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Cinema & TV, Diário

Exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo

Quem acompanha o BeLivs há mais tempo deve lembrar de quando postei sobre a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum no MIS (Museu da Imagem e do Som) lá no começo de 2015. Foi concorridíssimo para comprar os ingressos, uma loucura, mas ainda assim tive o privilégio de ir duas vezes (e contei tudinho no blog – uma pena que as imagens simplesmente desapareceram). Dessa vez tudo foi acontecendo meio por acaso. Só sei que quando menos percebi, a Kátia tinha comprado os ingressos e essa seria nossa despedida antes do intercâmbio dela: a exposição Rá-Tim-Bum, o Castelo.

Arquitetura Castelo Rá-Tim-Bum

A arquitetura do Castelo foi inspirada por Gaudí, segundo as informações da exposição.

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Diário

Is this the real life? #bandiloucameeting

Quanto tempo tem durado sua amizade mais antiga? 2, 5, 10 anos? Pense um pouquinho…
Eu nunca fui de ter amizades muito duradouras. Um pouco pelo fato de eu não me esforçar tanto pra cultivar a amizade. Não sei, gosto dessa coisa mais livre, de não ter que conversar o tempo todo, nem de ficar ressentida se meu aniversário não for lembrado. Não exijo dos meus amigos aquilo que sei que não vou conseguir cumprir.
Mas às vezes acontece de as pessoas me cativarem de uma forma que fico querendo conversar o tempo todo, contar cada besteirinha que me aconteceu e celebrar cada conquista delas.
É assim com o bandilouca.

Foram uns 7 anos de amizade a distância para no minuto em que nos vermos sentirmos que não tinha como aquilo tudo não ser real. Aliás, nem precisávamos nos ver pra isso. Mas conhecê-las agora pessoalmente faz com que tudo seja mais factível, mais palpável e OMG, EU ESTIVE NA CASA DA LUIZETE! 😛

Bandilouca na Casa das Rosas

Passando um frio do cacete na Casa das Rosas. Notem que formamos sempre parzinhos: duas ruivas, duas de shorts, duas sem blusa, enfim, cêis entenderam.

Demorou pro nosso encontreenho sair do papel (ou deveria dizer “das planilhas”?), coisa de mais de ano, diga-se de passagem, mas na última sexta-feira 13, agora em maio, ele finalmente aconteceu! (com brindes patrocinados pela Dra. Costrícia Posta, inclusive #publi)

Precisávamos achar um lugar ligeiramente de fácil acesso pra todas já que a Patthy é de Ribeirão Preto/SP, a Taty é de Alfenas/MG, eu sou de Jundiaí/SP e a Luh é da capital paulista. Acabamos indo pro óbvio e a maravilhosa da Avenida Paulista virou nosso QG por um fim de semana (quer dizer, a Luh continuou no quarto espelhada dela #sddsVersalhes, mas as três forasteiras aqui ficaram quase em frente ao prédio da Gazeta #amomuitoesselugar). #alokadashashtags #pelomenosseiusardireito #sqn

Mas e sobre o encontro em si? Não sei nem o que dizer, só sentir <3 Foi emocionante ver a jaqueta maravilhosa da Luizete de perto. Ouvir o sotaque da Tatiénne ao vivo. Ler o tweet da GG e saber que era verdade que ela tinha acordado antes das 8h num sábado, como eu.

Bandilouca no Ibirapuera

Nossa primeira foto juntas e a sensação de QQ TA CONTESENU.

Eram anos e anos de memes e piadas internas acumuladas. Nosso desafio pessoal era usar isso tudo em um único final de semana (e dentro do contexto) e, ó, não é nosso aniversário mas estamos de parabéns.

Foi incrível estarmos conversando em tempo real, ao vivo e a cores. Sobre nossos seriados. Sobre o quanto o Stefan é banana. E o quanto é problemática a transformação da Fera em Erik humano no final do filme (juro que pra mim o nome dele era Erik, mas Luh me corrigiu, tks). De como Luizete cresceu-agora-é-mulher e já está no último ano da faculdade (gente, eu ~conheci~ essa criatura ainda no ginásio, cêis tem noção? Aliás, vocês já perceberam que a pessoa aqui denuncia a idade quando usa termos como colegial e ginásio, né não?). O rodízio de brigadeiros e a Ponte das Amoras. E a mala, ah, o que dizer da mala?

Milkshake do bandilouca

Maracujá, leite Ninho, chocomenta e churros. Algum palpite de qual é o meu?

Super recomendo que vocês leiam o post da Patthy no Imaginalinda, da Taty no Enfim Beleza e da Luh no Miniatura de Perfume (ERROR 404! assim que ela postar atualizo, ok?) pra ver todos os pontos de vista sobre essa incrível jornada.

Alguns comentários semi-aleatórios (porque sou mimitona da GG e enrolei tanto pra escrever o post que escrevi quando já tinha lido o das outras)

  • Usar o Uber não é tão fácil assim como dizem (ainda mais quando nem táxi você está acostumada a pegar – oi!). Dá medo do motorista não te achar, dá medo de entrar no carro errado e dá medo principalmente dos taxistas te baterem. Mas foi ótimo! Motoristas bonzinhos que quase nunca interagem com você (a menos que você dê abertura a isso). Depois da primeira vez foi sucesso.
  • Alugamos o apê pelo AirBnb (quédizê, GG quem tomou conta dos paranauês todos). O apartarmento do Anselmo (quirido, deixou bombons da Caucau Show como um welcome food (?) extremamente úteis pro nosso pós-baladjênha) era no 19º andar. E daí que tinham dois elevadores: um pros andares pares e outros pros ímpares, oi? Só fomos entender direito isso quando o moço da portaria falou que um estava quebrado e tínhamos que subir até o 20 e descer um lance de escada. Imagina isso mais de meia-noite. E com uma fucking mala de rodinhas?! AHAHA
  • Eu NUNCA vou precisar botar um cigarro na boca pra saber como é fumar já que devido ao inferninho que estava o John’s Irish Pub ficamos na área de fumantes. Diria que não recomendo mas, ó, dependendo da companhia, recomendo muito! Valeu a pena #tudovaleapenaquandoaalmanãoépequena
  • Hambúrgueres de grão de bico demoram pelo menos 30 minutos a mais pra ficar prontos do que os de carne no pub. Porém, salsichas de soja ficam prontas rapidinho no Black Dog. (mas, ó, enquanto que a salsichas tem gosto de isopor temperado, o hambúrguer é algo do qual me lembrarei pra vida toda)
  • Aliás², felicidade define as meninas terem gostado do Blackinho <3 obrigada, Kátia! (que merece menção honrosa pela ajudinha) Não sei se foi a fome, a canseira ou a calmaria do lugar, mas foi exatamente do que a gente precisava.
  • Aliás³, obrigada amiga-da-Luh-que-fez-o-mapa-da-Liberdade. Uma pena que não nos achamos lá. Lotada igual a 25 de março. Só valeu pelo sensacional mercado Marukai <3
  • Eu achava que eu pirava em livrarias. Mas ~pessoas ~ que cursam editoração é que piram loucamente em livrarias, eu sou fichinha.
  • Piriguete que é piriguete não sente frio nas pernas a menos que seja na Casa das Rosas =B (frio da porra, minha gente! cêis não tem noção)
  • É maravilhoso ser econômica na mala, não me arrependo. Mas é foda ter uma jaqueta de couro que não cabe mais na mochila e que você pre-ci-sa levar pra casa porque, né.
  • Não tem jeito: o sentimento de “vamos cuidar das miguxinhas mais novas” aflorou bonito nas coleguinhas mais velhas. Instintivamente a gente sabia que a Luh e a Taty eram nossa responsabilidade, entende? Coisa fofa de se ver.
  • Quando a gente não tem muita experiência dirigindo, a gente sente mais medo de estacionar do que de andar, faz sentido, Luh? E carros vermelhos ruleiam *-*
  • A primeira vez no metrô (ui) é inesquecível, ainda mais se for na estação Paulista (que fica na Consoloção, como sempre sou lembrada) porque, ó, tô pra ver estação mais confusa, benzadeus.

E sabe o que foi o mais estranho de tudo isso? Não ter sido estranho at all. Estranho foi acordar na segunda e ver que minhas roomies não estavam mais comigo e nem que íamos andar por km e km ouvindo as duas 9nhas reclamando 😀

Só sei que valeu cada bolha nos pés, cada músculo dolorido. Faria de novo e faria muito mais!

Obrigada pelo final de semana incrível, suas lindas! Nós somos demais <3

Bandilouca no Lollapalooza

Florências wannabe #rumoaoLollapalooza #somostodasflorzinhas

Um beijo!

P.S.: este post também poderia chamar “um ode ao Excel” ou “e eu que tô com a mala?”, just for the record.

Diário, Música

Turnê The Book of Souls – Iron Maiden: EU FUI!

*COF COF… limpa a poeira e tira as traças*

Tem gente que é de balada, tem gente que é de bar. Mas eu, ah… eu sou de show! Não que eu já tenha ido em muitos, mas é algo que eu realmente gosto de fazer e me sinto bem – mesmo sendo completamente avessa a grandes multidões, engraçado, né?

No final de Fevereiro tive a oportunidade incrível de ir com o Daniel pro show do Iron Maiden no Allianz Parque. Apesar de eu só conhecer as músicas mais coxinha da banda, foi muito marcante pra mim pelos seguintes motivos:

  1. Meu primeiro show em um estádio (tirando um show da Xuxa no Jaime Cintra nos anos 90)
  2. Nunca tinha nem entrado em um estádio desse porte (e o Parmera é meu time do coração, me deixem)
  3. Primeira vez que fui pra um show com o namorado <3
  4. Iron Maiden é foda, Bruce, Eddie e cia são demais

Nosso ingresso era arquibancada superior e, posso falar? Melhor escolha! Tá, a pista seria legal pra ficar lá no fundo, de boa (lembrem-se de que não sou a maior fã do mundo de vuco-vuco), mas foi tão tranquilo ficar na arquibancada! (mesmo não tendo cadeira pra gente chegar porque entramos com ~só~ 2h de antecedência heh) Um dos principais motivos foi que a maioria das pessoas por lá tinha, tipo, a idade do meu pai 😛 Sério, tinha um tiozão do meu lado com a setlist escrita a mão numa folha de caderno, dobradinha, guardada no bolso, pronta pra ser consultada sempre que necessário (achei isso awesome por motivos de: hoje usamos celular pra tudo).

Show do Iron Maiden - Namorado e eu (me borrando de medo da altura, mas ok)

Falando realmente do show, foi uma energia incrível! Mesmo não conhecendo todas as músicas, não tinha como ficar parada. Foi demais “The Troppers” com a bandeira do Reino Unido <3 e “Fear of the Dark” com um monte de pontinhos de luz na arquibancada. Amei demais que eles fecharam com “Blood Brothers” (que eu nem sabia se era famosa ou não, mas sempre era uma das primeiras que eu colocava pra tocar quando queria ouvi-los) e “Wasted Years” que é, tipo, unanimidade, né?

O que gosto de notar quando vou em eventos assim é como a música une as pessoas e cria um ambiente de paz. Não vi ninguém brigando e os únicos xingamentos que ouvi eram pro povo da frente abaixar porque estavam atrapalhando (“senta, caralhooo!”AHAHA) mas sem confusão, sem encrenca.

Saímos no finalzinho da última música e não tivemos problema nenhum pra ir embora 🙂

Show do Iron Maiden - Público de 42 mil pessoas

Público de 42 mil pessoas *-*

O que tirei de lição dessa experiência foi que não preciso saber todas as músicas de um artista para aproveitar o show se os caras são bons e o Allianz Parque é um puta dum palco, com certeza irei outras vezes!

Dicona: se for estacionar no Bourbon, não compre o voucher antecipado pela internet (que custa R$100). Quando chegamos no shopping não tinha nenhuma separação entre quem ia para o show ou não e acabamos pagando o preço normal (cerca de R$24 por quase 6 horas de estadia), mesmo porque aproveitamos pra jantar por lá 🙂

Outra coisa que ~mexeu~ comigo foi me imaginar lá no meio daquela vibe em um show de alguém que eu goste muito, Whitesnake, por exemplo. Me arrepio só de pensar! Vocês também se sentem assim quando pensam em algo que querem MUITO?

E aí? Contem pra mim qual o último show incrível que vocês foram! Ah, quero saber também se tem algum local (casa de show/teatro/estádio) que é a maior roubada… assim já me preparo para as próximas!

Um beijo! (espero voltar logo)

P.S.: a foto do público é do Iron Maiden 666. Aliás, ótimo relato do show por lá!

Diário

Turistando em São Paulo

Até o ano passado eu não conhecia a Avenida Paulista. Porém em um domingo em que nada saiu como planejado, a Kátia me levou lá. Me apaixonei na hora: gente de todas as tribos convivendo como deve ser, em harmonia. Desde então estava querendo voltar pra lá até que no sábado dia 20 deu certo.
Acabou que fizemos um passeio completo: visitamos parques, passeamos, comemos e tive o gostinho de ao menos visitar alguns metros do Ibirapuera (quero mais!). Engraçado como às vezes a gente foca em conhecer o outro lado do mundo e esquece de conhecer aquele cantinho a 50 km da gente, né?

Eu falo que não preciso ter nada em específico pra fazer pra gostar de ir pra São Paulo. Tudo começa quando vou pra garagem da Viação Cometa pegar o ônibus com destino ao Tietê. Me traz ótimas lembranças fazer esse trajeto de ônibus, já que eu tenho boas memórias de ir pra lá com meus pais quando criança. Incrível como tem uma gama gigante de sentimentos que são desencadeados por uma memória, né?

Notei que dessa vez usei o metrô super tranquila na capital. Eu não estou habituada a usar o metrô, só quando vou pra lá mesmo, então sempre ficava com um medinho. Mas depois de ter usado esse tipo de transporte durante a viagem em lugares cuja língua eu mal conhecia, fiquei muito mais ~de boa~… só uma coisa em específico me irritou muito: as pessoas que estão fora do vagão não esperam as que estão dentro saírem antes de entrar. Isso sendo feito da maneira correta (ou seja: esperando quem tá dentro sair) era algo que vi muito em Paris e principalmente Londres. Será que ninguém se toca que iria facilitar a vida de todos se fosse assim? Enfim… de qualquer forma, em nenhuma estação na Europa eu senti o cheirinho delicioso de pão de queijo que senti na estação da Luz e essa é uma comparação extremamente relevante, viu? #gordasafada

Aos sábados tem algumas atrações que são gratuitas em São Paulo, dentre elas, o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, os quais visitamos. Fato animador: um é em frente ao outro, dá pra ir em ambos em uma úncia manhã. Fato desanimador: gente, eu conheci o Louvre, acho que nunca mais vou enxergar nenhum museu da mesma forma =P (desculpaê, mas é verdade)
Eu já tinha ido no Museu da Língua Portuguesa há uns bons anos, quando eu ainda dava aulas de Informática. Lembro que amei muito naquela época, dessa vez só achei ok. Talvez porque não tivesse nenhuma exposição temporária, por exemplo, então achei tudo bem vazio e “nada de novo”. Mas se tem uma visita que vale é a pro terceiro andar. É uma experiência multissensorial muito bacana, se tiverem oportunidade, participem (é gratuito mas você recebe um bilhetinho com o horário da sua sessão ao entrar no museu).
Já a Pinacoteca, hum, bacana. As luzes são muito melhor posicionadas do que no MASP (juro: tem quadros no MASP que mal dá pra você enxergar de tão cagada que é a iluminação) e tem uns quadros legais, inclusive tem uma área dedicada às mulheres inspiradoras (acho que foi minha parte favorita) porém sou uma mulher muito mais de esculturas do que de pinturas então não rolou tão bem a visita heh Porém adianto que a entrada já vale pelo prédio por si só, muito lindo!


Depois, como ninguém é de ferro, rumamos para a Paulista com um destino certo: Black Dog! Gostaria muito de ter mil fotos, mas só lembrei quando já estava comendo =X Adoro comer lá não somente porque o lanche é uma delícia mas também porque eles fazem parte do programa de pontos do cartão de crédito que uso, sendo assim quando eu pago um lanche, eu recebo outro igual. O mesmo pro churros e pra batata (que estava extremamente salgada, mas tudo bem). Aproveitei pra experimentar o suco de açaí de lá, por indicação da Kátia, e amei! Que delícia *-* Ah! Dessa vez provamos o cachorro quente vegetariano com salsicha de soja e tá aprovadíssimo, viu?
Como já é habitual, passamos na FNAC (adoro) mas não tinha nada num valor muito atrativo, não… Da outra vez, fui lá logo após a Black Friday e as opções de promoção eram incríveis (coleção de DVDs do Poderoso Chefão por R$20, por exemplo).
E depois fomos pro Ibirapuera. Ah, que lindo <3 Sempre quis conhecer esse parque e não fazia ideia do quão imenso ele é. A ideia era alugarmos bicicleta, mas eu precisava estar em Jundiaí em pouco tempo, então só andamos um pedacinho dele (que foi o suficiente pra me deixar com gostinho de quero mais). Mas consegui ficar um tempinho sentada próxima ao Monumento às Bandeiras, em um lago, só relaxando e combinando com minha amiga nosso próximo passeio 🙂
Uma reclamação: um absurdo que o Ibira funcione das 5h às 00h enquanto o Parque da Cidade aqui em Jundiaí funciona só das 6h às 18h ¬¬ uma pena, porque tenho certeza de que teria público pra bem além das 18h, viu? Ainda mais no horário de verão… mas, enfim.

Só sei que eu adoro fazer passeios como esse, ainda mais com pessoas queridas! Aliás, a Kátia também publicou sobre nosso passeio, vem ver: Mundo Kreative 🙂

Alguma sugestão do que mais devo conhecer? Algum passeio imperdível?  Vale em Sampa ou em qualquer outro lugar alcançável por ônibus heh Ah! Lembrando que eu já dei dicas no blog sobre o que fazer aqui em Jundiaí, hein?

Cinema & TV

Klift, Kloft, stil: a porta se abriu!

(aka “Castelo Rá-Tim-Bum: a exposição”)

Se por um lado eu gostaria de ter escrito esse post assim que cheguei em casa da primeira vez que vi a exposição, por outro lado estou contente que só estou podendo escrever agora, depois da primeira onda de emoção ter cessado.
Minha infância foi muito influenciada pelos programas da TV Cultura. Me lembro de deitar na cama com meu pai e assistir Doug e As Aventuras de Tintim enquanto esperávamos dar a hora de ir buscar minha mãe no trabalho. Isso sem contar o interesse pela ciência que O Mundo de Beakman me despertou (inclusive me lembro muito bem de um episódio sobre inércia e de outro sobre o aparelho digestivo – nojentinho pra caramba, bem como a criançada gosta). Mas antes disso, assisti muito Glub-Glub com seus desenhos encantadores (Arrume Tudo e Pare com Isso, muito amor <3) e Rá-Tim-Bum (alguém lembra da família Gorgonzola indo à praia no Senta que lá vem história? E dos enigmas da Esfinge?). Isso sem contar o sumiço do icônico Leo: “cadê o Leo? cadê o Leo? O Leo onde é que está?”.

Sabe, não sei se sou eu que estou muito cética, mas a impressão que tenho é que hoje em dia não existem mais programas assim, que não subjugam a inteligência das crianças. Eram programas inteligentes, que faziam as crianças pensarem. Aliás, não só as crianças: meus pais assistiam comigo e se divertiam também. Pra mim, esse é o principal motivo pro Castelo ter feito tanto sucesso.

Correndo o risco de parecer poser, eu sempre sonhei em entrar no Castelo, sempre! Eu assistia os episódios diariamente e tinha até os VHS que vieram em uma promoção da Folha, assisti até o videocassete quebrar (ei, criançada, cêis nem devem saber o que é isso… tsc tsc). Mas eu sinceramente não me lembro de ter havido um primeiro episódio, tampouco um último. A continuidade se deu de tal forma que a “série” podia ser vista independentemente da ordem dos episódios e isso é incrível!
Obviamente eu tinha meus episódios favoritos, como aquele em que o Castelo vai pro fundo do mar e principalmente aquele com o Leonardo da Vinci (aliás, adorei saber que esse é o preferido da ~Morgana~ também) e, por que não, personagens favoritos (Penélope <3 lembram dela grávida? O Ulisses todo de rosa? Rs coisa linda!), mas eu gostava do “seriado” como um todo. E gostava de verdade, de coração!

Eu aprendi com a Morgana que bruxas não são sempre más. Aprendi com o Zequinha que “porque sim não é resposta”. Eu sei como as chaves e os jarros de vidro são fabricados graças ao Castelo. Aprendi que ser diferente é ok (lembram da chamada do filme? O Nino falava: “eu não sou estranho, sou apenas diferente”) e que não tem problema você ter 300 anos e ainda ser criança. Torci ardentemente para que o Perônio (ou seria o Tíbio?) conseguisse falar sobre o voo das borboletas. Eu desejei fazer a caça aos ovos de Páscoa naquela cozinha do Castelo e torci para o Etevaldo arranjar uma namorada. Sofri com o Tap (ou o Flap, whatever) sendo jogado no lixo e quase indo embora no caminhão. E, ah, quantas as poesias que eu decorei por conta do Gato Pintado: “tic-tac, passa o tempo, tic-tac, passa a hora” <3
E essa exposição estava aí exatamente pra isso, para quem está com quase trinta anos pudesse voltar a viver nos anos 90 de novo. Para você sentar no sofá e entrar no quarto do Nino… para você olhar para a Celeste e falar junto com ela: “nooooosssssa”. Para você voltar a ser criança.

Nem sei descrever de qual parte gostei mais mas sei direitinho em qual momento me senti com um sonho realizado: quando entrei na sala e vi a árvore central. Aí eu me emocionei, foi incrível. Sentei no sofá, tirei foto de cima, de lado, de ponta-cabeça, enfim, me realizei. Outra parte que mexeu comigo foi a das fadinhas: por um momento eu esqueci que estava no MIS e acreditei de verdade que eu estava dentro do lustre do Castelo devido ao envolvimento que a gente tem ao entrar lá.

Uma das coisas mais legais foi ver que a maioria das pessoas que estava lá tinha entre 20 e 30 anos. E é essa mesma a faixa etária de tanta gente que conheço que faz cara de “oi, sou adulto demais pra isso”. Acho que é bem isso que eu tiro de mais especial de ter vivido essa experiência: de vez em quando a gente precisa se desligar de tudo e deixar nossa criança interior brilhar mais.

Só sei que saí de lá de coração aberto e alma leve (só a alma, porque enchi o barrigão com um waffle de doce-de-leite, que ó, de lamber os beiços heh).

POR FAVOR, FAÇAM MAIS EXPOSIÇÕES COMO ESSA. Grata.

P.S.: se você for beeeem observador, notará pela roupa diferente que, sim, fui duas vezes \o/

Desculpa se vocês esperavam uma descrição completinha do que eu vi no MIS, mas a meu ver já existem muitos posts por aí falando de cada cantinho da exposição, então quis focar este no que senti estando lá, em como foi pra mim poder realizar tudo isso dentro das 4 horas (!!!) em que estive nesse mundo encantador *-*