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Diário

Uma carta para meu eu do futuro

Querida Livs, (será que em 2025 ainda usaremos esse ~nick~? hum, veremos)

Não sei se você se lembra mas hoje, abril de 2015, estamos com a ansiedade a mil porque em menos de um mês faremos nossas primeira viagem internacional, dá pra acreditar? Espero que você se lembre do quão incrível foi todo o planejamento pra vivermos isso e o quanto já está valendo a pena.
E eu espero de coração que esta seja a primeira viagem de muitas. Inclusive posso apostar que você já conheceu Madri, já fez o caminho de Santiago de Compostela e já foi ver a casa de Anne Frank. Mas mais do que isso, aposto que já tem um cantinho seu pra onde voltar, não tem? Fico pensando cá com meus botões onde nós estamos. Jundiaí? Limeira? Piracicaba? Londres? O que importa é que sabemos bem que home is where the heart is.
E o Dan, hein? Quantos Laracremes e quantos pastéis já devemos ter comido… Se eu bem o conheço deve continuar nos chacoalhando pra acordarmos aos sábado pela manhã e fazendo cara de pidão pra ganhar um cheese cake no final de semana, acertei? Espero que ainda se lembre sempre de como tudo aconteceu e de como você deve ser grata pela pessoa que ele é. Jamais take it for granted. Lembre-se daquele frio na barriga antes de conhecê-lo pessoalmente no Brunholi. Lembre-se de “Today” e se emocione. Lembre-se sempre do começo, mas sem se esquecer do que vem pela frente.

Aliás, me sinto um tanto quanto boba dando conselhos pra você. Você é mais vivida, 10 anos de experiência a mais no currículo do que eu, o que será que eu posso deixar de ensinamento pra você, hein? Não sei. Mas sei que em qualquer idade que estejamos, temos o poder de mudar. Mudar o que somos, mudar o que fazemos, mudar o que desejamos. E mais do que isso, temos o poder de escolher ser como já somos, fazer o que já fazemos, desejar o que há tanto já queremos. O poder está em nossas mãos, Lívia. Mais nas minhas do que nas suas, mas está.

E se eu ainda não tiver assistido Star Trek, por favor, veja por mim. Faça aulas de espanhol se eu tiver sido preguiçosa e ainda não soubermos muito além do portunhol que sabemos hoje. Se ainda não tivermos assistido a um show do Whitesnake, puxe o Dan e vá ouvir a voz do Coverdale de perto, mesmo que o perto seja longe daqui, vá. E se tiver surgido aquela oportunidade de morar fora daqui, lembre-se de como eu me sinto, de como eu valorizo minhas raízes mas de como eu valorizo (e muito) a oportunidade de novas experiências, de crescimento na nossa vida.

Só te peço uma coisa: nunca se esqueça de quem você é e de quem eu ainda sou em você, isso vale mais do que qualquer outro conselho que eu poderia te dar.

“I hope you still feel small when you stand beside the ocean,
Whenever one door closes I hope one more opens,
Promise me that you’ll give faith a fighting chance,
And when you get the choice to sit it out or dance.
I hope you dance…”
(porque logo que li o tema, lembrei imediatamente dessa música da Lee Ann Womack, “I Hope You Dance”)

Adorei participar, me lembrou muito de um site antiiigo que chamava Future Me: nele você podia escrever um e-mail e este seria encaminhado para você na data que você quisesse. Me emocionei quando recebi o meu, tinha esquecido e foi surpreendente…

Esse tema foi proposto pelo Rotaroots, um grupo no FB pra quem ainda aprecia aquela blogagem sem grandes pretensões de antigamente.