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Diário do desemprego: mês 2 (e meio)

O primeiro post da “série” (que eu espero do fundo do coração que não seja longa) está aqui: mês 1 🙂

Pois é, ainda não rolou uma realocação e continuo em busca de novos desafios profissionais 😛 /clichê Na real meeeesmo, nem me considero uma desempregada, já que não comecei, de fato uma busca por uma vaga e tal. Inclusive hoje estava no centro de Jundiaí e foi assustador ver a quantidade de pessoas com pastas cheias de currículo nas mãos nas filas das agências de emprego e do posto de atendimento ao trabalhador. É triste olhar tudo isso e eu espero do fundo do coração conseguir me virar sem ter uma carteira assinada de novo (coming soon…).

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Cinema & TV, Diário, Literatura

Diário do Desemprego: mês 1

(também conhecido por: “que diabos tô fazendo da minha vida?”)

Como contei nesse post, fui demitida em janeiro de uma empresa na qual eu trabalhava há quase 6 anos. Depois do baque inicial e das mini-férias, veio o desespero… é muito o que a Fabi escreveu no maravilhoso guia Ovelha para a recém desempregada: são etapas bem loucas, instáveis, eufóricas e deprês. Inclusive, foco para esse trecho do link anterior que define bem o sentimento em alguns momentos:

“Ser demitida não implica só estar desempregada, com medo de não ter grana para continuar pagando seu aluguel, nem estabilidade para fazer quaisquer planos a longo prazo (embora essas preocupações sejam constantes). Implica também em lidar com um certo tipo de rejeição, com desacreditar na sua competência e ter sua auto-estima duvidada.(Fabi Oda, grifo meu)

Tudo vai ficar bem, só estou um pouco emotiva

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Começo, meio e fim

Comecei o dia de hoje ouvindo Bon Iver. Lembro até hoje que descobri as músicas calmas e relaxantes deles em uma playlist chamada “Relaxando com Indie Folk” que era a minha salvação para os dias mais estressantes. Acordei e liguei o notebook para ouvir algo. Fiz meu café, limpei a caixinha das gatas, troquei água e dei comida para elas enquanto meu pão de coco esquentava na frigideira. Curti a chuva, mesmo chateada por não conseguir ter secado as roupas lavadas já há dois dias. Cozinhei logo cedo para adiantar o almoço, porque não tem jeito: essa é a minha paixão. Li. Vi um seriado. Brinquei com as gatas. Assisti vídeos sobre finanças. Descansei.

Quinta-feira passada (12/01) meu chefe me chamou assim que chegou na empresa. Me falou que não precisava levar o notebook e se fechou comigo em uma sala com a mão cheia de papéis. Entendi rapidamente que ele estava me demitindo.

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O que você vai ser quando você crescer?

Nunca parei pra pensar muito a fundo nessa pergunta. Pra mim, a escolha do que ser na vida, já tinha sido feita quando fui aprovada no vestibular (meio sem querer). Não tinha mais chance de mudar. E por muitos anos estava tudo bem.

Cursei a faculdade no período da tarde, curso gratuito, não precisei ralar pra pagar. Quando chegou o momento fiz meu estágio em uma escola de Informática e em seguida comecei a trabalhar como professora na Pastoral da Criança. Vocês não fazem ideia do quanto eu amava tudo aquilo! A carga horária era super suave e em parte por isso o salário era bem fraquinho, mas me sobrava tempo para viver. Além do benefício de poder transmitir meu conhecimento e aprender demais com a molecadinha que vinha de uma infância muito diferente da que eu tive. Cresci como pessoa, aprendi a olhar para bem além do meu umbigo. Sorri, briguei e chorei muito durante os 3 anos que estive por lá.

Mas o tempo passou e decidi ir em busca de mais (o que acabei alcançando, novamente, “por acaso”). Mais desafio, mais horas de trabalho, mais dinheiro na conta no final do mês: mais sonhos realizados. Mas muito mais estresse também.

Vivo confortavelmente. Pago minhas contas e dia e sobra um dinheirinho no final do mês. Há um ano, inclusive, fui pra Europa, veja só! Mas depois de cinco árduos anos, percebi que, novamente, nada disso é suficiente.
A saúde pediu arrego, saio de um médico e vou para outro. A saudade que sinto das minhas gatas por ficar doze horas por dia fora de casa falou mais forte. A vontade de ir correr no parque de manhã bem cedo e ir ao mercado na hora do almoço me provoca. Os benefícios incríveis e o restaurante maravilhoso não me convencem mais

Parei para pensar no que eu quero pra mim. E, indo na contramão de boa parte dos meus amigos, eu não quero alcançar o sucesso profissional antes dos 30 anos, nem espero ser gerente ou mesmo coordenadora de uma equipe. Não tenho perfil pra liderar, não faz meu tipo ser agressiva e pisar nos outros pra subir e deusolivre ter que trabalhar até altas horas da noite para ~honrar~ meu cargo. Odeio hora extra. Odeio me preocupar com trabalho estando em casa. Não é essa vida que eu quero…

De Repente 30 - 30, a idade do sucesso

30, a idade do sucesso. Sucesso em quê?

Eu quero trabalhar pra viver e não viver pra trabalhar. Quero ver a luz do sol, sentir o vento batendo no meu rosto, respirar ar puro… Cansei de me sentir um passarinho vendo o mundo através das grades de uma gaiola.
(E isso é algo que não mudaria se eu simplesmente trocasse de emprego mas continuasse na mesma área e atividade, nem se subisse de cargo ou pleiteasse um aumento. Não tem nada a ver com isso.)

E depois de toda essa análise, eu decidi que precisava mudar. E dentre outras tantas possibilidades de mudança, escolhi aquela que me faria feliz e me ajudaria a atingir meus objetivos: voltar para a faculdade. Aí o coleguinha me pergunta: “mas como você escolheu o curso?”. Por incrível que pareça, essa foi a parte mais fácil!

E para você entender, preciso te contextualizar um pouquinho, tá?

Talvez você não saiba mas minha mãe é professora de Português recém aposentada e meu pai é advogado. Sempre estive rodeada por livros, desde criança (fosse um Vade Mecum ou um exemplar surrado de “A Moreninha”, eles sempre estiveram por lá). Como sou filha única e nunca tive muitos amigos (sob story, I know), passei tardes e mais tardes lendo sozinha. Ficava fascinada pelo mundo para o qual os livros me transportavam…

Antes de entrar na adolescência eu já ajudava minha mãe a corrigir provas e perguntava curiosa o que era uma oração coordenada assindética. No colégio, eu era a ~louca~ que lia todos os livros sugeridos pela professora e que chorava se tirava nota ruim em Língua e Linguagem. (Inclusive, lembro até hoje de um trabalho que fizemos sobre “Vestido de Noiva”, um livro de Nelson Rodrigues. Minha dupla era a Ju e caprichamos de verdade – para vocês terem uma ideia, apresentamos o trabalho ao som da marcha nupcial seguida pela marcha fúnebre (quem leu o livro entenderá) – e tiramos nota máxima com louvor.)

Sabe, no final das contas, foram as histórias que me fizeram companhia durante meu amadurecimento. E foi escrevendo algumas, inclusive, que superei minhas dificuldades, limitações e decepções.

Mas por que estou  contando isso? Simples: depois de 10 anos eu escolhi cursar a graduação  com a qual tanto sonhava no colegial… LETRAS! (e, não, eu não quero ser professora)

Eu sei que é clichê dizer que foi por conta dos livros que fiz a escolha (e foi, ué!). Mas muito mais do que a leitura, eu amo também entender o porquê das palavras, saber de onde vieram as expressões e analisar se o objeto que vou usar na locução deve ser direto ou indireto.
Sou uma viciada por Gramática, maníaca por análise sintática.
Sou uma obcecada por Ortografia, injuriada pelo fato de ditongos abertos não serem mais acentuadas (cadê o acento agudo de idéia, minha gente? KD???).
Sempre me segurei pra não corrigir os erros das outras pessoas (principalmente na escrita) e quando algum dos meus amigos tem dificuldade com a nossa língua, sempre pede socorro (e eu ajudo prontamente porque amo. A-M-O).

Parece uma escolha ousada mas penso que essa é minha escolha segura desde sempre. E é como se eu tivesse demorado ~apenas~ 10 anos para perceber isso…

Não tenho a ilusão de que será fácil mudar de área (mesmo porque não quero dar aulas, que seria o caminho mais óbvio) e nem que receberei rios de dinheiro (esse nunca foi meu objetivo), mas aos pouquinhos sei que vou conseguir trabalhar com a palavra escrita, o que sempre foi o meu sonho (mas que deixei adormecido, quietinho).
(e, oi, por enquanto eu tenho um emprego que banca minhas necessidades e a mensalidade do curso, então posso me dar esse luxo de tentar diferente, sei que nem todos tem essa oportunidade e sou MUITO grata por ter)

No final das contas, estou priorizando qualidade de vida. Estou priorizando realização pessoal. Isso pode parecer loucura à primeira vista mas loucura mesmo seria insistir em morrer aos pouquinhos fazendo algo que (posso falar?) odeio fazer.

"Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes"

Dizem que é do Einsten (mas mesmo que não seja, puta mensagem, né?)

E voltando ao início, eu não sei se ainda vou crescer (em estatura não, plmdds!), mas agora eu sei o que eu quero ser e definitivamente não é o que sou hoje.
Quem vem comigo acompanhar cada trecho desse caminho, hein? (eu tenho certeza de que não será fácil mas será recompensador, aposto!)

Um beijo! (e licença que ainda preciso ir contar pro meus pais sobre essa decisão, #shameonme)

P.S.: Depois escrevo bonitinho sobre o curso em si, qual faculdade escolhi e o método EAD, prometo.
P.S.²:  Sabia que hoje é o dia mundial do livro? <3
P.S.:³ e Off-Topic total: vocês tem noção do trabalho que dá castrar uma gata???

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Astrologia, leis da Física e karma

Se eu acreditasse em horóscopo diria que o que estou vivendo só pode ter um nome: inferno astral. Mas, vejam bem, não acredito então preciso buscar outra desculpa pras coisas que tem acontecido na minha vida.

Novembro começou com o meu notebook (que estava de mal a pior há tempos, diga-se de passagem) pifando de vez. Simplesmente deixou de acender a tela. Foi triste? Foi, mas eu já meio que esperava por isso. Ele tinha uns 4 anos de idade já e o cooler não funcionava há tempos. Enrolei um monte pra consertar e a coisa só foi piorando… Será que foi culpa da proximidade do meu aniversário? Não, amiguinhos, culpa da minha procrastinação.

Em uma manhã da semana passada me servi do delicioso café da melhor estagiária do mundo e fui apreciá-lo na minha mesa. Eis que sabe-se lá como, antes mesmo de eu provar, virei a caneca toda em mim e na minha mesa. Me lavei de café da cintura até a canela, inclusive tive que voltar correndo pra casa trocar de roupa porque a situação estava feia. Se eu acho que foi culpa da minha lua em Virgem e ascendente em Libra? Não, eu apenas sou o desastre em pessoa. Lívia Paranóia meets Desastre Bonilha Bonassi, prazer. Mas vamos ver pelo lado bom: meu gaveteiro cheira a café porque mesmo uma semana depois ainda descubro manchas que não vi das outras vezes que limpei =B (menos mal que não coloco açúcar no café, então não melecou tanto)

Já que toquei no assunto apesar de preferir não falar sobre trabalho no blog, digamos que basicamente estamos passando por períodos extremamente difíceis na empresa e no mês passado uma pessoa muito querida da equipe (que muito mais do que um líder era pra gente um paizão mesmo) foi demitida. Então demos aquela brochada, né? A motivação vai lá embaixo e rola até certa revolta, confesso.
Enfim, tudo isso contribui para eu estar bastante distraída e desanimada, e eu creio que foi a causa do ponto mais impactante dos últimos dias: sofri meu primeiro acidente de carro.
Não foi “nada demais”, foi uma batida (não me machuquei, mas estou dolorida nas costas por causa do impacto… o carro tá todo ferrado, acionei o seguro) e a culpa foi totalmente minha (tentei pegar uma saída da rodovia em velocidade maior do que deveria, derrapei em óleo e água, não consegui frear e acertei uma placa), mas esse era o susto que faltava pra eu desabar, né?

Chorei, chorei com gosto. E depois de chorar, parei e refleti. Me peguei pensando no que estou fazendo da minha vida de uma forma tão profunda como há tempos eu não fazia (acho que desde a época em que tinha que decidir qual faculdade prestar – aliás, me lembrem de contar sobre isso). E aí me tranquilizei. Não sei nem como explicar, mas apesar da boa grana que vou gastar no carro, não estou preocupada. Nem brava comigo mesma por não ter feito diferente e evitado o acidente. Aconteceu. Não dá pra mudar. E estou bem com isso.

Não estou dizendo que a batida do meu carro foi meu turnaround, mas ela com certeza me fez conversar muito com as pessoas que amo e, dessa forma, me fez ver as coisas de forma diferente. E eu acredito, de verdade, que a partir do momento que a gente começa a se dar oportunidade pra enxergar diferente, nós damos oportunidade também pra coisas boas acontecerem. É como a Luh falou: ela não acredita em astrologia, coisa e tal, mas ela nota que todo ano no mês do aniversário dela acontecem coisas ruins. Ela mesma disse que talvez já tenha isso tão certo na vida dela que ela procura por isso, entende? Se funciona assim para coisas ruins, talvez funcione para coisas positivas, eu gosto de acreditar nisso 🙂

No final das contas o que importa de verdade é que todas as merdas que aconteceram (não foram só essas que relatei, acreditem) me ajudaram a me achar de novo. Independentemente do décimo terceiro que vai pagar a franquia do seguro e da calça novinha manchada de café. Hoje consigo enxergar que tudo tem uma razão pra ser. Não digo isso no nível karmico da coisa, mas num nível ação/reação e causa/efeito, manja? Terceira Lei de Newton, coisa e tal.

Não é que Niltão tá certo, gente?

Enfim… o que quero dizer é que astrologia não é a minha praia, mas eu acredito piamente que as coisas (boas ou ruins) tem um motivo pra acontecer. Cabe a cada um avaliar e tirar o melhor proveito da situação, certo?

bitches, I’m back!
Um beijo!

P.S.: Pollyanna much meu post? heh