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Viagem

Marinheira de Primeira Viagem, o resumo de tudo que vivi (links)

Sei que é clichê, mas é incrível como o tempo passa rápido. Hoje faz exatamente um ano que eu desembarquei no Brasil e tirei a foto da tranqueirada toda que eu trouxe na mala. Mas o que um clique nunca, jamais vai conseguir registrar é a saudade que ficou em mim.

Não sei como explicar só sentir mas parte de mim ficou lá do outro lado do Oceano. Quando penso em Londres, a dor no coração que me dá me faz chorar toda vez (como agora, escrevendo esse post). A questão não é nem tanto a vontade de voltar (que é gigantesca) pra ver tudo o que não consegui ver da primeira vez mas sim o medo de nunca mais pisar lá de novo e ver o que já vi e tanto me emocionou. O terror de nunca mais ver de perto o caos que é a mão invertida no trânsito. O pavor de nunca mais sentir aquela emoção cortante de ver o Big Ben…

Mas de qualquer forma agradeço muito por ter tido a oportunidade de ter vivido isso.

Agradeço também pela paciência de você ter lido os meus relatos. Não quis que eles fossem escritos como um guia turístico, mas sim como um diário de viagem mesmo, com todas as coisas lindas que vi, mas principalmente tudo o que senti. Espero ter conseguido passar um pouco disso pra você <3

Como uma forma de encerrar esse ciclo, vou deixar aqui linkados todinhos os posts que fiz sobre meu primeiro mochilão ever. Falei sobre (quase) tudo que eu vivi nessas duas semanas mas eu peço com carinho que se ficar alguma dúvida, qualquer que seja, me pergunte! Eu adoro falar sobre isso e se der corda posso conversar horas e horas sobre o assunto…

Vamos lá?

Planejamento

Por onde começar o planejamento do seu mochilão ou viagem econômica – primeiros passos
Como fazer uma viagem econômica para a Europa – roteiros e gastos
Dicas para achar promoções de passagens áreas
Como arrumar uma mala inteligente – duas semana na primavera europeia

Em uma das tantas pontes maravilhosas da capital britânica...

Hospedagem e Transporte

Hotel baratinho em Paris: Jarry Confort – bônus: os diferentes passes de transporte, seus valores e a melhor escolha
Albergue incrível em Londres: Hostel Palmers Lodge Swiss Cottage – bônus: será que é seguro ficar em um albergue?
Camping maravilhoso em Roma: Camping Village
Viagem de trem entre Paris e Londres (Eurotunel)Indo de trem da Gare du Nord até King’s Cross/St. Pancras
(achei melhor separar a categoria, mais fácil de se achar, maybe)
Estação de metrô na Champs Elysees

Paris, na França

Saímos do Brasil no dia 12 de maio de 2015 e chegamos em Paris no dia 13, vindo de Lisboa (que serviu só de conexão, uma pena, fica pra próxima). Foram 4 noites na Cidade Luz (pra mim, mais do que suficientes pra conhecer tudo que eu queria).
Catedral de Notre Dame e os cadeados – a catedral que é linda e que me fez descobrir que gosto do estilo gótico (tks, arquitetas leitora lindas)
Palácio de Versalhes – não dá pra acreditar que as pessoas viviam em meio a tanta riqueza assim
Torre Eiffel – ou “a realização de um sonho”
Arco do Triunfo e Champs Elysees – ai, como tô a cara da chiqueza
Basílica de Sacre Coeur e Montmartre – porque às vezes quase sempre vale muito enfrentar nossos medos (nesse texto falo um pouco da violência na Cidade Luz)
Museu do Louvre – a emoção de estar lá, frente a obras excepcionais. Me arrepio toda!
Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia – fácil, fácil meu lugar preferido de Paris (e com o melhor crepe da minha vida)
Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas – ou “como se sentir pobre em 3 passos” heh
Sendo a tonta mais feliz do mundo em frente à Torre Eiffel

Londres, na Inglaterra

No dia 17 de maio de 2015 pela manhã, fomos até a Gare du Nord e em 2h30min chegamos ao lugar mais lindo do mundo. Foram 4 noites em Londres e me arrependo muito de ter sido tão pouco, merecia muito mais, viu?
Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster – uma das maiores emoções da minha vida inteirinha.
Palácio de Buckingham e The Mall – onde fica a Rainha <3
British Library e British Museum – já pensou em ver a pedra Rosetta de perto? *-*
London Eye e o rio Tâmisa – um dos meus posts preferidos, #fikdik
Parques Reais (Regent’s, Hyde e Kensington) – verde, flores, limpeza. Só podiam ser britânicos (tirando os tiny holandeses que vieram entrevistar a gente, claro)
St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London – um pouco sobre a religião anglicana e a dinastia Tudor
Imperial War Museum – meu museu preferido da viagem toda e o mais angustiante de todos, único que me fez chorar
Quer foto mais londrina que essa?

Roma e Vaticano, na Itália

Nossa ida pra Roma foi no dia 21 de maio de 2015, saindo do aeroporto de Luton com destino a Fiumicino. Dormimos 5 noites em terras italianas (6 se contarmos a fatídica noite que passamos no horrível aeroporto – assunto pra outro post) e achei que foi suficiente também pra conhecer o principal.
Praça e Basílica de São Pedro  – emocionante é pouco!
Museus do Vaticano e Capela Sistina – emocionante é pouco!²
Coliseu, Foro Romano e Palatino – vocês não tem noção da grandiosidade desse lugar!
Praças e monumentos da Roma Antiga – incluindo Panteão, Monumento a Vitor Emanuel, Piazza Navona…

O gigante Coliseu

Reflexões

10 lições que eu aprendi longe do conforto da minha casa
Malas prontas

Uma esquininha italiana encantadora

Espero do fundo do coração muito em breve ter mais uma série de posts sobre alguma outra viagem para fazer por aqui. Mas enquanto isso não acontece, dá pra me deliciar lendo todas essas lindezas <3

Um beijo cheio de saudade…

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Londres – St. Paul’s Cathedral, Tower Bridge e Tower of London

Aviso: post com alto teor de História 😛

No mesmo dia em que estivemos no Regent’s Park, partimos em direção à Catedral de São Paulo que eu tinha muita curiosidade de conhecer porque no Reino Unido a religião predominante é a anglicana. Essa igreja é a sede do Bispo de Londres e foi nela que aconteceu o casamento do Príncipe Charles com a Lady Di em 1981.

No local em que a catedral está, existiu a primeira igreja da Inglaterra, feita de madeira, no ano de 604. Porém a construção foi destruída por um incêndio em 1087. Depois de uma tentativa de reconstrução e oooutro incêndio (dá pra acreditar? chama o Casey, pfvr) o arquiteto Christopher Wren projetou a nova fachada que conhecemos hoje (que já sobreviveu a incessantes ataques alemães durante a Segunda Guerra). Uma curiosidade é em que dentro da catedral em cima da cripta de Wren, seu criador, tem a inscrição: “leitor, se procuras um monumento, olhe em torno de você”. Bacana, né? O funeral da maravilhosa Margaret Thatcher foi feito lá também.

A frente da Catedral de São Paulo, em Londres

A frente da Catedral de São Paulo, em Londres (foto da Wikipedia)

Não era nossa prioridade entrar nela, mas valeu a passada em frente 🙂

Funcionamento: de segunda a sábado das 8h30 às 16h30. Aos domingos abre somente para as orações.
Entrada: a partir de 18 libras, porém existem horários específicos de missa e orações que você pode entrar gratuitamente 🙂
Localização:  St. Paul’s Churchyard, London EC4M 8AD, Reino Unido
https://www.stpauls.co.uk/

De lá, seguimos a Millennium Bridge, linda, linda, linda e muito bem cuidada! Aproveitamos que o Tate Modern Museum estava ali na nossa frente e entramos pra usar o banheiro… (não, não tínhamos intenção alguma de visitar o museu)

A linda (e moderna!) Millennium Bridge com a Catedral ao fundo

A linda (e moderna!) Millennium Bridge com a Catedral ao fundo

E é aqui que peço licença para um momento “senta, que lá vem história” porque simplesmente não sei como falar desse pedacinho de Londres sem citar tudo isso, ok?

A Igreja Anglicana é cristã, porém não podemos confundir com a Igreja Católica, apesar de ter se originado desta e de igrejas celtas que já existiam na Inglaterra. No final das contas, a Igreja Anglicana fica entre o catolicismo e o protestantismo e não é ligada ao Papa, sendo seu chefe-supremo o monarca inglês.
A separação aconteceu em 1534, por iniciativa do rei Henrique VIII. Olha só como foi: ele era extremo defensor do catolicismo até que o Papa negou o pedido dele para anular seu casamento com a espanholita Catarina de Aragão (que não lhe deu nenhum herdeiro) para se casar com a Ana Bolena (polêmica! climão! momentos de tensão!). A partir daí, ele rompeu relações com Roma através do Ato de Supremacia. (tô colando da internet pra escrever o post, mas foi delicioso ouvir essa história sendo contada pelo Dan conforme íamos caminhando pelo rio Tâmisa)
Mas por que raios estou contando isso? Porque a tal da Ana Bolena tem tudo a ver com o que vem a seguir…

Resumindo beeeem resumidamente, a irmã da Ana era uma das amantes do rei e teve dois filhos dele. Como a esposa dele, Catarina, não lhe dava filhos, ele ~cedeu aos encantos~ da Ana e quis se casar com ela para ter filhos legítimos (do tipo: se sua irmã conseguiu engravidar, você também consegue, vem cá que vou lhe possuir). Ana era audaciosa e depois que se tornou rainha, gostava de causar (adoro!)… só pra exemplificar, ela foi vestida de amarelo para o enterro de Catarina. Aí foi a gota d’água pro rei…
Alguns meses depois, ela foi presa na Torre de Londres acusada de incesto, adultério e alta traição (Lannister feelings #GameofThrones). Não quero defender a moça, mas ela tinha relações sexuais com o irmão e outros homens na tentativa de gerar um herdeiro pro rei, entendem? Justificável 😛 Depois de condenada, foi executada e desde então existe uma lenda de que seu espírito ronda pela Torre de Londres. Ver o espírito, eu não vi, mas fiquei fascinada pela história! (por que mesmo eu não prestava atenção nas aulas de História no Ensino Médio? heh)

Acharam esse enredo conhecido? Pois é, essa história é contada em The Tudors! Preciso assistir, tenho certeza de que vou gostar 🙂

Olhem que vista maravilhosa da Tower Bridge...

Olhem que vista maravilhosa da Tower Bridge

Enfim, para chegar até onde queríamos, primeiro passamos pela Ponte da Torre (ou Tower Bridge, em inglês). Minha opinião? Tão icônica quanto o Big Ben essa ponte, viu? Eu queria tirar fotos de mil e um ângulos porque só assim eu iria conseguir acreditar que estive lá *-*
O monumento foi inaugurado em 1894 e é maravilhoso. Só pesquisando agora para escrever o post que descobri que ela é uma ponte basculante, nunca iria imaginar!

Com a Ponte da Torre ao fundo, me sentindo a rainha do Tâmisa AAHHAHA

Com a Ponte da Torre ao fundo, me sentindo a rainha do Tâmisa AAHHAHA

Funcionamento: para visitação abre diariamente, das 10h às 17h.
Entrada: a partir de 8 libras, mas eu honestamente acho que a graça toda está em vê-la de fora e cruzar por ela.
Localização:  Tower Bridge Rd, London SE1 2UP, Reino Unido
http://www.towerbridge.org.uk/

Em seguida fomos em direção à Torre de Londres (ou Tower of London, em inglês) <3 Trata-se de um castelo fundado em 1066, na margem norte do rio Tâmisa. Ela já serviu como depósito de armas, tesouraria, menagerie*, sede da Real Casa da Moeda, escritório dos registros públicos e a casa das Joias da Coroa Britânica. É considerada Patrimônio Mundial da UNESCO.

*menagerie é uma coleção de animais vivos em cativeiro, geralmente exóticos, tipo um zoológico particular de luxo.

Porque a graça está exatamente em passar pela Ponte da Torre. E olha só eu na frente da Torre de Londres!

Porque a graça está exatamente em passar pela Ponte da Torre. E olha só eu na frente da Torre de Londres!

Não quero me alongar ainda mais, então deixo esse post do Mapa de Londres com várias curiosidades. A que mais gosto é sobre os corvos (adoro corvos, gente!). Uma antiga lenda dizia: “Se os corvos deixarem a Torre de Londres, o Reino ruirá” por isso são mantidos na Torre de Londres seis corvos e mais dois, de backup. E eu, que não sou boba, comprei uma ~corva~ linda e trouxe pro Brasil comigo comprada na Historic Royal Palace (única lembrança “inútil” da viagem – a mais cara também – mas uma das que mais me faz feliz de olhar).

A fortaleza Torre de Londres por inteiro. Olhem as pessoinhas, só pra vocês terem uma idéia do tamanho... (foto da Wikipedia)

A fortaleza Torre de Londres por inteiro. Olhem as pessoinhas, só pra vocês terem uma idéia do tamanho… (foto da Wikipedia)

Funcionamento: suuuper variado, dê uma olhadinha no site oficial antes de ir 😉
Entrada: a partir de 21 libras (sim, extremamente caro, não fui, mas pretendo ir, sim!)
Localização:  Tower of London, London EC3N 4AB,Reino Unido
http://www.hrp.org.uk

E assim foi mais um dia no meu lugar preferido do mundo inteiro… E no meu próximo post, finalmente: Museu Imperial da Guerra, meu museu preferido das três cidades!

Um beijo!

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Paris – Galerias Lafayette, Ponte Alexandre III e Museu das Forças Armadas

Finalmente chegamos ao nosso último dia completo em Paris (16 de maio). E foi também o dia em que descobrimos uma coisa mágica no supermercado Dia pertinho do Hotel Jarry: eles permitem que você aqueça alimentos comprados lá utilizando um microondas. Obviamente o cheirinho dentro do forno não era dos melhores, mas finalmente comemos algo quentinho na janta: pizza! Ok, pizza congelada, mas ainda assim.

Nesse dia estávamos “livres”, acabamos optando por conhecer a área da Opera Garner. Honestamente eu não lembro em qual estação paramos, mas tenho certeza quase absoluta que saímos da estação e já entramos na galeria. Lembro inclusive de ter um policial fazendo revista. Acredito que tenha sido a estação Chaussée d’Antin – La Fayette (linhas 7 e 9).
Basicamente as Galerias Lafayette (ou Galeries Lafayette, em francês) são tipo uma loja de departamentos gigantesca (o prédio principal tem 8 andares e um terraço maravilhoso – e gratuito). Tem tudo quanto é tipo de marcas (tem até uma livraria em um dos andares) mas na minha opinião de reles mortal, tudo caro demais. De qualquer forma, não saí de mãos abanando e trouxe um hidratante da Clinique tamanho viagem (15ml, paguei 6 euros ACHO), só pra não dizer que não comprei nada heh Ah! arrematei também um globinho com a torre ao fundo (clássico e cafona, eu sei, mas achei lindo).
Imagino que pra quem é consumista, deve ser um paraíso sem igual. Pra mim valeu a pena por dois motivos principais: a cúpula ma-ra-vi-lho-sa e o terraço.
Lembram que não subimos na Torre Eiffel, nem na Notre Dame e tampouco no Arco do Triunfo? Então, a Lafayette foi nossa oportunidade de ver Paris de cima. Suuuper tranquilo o espaço, com grama artificial e alguns banquinhos. Ponto positivíssimo: não precisa consumir anda no restaurante pra ficar lá, lagarteando no sol. Ficamos um bom tempo lá em cima e um senhorzinho simpático se ofereceu para tirar uma foto… veja bem: nossa única foto da viagem toda em que aparecemos os dois sem ser selfie heh

A visão de lá de dentro da Galerias Lafayette

A visão de lá de dentro da Galerias Lafayette (fonte)

A lá a Torre e a Opera ao fundo *-*

A lá a Torre e a Opera ao fundo *-*

As costas da Opera Garnier

As costas da Opera Garnier

Funcionamento: segunda a sábado, das 9h30 às 20h
Entrada: gratuita, inclusive a visita ao terraço
Localização: 40 Boulevard Haussmann, 75009 Paris, France
www.galerieslafayette.com

Não faço a mínima ideia do que almoçamos nesse dia. Aliás, quando paro pra pensar no que comíamos no almoço, nunca lembro. Sinto que vivíamos de água e amor, que coisa linda AHAHAH
Só sei que caminhamos muuuuito. Da Galeria fomos pra Torre (de novo, porque sim) e de lá fomos para o Museu das Forças Armadas (ou Musée de l’Armée, nos Invalides). Não entramos no museu de fato, ficamos só no pátio e na capela (que delícia sentar e descansar!). Dentro do museu fica o túmulo de Napoleão, acho que teria sido interessantíssimo ter tirado um tempinho pra ver o acervo, mas já iríamos no Imperial War Museum em Londres (que é gratuito), então resolvemos “pular” esse.

Preparar, apontar... FOGO!

Preparar, apontar… FOGO!

Pátio do Museu das Forças Armadas. Homem geralmente adora essas coisas de guerra, né? heh

Pátio do Museu das Forças Armadas. Homem geralmente adora essas coisas de guerra, né? heh

Funcionamento: diariamente das 10h às 18h (em baixa temporada fecha às 17h)
Entrada: 9,50 euros
Localização: 129 rue de Grenelle, 75007 Paris, France
www.musee-armee.fr

E, pra fechar nossa estadia na França, caminhamos pela maravilhosa Ponte Alexandre III. Aliás, ponte na Europa é uma coisa linda demais da conta, viu? Esta em específico liga o bairro de Champs Elysees ao Invalides e à Torre, lugar chiquetoso de Paris.

Às margens do rio Sena

Às margens do rio Sena

A visão da Ponte Alexandre III

A visão da Ponte Alexandre III

Localização: Pont Alexandre III, 75008 Paris, France

Como ninguém é de ferro, demos um pulinho no Jardim das Tulherias e comemos mais um waffle. Achei um barato uma família alemã vir perguntar pra gente onde tínhamos comprado o waffle e nós indicarmos direitinho. Aliás, devo dizer que cheguei da viagem falando inglês a torto e direito. Não que eu seja fluente, nem nada. Mas perdi a vergonha de errar, entendem? Tem me ajudado muito nos live meetings mensais com os alemães da casa matriz.

Quando chegamos no hotel, era a hora de arrumar a mala pra nos despedirmos de Paris e, finalmente, seria a hora de ver minha linda Londres de pertinho *-* No próximo post vou contar um pouquinho sobre a viagem de trem pelo Canal da Mancha, que liga Paris e Londres através do mar (spoiler alert: não, não é um túnel de vidro onde dá pra ver os peixinhos nadando – tipo isso – como eu pensava =B #santainocência)

Estou adorando poder compartilhar com vocês um pouco mais sobre a realização desse sonho, sabem? Muito mais do que um momento “olha só eu me exibindo”, vejo que é a oportunidade de mostrar pra todo mundo que se você correr atrás e batalhar é totalmente possível realizar o que quer que seja nessa vida.

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

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Paris – Catedral de Notre Dame e os cadeados

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Assim que chegamos no quarto do hotel em Paris, lá pelas 14h, eu juro que o que eu mais queria era tomar um banho e descansar até o dia seguinte, mas o Daniel não deixou heh disse que seria um desperdício. Que no máximo era pra eu me trocar que nós iríamos sair em instantes…
E lá fomos nós pra primeira igreja das muitas nas quais entraria durante esses 15 dias na Europa.

Pequeno parêntesis: só queria lembrá-los que não sou fotógrafa, que só fui munida do meu Lumia 830 e que minha prioridade foi aproveitar ao invés de fotografar. Então as fotos não são as melhores do mundo, mas são de coração <3

A Catedral de Notre Dame (ou “Catedral de Nossa Senhora”, em português) teve sua construção iniciada em 1163 e é uma das mais antigas igrejas góticas francesas. Já aviso que não entendo quase nada de arte, mas achei ela tão diferente das igrejas que costumo ver aqui no Brasil. Eram tantos detalhes, tantas estátuas, tantas coisas lindas pra ver *-* Dentro da igreja é tudo bastante escuro e a luz escassa entra pelos vitrais maravilhosos que vocês já devem ter ouvido falar ou visto fotos.
É possível passear pela igreja, participar das missas ou ficar lá, simplesmente sentado nos bancos, rezando ou descansando depois de um passeio pela cidade.




Outra coisa que me fez gostar muito da Catedral foi que atrás dela, no jardim, além de ter sinal wi-fi aberto, tinha um banheiro público utilizável (quer dizer, eu acabei não usando, mas o Dan usou e não reclamou, o que já quer dizer algo rs).
Aliás, fiquei encantada com os jardins, muito bem cuidados e limpos até (se pensarmos na quantidade de gente que passa por lá todos os dias e se não compararmos com o Regents Park em Londres, claro). Cheio de pombos gigantes (bem diferentes dos que vi em Roma, esses sim parecidos com os nossos) e corvos. Aliás, vi muuuuitos corvos na Europa e fiquei achando eles lindos <3


Funcionamento: das 8h às 18h45min
Entrada: gratuito, é só pegar a fila do lado de fora (esperamos no máximo uns 15 minutos)
Localização: Place Du Parvis Notre-Dame, 6
http://www.notredamedeparis.fr/ (no site você consegue consultar os horários das missas, por exemplo)

Aliás, nos dias em que estivemos em Paris, ali na frente da catedral aconteceu La Fête du Pain (ou “festa do pão”, esse post do Conexão Paris explica bem o que é). Acabamos não comprando nada (pra quem pagou 40 centavos em uma baguete no mercado, 2 euros num mesmo tipo de pão na feira parecia meio pesado), mas o cheiro de pãozinho fresco era inebriante… que delícia! Ficar sentado na praça em frente à tenda foi bem bacana pra entender um pouco mais dos parisienses, vendo eles cortarem um pedaço de baguete com as mãos e comerem assim, pura, sem manteiga nem nada (gesto esse que repetimos na volta de Versalhes).

Ali por perto vimos uma das famosas pontes dos cadeados do amor de Paris, sobre o Rio Sena, onde a tradição é que os casais apaixonados coloquem um cadeado com suas inicias celebrando seu amor. Sou desligada e jura que não lembro se a ponte que fotografei era, de fato, a Pont des Arts (a mais famosa dessa tradição) porque na real vimos muuuuuitas pontes assim (não só em Paris como em Roma também, na ponte em frente ao Castelo de Sant’Angelo).
Confesso que não sou entusiasta desse simbolismo porque sou da teoria de que o amor deve ser livre, não preso a algo (sabe aquilo de que se você deixar alguém livre e ainda assim a pessoa escolher estar com você aí sim é que é amor? pois é, acredito nisso), mas que as pontes ficam bonitas, ah, ficam! Ou melhor, ficavam, né, porque os cadeados foram todos retirados em junho de 2015.


Nesse mesmo dia, pra fechar com chave de ouro, o Daniel me levou no Louvre e tive meu primeiro contato com a grandiosidade desse museu cheio de história, mas isso conto depois, no post sobre a visita ao museu 🙂 só adianto que eu não tinha noção do quão gigante ele é!

O próximo post será sobre o dia em que quase me senti uma parisiense fora de Paris: Palácio de Versalhes *-*