais iria conhecer.  Além, é claro, de mostrar que nós não vivemos só de água e alface 🙂  Mas sua maior relevância é a de gerar uma consciência de que é totalmente possível seguir esse estilo de vida que já existe há muito tempo e que está ao alcance de qualquer um quebrar o paradigma de que precisamos de carne para viver.

Espero de coração que tenhamos uma segunda edição. Não sou nascida em Limeira, mas fiquei orgulhosa por aqueles que são. Um super parabéns a todos os envolvidos na Limeira Veg, eu não esperava de forma alguma ver tanta gente por lá como vi. No que depender de mim, quero cada vez mais prestigiar esses eventos e entender um pouco mais sobre esse estilo de vida vegano para quem sabe um dia não muito distante, segui-lo (e, claro: poder contar o processo todinho por aqui).

Limeira Veg - Bonito o pátio da Prefeitura, né?

Bonito o pátio da Prefeitura, né? Olha só o pessoal tentando se esconder do sol…

Agora quero saber: tem feiras desse tipo – alimentos saudáveis, orgânicos ou veganos – na cidade de vocês? Me contem tudo pra que eu conheça um pouquinho melhor e quem sabe possa prestigiar mais de perto 😉

Um beijo!

Durante minhas pesquisas para escrever este post, cheguei ao relato da Alice sobre este evento (cheio de fotos), vale a pena dar uma conferida também 🙂

Diário

O lado simples da vida

Meus planos para o post de hoje eram totalmente outros. Mas estive vendo tantas inspirações incríveis durante o Blog Day e o BEDA que fui influenciável (pro bem). E como eu acredito que as melhores coisas da vida vem de momentos em que a gente não espera e de situações que a gente não planeja, cá estou.

No final de semana passado eu fui pra Itajubá em Minas Gerais pro casamento do André, que trabalha comigo há uns bons anos (e é uma das pessoas com maior coração que eu conheço). O caminho que fizemos passou por Extrema, Itapeva, Camanducaia, Cambuí, Pouso Alegre, Piranguinho e finalmente Itajubá (quer dizer, ao menos foram essas as cidades que eu lembro de ter visto a plaquinha na Fernão Dias).

Enquanto eu dirigia na ida, mas principalmente quando o Daniel dirigia na volta, pude ver pastos gigantescos, com somente uma casinha lá no meio de tudo. As vacas descansando debaixo da sombra de uma única árvore em meio aquele verde todo. Um banquinho de madeira na beira da estrada que nos fez parar para tirar foto. Um senhorzinho atravessando a estrada em uma calmaria de dar inveja. A moça da loja de doces nos atendendo com um sorriso estampado no rosto e um sotaque delicioso de se ouvir.
Pessoas sendo felizes, sabem como é?
Não estou dizendo que os mineiros são mais felizes do que os paulistas, só estou dizendo que pude ver a beleza da vida simples. Parecido como quando eu vou pra Limeira e vejo as pessoas colocando a cadeira na calçada e passando a tarde toda conversando.


Pode ser uma ilusão, pois afinal estou vendo de fora e no fundo todo mundo tem seus monstros. Vai que a senhorinha que vendeu o melhor picolé de morango que já experimentei na vida estava chateada de trabalhar num sábado… ou que os donos do restaurante vegetariano incrível no qual almoçamos estavam enfrentando a crise… isso eu nunca vou saber, mas estou bem com isso.
A igreja em que meu amigo se casou foi enfeitada com mosquitinhos* e foi uma das decorações mais lindas que vi nos últimos tempos. O pastel de milho que a barraquinha dos jovens da comunidade estavam vendendo era delicioso (apesar de eu ter tirado o recheio, pois quando perguntamos pro menino do que era o pastel, ele respondeu muito educadamente: “de milho” e a jundiaiense tonta aqui achou que o recheio era de milho – mas era de carne).
*sei que em alguns lugares essa flor é conhecida pelo nome correto, gipsófilas. Mas por qualquer um dos nomes pela qual é conhecida, não é lá uma flor muito nobre, geralmente é complemento no arranjo e não a flor principal.

No domingo também foi aniversário do Daniel, meu namorado. Ele ~me proibiu~ de comprar presente e eu acatei. Mas no fundo ia me sentir muito mal em não dar algo pra ele… (estranho, né? Se eu estou fazendo o melhor pelo nosso relacionamento, valorizando a pessoa incrível que ele é não somente nesse dia, por que me preocupar tanto em presentear?) De qualquer forma, ele falou em “comprar” presente, não foi? Não disse nada sobre “fazer” um presente, não é? (nesses momentos em que acho uma brecha no discurso das pessoas é que tenho certeza de que sou filha de advogado)
Ao longo da semana separei algumas horinhas para escolher músicas que tivessem a ver com ele e com a gente e pra escrever uma cartinha explicando o porquê das minhas escolhas. Eu sei, típico presente de namoros mais recentes. Foi um gesto simples, mas que fiz de coração. Deu saudade de ficar escrevendo cartas pras amigas do colégio e dobrar em forma de coração. Aliás, ele disse que gostou da cartinha e que percebeu o carinho com o qual escrevi. Missão cumprida, certo?
No final das contas, valeu a pena gastar meu tempo procurando um tutorial de como fazer uma capa de CD de origami ao invés de ir no Boticário comprar um perfume. Não tenho nada contra perfumes, eu adoro, inclusive, mas foi bom fazer algo diferente.

Não estou dizendo que a vida é feita somente de presentes feitos à mão e travessias tranquilas por estradas quase vazias. Nem que não me importo com dinheiro (sou daquelas que acreditam que só não se importa com dinheiro quem o tem de sobra e não precisa se preocupar em pagar suas contas). Mas acredito que no final das contas o que vale, o que realmente fica é esse tipo de lembrança, de sentimento.


Talvez quando for o meu casamento eu não me lembre de cada utensílio de cozinha que ganhei mas guarde na memória com carinho cada bilhete que foi escrito e cada sorriso quando eu entregar o convite. Ao menos é o que percebo com o exemplo da minha viagem: posso não saber o nome de nenhuma loja chique pela qual passei mas se parar pra pensar sinto até hoje o gosto do waffle que dividimos no Jardim das Tulherias.

Entendem o que estou dizendo, não entendem? Tenho um firme palpite de que não sou a única que tem pensado assim ultimamente…

Diário

Festa da Polenta de Santa Olímpia em Piracicaba

Antes de começar a namorar um limeirense e ter uma estagiária que mora em Piracicaba, eu nunca ia imaginar que existe uma “festa da polenta” e algum lugar de São Paulo, quanto mais que ela está em sua décima nona edição. Mas ela existe e, ó, eu fui e comprovei XD

A festa ocorre todos os anos no mês de julho em Santa Olímpia, em Piracicaba. Se você quiser conhecer o lugar, prepare-se: fica a pelo menos 20 minutos do centro da cidade, no caminho para Charqueada.
O bairro é um pequeno pedaço do Trentino no Brasil. Fundado por imigrantes tiroleses no final do século XIX, o bairro mantém hoje viva a memória e as tradições dos pioneiros, através do folclore, da gastronomia, das festas típicas e do modo de viver e falar de seus moradores.

Decidimos ir no sábado, dia 25/07, mas queríamos ir cedo para participarmos da missa que começaria às 18h, então quando chegamos ao bairro ainda havia luz natural. E é bem o que li por aí: quando você chega em Santa Olímpia, é como se chegasse em um vilarejo perdido em meio à colina. Que lugar gracinha *-*

Assistimos à missa (achei uma graça que os moradores do local cantam uma música de boas vindas para os turistas no fim da celebração) e depois fomos, é claro, provar a tal da polenta. Agora que estou fazendo o post que percebi que, vejam só, esqueci de tirar foto justo da protagonista da festa! heh De qualquer forma, provamos a polenta frita com queijo ralado (R$15) e ela estava ótima: crocante por fora e macia por dentro. Além dessa “modalidade”, tinha também a brustolada (na chapa) e polentota (polenta mole com molho – curiosidade: em espanhol chamamos a polenta mole de “gacha”). A cara do espaguete estava muito boa e era um prato muito bem servido por R$12, então não resistimos também XD E pra acompanhar: vinho, claro (R$5 o copo).

Achei os preços bem ok e a comida muito saborosa (olhem só o folder com o cardápio). Com certeza se eu estiver em Limeira no ano que vem, vou dar uma esticadinha pra Santa Olímpia e experimentar tudo que
As informações sobre o bairro foram retiradas do site da Associação de Santa Olímpia.

Ando gostando muito de participar dessas festas regionais. Essa semana também pude ir à festa de Dom Bosco no bairro do Caxambu em Jundiaí e fiquei impressionada com o quão bem estruturado é o local. Preciso ir no próximo ano e trazer fotos pro blog 🙂

E na sua cidade? Tem alguma festa típica que você me recomenda?

Diário

Turistando em São Paulo

Até o ano passado eu não conhecia a Avenida Paulista. Porém em um domingo em que nada saiu como planejado, a Kátia me levou lá. Me apaixonei na hora: gente de todas as tribos convivendo como deve ser, em harmonia. Desde então estava querendo voltar pra lá até que no sábado dia 20 deu certo.
Acabou que fizemos um passeio completo: visitamos parques, passeamos, comemos e tive o gostinho de ao menos visitar alguns metros do Ibirapuera (quero mais!). Engraçado como às vezes a gente foca em conhecer o outro lado do mundo e esquece de conhecer aquele cantinho a 50 km da gente, né?

Eu falo que não preciso ter nada em específico pra fazer pra gostar de ir pra São Paulo. Tudo começa quando vou pra garagem da Viação Cometa pegar o ônibus com destino ao Tietê. Me traz ótimas lembranças fazer esse trajeto de ônibus, já que eu tenho boas memórias de ir pra lá com meus pais quando criança. Incrível como tem uma gama gigante de sentimentos que são desencadeados por uma memória, né?

Notei que dessa vez usei o metrô super tranquila na capital. Eu não estou habituada a usar o metrô, só quando vou pra lá mesmo, então sempre ficava com um medinho. Mas depois de ter usado esse tipo de transporte durante a viagem em lugares cuja língua eu mal conhecia, fiquei muito mais ~de boa~… só uma coisa em específico me irritou muito: as pessoas que estão fora do vagão não esperam as que estão dentro saírem antes de entrar. Isso sendo feito da maneira correta (ou seja: esperando quem tá dentro sair) era algo que vi muito em Paris e principalmente Londres. Será que ninguém se toca que iria facilitar a vida de todos se fosse assim? Enfim… de qualquer forma, em nenhuma estação na Europa eu senti o cheirinho delicioso de pão de queijo que senti na estação da Luz e essa é uma comparação extremamente relevante, viu? #gordasafada

Aos sábados tem algumas atrações que são gratuitas em São Paulo, dentre elas, o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, os quais visitamos. Fato animador: um é em frente ao outro, dá pra ir em ambos em uma úncia manhã. Fato desanimador: gente, eu conheci o Louvre, acho que nunca mais vou enxergar nenhum museu da mesma forma =P (desculpaê, mas é verdade)
Eu já tinha ido no Museu da Língua Portuguesa há uns bons anos, quando eu ainda dava aulas de Informática. Lembro que amei muito naquela época, dessa vez só achei ok. Talvez porque não tivesse nenhuma exposição temporária, por exemplo, então achei tudo bem vazio e “nada de novo”. Mas se tem uma visita que vale é a pro terceiro andar. É uma experiência multissensorial muito bacana, se tiverem oportunidade, participem (é gratuito mas você recebe um bilhetinho com o horário da sua sessão ao entrar no museu).
Já a Pinacoteca, hum, bacana. As luzes são muito melhor posicionadas do que no MASP (juro: tem quadros no MASP que mal dá pra você enxergar de tão cagada que é a iluminação) e tem uns quadros legais, inclusive tem uma área dedicada às mulheres inspiradoras (acho que foi minha parte favorita) porém sou uma mulher muito mais de esculturas do que de pinturas então não rolou tão bem a visita heh Porém adianto que a entrada já vale pelo prédio por si só, muito lindo!


Depois, como ninguém é de ferro, rumamos para a Paulista com um destino certo: Black Dog! Gostaria muito de ter mil fotos, mas só lembrei quando já estava comendo =X Adoro comer lá não somente porque o lanche é uma delícia mas também porque eles fazem parte do programa de pontos do cartão de crédito que uso, sendo assim quando eu pago um lanche, eu recebo outro igual. O mesmo pro churros e pra batata (que estava extremamente salgada, mas tudo bem). Aproveitei pra experimentar o suco de açaí de lá, por indicação da Kátia, e amei! Que delícia *-* Ah! Dessa vez provamos o cachorro quente vegetariano com salsicha de soja e tá aprovadíssimo, viu?
Como já é habitual, passamos na FNAC (adoro) mas não tinha nada num valor muito atrativo, não… Da outra vez, fui lá logo após a Black Friday e as opções de promoção eram incríveis (coleção de DVDs do Poderoso Chefão por R$20, por exemplo).
E depois fomos pro Ibirapuera. Ah, que lindo <3 Sempre quis conhecer esse parque e não fazia ideia do quão imenso ele é. A ideia era alugarmos bicicleta, mas eu precisava estar em Jundiaí em pouco tempo, então só andamos um pedacinho dele (que foi o suficiente pra me deixar com gostinho de quero mais). Mas consegui ficar um tempinho sentada próxima ao Monumento às Bandeiras, em um lago, só relaxando e combinando com minha amiga nosso próximo passeio 🙂
Uma reclamação: um absurdo que o Ibira funcione das 5h às 00h enquanto o Parque da Cidade aqui em Jundiaí funciona só das 6h às 18h ¬¬ uma pena, porque tenho certeza de que teria público pra bem além das 18h, viu? Ainda mais no horário de verão… mas, enfim.

Só sei que eu adoro fazer passeios como esse, ainda mais com pessoas queridas! Aliás, a Kátia também publicou sobre nosso passeio, vem ver: Mundo Kreative 🙂

Alguma sugestão do que mais devo conhecer? Algum passeio imperdível?  Vale em Sampa ou em qualquer outro lugar alcançável por ônibus heh Ah! Lembrando que eu já dei dicas no blog sobre o que fazer aqui em Jundiaí, hein?