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Diário, Música

Quem não desiste, tudo consegue

Ou (spoiler alert)Como foi conversar pessoalmente com meu crush famoso da adolescência.

Talvez você nunca tenha comprado uma revista por uma reportagem com seu cantor favorito e nem tenha gasto toda a tinta colorida de impressora do seu pai imprimindo fotos de seus ídolos. Talvez você nunca tenha tido sequer uma pasta com recortes e lembranças daquele artista em especial. Mas mais do que isso: talvez você nunca tenha sido fã de alguém. I feel sorry for you.

(e talvez por isso ache o post extremamente chato, etc e tal. beijos de luz)
(vai ser longo, sim. e se reclamar, posto outra vez)

Início dos anos 2000, internet discada, Yahoo! Grupos e o auge das boy bands. Eu estava prestes a completar 13 anos, idade em que eu oficialmente deixaria de ser criança e me tornaria pré-adolescente (na minha cabeça era assim que funcionava), quando vi o Gugu anunciar na TV a mais nova boy band brasileira, Twister. Eu pirei na hora! A música que tocaram (playback, claro) falava sobre um amor que dava 40 graus de febre e queimava pra valer (pra valeeeer), com uma dança sensacional de brinde (só que não, vergonha alheia detected). Engraçado que os vocais deles eram subestimados e os caras realmente eram bons!

Clipe de "40 Graus", Twister, 2000

“Meu amor, esse amor dá 40 graus de febre. Queima pra valer, queima pra valeeeer. É assim como o sol derretendo toda neve dentro de você, dentro de você.” (rimas ricas: não trabalhamos)

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Viagem

Londres – Big Ben, Elizabeth Tower e Abadia de Westminster

Sabe quando algo inimaginavelmente bom acontece e a cena fica presa na sua memória pra sempre? Foi assim no meu primeiro dia em Londres (aliás, eu poderia dizer que todos foram dessa forma, mas o primeiro em especial ficou marcado).

Como comentei no último post, deixei o Daniel me guiar na capital britânica. Logo na tarde em que chegamos fomos pernear. Comemos um lanche no Subway (tem pimenta jalapeño como opcional pro lanche!) e em seguida nos dirigimos ao metrô. Pegamos a linha Jubilee, sentido Stratford. *pausa pra me emocionar ao lembrar da moça do metrô falando “Stratford” com sotaque britânico*
Descemos na estação Westminster e notei uma agitação vinda do Daniel ao acharmos a saída, sabia que algo estava pra acontecer. Fui subindo as escadas do metrô e, quando menos percebi, olhei pro alto e lá estava ele. Cara, que emoção, que cara de boba, que coisa incrível: o Big Ben, ali, na minha frente. E, pra completar, tinha um músico em um café bem próximo dali interpretando “Hallelujah”, ou seja: trilha sonora perfeita.

As margens do rio Tâmisa e o Parliament inglês, com o Big Ben lindo

As margens do rio Tâmisa e o Parliament inglês, com o Big Ben lindo *-* (fonte)

Muita gente não sabe, inclusive eu também não sabia, mas o Big Ben não é o relógio da torre do Palácio de Westminster (que se chama Elizabeth Tower), mas sim, o sino. É emocionante estar naquela região e, do nada, ouvi-lo tocar.
O sino foi instalado em 1859 durante a gestão do Ministro de Obras Públicas, Sir Benjamin Hall, um cara bem alto e corpulento, por isso o nome de Big Ben. A emissora de rádio BBC transmite diariamente as badaladas e em eventos específicos, ocorrem badaladas fora de hora (durante as Olimpíadas de 2012, por exemplo, e no funeral do Rei Jorge VI em 1952).

Coisa linda a Elizabeth Tower

Coisa linda a Elizabeth Tower (fonte)

Posso falar? Dá até dor no pescoço de tanto que você quer olhar pra cima e admirar a torre. Novamente, fui surpreendida pelo tamanho, imaginava algo muito menor, mas a Elizabeth Tower tem quase 100m de altura (ok, 1/3 do tamanho da Torre Eiffel, por exemplo, mas ainda assim). E, pra vocês tem uma idéia, só o sino pesa 13 toneladas. Uow.

Funcionamento: o tempo todo 🙂
Entrada: olhar da calçada é de graça, mas é possível fazer um tour pelo Parliament, por 18 libras, conforme informações no site oficial.
Localização: Westminster, London SW1A 0AA, Reino Unido
www.parliament.uk

Bem próxima à Elizabeth Tower fica a Abadia de Westminster (ou Westminster Abbey), também conhecida como Igreja do Colegiado de São Pedro oooou o lugar em que a plebéia entrou pra realeza *suspira* (enquanto estou escrevendo esse textos, meus olhos estão marejados, juro).

Abadia de Westminster, o lugar onde sonhos se tornam realidade

Abadia de Westminster, o lugar onde sonhos se tornam realidade

Não chegamos a entrar na Abadia (seriam quase 100 reais cada entrada, não rolou – sim, me arrependo) mas, ó, nem precisa: olhar de fora já me encantou. É uma igreja diferente de tudo que já vi. Essa arquitetura cheia de “pontas” (desculpaê, manjo muito, beijos) que dão a impressão de que você tá indo pro céu… não sei explicar, só suspirar. A igreja foi fundada na década de 970, cêis tem noção disso???

Se vocês repararem, nem a Abadia e nem a Catedral de St. Paul (logo, logo escrevo sobre ela! escrevi!) tem uma cruz, pois são da Igreja Anglicana (se tiver interesse, nesse link mostra a origem dessa religião, mas falarei mais sobre isso ao postar sobre a London Tower).

Olha que linda que é essa igreja

Olha que linda que é essa igreja *-* (fonte)

Desde o século 14, a Abadia preside a coroação dos monarcas britânicos e nela estão sepultados William Shakespeare, Sir Isaac Newton e Charles Darwin. Tá bom ou quer mais? heh

Funcionamento: para visitação, de segunda a sábado, pros horários é só conferir no site oficial
Entrada: novamente, olhar da calçada é de graça, mas a visita custa 20 libras por pessoa. Dicona: se for de segunda, terça, quinta ou sexta às 17h você pode participar de uma missa e não paga nada pra entrar.
Localização: 20 Deans Yd, London SW1P 3PA, Reino Unido
www.westminster-abbey.org

Ficamos um bom tempo naquela área, só observando o céu (gente, tinha momentos em que víamos 4 aviões no céu ao mesmo tempo!), os londrinos e os poucos turistas… e foi naquela região que o Dan tirou minha foto preferida de Londres:

A maioria dos símbolos londrinos em um só lugar

A maioria dos símbolos londrinos em um só lugar: cabine telefônica, ônibus de dois andares, Big Ben na Elizabeth Tower, Abadia de Westminster e placa do Underground.

E foi aí que começou a minha paixão pela cidade em que me achei. Em Londres ninguém te olha estranho. Você vê executivos usando calça verde musgo e meia laranja. Você vê senhorinhas elegantes conversando felizes com mulheres de cabelos tão roxos quanto seu próprio guarda-chuva e não nota um olhar estranho. Todo mundo no metrô é bonito. Todo mundo lê. Todo mundo parece estar ocupado demais com sua própria vida pra se preocupar com o que o outro veste ou deixa de vestir…

Nem consigo descrever a emoção de estar nesse cantinho da capital britânica. Se em Paris eu realizei um sonho, Londres criou um novo sonho em mim: morar lá, usar o Underground lotado todos os dias e poder, de vez em quando, contemplar uma das vistas mais lindas da minha vida.

*enxuga as lágrimas*

E no próximo post, outro ícone: o Palácio de Buckingham em toda sua imponência e o respeito que todos tem pelo lugar.

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Viagem

Paris – Torre Eiffel

Esse post faz parte da série Marinheira de Primeira Viagem, onde conto um pouquinho sobre meu planejamento e a viagem dos meus sonhos para a Europa (minha primeira viagem internacional, organizada de forma totalmente independente, praticamente um mochilão).

Já falamos por aqui sobre a Catedral de Notre Dame e a ponte dos cadeados além do Palácio de Versalhes. Agora chegou a vez do relato do meu encontro com a Dama de Ferro *-*

Acho que de todos os pontos turísticos que tive oportunidade de ver de perto, a Torre Eiffel (ou fucking torre, como Daniel e eu chamávamos heh) era o qual eu mais estava ansiosa pra conhecer. Aproveitamos que nos sobrou bastante tempo no dia em que fomos pra Versalhes e rumamos pro Champs de Mars (ou Campo de Marte, como é chamado o “parque” em frente à Torre) naquela mesma tarde do dia 14 de maio.
Acredito que fomos da estação Versailles-Chantiers de trem até a Gare Montparnasse e lá tomamos o metrô no sentido Charles de Gaulle-Etoile, descendo na estação Bir-Hakeim, é a linha 6 do metrô. Bem fácil!

Fomos nos aproximando aos poucos e, quando menos percebi, lá estava ela, aquele monte de ferro imponente, em seus 324 metros de altura e mais de 120 anos de idade. Que. Coisa. Linda.
Se tem algo que muito me surpreendeu nessa viagem foi o tamanho das coisas. Juro, eu não tinha noção da grandiosidade da torre.

A Torre Eiffel foi assim nomeada em homenagem ao seu projetista, Gustave Eiffel, vencedor da competição pelo melhor design do monumento em celebração do centenário da Revolução Francesa. Inicialmente foi construída para ser o arco de entrada da Exposição Universal de 1889 e seria demolida 20 anos depois, mas acabou se tornando um ícone não só de Paris como da França toda (inclusive foi utilizada como símbolo da candidatura francesa das Olimpíadas de 1992).

A emoção de ver a Torre Eiffel de perto é indescritível. O mais bonitinho de tudo isso era ver o Daniel feliz porque eu tava emocionada, sabe? Talvez vocês não consigam entender, mas a oportunidade de viajar pra Europa significou muito pra mim. Minha família sempre me criou muito bem e sempre tive tudo que eu precisava, mas nunca fomos ricos, sabe? Então eu achei que nunca fosse ter a oportunidade de ver o que vi de perto e viver tudo o que vivi nesses 16 dias.

Voltando à torre, dá vontade de tirar foto de todos os ângulos possíveis e fazer aquelas prezepadas todas mas, infelizmente, nesse primeiro encontro entre nós duas (a íntima heh), começou a ventar loucamente (mesmo!) e a cair uma chuva gelada que me congelou os ossos. A sorte foi que eu estava com uma jaqueta de couro (essencial! Usei quase todos os dias, porque me protegia muito bem do vento e de eventuais chuvinhas).
Tentamos nos esconder, mas eram poucos os abrigos (micro telhados de algumas lojinhas) porque, afinal, a torre é praticamente toda vazada, né?, então só ficamos tempo suficiente por lá até que a chuva diminuísse um pouco e pudéssemos correr para o metrô.
Não me preocupei tanto em não ter podido aproveitar muito porque esse era só o nosso segundo dia em Paris, tínhamos mais 2 dias inteiros para voltar lá… e foi o que fizemos! As próximas fotos são da nossa segunda visita, no dia 16 de maio, bem mais tranquila.

O mais legal foi que nesse outro dia, viemos caminhando de outro ponto da cidade e é muito bonito passar por uma rua cheia de árvores e, do nada, a Torre Eiffel surgir em meio a elas *-*

Aí vocês me perguntam: “ué, mas vocês não subiram?” Não e estou bem com isso =P O que pesou quanto a essa decisão foram várias coisas mas, principalmente, o fato de eu achar que a Torre Eiffel já é linda por si só. Dá pra passar um bom tempo deitado no gramado (sim, fizemos isso!) só olhando pra ela. Ok, eu veria Paris de cima. Tá, eu fiz isso quando fui na Galeria Lafayette (post aqui, ó). Além do fato de que nem o Daniel e nem eu somos fãs de altura, por isso achamos melhor gastar nossos preciosos Euros com outras coisas, fica a dica.

Outra coisa importante para se falar é que entre a Torre e o Campo de Marte tem um banheiro público. Só quem já viajou pra lá sabe como é difícil achar banheiro público em Paris, ainda mais digno de ser usado. Ele fica no subterrâneo e era bem limpinho, viu?

Funcionamento: das 9h às 23h
Entrada: a partir de 9 euros e a fila é beeeem grande (para informações, sugiro esse post do Conexão Paris)
Localização: Avenue Anatole France, 75007 Paris
http://www.toureiffel.paris/pt

Mas e aí, quero saber de vocês: qual monumento vocês tem mais vontade de conhecer ou queriam muito e já realizaram essa vontade? Me contem pra eu aumentar minha to-visit list XD

E eu tinha prometido falar do Arco do Triunfo e da Champs Elysee neste post também, mas ia ficar extenso demais, então aguardem com carinho a próxima sexta-feira (post no ar!) ^^