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Diário, Música

Quem não desiste, tudo consegue

Ou (spoiler alert)Como foi conversar pessoalmente com meu crush famoso da adolescência.

Talvez você nunca tenha comprado uma revista por uma reportagem com seu cantor favorito e nem tenha gasto toda a tinta colorida de impressora do seu pai imprimindo fotos de seus ídolos. Talvez você nunca tenha tido sequer uma pasta com recortes e lembranças daquele artista em especial. Mas mais do que isso: talvez você nunca tenha sido fã de alguém. I feel sorry for you.

(e talvez por isso ache o post extremamente chato, etc e tal. beijos de luz)
(vai ser longo, sim. e se reclamar, posto outra vez)

Início dos anos 2000, internet discada, Yahoo! Grupos e o auge das boy bands. Eu estava prestes a completar 13 anos, idade em que eu oficialmente deixaria de ser criança e me tornaria pré-adolescente (na minha cabeça era assim que funcionava), quando vi o Gugu anunciar na TV a mais nova boy band brasileira, Twister. Eu pirei na hora! A música que tocaram (playback, claro) falava sobre um amor que dava 40 graus de febre e queimava pra valer (pra valeeeer), com uma dança sensacional de brinde (só que não, vergonha alheia detected). Engraçado que os vocais deles eram subestimados e os caras realmente eram bons!

Clipe de "40 Graus", Twister, 2000

“Meu amor, esse amor dá 40 graus de febre. Queima pra valer, queima pra valeeeer. É assim como o sol derretendo toda neve dentro de você, dentro de você.” (rimas ricas: não trabalhamos)

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Diário, Música

Sobre demoras de uma década e sonhos que não envelhecem

Antes de mais nada, eu preciso contextualizar vocês, ok? Adoro contextualizar, me deixa. E eu sou extremamente verborrágica, então vocês devem ler umas 800 palavras antes de eu chegar no assunto do post, já aviso.

No início dos anos 2000 a internet não existia dessa forma incrível que existe hoje. Nós ainda estávamos descobrindo o mundo maravilhoso da web e o conteúdo ainda era bastante limitado ao dinheiro que você tinha pra torrar em pulsos da internet discada, por exemplo =B. Não existia YouTube com seus vídeos relacionados, nem Spotify com a descoberta da semana. Era bastante comum que as músicas novas que descobríamos, seria ouvindo rádio, em trilhas sonoras de filmes e novelas ou no Disk MTV.

Disk MTV

Disk MTV, sua fonte de clipes na época em que não existia YouTube 🙂

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Diário, Música

Turnê The Book of Souls – Iron Maiden: EU FUI!

*COF COF… limpa a poeira e tira as traças*

Tem gente que é de balada, tem gente que é de bar. Mas eu, ah… eu sou de show! Não que eu já tenha ido em muitos, mas é algo que eu realmente gosto de fazer e me sinto bem – mesmo sendo completamente avessa a grandes multidões, engraçado, né?

No final de Fevereiro tive a oportunidade incrível de ir com o Daniel pro show do Iron Maiden no Allianz Parque. Apesar de eu só conhecer as músicas mais coxinha da banda, foi muito marcante pra mim pelos seguintes motivos:

  1. Meu primeiro show em um estádio (tirando um show da Xuxa no Jaime Cintra nos anos 90)
  2. Nunca tinha nem entrado em um estádio desse porte (e o Parmera é meu time do coração, me deixem)
  3. Primeira vez que fui pra um show com o namorado <3
  4. Iron Maiden é foda, Bruce, Eddie e cia são demais

Nosso ingresso era arquibancada superior e, posso falar? Melhor escolha! Tá, a pista seria legal pra ficar lá no fundo, de boa (lembrem-se de que não sou a maior fã do mundo de vuco-vuco), mas foi tão tranquilo ficar na arquibancada! (mesmo não tendo cadeira pra gente chegar porque entramos com ~só~ 2h de antecedência heh) Um dos principais motivos foi que a maioria das pessoas por lá tinha, tipo, a idade do meu pai 😛 Sério, tinha um tiozão do meu lado com a setlist escrita a mão numa folha de caderno, dobradinha, guardada no bolso, pronta pra ser consultada sempre que necessário (achei isso awesome por motivos de: hoje usamos celular pra tudo).

Show do Iron Maiden - Namorado e eu (me borrando de medo da altura, mas ok)

Falando realmente do show, foi uma energia incrível! Mesmo não conhecendo todas as músicas, não tinha como ficar parada. Foi demais “The Troppers” com a bandeira do Reino Unido <3 e “Fear of the Dark” com um monte de pontinhos de luz na arquibancada. Amei demais que eles fecharam com “Blood Brothers” (que eu nem sabia se era famosa ou não, mas sempre era uma das primeiras que eu colocava pra tocar quando queria ouvi-los) e “Wasted Years” que é, tipo, unanimidade, né?

O que gosto de notar quando vou em eventos assim é como a música une as pessoas e cria um ambiente de paz. Não vi ninguém brigando e os únicos xingamentos que ouvi eram pro povo da frente abaixar porque estavam atrapalhando (“senta, caralhooo!”AHAHA) mas sem confusão, sem encrenca.

Saímos no finalzinho da última música e não tivemos problema nenhum pra ir embora 🙂

Show do Iron Maiden - Público de 42 mil pessoas

Público de 42 mil pessoas *-*

O que tirei de lição dessa experiência foi que não preciso saber todas as músicas de um artista para aproveitar o show se os caras são bons e o Allianz Parque é um puta dum palco, com certeza irei outras vezes!

Dicona: se for estacionar no Bourbon, não compre o voucher antecipado pela internet (que custa R$100). Quando chegamos no shopping não tinha nenhuma separação entre quem ia para o show ou não e acabamos pagando o preço normal (cerca de R$24 por quase 6 horas de estadia), mesmo porque aproveitamos pra jantar por lá 🙂

Outra coisa que ~mexeu~ comigo foi me imaginar lá no meio daquela vibe em um show de alguém que eu goste muito, Whitesnake, por exemplo. Me arrepio só de pensar! Vocês também se sentem assim quando pensam em algo que querem MUITO?

E aí? Contem pra mim qual o último show incrível que vocês foram! Ah, quero saber também se tem algum local (casa de show/teatro/estádio) que é a maior roubada… assim já me preparo para as próximas!

Um beijo! (espero voltar logo)

P.S.: a foto do público é do Iron Maiden 666. Aliás, ótimo relato do show por lá!